COPA DO MUNDO 2010 – GRUPOS E E F

Agora chegou a vez dos grupos E e F:

GRUPO E (Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões)

Com uma equipe talentosa e renovada, os sempre ofensivos holandeses não devem ter dificuldades para chegar à segunda fase. A segunda vaga deverá ficar entre Camarões e Dinamarca. Já o Japão deverá apenas fazer figuração, mas pode ser importante na definição do grupo caso tire pontos de dinamarqueses ou camaroneses.

Com campanha perfeita nas eliminatórias e um futebol encantador na última Eurocopa (quando foi surpreendida pelo bom time russo, liderado por Arshavin), a Holanda chega credenciada e mais uma vez favorita à Copa do Mundo. Liderada por Arjen Robben e Van Persie, e contando ainda com Van der Vaart e Sneijder, os holandeses podem surpreender, mas para isso, precisarão superar seus traumas e finalmente conseguir um título que bateu na trave por tantas vezes, como em 74, 78 e 98. Não devem ter dificuldades no grupo. O perigo é cruzar com a sempre perigosa Itália logo nas oitavas.

O artilheiro Bendtner, titular do Arsenal, é também o símbolo do atual futebol dinamarquês. Pesado, de força física, mas bastante inteligente taticamente. Será interessante ver o choque de estilos dos dinamarqueses num grupo com times que priorizam o futebol de velocidade, como o Japão, e toque de bola, como Camarões e Holanda. É possível que a disciplina tática garanta à Dinamarca uma das vagas na segunda fase.

O Japão vem conseguindo se classificar para todas as Copas desde 1998, mas por outro lado, não consegue fazer boas campanhas no mundial (nem mesmo em casa conseguiram ir longe). Até contam com bons jogadores, como Nakamura, que atua na Espanha, mas a inexperiência da maioria do time deve pesar bastante. Dificilmente conseguirão passar da primeira fase.

Liderada pelo excepcional atacante Samuel Eto’o, a seleção de Camarões sonha em repetir o feito de 1990, quando chegou às quartas-de-final. Jogando em seu continente e numa chave que lhe permite sonhar, os camaroneses podem mesmo repetir o feito, mas precisarão jogar mais do que vinham apresentando ultimamente. Caso contrário, ainda que superem o confronto direto com a Dinamarca, terão muitas dificuldades num confronto eliminatório diante de paraguaios, italianos ou eslovacos, que hoje parecem estar mais preparados para o mundial.

GRUPO F (Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia)

Num grupo sem grandes adversários, a atual campeã e sempre favorita Itália deve passar com tranqüilidade. E se escrevo “deve” é porque os italianos têm a péssima mania de se complicar na primeira fase e passar raspando. Pior que esta mania (para os adversários), é a outra de seguir vencendo, ainda que de forma cambaleante, e chegar às fases decisivas, eliminando os favoritos que cruzam seu caminho. A segunda vaga será disputada acirradamente pela boa seleção paraguaia e pela Eslováquia. A Nova Zelândia, como se viu na Copa das Confederações, será o saco de pancadas do grupo.

A atual campeã mundial não é mais a mesma. O time consistente, com Cannavaro e Buffon dando solidez à defesa, Pirlo comandando o meio de campo, Totti criando as jogadas e Toni fazendo os gols não existe mais. Envelhecida, a Itália deu vexame nos amistosos e nas últimas competições oficiais que participou. Mas nada disso vale quando falamos da Itália. Conhecida por crescer justamente quando não é favorita, a squadra azzurra jamais deve ser descartada numa Copa do Mundo. E com jogadores talentosos, como o experiente Pirlo e o jovem Montolivo, pode chegar longe mais uma vez no mundial. É bom não menosprezar os tetracampeões do mundo.

Com excelente campanha nas eliminatórias (e cada vez mais respeitado no mundo do futebol), o Paraguai deverá repetir as boas campanhas das Copas de 98 e 2002 e chegar às oitavas-de-final. Para isso, terão que superar a excelente escola tcheca, representada pela boa seleção da Eslováquia. Mas o time de Roque Santa Cruz e do artilheiro do Benfica, Oscar Cardozo, tem tudo para conseguir a segunda vaga da chave.

Para a seleção da Nova Zelândia, estar na Copa já é um feito histórico. O time, sem grandes jogadores, deverá perder todos os confrontos da chave. Se conseguir arrancar pontos de alguém, com certeza terá peso fundamental na definição dos classificados do grupo. Provavelmente é o pior time da Copa.

Descendente da antiga Tchecoslováquia, a seleção eslovaca contra com pedigree para sonhar com uma vaga na segunda fase da Copa. Com bons jogadores, como o meia Hamsik, do Napoli, deverá fazer partida duríssima contra o Paraguai. Se conseguir um triunfo, terá grande chance de realizar o sonho de chegar à segunda fase da Copa. A partir daí, o que vier será lucro para os eslovacos.

Por enquanto é isto aí, em breve divulgo comentários sobre os grupos G e H.

Um abraço.

Texto publicado em 07 de Junho de 2010 por Roberto Siqueira

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