JOANA D’ARC (2019)

(Jeanne)

 

Dirigido por Bruno Dumont.

Elenco: Lise Leplat Prudhomme, Jean-François Causeret, Daniel Dienne, Fabien Fenet, Robert Hanicotte e Yves Habert.

Roteiro: Bruno Dumont.

Produção: Rachid Bouchareb, Jean Bréhat e Muriel Merlin.

Sequência da peça de mesmo nome, acompanhamos Joana da sua primeira derrota até o julgamento pelos ingleses. Se apresentando como musical e com um ritmo muito lento, é um filme lindíssimo e de muitas sutilezas em seus diálogos. O filme tem poucas e longuíssimas cenas, todas focam em diálogos. Um dos cernes é a crítica a religião com muitos momentos que mostram o quão é patética, como na cena em que os sacerdotes pedem a Deus que os ajudem a torturar bem a menina Joana. Aliás, em diversos momentos somos Deus, e Joana olha direto para a câmera, esperando nossa manifestação. É onde entram as músicas, na forma de apelos da menina à divindade. Bastante atual, demonstra também que entre tantos homens, de diversos lados e objetivos, o único ser sábio é uma menina, que se recusa a matar e trair seus ideais.

Texto publicado em 01 de Novembro de 2019 por Adriano Cardoso

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