Monty Python

Na última semana, o lendário grupo de comediantes britânicos Monty Python anunciou sua volta aos palcos depois de 30 anos, assustando os menos informados com a venda de todos os ingressos em apenas 43 segundos. Para gerações mais jovens e menos interessadas no que tivemos de bom no passado, a pergunta era: “Quem são estes caras?”.

A formação clássica do Monty Python contava com Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam, ex-cartunista da revista Mad. Através de um estilo ousado e provocativo notável tanto nos textos quanto na própria maneira de interpretar, eles criavam esquetes anárquicos que, beirando o surrealismo, conseguiam provocar o riso através do absurdo e do conteúdo crítico.

Influentes e bem sucedidos comercialmente ainda hoje (como atesta a mencionada venda recorde de ingressos para o show de retorno do grupo em Londres), os britânicos do Monty Python começaram sua excepcional carreira em 1969 com a série televisiva Monty Python’s Flying Circus, que rendeu 45 episódios divididos em 4 temporadas. Sucesso absoluto de público e crítica, o grupo passou então a realizar shows, programas de rádio e até mesmo jogos de computador. Obviamente, a chegada ao cinema era questão de tempo.

Após lançarem uma coletânea das duas primeiras temporadas da série Monty Python’s Flying Circus, o grupo finalmente estreou nas telonas com “Em Busca do Cálice Sagrado”, uma das comédias mais celebradas e influentes da história do cinema. Depois, vieram ainda “A Vida de Brian” e “O Sentido da Vida”, além do documentário “Monty Python Meets Beyond the Fringe” e de uma apresentação gravada ao vivo no Hollywood Bowl. Mas são mesmo os três longas-metragens que marcaram o nome do Monty Python pra sempre na história do cinema.

A partir daí, eles influenciaram muito do que se viu nas décadas seguintes em termos de comédia, seja na Europa (o grupo português “Gato Fedorento”, muitos comediantes britânicos), nos Estados Unidos (“Os Simpsons”, “South Park”) e até mesmo no Brasil (“TV Pirata” e os primeiros anos do “Casseta & Planeta Urgente!”). Na realidade, a influência do Monty Python é tão grande que fica até difícil citar nomes, já que é possível indicar elementos típicos do grupo em praticamente tudo que se vê nas comédias contemporâneas (no Brasil, o excelente “Porta dos Fundos” é um bom exemplo disto).

Como curiosidade, diz-se que o termo pythonesque (em tradução livre “pythonesco”) está registrado em dicionários da língua inglesa para indiciar algo surreal ou absurdo. Também se atribui ao Monty Python a origem do termo “SPAM”, hoje popular na internet, graças ao episódio “Spam”, em que um casal vai a um restaurante viking no qual a única opção de comida é uma marca de carne enlatada chamada Spam.

Mas independente destas curiosidades, o fato é que o Monty Python foi e ainda é um dos mais importantes nomes da história da comédia.

Um abraço.

Monty PythonTexto publicado em 01 de Dezembro de 2013 por Roberto Siqueira

Uma resposta to “Monty Python”

  1. Semana Monty Python | Cinema & Debate Says:

    […] também para lançar a página “Monty Python”, que você pode acessar na página inicial (lado direito da […]

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