PERDAS E DANOS (1992)

(Damage)

 

Videoteca do Beto #88

Dirigido por Louis Malle.

Elenco: Jeremy Irons, Juliette Binoche, Miranda Richardson, Rupert Graves, Ian Bannen, Peter Stormare, Gemma Clarke, Julian Fellowes, Leslie Caron e David Thewlis.

Roteiro: David Hare, baseado em história de Josephine Hart.

Produção: Louis Malle, Vincent Malle e Simon Relph.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Um elenco muito talentoso, um bom diretor e um bom roteiro infelizmente não são suficientes para transformar “Perdas e Danos” num grande filme. Apesar de sua história trágica, que normalmente conseguiria provocar forte impacto no espectador, o longa não consegue empolgar, apresentando um resultado tão frio quanto os personagens que acompanhamos durante a narrativa. Talvez falte ao filme justamente aquilo que ele pretende investigar: paixão.

O competente líder do parlamento inglês Stephen Fleming (Jeremy Irons) é um homem de reputação intocável e comportamento familiar exemplar, que vê sua vida virar de pernas pro ar quando seu filho Martyn (Rupert Graves), contrariando a vontade de sua mãe Ingrid (Miranda Richardson), inicia um relacionamento com a jovem Anna (Juliette Binoche), por quem ele também se apaixona. Sem hesitar, Stephen se entrega a esta paixão avassaladora e passa a se relacionar com a noiva de seu filho, mesmo sabendo os enormes riscos que estava correndo.

Escrito por David Hare, baseado em história de Josephine Hart, “Perdas e Danos” narra a triste história do bem sucedido Stephen, que vê tudo que ele conseguiu construir ruir por causa de uma paixão sem limites. De maneira inteligente, o roteiro de Hare faz questão de estabelecer a natureza estável da relação entre Stephen e Ingrid logo no início da narrativa, através de uma conversa na cozinha que evidencia o quanto eles se sentem à vontade na presença do outro, deixando claro para o espectador que não se trata de um casamento em crise e que a paixão de Stephen por Anna será algo simplesmente físico, uma enorme atração sexual. Esta mesma cena serve também para deixar claro uma característica de Martyn que será vital para entender o sofrimento de Ingrid futuramente, ao perceber que a relação entre seu filho e Anna não é apenas mais um dos muitos casos do rapaz. Já o primeiro diálogo entre Stephen e Anna tem poucas palavras e muitos olhares, que expõem a atração puramente física de ambos. Afinal de contas, este não é um caso entre duas pessoas com afinidade, que dividem gostos em comum, e exatamente por isso as palavras são desnecessárias. Outra indicação sutil, muito bem explorada pelo diretor Louis Malle, acontece quando Martyn anuncia seu casamento e Stephen derruba vinho na mesa, num prenúncio interessante de que ele seria o responsável por derramar sangue da família por causa daquela paixão. Assim como é sutil a disputa de cara ou coroa antes de uma partida de bilhar, que simboliza o embate entre pai e filho por Anna (curiosamente, Stephen vence e, de fato, ele continua com Anna. Mas, no fim das contas, todos sairão perdendo), ilustrado também quando Stephen olha uma foto e Martyn diz que ele “pode ficar” com ela.

Mas se acerta nos momentos que exigem sutileza, como quando Anna liga para Stephen e marca o primeiro encontro e o movimento de câmera destaca a reação de perplexidade do ministro, Louis Malle erra em conjunto com seu montador John Bloom ao estabelecer a relação entre Stephen e Anna muito cedo, o que não permite que o espectador crie empatia com os personagens e acaba alongando demais o caso deles, tornando a narrativa mais lenta e arrastada e, portanto, menos interessante. Além disso, a melancólica trilha sonora de Zbigniew Preisner oscila bastante durante a narrativa, exagerando em alguns momentos onde o tom sombrio demais parece deslocado. Por outro lado, o diretor acerta ao evitar romantizar as relações sexuais de Stephen e Anna, criando uma atmosfera crua e até mesmo fria através do excesso de closes (que realçam apenas as reações do casal) e do silêncio. Observe, por exemplo, como a falta de trilha sonora torna a primeira relação sexual de Stephen e Anna crua e realista, além de destacar a natureza melancólica daquela relação através do silêncio que predomina na cena. Nesta cena, vale notar ainda como os figurinos sem vida do casal, em tons de preto e branco, sugerem que aquela relação teria um futuro sombrio, algo reforçado após o sexo, quando ambos aparecem vestidos somente de preto, indicando o futuro trágico e a natureza “pecaminosa” daquela relação. E apesar de ambos serem grandes atores, o close nos rostos de Binoche e Irons tira toda a química da cena. Observe ainda como na medida em que as relações se repetem, Malle começa a apresentar cenas mais explícitas, mas sempre mantendo a agressividade em detrimento do carinho e do afeto.

Mas como Stephen foi se meter numa situação complicada como esta? Em primeiro lugar, quero deixar claro que acho repugnante que um pai faça isto com um filho, por maior que seja a paixão. Dito isto, podemos notar que Stephen (interpretado pelo competente Jeremy Irons) é um homem de família, respeitado também no âmbito profissional, mas que, de acordo com as palavras do próprio filho, é alguém “sem paixão” – algo refletido até mesmo em seu terno sempre escuro e sem vida (figurinos de Milena Canonero). A aparição de Anna representa, na lógica distorcida de Stephen, uma oportunidade única de sair da linha, de fazer algo que ele até hoje não fez, mas obviamente o ministro ultrapassa muito esta linha e perde a razão, chegando a sequer prestar a atenção numa importante reunião e sair caminhando pelas ruas de Bruxelas pensando na garota (observe o tom azulado da fotografia de Peter Biziou, que ilustra a tristeza do personagem neste momento). Desesperado, ele pega o trem e vai até Paris encontrá-la, chegando ao absurdo de ligar pra ela no quarto do hotel, mostrando que de fato não tem o menor respeito pelo filho (se é que poderia restar algum respeito por parte de Stephen). A situação se complica ainda mais quando ele decide visitar Anna e conhece Peter, ex-namorado da garota, gerando uma crise de ciúmes. E se todo este sofrimento do personagem é crível, é porque Irons é competente na difícil tarefa de viver um personagem tão repugnante sem afastá-lo completamente do espectador. Por exemplo, após perder Anna pela primeira vez, Irons demonstra bem a amargura do personagem em seu semblante sempre triste e confuso, e o espectador, por mais que não compactue de suas atitudes, entende seu sofrimento. Irons é inteligente ainda em outros momentos, como quando hesita em cumprimentar Anna após Martyn apresentá-la, esperando a reação dela antes de se pronunciar. Como eles já tinham se conhecido numa festa, ele não sabia se ela iria falar sobre isto ou fingir que não o conhecia. E apesar de totalmente descartável, a subtrama que envolve os problemas de Stephen no trabalho servem para que Irons mostre seu talento quando explode contra os funcionários, num reflexo claro de seus problemas na vida pessoal.

Todos estes problemas foram gerados pela fria e misteriosa Anna, uma mulher atraente, mas que carrega uma aura pesada pelo trauma da morte do irmão, que era apaixonado por ela. Juliette Binoche consegue transmitir este peso através do semblante, sorrindo muito raramente e com o olhar sempre desconfiado. Mas se por um lado Anna apresenta um aspecto sombrio, por outro é absolutamente segura do que quer. Ao contrário de Stephen, ela sabe que as selvagens relações sexuais são sinais apenas de uma atração física. Por isso, quando ele afirma que vai deixar a esposa, a resposta simples e direta de Anna deixa claro que Stephen não deveria largar a vida que tem com Ingrid por causa de uma atração sexual, pois ele não ganharia nada com isso (“Você ganharia algo que já tem”). Da mesma forma, Anna quer manter as relações com Stephen, mas não quer perder o conforto que Martyn pode proporcioná-la, o que a leva a dizer frases díspares como “Não nos siga” e “Acha que eu me casaria com Martyn se não pudesse ver você?”. Vale destacar ainda dois momentos especiais da grande atuação de Binoche, quando Anna repete a palavra “cinco” ao ouvir sua mãe dizer que quase casou pela quinta vez, mostrando que já ouvira aquela história diversas vezes, e especialmente quando sorri de maneira contida ao notar a chave do flat na mão de Stephen, mostrando a luta da personagem para conter a felicidade naquele momento. É interessante notar também como o pressentimento materno tem forte presença em “Perdas e Danos”. Repare como a carismática e cuidadosa Ingrid, uma mãe e esposa dedicada, já se mostra incomodada com a presença de Anna durante um jantar, como se soubesse o que a presença dela traria para sua família (e Miranda Richardson demonstra muito bem este incômodo através de sua expressão aflita e de suas palavras ríspidas). Já a Sra. Elizabeth (Leslie Caron), com um dom de premonição digno de Hollywood, percebe a relação entre Stephen e sua filha e pede que o ministro se afaste de Anna. Mas, ao contrário do sentimento de Ingrid, aqui a “previsão” soa forçada (não por culpa da atriz), porque se a relação entre eles era tão clara assim, como os outros integrantes da família nunca percebem o que acontece? Além disso, a lição de moral da Sra. Elizabeth após a morte de Martyn não convence e parece totalmente fora de propósito. Aquele homem já estava sofrendo demais para ouvir aquelas palavras duras. Fechando o elenco, Rupert Graves não agrada na pele de Martyn, mostrando-se exageradamente inexpressivo. Por mais que o personagem também seja alguém pouco carismático, Graves erra na dose e apaga completamente o já pouco iluminado Martyn.

Chegamos então ao momento que poderia transformar “Perdas e Danos” num filme marcante, não fossem tantos os erros cometidos durante a narrativa. Após Martyn ligar para Anna e ouvir que ela “não volta mais hoje”, ele parte para o endereço do flat, conseguido de uma maneira que só descobriremos depois. Um plano rápido mostra a chave do lado de fora do flat e evidencia o descuido fatal do casal de amantes. Quando Martyn sobe as escadas, a tensão toma conta da tela e os olhares incrédulos dos três nos levam ao terrível desfecho daquele encontro. Mais uma vez, Anna é cercada por uma tragédia (observe que ela se joga na cama após a queda de Martyn, desolada). Stephen, desesperado, desce as escadas para segurar o filho, já sem vida (e o plano em plongèe que diminui o personagem ilustra seu sentimento naquele momento). A chuva que recai sobre ele na volta pra casa, além de reforçar o sentimento de tristeza, apenas confirma seu melancólico destino. Ao chegar em casa, encontra Ingrid destruída, que explode em choro, dor, revolta e raiva, num momento estupendo de Miranda Richardson, que transmite com precisão toda a miscelânea de sentimentos da personagem e entrega a melhor atuação de “Perdas e Danos”. Já Stephen acaba perdendo tudo que tinha: Anna, Ingrid, Martyn, seu emprego e seus amigos.

Apesar de contar uma história com potencial para provocar forte impacto no espectador, “Perdas e Danos” apresenta erros básicos que comprometem um longa que tinha tudo para dar certo. Com um elenco muito talentoso nas mãos, Louis Malle consegue extrair ótimas atuações, mas peca em aspectos fundamentais que poderiam tornar a narrativa mais interessante e que certamente aumentariam a força do filme diante do espectador. Infelizmente, o resultado terá algum impacto em nossas mentes somente até assistirmos ao próximo filme e depois, ao contrário da paixão que Stephen sentia por Anna, cairá no esquecimento.

Texto publicado em 05 de Março de 2011 por Roberto Siqueira

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23 Respostas to “PERDAS E DANOS (1992)”

  1. Jordana Says:

    Discordo totalmente da sua conclusão, de que o filme logo cairia no esquecimento. Assisti quando foi lançado, há uns 25 anos, e até hoje é um dos filmes mais impactantes que já vi. Não é preciso mostrar sexo explícito para traduzir a intensidade da paixão entre os dois. O talento extraordinário dos atores dá conta disso, principalmente da parte de Jeremy Irons. Além do mais, a intenção é mostrar, justamente que, apesar da atração física ardente, a relação do casal é fria, do ponto de vista emocional.

  2. João Paulo Bonner Says:

    Adorei sua crítica. Desvelou pontos que me passaram despercebidos… Grato.

  3. Atina Says:

    Gostei bastante dos seus comentários. Achei que a trilha sonora, em alguns momentos, não parecia conectada com a cena: o que eu ouvia parecia não se relacionar com o que eu via.
    As atuações são maravilhosas. Irons me surpreendeu durante e após a cena de sexo em Paris. Num momento, mostrou o êxtase do personagem, seu desespero, uma lágrima que quase não percebi, mas que estava ali. Depois, ficou visível a vontade de Stephen por um momento de normalidade: pediu o café da manhã. Mas nada havia de normal em tudo: hospedado no mesmo hotel em que o filho e Anna estavam, ignorando o bom senso e tudo o mais, a visão de ambos, juntos, o trouxe de volta. Quando ele deitou na cama, encolhido, chorando, não pude ter certeza da razão do seu choro. Seria por perceber a gravidade de suas ações, por sofrer ao Anna e Martyn juntos, ou em razão das duas coisas?
    Concordo com você sobre a inexpressividade do Martyn. Ele não me convenceu quando falou sobre paixão. Além disso, o fato de ele ter aparecido de repente no flat tirou um pouco da minha expectativa sobre o que viria a seguir. Na verdade, fiquei me perguntando como ele tinha chegado até ali.

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pelo elogio e pelo comentário Atina.

      Fique à vontade para comentar sempre que quiser.

      Abraço.

  4. Alice Says:

    Só eu achei que esse filme tem as piores cenas de sexo? Ela parece uma boneca de pano sendo jogada de um lado pro outro e ele parece que cheirou cocaína. Não que precisasse ser um sexo hollywoodiano, mas poxa, quem transa assim?

  5. sandro macedo Says:

    excelente filme.filmes como esse sao inesqueciveis.adoro beleza americana e perdas e danos tem certas coisas em comum como o homem q vinha por um caminho e se ve apaixonado por alguem q muda sua vida.claro no caso de perdas e danos binoche e bem mais perigosa q a lolita de beleza.qualquer um dos dois é um filmão.

  6. Guenia Bunchaft Says:

    Oi Vagner gostei muito do filme acho interessante ver como a atração entre um homem e uma mulher se sobrepuja aos princípios éticos que com certeza todos os dois deviam ter. Não acho repugnante a atitude do Stephen, me parece que o relacionamento dele com a Anna deve ter sido cheio de culpa mas irresistível, tipo Atração Fatal, lembra do filme?
    Guenia Bunchaft
    http://www.sospesquisaerorschach.com.br

  7. Sofia Says:

    Lembro-me desse filme até hoje. Foram marcantes para mim as atuações dos personagens principais.
    Vivi uma situação parecidissima com a historia infelizmente.

  8. Fernanda Says:

    Roberto Siqueira , se tiver mais filmes dela posta pra ver on line, ja assisti alguns e são apaixonantes, acho que ela tem um lado teatral que eu não encontrei em outra atriz como encontrei nela!
    Obrigada e vamos compartilhar bons filmes e bons comentarios…

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Fernanda,
      Eu não posto filmes para assistir online, apenas escrevo sobre eles, ok? Existem bons sites como o Netflix pra isto.
      Também sou fã da Binoche.
      Um abraço e obrigado pelo comentário.

  9. Fernanda Says:

    Gostei muito do filme. Retrata esse lado obscuro que todos nós temos, mas conseguimos esconde-lo, ora bem ora sombriamente mal. Juliette Binoche sempre da show de interpretação!

  10. rita Says:

    acho que, no filme, a paixão é destrinchada como ela mesma é: fria. não há amor entre eles, só desejo – como fome que precisa ser saciada…

  11. Naiara Says:

    ESSE FILME É MESMO INESQUECÍVEL!!! AS CENAS DE AMOR E SEXO SÃO AS MAIS PRÓXIMAS DA REALIDADE QUE EU JÁ VI. A ATUANÇÃO DOS ATORES QUE FIZERAM OS PROTAGONISTAS FICOU IMPECÁVEL. PARABÉNS PELA SUA REPORTAGEM SOBRE O FILME.!!!GOSTARIA DE SABER TAMBÉM SOBRE O QUE VOCÊ PENSA DO FILME QUE ESTÃO PRODUZINDO SOBRE A PRINCESA DIANA, ACHA QUE SERÁ UM GRANDE SUCESSO?QUANDO ASSISTIR POSTE SUA CRÍTICA SOBRE O QUE ACHOU DELE.VALEU!

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Naiara,
      Obrigado pelo elogio.
      Vou procurar saber sobre o filme da princesa Diana.
      Abraço.

  12. Raquel Czarneski Borges Says:

    acho que o filme se propõe a uma narrativa sobre a paixão de forma muito fria, crua e distante. Por isso talvez essa falta de “paixão” que você sentiu. Eu, particularmente, acho que foi muito interessante esse contraste, da paixão furiosa que os personagens estavam vivendo e da forma como nós, espectadores, vemos de forma crua o absurdo da situação e chegamos a nos perguntar como aquelas pessoas não se davam conta do perigo e do risco. Acho que é um grande filme, não precisa ser “empolgante” para isso.

  13. vagner.lr@hotmail.com Says:

    Olá.
    Tudo bem?

    Sempre leio suas criticas e acho elas simplesmente sensacionais, você consegue transmitir detalhes cruciais dos filmes que passam despercebidos pelo grande publico. Por isso meus parabéns.

    Sobre o filme “Perdas e dados” eu concordo com muita coisa do que você disse. Esse é um filme que eu sempre quis ver, desde criança, mas nunca tinha tido a oportunidade. Lembro-me de quando era bem novinho, tinha lá meus 8, 9 anos de idade, ia a locadora e via o cartaz do filme, sempre me despertava curiosidade, tantos anos pra assistir, só agora, aos 25 anos de idade é que o vi pela primeira vez, e de fato, o filme é pouco empolgante, ele tem cenas bem legais, mas não chega a ser um filme cinco estrelas, o que mais gostei foi todo o mistério em torno da personagem de Julette Binoche.

    Um abraço, mais uma vez parabéns.

    Vagner Leme

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Vagner.
      Muito obrigado pelos elogios e pelo comentário. Fique à vontade para comentar sempre que quiser. Ler os comentários de vocês é algo que me deixa muito feliz!
      Realmente a personagem de Binoche é intrigante (e ela é uma excelente atriz, o que também ajuda).
      Um grande abraço.

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