Archive for the ‘Premiações’ Category

OSCAR 1999: SHAKESPEARE APAIXONADO X ALÉM DA LINHA VERMELHA

29 abril, 2014

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor Filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1998 (Premiação em 1999).

Um efeito curioso que acontece com muitos filmes que vencem o OSCAR de Melhor Filme é que, com o passar dos anos, eles passam a serem vistos de outra maneira (normalmente com desprezo) em virtude dos filmes que derrotaram na premiação. O fato é que o inteligente e criativo “Shakespeare Apaixonado” não é tão fenomenal quanto a Academia pensou que era na época em que venceu 7 prêmios, mas também não é tão desprezível quanto a maioria da crítica (e muitos cinéfilos) o consideram hoje. Merecia o prêmio de Melhor Filme? Não. Mas nem por isso merece ser considerado um filme fraco, já que tem inúmeras qualidades, a começar pelo criativo roteiro, além da excelente direção de arte e dos belos figurinos, sem falar nas boas atuações de praticamente todo o elenco.

O problema é que o longa dirigido por John Madden venceu não um, mas três longas claramente superiores. São eles: “O Resgate do Soldado Ryan”, “O Show de Truman” (que sequer foi indicado à Melhor Filme) e o meu favorito “Além da Linha Vermelha”. Pra piorar as coisas, Gwyneth Paltrow venceu Fernanda Montenegro (injustamente) no prêmio de Melhor Atriz e a antipatia em terra Brasilis se tornou inevitável. Em todo caso, reafirmo que gosto do longa e até daria o prêmio de Melhor Roteiro Original (que ele venceu), mas não daria o prêmio de Melhor Filme.

Porque “Além da Linha Vermelha” é melhor?

E então chegamos ao longa dirigido por  Terrence Malick. Longo, em ritmo lento e repleto de reflexões, “Além da Linha Vermelha” não é um filme fácil. E nem era pra ser. O que vemos ali não é um simples filme de guerra, mas sim um filme “sobre a guerra”, ou seja, sobre os efeitos dela no ser humano. Os questionamentos, reflexões e medos dos soldados são palpáveis ao espectador, que ao término das quase três horas de filme, sai com a mente fervilhando em pensamentos sobre a insanidade dos conflitos bélicos. São muitos os momentos sublimes que fazem deste o grande filme de 1998. Os grandes atores sabiam da qualidade do trabalho de Malick e, por isso, aceitaram até mesmo pequenas participações no longa (como fizeram George Clooney e John Travolta). Apesar da excepcional qualidade de “O Resgate do Soldado Ryan” e do genial “O Show de Truman”, meu coração se rende ao brilhantismo de “Além da Linha Vermelha”, que mereceria meu voto para Melhor Filme.

E pra você, qual o melhor filme de 1998 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Shakespeare ApaixonadoAlém da Linha VermelhaTexto publicado em 29 de Abril de 2014 por Roberto Siqueira

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OSCAR 2014 – Vencedores

3 março, 2014

Gosto da ideia de Ellen DeGeneres como apresentadora do Oscar, mas não posso negar, neste ano ela não foi bem. Aliás, “não foi bem” chega a ser um eufemismo neste caso. Ela foi péssima.

Mas nem tudo estava perdido. Tivemos o belo discurso de Jared Leto e o emocionante agradecimento de Lupita Nyong’o, além do interessante (e longo) discurso de Matthew McConaughey.

Quanto aos meus palpites, acertei 19 das 24 categorias, o que não é motivo pra festa alguma, já que com a experiência acabamos nos acostumando a compreender o Oscar e seus mecanismos. Errei sabendo que ia errar na categoria Melhor Roteiro Original, mas eu tinha que apontar “Antes da Meia-Noite”. Eu simplesmente tinha. Além disso, errei com gosto em Melhor Direção, pois foi ótimo ver o excepcional Alfonso Cuarón finalmente sendo reconhecido – aliás, o primeiro latino americano a ganhar o prêmio de Melhor Diretor.

Entre os melhores momentos da cerimônia, os prêmios honorários homenagearam nomes importantes como Steve Martin, Claudia Cardinale e Angelina Jolie (por seu marcante trabalho humanitário), mas é uma pena que os discursos foram relegados a um evento a parte e não puderam ser feitos no próprio Oscar. Se tivessem cortado metade das piadas envolvendo pizza e selfies, quem sabe…

Emocionante como sempre, a sessão In Memoriam lembrou as trágicas perdas de James Gandolfini, Philip Seymour Hoffman, Paul Walker, Peter O’Toole, Roger Ebert, Eduardo Coutinho, entre tantos outros nomes queridos… Triste. Muito triste.

E fechando a noite, Brad Pitt finalmente levou seu primeiro Oscar, mas não como ator e sim como produtor de “12 Anos de Escravidão” ao lado de Steve McQueen e mais cinco pessoas. Mas o grande vencedor da noite foi mesmo “Gravidade”, somando 7 estatuetas, entre elas a de Melhor Diretor.

Vocês podem conferir os vencedores do Oscar 2014 aqui:

Melhor filme

“12 Anos de Escravidão”

Melhor direção

Alfonso Cuarón, “Gravidade”

Melhor ator

Matthew McConaughey, “Clube de Compras Dallas”

Melhor atriz

Cate Blanchett, “Blue Jasmine”

Melhor ator coadjuvante

Jared Leto, “Clube de Compras Dallas”

Melhor atriz coadjuvante

Lupita Nyong’o, “12 Anos de Escravidão”

Melhor roteiro original

“12 Anos de Escravidão”, de John Ridley

Melhor roteiro adaptado

“Ela”, de Spike Jonze

Melhor animação

“Frozen”

Melhor filme estrangeiro

“A Grande Beleza” (Itália)

Melhor design de produção

Catherine Martin e Beverley Dunn, por “O Grande Gatsby”

Melhor fotografia

Emmanuel Lubezki, por “Gravidade”

Melhor figurino

Catherine Martin, por “O Grande Gatsby”

Melhor montagem

Alfonso Cuarón e Mark Sanger, por “Gravidade”

Melhor maquiagem

Clube de Compras Dallas

Melhor trilha sonora original

Steven Price, por “Gravidade”

Melhor canção original

Let it Go”, de “Frozen – Uma Aventura Congelante”

Melhores efeitos visuais

“Gravidade”

Melhor mixagem de som

“Gravidade”

Melhor edição de som

“Gravidade”

Melhor documentário

“A Um Passo do Estrelato”

Melhor documentário em curta-metragem

The Lady in number 6: Music saved my life

Melhor curta-metragem

Helium

Melhor curta-metragem de animação

“Mr. Hublot”

E aí, o que você achou dos vencedores do Oscar 2014?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 03 de Março de 2014 por Roberto Siqueira

OSCAR 2014 – Palpites

2 março, 2014

Olá pessoal,

Já está em cima da hora, as estrelas já se aproximam do famoso tapete vermelho e eu ainda não postei os meus palpites para o Oscar deste ano. Mas calma, já liguei para alguns amigos em Hollywood e pedi para atrasar a festa.

Brincadeiras a parte, este ano eu mal acompanhei as premiações que antecedem o OSCAR e, ao contrário de meu ótimo desempenho em 2013, desta vez eu não assisti nenhum filme concorrente ao prêmio por razões particulares. Portanto, minha torcida este ano será pura e simplesmente por afinidade ou pelo que conheço do passado de cada concorrente. Por exemplo, como um fã de “Filhos da Esperança”, adoraria ver Cuarón sendo reconhecido, mas também ficarei feliz caso Steve McQueen vença, pois admiro seu trabalho em “Shame”. E assim por diante…

Em todo caso, deixarei registrados aqui os meus palpites, baseado simplesmente no pouco que li e nos resultados das premiações que pesquisei rapidamente na internet.

Como de costume, comentarei a cerimônia no twitter, mas nada muito sério, apenas comentários descontraídos que os interessados podem acompanhar no @cinemaedebate.

Pra manter a tradição, seguem meus palpites para o Oscar 2014:

Melhor filme

 “12 Anos de Escravidão”

Melhor direção

Steve McQueen, “12 Anos de Escravidão”

Melhor ator

Matthew McConaughey, “Clube de Compras Dallas”

Melhor atriz

Cate Blanchett, “Blue Jasmine”

Melhor ator coadjuvante

Jared Leto, “Clube de Compras Dallas”

Melhor atriz coadjuvante

Lupita Nyong’o, “12 Anos de Escravidão”

Melhor roteiro original

“Antes da Meia-Noite”, de Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke (OK, confesso, este voto é mais uma torcida de fã que qualquer outra coisa, mas como seria legal ver a Academia reconhecer esta obra-prima).

Melhor roteiro adaptado

“Ela”, de Spike Jonze

Melhor animação

“Frozen”

Melhor filme estrangeiro

“Alabama Monroe” (Bélgica)

Melhor design de produção

“O Grande Gatsby”

Melhor fotografia

“Gravidade”

Melhor figurino

“O Grande Gatsby”

Melhor montagem

“Gravidade”

Melhor maquiagem

Clube de Compras Dallas

Melhor trilha sonora original

“Gravidade”, Steven Price

Melhor canção original

Let it Go”, de “Frozen – Uma Aventura Congelante”

Melhores efeitos visuais

“Gravidade”

Melhor mixagem de som

“Gravidade”

Melhor edição de som

“Gravidade”

Melhor documentário

“A Um Passo do Estrelato”

Melhor documentário em curta-metragem

Facing Fear

Melhor curta-metragem

Helium

Melhor curta-metragem de animação

Get a Horse

Um abraço e bom OSCAR para todos!

Texto publicado em 02 de Março de 2014 por Roberto Siqueira

OSCAR 1998: TITANIC X LOS ANGELES – CIDADE PROIBIDA

27 novembro, 2013

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1997 (Premiação em 1998). Qualquer análise fria a respeito da safra de 1997 perde completamente o sentido sem a devida contextualização. Revendo hoje, tantos anos depois, fica mais fácil apontar “Los Angeles – Cidade Proibida” e “Contato” como filmes superiores ao vencedor do Oscar. Mas o fato é que “Titanic” foi um sucesso tão avassalador de crítica e público que era praticamente impossível não vencer tudo naquele ano. Ano, aliás, que trouxe ainda excelentes filmes como “Boogie Nights”, “Jackie Brown”, “Cop Land” e “Gênio Indomável”, além dos lindíssimos “A Vida é Bela” e “Central do Brasil”, que travaram uma batalha a parte pelo prêmio de filme estrangeiro (adoro “Central do Brasil”, mas considerei justa a escolha da obra-prima italiana). Uma ótima safra, sem dúvida.

Porque “Titanic” é melhor?

Como um filme que classifiquei como “obra-prima” pode ser pior do que um filme que não recebeu este selo? Resposta: não pode. No entanto, eu seria hipócrita demais ao dizer hoje, mais de uma década depois, que votaria em “Los Angeles” naquele Oscar. Ainda que compreenda as qualidades narrativas superiores do filme de Curtis Hanson, não posso negar que o fenômeno “Titanic” foi algo raro, destes momentos que ficam marcados na história do cinema. Assim, meu voto seria para o filme de James Cameron, por mais que “Los Angeles” seja de fato um filme superior. Mas isto não chega a ser um pecado, não é mesmo? “Titanic” continua sendo um belíssimo filme, tecnicamente perfeito e dramaticamente envolvente, apesar dos clichês. E se o Oscar é resultado de marketing e política, sinto-me no direito de ao menos uma vez votar com o coração e não com a razão. Se você discorda, tudo bem. Eu também adoro “Los Angeles”. Ah, e ainda tem “Contato” hein? Que ano!

E pra você, qual o melhor filme de 1997 e por quê?

Um abraço e bom debate.

TitanicLos Angeles - Cidade ProibidaTexto publicado em 27 de Novembro de 2013 por Roberto Siqueira

OSCAR 2013: ARGO X DJANGO LIVRE

3 março, 2013

O Oscar passou e desta vez não vou perder tempo para seguir com minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquela que eu considerei como a melhor produção do ano.

Quem acompanhou minhas previsões para o Oscar sabe que eu gostei da safra deste ano. Assim, escolher o melhor filme tornou-se uma tarefa mais complicada, justamente por me obrigar a deixar de lado o peso dramático de “Amor”, a tensão palpável de “Argo”, a beleza assombrosa de “As Aventuras de Pi” e o realismo de “A Hora mais Escura” somente porque preciso escolher um filme dentre tantos que me agradaram.

No entanto, infelizmente não posso escolher mais de um filme e, pelos motivos também já explicados antes, neste ano eu votaria no filme de Tarantino, talvez como uma maneira de homenagear sua admirável carreira como diretor e roteirista.

Porque “Django Livre” é melhor?

Assim como aconteceu no Oscar 2011, não dá para afirmar que “Django Livre” é melhor que seus concorrentes. Se por um lado não vejo nenhuma obra-prima entre os indicados do ano, por outro também não posso dizer que algum seja uma completa porcaria, ainda que alguns dos indicados sejam claramente inferiores aos demais (como “Lincoln” e “Os Miseráveis”). Por isso, eu poderia facilmente votar em “Argo”, “As Aventuras de Pi”, “Amor” ou “A Hora mais Escura”, mas como considero todos estes filmes muito parelhos em termos de qualidade, decidi utilizar outros critérios em minha escolha e homenagear aquele que considero um dos cineastas mais interessantes dos últimos anos. E apesar de gostar de “Bastardos Inglórios”, considero que “Django Livre” é o melhor trabalho de Tarantino nos últimos anos, recheado com todas suas características marcantes e, por isso, merecedor do meu voto.

E pra você, qual o melhor filme de 2012 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Argo foto 21138856 - Django UnchainedTexto publicado em 03 de Março de 2013 por Roberto Siqueira

OSCAR 2013 – Vencedores

25 fevereiro, 2013

Não vou comentar muito, pois já comentei bastante sobre os indicados no post anterior.

Em suma, Seth MacFarlane começou bem, mas demonstrou não ter um bom timing cômico ao vivo. O excesso de músicas atrapalhou o ritmo. Errei algumas categorias importantes, como Animação e Ator Coadjuvante, mas gostei da festa e dos vencedores em geral.

Você pode conferir os vencedores do Oscar 2013 aqui:

Melhor filme

“Argo”

Melhor direção

Ang Lee, por “As Aventuras de Pi”

Melhor ator

Daniel Day-Lewis, por “Lincoln”

Melhor atriz

Jennifer Lawrence, por “O Lado Bom da Vida”

Melhor ator coadjuvante

Christoph Waltz, por “Django Unchained”

Melhor atriz coadjuvante

Anne Hathaway, por “Os Miseráveis”

Melhor roteiro original

“Django Livre”, de Quentin Tarantino

Melhor roteiro adaptado

“Argo”, de Chris Terrio

Melhor animação

“Valente”

Melhor filme em língua estrangeira

“Amor” (Áustria)

Melhor direção de arte

“Lincoln”

Melhor fotografia

“As Aventuras de Pi”

Melhor figurino

“Anna Karenina”

Melhor montagem

“Argo”

Melhor maquiagem e penteado

“Os Miseráveis”

Melhor trilha sonora original

“As Aventuras de Pi”

Melhor canção original

Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall”

Melhores efeitos visuais

“As Aventuras de Pi”

Melhor mixagem de som

“Os Miseráveis”

Melhor edição de som

“A Hora Mais Escura” e “007 – Operação Skyfall”

Melhor documentário

Searching For Sugar Man

Melhor documentário em curta-metragem

“Inocente”

Melhor curta-metragem

Curfew

Melhor curta-metragem de animação

Paperman

E você, gostou das escolhas da Academia em 2013?

Um abraço e bom debate.

ArgoTexto publicado em 25 de Fevereiro de 2013 por Roberto Siqueira

OSCAR 2013 – Palpites

23 fevereiro, 2013

Olá leitor,

Mais uma vez o Oscar se aproxima e os palpites começam a agitar o mundo cinéfilo. Só que ao contrário da maioria das premiações recentes, neste ano a disputa parece estar muito mais acirrada e imprevisível, especialmente na categoria “Melhor Diretor”, na qual Ben Affleck, o grande vencedor de prêmios importantes como o SAG, DGA e PGA, sequer foi indicado.

Assim, a cerimônia tem tudo para ser mais interessante do que vinham sendo as edições recentes, especialmente se Seth MacFarlane conseguir repetir no palco o humor sarcástico que caracteriza seus trabalhos.

Como neste ano eu consegui assistir no cinema oito dos nove indicados ao prêmio de Melhor Filme, resolvi incrementar meu tradicional post de palpites, listando não apenas quem eu acho que deverá vencer em cada categoria (o que não é tão difícil, considerando as premiações que antecedem o Oscar), como também aquele que receberia o meu voto – o que, obviamente, são coisas bem diferentes. Infelizmente, faltaram filmes importantes como “O Mestre”, “As Sessões”, “O Impossível” e “Indomável Sonhadora”, mas acho que já posso opinar em muitas categorias com base no que assisti – e, por favor, perdoem alguns dos meus votos considerando que não assisti aos filmes mencionados.

O Oscar marcou um importante ponto de virada na história do Cinema & Debate no ano passado, praticamente dobrando o número de acessos diários após a semana especial na qual escrevi sobre os dez filmes que concorreram à estatueta principal em 2011. Neste ano, resolvi dar um passo adiante e assistir ao máximo possível de filmes antes da cerimônia, para dar maior embasamento aos meus comentários. O próximo passo deverá ser ainda mais importante e definir novos rumos para o blog, mas vocês terão que aguardar um ano para acompanhá-lo. 😉

Finalmente, aqueles que estiverem interessados em acompanhar meus comentários durante a transmissão podem me seguir no Twitter @cinemaedebate.

E agora, meus palpites para o Oscar 2013:

MELHOR FILME

Deve vencer: “Argo”

Motivo: O favoritismo de “Lincoln” foi praticamente demolido pelas premiações de peso que antecedem o Oscar, mas a vitória do filme de Spielberg ainda não pode ser descartada. De qualquer forma, baseado nas escolhas dos principais sindicatos e até para compensar a não indicação de Affleck como diretor, acho que “Argo” deve levar o principal prêmio da noite.

Meu voto seria para: “Django Livre”

Motivo: Poucas vezes foi tão difícil escolher qual seria meu voto para melhor filme. Gostei muito do tenso “Argo”, fiquei encantado pelo apuro visual de “As Aventuras de Pi”, fui devastado pelo peso dramático de “Amor” e sugado pelo realismo de “A Hora mais Escura”. Mas, talvez como forma de homenagear uma carreira tão sólida como a de Tarantino, eu votaria em “Django Livre”, longa divertidíssimo que traz todas as características marcantes da carreira do cultuado roteirista/diretor, como as referências ao próprio cinema e à cultura pop, a estilização da violência e o humor peculiar, contando ainda com atuações muito inspiradas de quase todo o elenco e algumas das cenas mais engraçadas já imaginadas por Tarantino.

MELHOR DIREÇÃO

Deve vencer: Michael Haneke, por “Amor”

Motivo: Com a ausência de Affleck, Spielberg poderia ser considerado o favorito nesta categoria, caso não tivesse sido derrotado e até mesmo ignorado pelas premiações dos sindicatos. Por isso, acredito que Haneke deve finalmente ser reconhecido, consolidando sua posição na indústria após o sucesso de crítica de “A Fita Branca” e do próprio “Amor”, que deve vencer também como Melhor Filme Estrangeiro e completar a dobradinha do diretor austríaco.

Meu voto seria para: Tarantino. Não foi indicado? Affleck. Também não foi indicado? OK, então Haneke.

Motivo: Com a ausência de Ben Affleck, Quentin Tarantino e Kathryn Bigelow, Haneke é disparado o melhor entre os indicados.

MELHOR ATOR

Vai vencer: Daniel Day-Lewis, por “Lincoln”

Motivo: Venceu todas as premiações anteriores.

Meu voto seria para: Daniel Day-Lewis, por “Lincoln”

Motivo: Ainda que não seja a melhor atuação de sua excepcional carreira, Day-Lewis mais uma vez impressiona pela maneira como mergulha no personagem, ainda que desta vez seu trabalho não seja tão marcante como nos dois que lhe renderam a estatueta antes. Gosto da atuação de Washington em “O Voo” e também gosto do desempenho de Jackman em “Os Miseráveis”, mas nem eles nem a interessante atuação de Bradley Cooper merecem mais o prêmio do que o já consagrado Day-Lewis (lembrando que não assisti “O Mestre” e, portanto, não posso opinar sobre a atuação de Joaquin Phoenix).

MELHOR ATRIZ

Deve vencer: Jennifer Lawrence, por “O Lado Bom da Vida”

Motivo: Vencedora do SAG (que possui grande parte dos votantes da Academia), Lawrence é uma das queridinhas da América na atualidade e realmente tem grande talento. Sua vitória pode consolidar sua carreira em ascensão e estabelecer Jennifer como a grande estrela do momento, ainda mais após o sucesso de “Jogos Vorazes”. Mas a vitória de Emmanuelle Riva (que está ótima em “Amor”) não pode ser descartada, até como forma de reconhecer sua longa carreira no cinema. Jessica Chastain também conquista o respeito da Academia em velocidade assustadora, mas acho que ainda não chegou a sua vez. Para Watts e Wallis, a indicação já é um prêmio de consolação.

Meu voto seria para: Emmanuelle Riva, por “Amor”

Motivo: Gosto muito de Jennifer Lawrence, nem tanto por “Jogos Vorazes”, mas por sua atuação marcante em “Inverno da Alma” e agora em “O Lado bom da Vida”, onde ela realmente se destaca com seu carisma e espontaneidade. Também gostei da forte atuação de Chastain, mas admito que a sensibilidade de Emmanuelle Riva em “Amor” me conquistou. Como não assisti ainda “O Impossível” e “Indomável Sonhadora”, não posso opinar a respeito das atuações de Naomi Watts e da mais nova atriz já indicada ao Oscar, Quvenzhané Wallis.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Deve vencer: Tommy Lee Jones, por “Lincoln”

Motivo: Categoria complicada, com cinco atores competentes e respeitados pela Academia. Lee Jones venceu o SAG e carrega algum favoritismo por isso, mas Seymour Hoffman também pode vencer, assim como Waltz – apesar de ter vencido recentemente também por um filme de Tarantino, o ótimo ator alemão não pode ser descartado. Penso que Arkin e De Niro tem poucas chances, mesmo sendo De Niro um ícone tão admirado.

Meu voto seria para: Christoph Waltz, por “Django Livre”

Motivo: Mesmo não gostando tanto de “Lincoln”, acho a atuação de Lee Jones realmente muito boa. No entanto, não acho seu desempenho muito superior ao de Alan Arkin ou Robert De Niro. E apesar de admitir que adoraria ver De Niro premiado novamente e recuperando-se na carreira, não posso negar que Christoph Waltz mais uma vez dá um show e rouba a cena em “Django Livre”, criando outro personagem divertido e intenso. Aliás, lamento muito a não indicação de Di Caprio nesta categoria, já que seu vilão consegue ficar a altura do ótimo caçador de recompensas vivido por Waltz. Pra fechar, não posso opinar sobre o desempenho de Seymour Hoffman, pois não assisti “O Mestre” (shame on me!).

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Vai vencer: Anne Hathaway, por “Os Miseráveis”

Motivo: Venceu todas as premiações anteriores e é queridinha da Academia.

Meu voto seria para: Anne Hathaway, por “Os Miseráveis”

Motivo: Apesar de sua curta participação no filme, gosto mais do desempenho de Hathaway (adoro a música “I dreamed a dream”) do que das atuações de Jacki Weaver (que está bem) e especialmente de Sally Field, que está apenas razoável em “Lincoln”. Só que meu voto nesta categoria perde toda a credibilidade porque, infelizmente, não consegui assistir as elogiadas atuações de Helen Hunt e Amy Adams.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Deve vencer: “Django Livre”, de Quentin Tarantino

Motivo: “A Hora mais Escura” venceu o WGA, o que pode influenciar a Academia, mas até como forma de compensar sua não indicação ao premio de melhor diretor, Tarantino deve ser reconhecido por seu ótimo trabalho nesta importante categoria.

Meu voto seria para: “Django Livre”, de Quentin Tarantino

Motivo: Este ano não tem pra ninguém. Gosto de todos os concorrentes, mas a criatividade de Tarantino conquistou meu voto.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Deve vencer: “Argo”, de Chris Terrio

Motivo: David O. Russell tem boas chances com “O Lado bom da Vida”, mas acho que a coleção de prêmios recebidos por “Argo” influenciará a Academia, que tentará compensar a não indicação de Affleck como diretor dando outros prêmios importantes para seu ótimo filme.

Meu voto seria para: “Argo”, de Chris Terrio

Motivo: Gosto de “O Lado bom da Vida”, mas não por causa do roteiro, que não consegue evitar clichês básicos. A magia de “As Aventuras de Pi” se deve muito mais à direção de Ang Lee e à sua deslumbrante fotografia e o roteiro de “Lincoln” altera a história sem qualquer justificativa plausível (como vocês podem conferir aqui), o que não invalida o bom trabalho feito por Tony Kushner, mas certamente compromete o resultado final. Assim, só me resta votar em Chris Terrio, que aproveita o potencial da história real e faz um bom trabalho em “Argo” (lembrando que não assisti “Indomável Sonhadora” e, portanto, não posso opinar a respeito do trabalho de Lucy Alibar & Benh Zeitlin).

MELHOR ANIMAÇÃO

Deve vencer: “Detona Ralph”

Motivo: “Valente” não pode ser descartado, até pela força da Pixar e por ter vencido prêmios importantes como o BAFTA. Mas “Detona Ralph” venceu o PGA e é claramente a melhor animação do ano.

Meu voto seria para: “Detona Ralph”

Motivo: Com sua forma criativa de abordar o fascinante mundo dos games e sua dupla carismática de personagens centrais, esta é com certeza a melhor animação do ano e ponto final.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Deve vencer: “Amor” (Áustria)

Motivo: Se não vencer na categoria principal (o que é possível), aqui não tem jeito, Haneke vai vencer.

Meu voto seria para: “Amor” (Áustria)

Motivo: Infelizmente, não consegui assistir aos outros concorrentes e, por isso, meu voto aqui não tem validade alguma.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Deve vencer: “Os Miseráveis”

Motivo: Musicais tem tradição de vencer nesta categoria. Além disso, se o longa consegue nos transportar para a época da narrativa, é graças também ao bom trabalho de Eve Stewart e Anna Lynch-Robinson.

Meu voto seria para: “Os Miseráveis”

Motivo: Não assisti “O Hobbit” e nem “Anna Karenina”. Entre os que assisti, gostei mais da reconstituição de época de “Os Miseráveis” do que da de “Lincoln” (que é muito boa), e ambos são trabalhos claramente superiores ao feito em “As Aventuras de Pi”, já que as ações se concentram num barco perdido no oceano e, portanto, limitam bastante o trabalho de direção de arte.

MELHOR FOTOGRAFIA

Deve vencer: “As Aventuras de Pi”

Motivo: Puro palpite. Em sua décima indicação, talvez Roger Deakins finalmente consiga o Oscar por seu trabalho em “007 – Operação Skyfall”, mas se tivesse que apostar, apostaria no excelente trabalho realizado pelo chileno Claudio Miranda no filme de Ang Lee. Dono de três estatuetas, Robert Richardson também não pode ser desprezado, até porque seu trabalho em “Django Livre” é notável.

Meu voto seria para: “As Aventuras de Pi”

Motivo: Gosto dos outros indicados, mas a maioria das cenas que se passam no mar em “As Aventuras de Pi” poderiam ser transformadas em quadros, tamanha a beleza do longa. Além disso, a fotografia oscila bem entre os momentos de paz momentânea (ou seria calmaria?) e os de puro terror, como o impressionante naufrágio.

MELHOR FIGURINO

Deve vencer: “Anna Karenina”

Motivo: Puro palpite.

Meu voto seria para: “Os Miseráveis”

Motivo: Só assisti dois dos cinco indicados e prefiro o trabalho de Paco Delgado.

MELHOR MONTAGEM

Deve vencer: “Argo”

Motivo: Este parece ser o ano de William Goldenberg, duplamente indicado por “Argo” e “A Hora mais Escura”, mas não podemos descartar Michael Kahn, colaborador tradicional de Spielberg que já venceu três vezes na categoria.

Meu voto seria para: “Argo”

Motivo: Além de transitar muito bem entre as ações paralelas da narrativa, a montagem de William Goldenberg é crucial para que o sufocante clímax de “Argo” funcione. Gosto muito também da montagem de “A Hora mais Escura”, mas nem ele nem qualquer um dos indicados superam “Argo” neste quesito. Já a montagem de “Lincoln” me parece um tanto problemática (o filme poderia ser menor, talvez).

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Deve vencer: “Os Miseráveis”

Motivo: A transformação de Anne Hathaway e principalmente de Hugh Jackman é muito convincente.

Meu voto seria para: “Os Miseráveis”

Motivo: O único que assisti entre os indicados.

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Deve vencer: “007 – Operação Skyfall”

Motivo: Concorrentes de peso nesta categoria. Dario Marianelli já venceu pela ótima trilha de “Desejo e Reparação”, Alexandre Desplat foi indicado cinco vezes de 2006 pra cá, Mychael Danna venceu o Globo de Ouro (o que não significa muita coisa) e John Williams está cansado de ser indicado, tendo cinco prêmios na estante. No entanto, acredito que chegou a vez de Thomas Newman, que levou o BAFTA por “007 – Operação Skyfall” e já soma 11 indicações no currículo.

Meu voto seria para: “Argo”

Motivo: Sou fã de carteirinha de John Williams, mas não gosto de seu trabalho em “Lincoln”, onde ele pesa demais a mão em certos momentos. Gosto muito da linda trilha de “As Aventuras de Pi”, mas ainda prefiro a de “Argo”, que colabora bastante para ampliar a tensão em cenas cruciais. Infelizmente, não assisti aos outros indicados.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Vai vencer: Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall”

Motivo: Todo mundo sabe que Adele vencerá nesta categoria.

Meu voto seria para: “Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall”

Motivo: Se “I dreamed a dream” fosse original, seria indicada e eu votaria nela. Não é o caso, então demonstro que não tenho personalidade e, como uma verdadeira “Maria vai com as outras”, voto em “Skyfall”, afinal de contas, estamos falando de uma música tema de James Bond!

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Deve vencer: “As Aventuras de Pi”

Motivo: Richard Parker.

Meu voto seria para: “As Aventuras de Pi”

Motivo: Já viu o tigre de “As Aventuras de Pi”? Não? Então veja e me diga o que acha.

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Deve vencer: “Argo”

Motivo: É muito complicado mixar diálogos num filme onde o som ambiente tem tanta importância (afinal, as ações acontecem num país em ebulição e repleto de protestos) e, o que é pior, tornar os diálogos claros mesmo com tantas discussões e vozes se sobrepondo.

Meu voto seria para: “As Aventuras de Pi”

Motivo: A mixagem entre o som do mar, a voz do garoto e os sons do próprio tigre tornam tudo ainda mais real. Adoro o trabalho feito em “Argo” também e, na verdade, considero todos bons candidatos nesta categoria.

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Deve vencer: “A Hora Mais Escura”

Motivo: O som tem enorme importância no momento chave do filme, que se passa quase que totalmente na escuridão, e o resultado é simplesmente espetacular. Mas se qualquer um vencer aqui será merecido.

Meu voto seria para: “A Hora Mais Escura”

Motivo: O mesmo citado acima.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Deve vencer: Searching For Sugar Man

Motivo: Venceu PGA, DGA, WGA e BAFTA.

Meu voto seria para: Abstenção.

Motivo: Não assisti nenhum dos indicados.

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

Deve vencer: “Não faço a menor ideia”. OK, só pra não ficar em branco: “Open Heart

Motivo: Puro palpite.

Meu voto seria para: Abstenção.

Motivo: Não assisti nenhum dos indicados.

MELHOR CURTA-METRAGEM

Deve vencer: Buzkashi Boys

Motivo: Chute?

Meu voto seria para: Abstenção.

Motivo: Não assisti nenhum dos indicados.

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Deve vencer: Paperman

Motivo: Com base nos estudos realizados em instituições especializadas em curtas de animação e na direção do vento neste instante, cheguei à conclusão de que não faço a menor ideia de quem vai vencer. Por isso, escolhi o único que assisti até agora (e adorei!).

Meu voto seria para: Abstenção.

Motivo: Só assisti “Paperman”.

E pra você, quem serão os vencedores da noite mais famosa de Hollywood?

Um abraço e bom OSCAR!

and-the-oscar-goes-toTexto publicado em 23 de Fevereiro de 2013 por Roberto Siqueira

OSCAR 2013 – Lista de Indicados

10 janeiro, 2013

O anfitrião da cerimônia Seth MacFarlane (criador da animação “Uma Família da Pesada” e diretor de “TED”) e a atriz Emma Stone anunciaram hoje os indicados ao Oscar 2013.

Ao que tudo indica, Spielberg será mesmo o grande favorito da noite com seu “Lincoln”, indicado em 12 categorias, seguido de perto por “As Aventuras de Pi”, de Ang Lee, com 11 indicações. Além disso, vale destacar a indicação da garota Quvenzhané Wallis por “Indomável Sonhadora” que, aos 9 anos de idade, tornou-se a mais nova atriz indicada ao Oscar na história. Curiosamente, neste ano também temos a atriz mais velha já indicada ao Oscar: Emmanuelle Riva, por “Amor”, de Michael Haneke.

Assim como acontece em todos os anos, qualquer opinião neste momento seria leviana, já que a maioria dos filmes indicados sequer chegou ao Brasil. No entanto, podemos afirmar desde já que Spielberg e Daniel Day-Lewis surgem como os grandes favoritos em suas respectivas categorias. Nas demais, é preciso aguardar um pouco para fazer qualquer aposta.

Até lá, podemos acompanhar as produções que forem lançadas por aqui e torcer por nossos favoritos. Como gosto sempre de lembrar, o Oscar não é atestado de qualidade artística, mas acompanhar a cerimônia de premiação mais badalada de Hollywood é algo sempre divertido.

A cerimônia de entrega dos prêmios acontece no dia 24 de Fevereiro, em Los Angeles, e você pode conferir abaixo a lista completa dos indicados ao Oscar 2013:

Melhor filme

“A Hora Mais Escura”

“Amor”

“Argo”

“As Aventuras de Pi”

“Django Livre”

“Indomável Sonhadora”

“Lincoln”

“O Lado Bom da Vida”

“Os Miseráveis”

 

Melhor direção

Ang Lee, por “As Aventuras de Pi”

Benh Zeitlin, por “Indomável Sonhadora”

David O. Russell, por “O Lado Bom da Vida”

Michael Haneke, por “Amor”

Steven Spielberg, por “Lincoln”

 

Melhor ator

Bradley Cooper, por “O Lado Bom da Vida”

Daniel Day-Lewis, por “Lincoln”

Denzel Washington, por “O Voo”

Hugh Jackman, por “Os Miseráveis”

Joaquin Phoenix, por “O Mestre”

 

Melhor atriz

Emmanuelle Riva, por “Amor”

Jennifer Lawrence, por “O Lado Bom da Vida”

Jessica Chastain, por “A Hora Mais Escura”

Naomi Watts, por “O Impossível”

Quvenzhané Wallis, por “Indomável Sonhadora”

 

Melhor ator coadjuvante

Alan Arkin, por “Argo”

Christoph Waltz, por “Django Unchained”

Philip Seymour Hoffman, por “O Mestre”

Robert De Niro, por “O Lado Bom da Vida”

Tommy Lee Jones, por “Lincoln”

 

Melhor atriz coadjuvante

Amy Adams, por “O Mestre”

Anne Hathaway, por “Os Miseráveis”

Helen Hunt, por “As Sessões”

Jacki Weaver, por “O Lado Bom da Vida”

Sally Field, por “Lincoln”

 

Melhor roteiro original

“A Hora Mais Escura”, de Mark Boal

“Amor”, de Michael Haneke

“Django Livre”, de Quentin Tarantino

“Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson & Roman Coppola

“O Voo”, de John Gatins

 

Melhor roteiro adaptado

“Argo”, de Chris Terrio

“As Aventuras de Pi”, de David Magee

“Indomável Sonhadora”, de Lucy Alibar & Benh Zeitlin

“Lincoln”, de Tony Kushner

“O Lado Bom Da Vida”, de David o. Russell

 

Melhor animação

“Detona Ralph”

“Frankenweenie”

“Paranorman”

“Piratas Pirados!”

“Valente”

 

Melhor filme em língua estrangeira

“Amor” (Áustria)

Kon-Tiki” (Noruega)

No” (Chile)

“O Amante da Rainha” (Dinamarca)

War Witch” (Canadá)

 

Melhor direção de arte

“Anna Karenina”

“As Aventuras de Pi”

“Lincoln”

“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”

“Os Miseráveis”

 

Melhor fotografia

“007 – Operação Skyfall”

“Anna Karenina”

“As Aventuras de Pi”

“Django Livre”

“Lincoln”

 

Melhor figurino

“Anna Karenina”

“Branca de Neve e o Caçador”

“Espelho, Espelho Meu”

“Lincoln”

“Os Miseráveis”

 

Melhor montagem

“A Hora Mais Escura”

“Argo”

“As Aventuras de Pi”

“Lincoln”

“O Lado Bom da Vida”

 

Melhor maquiagem e penteado

“Hitchcock”

“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”

“Os Miseráveis”

 

Melhor trilha sonora original

“007 – Operação Skyfall”

“Anna Karenina”

“Argo”

“As Aventuras de Pi”

“Lincoln”

 

Melhor canção original

Before My Time”, de “Chasing Ice

Everybody Needs A Best friend”, de “Ted”

Pi’s lullaby”, de “As Aventuras de Pi”

Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall”

Suddenly”, de “Os Miseráveis”

 

Melhores efeitos visuais

“As Aventuras de Pi”

“Branca De Neve e o Caçador”

“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”

“Os Vingadores – The Avengers”

“Prometheus”

 

Melhor mixagem de som

“007 – Operação Skyfall”

“Argo”

“As Aventuras de Pi”

“Lincoln”

“Os Miseráveis”

 

Melhor edição de som

“007 – Operação Skyfall”

“A Hora Mais Escura”

“Argo”

“As Aventuras de Pi”

“Django Livre”

 

Melhor documentário

5 Broken Cameras

How to Survive a Plague

Searching For Sugar Man

The Gatekeepers

The Invisible War

 

Melhor documentário em curta-metragem

“Inocente”

Kings Point

Mondays at Racine

Open Heart

Redemption

 

Melhor curta-metragem

Asad

Buzkashi Boys

Curfew

Death Of A Shadow (Dood Van Een Schaduw)

Henry

 

Melhor curta-metragem de animação

Adam And Dog

Fresh Guacamole

Head Over Heels

Maggie Simpson In ‘The Longest Daycare’

Paperman

 

Por enquanto, “Lincoln” parece ser o grande favorito, mas ainda temos muito tempo para que os estúdios façam suas tradicionais campanhas e tentem reverter à situação. Que comecem as apostas!

Quem será o grande vencedor do Oscar 2013 em sua opinião?

Um abraço e bom debate.

Indicados - Oscar 2013Texto publicado em 10 de Janeiro de 2013 por Roberto Siqueira

OSCAR 1997: O PACIENTE INGLÊS X FARGO

15 dezembro, 2012

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1996 (Premiação em 1997).

E finalmente, pela primeira vez desde que comecei a escrever sobre os filmes cronologicamente, a revisão me fez mudar de opinião. Sim, eu continuo achando “O Paciente Inglês” um ótimo filme, mas já não o considero o melhor do ano. Ano, aliás, que teve uma safra bem inferior aos anteriores, o que talvez justifique a enxurrada de prêmios que o bom filme de Anthony Minghella recebeu. Mas o fato é que mesmo com dramas pesados e sensíveis como “Segredos e Mentiras” e “Shine”, o surpreendente “As Duas Faces de um Crime”, o explosivo (e ótimo!) “Missão: Impossível” (que jamais seria sequer indicado), o belo “O Corcunda de Notre Dame”, o polêmico “O Povo contra Larry Flynt” e os divertidos “Pânico” e “Trainspotting – Sem limites” no páreo, o melhor filme do ano é mesmo o criativo “Fargo”, que só confirma o talento assombroso dos irmãos Coen, comprovado inúmeras vezes nos anos seguintes.

Porque “Fargo” é melhor?

Não é difícil compreender porque “O Paciente Inglês” levou tantos prêmios. Tecnicamente, o filme de Minghella é deslumbrante, o que, aliado a um elenco talentoso, ao seu tom épico e à sua abordagem clássica de uma trágica história de amor, compõe uma formula praticamente infalível de conquistar o coração da Academia. Se considerarmos ainda a falta de concorrentes de peso e o já conhecido lobby da Miramax, fica difícil pensar que o resultado poderia ser outro. Mas, de fato, poderia, se o humor cínico e ácido dos irmãos Coen já fosse palatável para os padrões Hollywoodianos da época. Não era. Mas o fato é que “Fargo” é um show de eficiência narrativa, com sua história simples e interessante sendo contada de maneira divertida e inteligente, recheada de ótimas atuações e com o toque especial que só os Coen conseguem dar. Meu voto do ano, sem dúvida alguma.

E pra você, qual o melhor filme de 1996 e por quê?

Um abraço e bom debate.

O Paciente InglêsFargoTexto publicado em 15 de Dezembro de 2012 por Roberto Siqueira

OSCAR 1996: CORAÇÃO VALENTE X RAZÃO & SENSIBILIDADE

3 outubro, 2012

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquela que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do sensacional ano de 1995 (Premiação em 1996). Apesar de considerar as safras de 94 e 99 bastante respeitáveis, não tenho receio de afirmar que a safra de 95 é a melhor dos anos 90. Repleta de filmes memoráveis, a produção cinematográfica daquele ano dificulta até mesmo a escolha dos cinco indicados ao prêmio de melhor filme, tornando a tarefa de escolher o melhor deles em algo quase impossível.

Além da qualidade, impressiona também a variedade das produções. Tivemos boas ficções científicas (“Apollo 13” e “Os 12 Macacos”), romances maduros e apaixonantes (“As Pontes de Madison”, “Razão & Sensibilidade” e a obra-prima “Antes do Amanhecer”), thrillers eletrizantes (“Os Suspeitos” e outra obra-prima, “Seven”), filmes divertidos e sensíveis (“Don Juan DeMarco” e a revolucionária animação “Toy Story”), muita ação (o razoável “Duro de Matar – A Vingança” e o excepcional “Fogo contra Fogo”), violência estilizada (“Cassino”) e épica (“Coração Valente”) e dramas profundamente tocantes (“Despedida em Las Vegas” e a obra-prima “Os últimos passos de um homem”).

Diante de tudo isto, fica extremamente complicado eleger o melhor filme do ano, mas explicarei a razão da minha escolha em seguida. Antes, vou adotar a metodologia atual e indicar meus dez filmes favoritos de 95. Sem ordem de preferência, são eles:

Os 12 Macacos

Antes do Amanhecer

As Pontes de Madison

Coração Valente (meu voto, por razões nada racionais)

Despedida em Las Vegas

Fogo contra Fogo

Os Últimos passos de um homem

Razão & Sensibilidade

Se7en

Toy Story

Num ano tão farto, não posso deixar de comentar também outros prêmios importantes. Por coerência, eu votaria em Mel Gibson como melhor diretor, apesar de não conseguir encontrar defeitos nas direções de David Fincher, Richard Linklater, Clint Eastwood e Tim Robbins. Para melhor ator, apesar de admirar a excelente atuação de Nicolas Cage em “Despedida em Las Vegas”, meu voto iria para Sean Penn, que oferece uma atuação sublime em “Os últimos passos de um homem” – meus outros indicados seriam Morgan Freeman por “Seven”, Ethan Hawke por “Antes do Amanhecer” e (De Niro e Pacino me perdoem!) Mel Gibson por “Coração Valente”. Meu ator coadjuvante favorito do ano seria mesmo Kevin Spacey, mas não pela boa atuação em “Os Suspeitos” e sim por sua participação monumental em “Seven”. Também indicaria Brad Pitt (“Os 12 Macacos”), Patrick McGoohan (“Coração Valente”), Ed Harris (“Apollo 13”) e James Cromwell (uma espécie de consolação para “Babe, o porquinho atrapalhado”).

Entre as mulheres, eu concordaria com a academia e premiaria Susan Sarandon como melhor atriz, indicando ainda três das quatro concorrentes escolhidas pela academia, Elizabeth Shue (“Despedida em Las Vegas”), Meryl Streep (“As pontes de Madison”) e Sharon Stone (“Cassino”), trocando apenas Emma Thompson (“Razão & sensibilidade”) por Julie Delpy (“Antes do Amanhecer”). Premiaria ainda Kate Winslet (“Razão & sensibilidade”) como atriz coadjuvante, Emma Thompson pelo roteiro adaptado de “Razão & sensibilidade”, Andrew Kevin Walker pelo roteiro original de “Seven”, Richard Francis-Bruce pela montagem do mesmo “Seven” e John Toll pela fotografia de “Coração Valente”. Eu sei, deixei grandes filmes como “Fogo contra Fogo” e “Cassino” de mãos abanando, mas acontece. O ano era mesmo excepcional.

Porque eu votaria em “Coração Valente”?

Como já expliquei anteriormente, “Coração Valente” é o filme mais importante da minha vida. Portanto, eu seria hipócrita se dissesse que votaria em outro filme na época, ainda que reconheça a qualidade superior de obras-primas como “Antes do Amanhecer”, “Os últimos passos de um homem” e “Seven”. E apesar de também reconhecer os méritos de “Razão & Sensibilidade” (na verdade, o grande concorrente de “Coração Valente” nas premiações), não acho o filme de Ang Lee melhor que o épico de Mel Gibson.

Se a votação acontecesse hoje e eu levasse em consideração apenas aspectos racionais, meu escolhido seria: eu não sei! Quem sabe “Seven”, pelo magnetismo de sua narrativa; ou “Antes do Amanhecer”, pela apaixonante simplicidade e realismo; ou “Os últimos passos de um homem”, pela importância e relevância do tema abordado com tamanha competência. É, acho que no fim das contas, eu votaria em “Coração Valente” do mesmo jeito, porque cinema não é só razão, é também emoção.

E pra você, qual o melhor filme de 1995 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 03 de Outubro de 2012 por Roberto Siqueira