Archive for the ‘Assuntos diversos (Cinema)’ Category

OSCAR 2000: BELEZA AMERICANA X MAGNÓLIA

24 fevereiro, 2017

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1999 (Premiação em 2000), certamente uma das safras mais interessantes e de alto nível das últimas décadas.

Inquestionavelmente, “Beleza Americana” é um filme acima da média. Além de muito bem dirigido por Sam Mendes, o longa conta ainda com a excepcional atuação do talentoso Kevin Spacey e merece, sem dúvida nenhuma, todo o reconhecimento deste mundo. É também um filme com o qual me identifico bastante, pois assim como Lester Burnham, também não suporto a vida de aparências do mundo moderno. Mas existe um problema na vida de “Beleza Americana” quando falamos de prêmios – no caso, o OSCAR. O ano de 1999 presenteou os cinéfilos não apenas com uma, mas com várias obras destas que ficam marcadas e serão lembradas eternamente, como “Matrix”, “O Sexto Sentido” ou “De olhos bem fechados”, o último trabalho do gênio Kubrick.

Dentre elas, temos ainda duas obras-primas que marcaram uma geração: “Clube da Luta”, de David Fincher, e especialmente “Magnólia”, de Paul Thomas Anderson, dois longas melhores que o longa estrelado por Spacey e com os quais também tenho grande identificação com o tema central, respectivamente, o desapego material e o acaso como agente do nosso destino. Qualquer um deles mereceria meu voto naquele ano, mas infelizmente não posso votar nos dois filmes e, como tenho que fazer uma opção, fico com o filme de Paul Thomas Anderson.

Porque “Magnólia” é melhor?

Apesar da qualidade inegável de “Beleza Americana” (e de outros filmes do ano) e da minha empatia com o tema abordado, não posso deixar de reconhecer e admirar o trabalho perfeito realizado em “Magnólia”, desde a competente direção, passando por toda a parte técnica e pelo talentoso e inspirado elenco. Além disso, “Magnólia” ainda é destes filmes polêmicos, que levantam múltiplas interpretações e abrem margem para discussões, o que particularmente é algo que adoro. Por tudo isso, apesar de reconhecer a excelente safra de 1999, que além dos filmes citados, contava ainda com obras como “O Informante”, “À Espera de um Milagre” e “Toy Story 2”, o meu filme favorito do ano é mesmo “Magnólia”.

E pra você, qual o melhor filme de 1999 e por quê?

Um abraço e bom debate.

beleza-americanamagnoliaTexto publicado em 24 de Fevereiro de 2017 por Roberto Siqueira

Balanço de 2016

9 janeiro, 2017

Se 2015 foi até agora o pior ano da história do blog em termos de produção, 2016 marcou o início da recuperação. Em termos de críticas divulgadas, a recuperação foi bem lenta, especialmente por que tive pouco tempo para a escrita, até por que viajei demais, tanto a trabalho quanto a lazer (o que é muito bom). Além disso, o ano marcou minha consolidação em meu novo desafio profissional e minha reaproximação de amigos e familiares que andava tendo pouco contato, além da ressurreição definitiva do meu time de coração que “roubou” tempo nas quartas e domingos da caminhada para o eneacampeonato nacional. O blog pagou o preço, infelizmente, e de cara a missão de 2017 é equilibrar melhor tudo isso.

Por outro lado, consegui reduzir consideravelmente os inúteis debates via redes sociais sobre aspectos políticos e sociais e passei a focar este tipo de discussão mais entre pessoas próximas, o que é bem mais interessante e produtivo. Estas mudanças (e a santa Netflix!) me permitiram aumentar consideravelmente o número de filmes assistidos durante o ano, estabelecendo meu novo recorde pessoal e quebrando uma marca que já durava 5 anos, o que é motivo de grande satisfação e orgulho diante de tantos desafios.

Assim como em quase todos os anos, os números do site não espelham a minha ausência, mantendo um bom ritmo de crescimento no número de acessos e comentários e trazendo novos e queridos leitores a todo instante. Aparentemente, o Cinema & Debate está cada vez mais consolidado, dependendo apenas de mim mesmo para decolar.

Agora registrando meu novo recorde, 2016 me permitiu assistir 169 filmes (contra 167 em 2011), alguns no cinema e muitos graças a citada Netflix. Como de costume, conto cada filme uma vez só, mesmo que tenha repetido alguns deles durante o ano. Desta vez, tive a felicidade de apresentar clássicos para o Arthur e também para o Raul, com destaque para a trilogia “De Volta para o Futuro”, que obviamente encantou ambos por razões diferentes, além de “Fantasia”, “Fantasia 2000” e dos divertidos “Jumanji”, “O Grinch” e “Labirinto – A magia do tempo” (com o eterno David Bowie, que infelizmente nos deixou). No cinema não tivemos tanta sorte como em 2015, assistindo filmes como “O Bom Dinossauro” e “Pets – A vida secreta dos bichos” (não conseguimos assistir “Rogue One”). Entre os bons filmes que assisti na Netflix, destaco “7 años”, “Amanda Knox”, “A ponta de um crime”, “ARQ”, “Hardcore: Missão extrema”, “Blue Jay”, “Ilegal” e “Cartel Land” (e já deixo uma dica que assisti em 2017, “O invasor americano”).

Em termos de críticas meu desempenho evoluiu bem pouco, mas ao menos consegui divulgar 17 críticas e praticamente concluir os filmes do ano de 1999 da Videoteca, faltando apenas uma crítica que escrevi e não divulguei por conta de uma fratura na mão que me impediu de captar as imagens como gostaria (na realidade fraturei 4 ossos da mão direita e sigo em recuperação).

Mais uma vez, espero que o novo ano seja melhor para o Cinema & Debate e principalmente para o mundo, tendo em vista que 2016 marcou um retrocesso poucas vezes visto em tempos recentes até mesmo no continente que é referência para mim em termos de sociedade e qualidade de vida (claro que me refiro a Europa social democrática). Para continuar a retomada do Cinema & Debate, a compreensão e o amor da minha família, o apoio dos amigos e o carinho de vocês leitores continuarão sendo meus pilares.

Vamos então aos números oficiais do Cinema & Debate em 2016:

– 17 críticas divulgadas na Videoteca do Beto.

– 1 Filme Comentado transformado em crítica (“Rocky Balboa”).

– Uma Semana Especial (“Especial Rocky Balboa”).

Segundo dados do WordPress, os 5 textos mais acessados em 2016 foram:

5° lugar = “Um Estranho no Ninho

4° lugar = “2001 – Uma Odisséia no Espaço

3° lugar = “As duas faces de um crime

2° lugar = “A Missão

1° lugar = “Um Sonho de Liberdade

Desta vez temos apenas uma novidade no ranking e já em terceiro lugar. Os dois primeiros se mantém.

E agora, a lista dos 169 filmes assistidos em 2016 com a cotação no tradicional formado das estrelinhas.

Um grande abraço, obrigado e que 2017 seja um ano cinematográfico para todos nós!

 

balanco-de-2016

Texto publicado em 09 de Janeiro de 2017 por Roberto Siqueira

Crônicas do Meu Silêncio (2015)

6 junho, 2016

Vídeo publicado em 06 de Junho de 2016 por Roberto Siqueira

Feliz dia das mães!

8 maio, 2016

Vídeo publicado em 08 de Maio de 2016 por Roberto Siqueira

Videoteca do Beto: novas aquisições

4 abril, 2016

Olá pessoal,

Abaixo as últimas novidades em DVD:

Drive (2011)

Frozen – Uma Aventura Congelante (2013)

Garota Exemplar (2014)

Interestelar (2014)

Bob Esponja – Um herói fora d’água (2015)

Missão Impossível: Nação Secreta (2015)

Um abraço.

Videoteca do Beto Abr2016Texto publicado em 04 de Abril de 2016 por Roberto Siqueira

OSCAR 2016 – Vencedores

1 março, 2016

Muito pouco a comentar sobre a cerimônia mais imprevisível dos últimos anos.

Chris Rock conseguiu agradar muitos brancos com seu monólogo de abertura, o que dá a precisa noção do quanto ele errou. Num ano marcado corretamente pela polêmica sobre a falta de representatividade não apenas dos negros, mas de mulheres, latinos e asiáticos na indústria do cinema ele poderia ser mais corajoso e tocar na ferida ao invés de tentar amenizar a polêmica.

Confesso que fiquei feliz ao ver “Mad Max: Estrada da Fúria” levar tantos prêmios, mas adoraria ver George Miller levar também o de direção. Doeu tanto quanto um gancho de Rocky ver Stallone perder um Oscar que parecia tão próximo, assim como após a apresentação memorável de Lady Gaga com os sobreviventes de abuso sexual dando as mãos no palco, a vitória da canção de “007 Contra Spectre” tornou-se ainda mais incompreensível. A ausência de prêmios para “Star Wars: O Despertar da Força” também decepcionou muitos fãs. Ao menos a derrota do brasileiro “O Menino e o Mundo” para a obra-prima “Divertida Mente” é compreensível.

Por outro lado, finalmente tivemos a chance de ver Leonardo DiCaprio ser reconhecido por seu talento. Seu discurso foi um dos melhores momentos da noite, cumprindo o protocolo de agradecer pessoas importantes em sua carreira, mas também tocando no tema do aquecimento global e mencionando os povos nativos e pessoas de baixa renda, o que certamente desagradou os que gostaram do monólogo de Chris Rock – e, da mesma forma, confirma o quanto ele acertou. E como foi bom ver o mestre Ennio Morricone, já com seus 87 anos, vencendo seu primeiro Oscar de melhor trilha sonora – ele havia vencido apenas um Oscar honorário até então.

Finalmente, o anúncio de “Spotlight – Segredo Revelados” como melhor filme foi no mínimo surpreendente, apesar do critério de votação do Oscar explicar perfeitamente esta possibilidade.

Enfim, vocês podem conferir os vencedores do Oscar 2016 aqui:

 

Melhor filme

“Spotlight – Segredo Revelados”

Melhor direção
Alejandro G. Inarritu, “O Regresso”

Melhor ator
Leonardo DiCaprio, “O Regresso”

Melhor atriz
Brie Larson, “O Quarto de Jack”

Melhor ator coadjuvante
Mark Rylance, “Ponte de Espiões”

Melhor atriz coadjuvante
Alicia Vikander, “A Garota Dinamarquesa”

Melhor roteiro original
“Spotlight – Segredo Revelados”, de Josh Singer e Tom McCarthy

Melhor roteiro adaptado

“A Grande Aposta”, de Charles Randolph e Adam McKay

Melhor animação
“Divertida Mente”

Melhor filme estrangeiro
“O Filho de Saul” (Hungria)

Melhor design de produção
Colin Gibson e Lisa Thompson, por “Mad Max: Estrada da Fúria”

Melhor fotografia
Emmanuel Lubezki, por “O Regresso”

Melhor figurino
Jenny Beavan, por “Mad Max: Estrada da Fúria”

Melhor montagem
Margaret Sixel, por “Mad Max: Estrada da Fúria”

Melhor cabelo e maquiagem
Lesley Vanderwalt, Elka Wardega e Damian Martin, por “Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor trilha sonora original
Ennio Morricone, por “Os 8 odiados”

Melhor canção original
Writing’s on The Wall”, de “007 Contra Spectre”

Melhores efeitos visuais
“Ex-Machina: Instinto Artificial”

Melhor mixagem de som
“Mad Max: Estrada da Fúria”

Melhor edição de som
“Mad Max: Estrada da Fúria”

Melhor documentário
“Amy”

Melhor documentário em curta-metragem
A Girl in the River: The Price of Forgiveness

Melhor curta-metragem
Stutterer

Melhor curta-metragem de animação
“Bear Story”

E aí, o que você achou dos vencedores do Oscar 2016?

Um abraço e bom debate.

Oscar 2016Texto publicado em 01 de Março de 2016 por Roberto Siqueira

Videoteca do Beto #222 – Rocky Balboa

22 fevereiro, 2016

Olá pessoal,

Como a crítica de “Rocky Balboa” já tinha sido publicada como “Filmes em Geral #98”, somente adicionei em seu cabeçalho a classificação “Videoteca do Beto #222” e desloquei o link para o menu Videoteca do Beto (lado direto, página inicial).

Um abraço.

Texto publicado em 22 de Fevereiro de 2016 por Roberto Siqueira

Rocky Balboa

20 fevereiro, 2016

Para encerrar o especial Rocky Balboa, que tal relembrar a crítica do longa que resgatou o prestígio de Stallone e reacendeu a franquia após 16 anos?

Para acessar a crítica de “Rocky Balboa”, clique aqui.

Um abraço.

Texto publicado em 20 de Fevereiro de 2016 por Roberto Siqueira

Rocky, um Lutador

15 fevereiro, 2016

Para inaugurar o especial Rocky Balboa, que tal relembrarmos a crítica do vencedor do Oscar que gravou o nome de Stallone na história do cinema?

Para acessar a crítica de “Rocky, um lutador” clique aqui.

Um abraço.

Texto publicado em 15 de Fevereiro de 2016 por Roberto Siqueira

Especial Rocky Balboa

14 fevereiro, 2016

Rocky Balboa - EspecialOlá pessoal,

Para comemorar os 40 anos do lançamento de “Rocky, um lutador”, decidi montar este pequeno especial escrevendo sobre todos os filmes da franquia que consagrou Sylvester Stallone como um grande astro do cinema, repetindo a trajetória de seu personagem mais famoso e saindo do ostracismo para a glória.

Ainda que eu não concorde com sua vitória no Oscar, não é difícil entender por que Rocky conquistou a Academia e milhares de fãs ao redor do mundo. Seu carisma e sua história personificam o “sonho americano”, a trajetória do homem que sai de baixo, enfrenta dificuldades e consegue vencer na vida na única oportunidade que tem. Trata-se de um tema praticamente universal e que se torna ainda mais poderoso graças ao carisma e talento de Stallone.

Desconsiderando os aspectos políticos e sociais subentendidos nesta mensagem (e que o próprio Stallone de certa forma questiona no ótimo “Rocky II – A Revanche”), o que fica é um personagem icônico, marcante e verdadeiramente heróico para toda uma geração.

Abram alas, pois o garanhão italiano pede passagem e ninguém conseguirá ficar em seu caminho.

Um grande abraço.

Texto publicado em 14 de Fevereiro de 2016 por Roberto Siqueira