Vídeo: mãe!

No quinto vídeo sobre filmes disponíveis via streaming, convidamos nosso grande amigo Hector Colacelli para falar sobre o controverso longa de Darren Aronofsky.

Confira:

Um abraço e uma semana cinematográfica para todos nós!

Vídeo publicado em 31 de Maio de 2020 por Roberto Siqueira e Thyago Bertoni

Vídeo: Resgate

Quer saber o que eu e o Thyago Bertoni achamos de “Resgate”?

Confira:

Um abraço e uma semana cinematográfica para todos nós!

Vídeo publicado em 24 de Maio de 2020 por Roberto Siqueira e Thyago Bertoni

HEREDITÁRIO (2018)

Cartaz

E se não tivéssemos controle sobre nossos destinos? E se tudo já estivesse decidido, não importa o caminho que escolhermos? Em sua estreia, o diretor Ari Aster inicia Hereditário nos colocando essa dúvida. Lentamente, a câmera se aproxima da maquete da casa da família Graham e nos transporta para o quarto do filho. E assim ele nos mostra o que os aguarda. Serão apenas marionetes, conduzidas por algo além de sua compreensão, os levando para um fim inevitável.

Maquete

Junto com A Bruxa e Corra!, Hereditário faz parte de um tipo de terror que estava esquecido nos cinemas. Nos últimos anos, surfando na onda de Atividade Paranormal, veio uma série de filmes, onde o terror se resumia a sons surgindo de repente ou aparições fantasmagóricas pulando na tela. Subterfúgio apenas para assustar e provocar saltos na cadeira, mas sem acrescentar nada para a história. Hereditário e os outros exemplos citados no começo do parágrafo vão na contramão. Um terror totalmente psicológico e menos baseado em “jump scare”, com ênfase na história que está sendo contada. Para mim, “jump scare” nada mais é do que uma trapaça. Uma técnica preguiçosa. Um clichê do terror moderno.

Praticamente não existe essa técnica em Hereditário. A câmera se move organicamente, como se fosse o olhar do personagem. Isto auxilia a nossa imersão no filme. A adrenalina dispara com o que pode vir a ser mostrado. Ou não. E vem o susto. Ou o alívio. Sem barulho. Sem nada pulando na tela. Sem trilha sonora mudando de repente para nos induzir com o que vem a seguir.

Fazendo uma analogia bem boba, não sei se isso acontece só comigo. Imaginem que do nada vocês pensem “nossa, será que eu perdi minha carteira?”. A mão vai lentamente até o bolso. Os alertas do corpo começam a disparar. Quando a mão chega, vem o desespero ou o ufa! A sensação assistindo Hereditário é praticamente essa durante toda a película.

Hereditário é considerado o melhor filme de terror de 2018, e um dos destaques de forma geral do ano. Sua ausência na temporada de premiações foi sentida. Toni Collette ser ignorada foi uma tremenda injustiça. Sua atuação como Annie é fantástica, retratando o medo, o desespero, e por fim de resignação, quando percebe que não tem o controle de sua vida. Atuação que tinha tudo para ser caricata. Mas em nenhum momento chega a esse ponto. É possível sentir o terror vendo sua atuação.

A atuação de todos deve ser ressaltada. Milly Shapiro, em sua estréia, como Charlie, a caçula da família. Seu silêncio e olhares nos deixam intrigados. Alex Wolff, interpretando Peter, o filho mais velho, tem momentos memoráveis, como a cena do carro e sua atitude transtornada. Mesmo Gabriel Byrne, como Steve, o pai da família, que em um primeiro momento possui uma atuação mais centrada, mas que faz todo o sentido para o filme. Ele é o único que não possui laços de sanguíneos com a família de Annie, e por isso é cético e racional com o que passa ao seu redor. Destaque também para Ann Dowd como Joan, que nos momentos em que aparece, prende nossa atenção.

O filme se inicia no funeral da avó. Lá somos apresentados à família Graham, e passamos a ter ciência de alguns de seus desentendimentos. E conhecemos alguns estranhos amigos da avó.  Em conversas em um grupo de auxílio para superar o luto, descobrimos os problemas psicológicos que afligem os membros da família. Bem, desse ponto em diante, é ladeira abaixo para a família. Se não viu o filme ainda, recomento parar por aqui.

Há momentos chocantes. A cena da morte da filha caçula, uma reviravolta a la Psicose (guardadas as devidas proporções), já que tudo levava a crer que ela seria a personagem central. A reação do filho. A câmera focando seu rosto, catártico. Apenas som ambiente, iluminado somente por uma luz quase sobrenatural do painel do carro. E a forma que o corpo é descoberto pela mãe. A dor sentida e sua demonstração. Arrepia. Temos ainda a utilização de tabuleiros ouija, aparições sobrenaturais, corpos. E tudo sem um “jump scare” sequer.

Cabeça
E o final é uma catarse. O filme entra em um momento “gore”. Impossível focar em outra coisa além do que ocorre na sua frente. E o choque quando o filme termina. Demora uns minutos até que consigamos voltar para a realidade. Recomendo permanecer no sofá por alguns instantes, respirar fundo, pensar em coisas boas. Se submergir sem um período de descompressão, a chance de continuar vendo vultos em cantos escuros é enorme.

Outra característica é que não há uma interpretação definitiva a respeito do que acabamos de vivenciar no filme. Há outras leituras que podem ser feitas. Será que tudo foi verdade, ou eram apenas reflexos dos problemas psicológicos enfrentados pelos membros da família? Outra interpretação é que o filme trata das cicatrizes familiares. De não saber lidar com luto ou com perdas. Dos problemas de relacionamento a doenças psiquiátricas. E com o fato de não saber lidar com as dificuldade e problemas que vão surgindo, mesmo que as vezes aleatoriamente. E se a unidade familiar não é firme, ocorre a implosão.

Ari Aster não deixa pontas soltas. Está tudo lá. Assim como em O Sexto Sentido, em um primeiro momento pode não fazer sentido o que estamos vendo, mas depois ao rever o filme e ler a respeito, tudo fica claro. Dos símbolos que aparecem ao longo do filme, dos diálogos que podem parecer irrelevantes, as palavras na transição das cenas, que parecem aleatórias. Tudo nos guia para o final. O destino da família já estava traçado. Impossível fugir de sua hereditariedade.

Vídeo: Indústria Americana / Democracia em Vertigem

Tem vídeo novo no nosso canal e desta vez é um combo de dois documentários indicados ao Oscar 2020.

Confira:

Um abraço e uma semana cinematográfica para todos nós!

Vídeo publicado em 17 de Maio de 2020 por Roberto Siqueira e Thyago Bertoni

Vídeo: Milagre na Cela 7

Tem vídeo novo no nosso canal.

Um abraço e uma semana cinematográfica para todos nós!

Vídeo publicado em 10 de Maio de 2020 por Roberto Siqueira e Thyago Bertoni

STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER (2019)

Star_Wars_The_Rise_of_Skywalker

Antes de começarmos, vale destacar dois pontos:

1) Para mim, Os Últimos Jedi é o melhor filme dessa nova trilogia e um dos melhores da saga Star Wars;

2) Vai ser impossível fugir dos spoilers. Então se você ainda não viu, deixa esse texto para depois. Pensando bem, se você não viu ainda, você não é tão fã de Star Wars. Não veja o filme e guarde o que há de melhor de Star Wars na sua memória.

Depois dessa introdução, acho que já deu para ter uma ideia de como me senti depois de assistir ao filme.

Mas antes de começar a minha jornada até o Lado Negro, vou fazer um elogio, com uma pitada de ironia. A Ascensão Skywalker me fez apreciar melhor a trilogia prequel. A trilogia possui diversos defeitos, principalmente quanto as atuações e aos diálogos, mas George Lucas tinha um planejamento. Ele sabia onde queria chegar. E temos ai o principal problema da nova trilogia. Se algum dia eu rever A Ascensão Skywalker (esse dia chegará), e conseguir enxergá-lo como algo independente, creio que vá gostar do filme. Mas como encerramento de uma trilogia, ou ainda da forma que foi vendido, como o encerramento da saga Skywalker, ele é falho. Faltou à Disney / Lucasfilm um planejamento.

Começa com o fato de que muitos dos acontecimentos da nova trilogia não são ditos de forma explícita nos filmes. Ai alguém pode me falar: “Ah, mas você tem que ler os livros, ver os desenhos, ver as séries, ler as HQs…” Na boa, não quero ter que fazer pós-graduação para assistir Star Wars. Na sequência temos os personagens aleatórios ou mal aproveitados (ou criados para vender bonequinhos). Capitã Phasma provou ser apenas um visual cool. Maz Kanata surgiu em O Despertar da Força e pareceu que seria uma personagem relevante para a junção das duas trilogias, mas só ficamos com perguntas sem resposta (vindo de J .J. Abrams isso é normal, Lost está aí pra nos lembrar). E por último, os Cavaleiros de Ren. Quem são? De onde vieram? Do que se alimentam? Como se reproduzem? Em A Ascensão Skywalker tudo seria revelado. E foi. Não do jeito esperado. Simplesmente eles são os amigos roqueiros do Kylo Ren que surgem para brigar com ele depois que se converteu e virou crente.

Bem, acho que deu para perceber que será mais um desabafo do que uma crítica. Vou tentar separar em três partes: o impacto na nova trilogia, o impacto na saga e o filme como algo independente, sendo que somente neste último será possível tirar algo bom.

Não creio que a culpa seja inteiramente de J. J. Abrams, mas com certeza ele tem a sua parcela. A culpa recai principalmente na Lucasfilm com a pressa em lançar os filmes, aliada a falta de planejamento. Sobre J. J., recai principalmente as indiretas. Sim, o filme é recheado de recadinhos para Rian Johnson e seu Os Últimos Jedi. Pode-se dizer que A Ascensão Skywalker é a continuação direta de O Despertar da Força. Tudo o que foi estabelecido em Os Últimos Jedi foi ignorado, das histórias contadas aos personagens apresentados. Rose Tico se tornou irrelevante, uma vitória dos fãs tóxicos. A Manobra Holdo, algo importante no clímax de Os Últimos Jedi, foi banalizada em um diálogo. O capacete de Kylo Ren, cuja destruição no filme anterior foi importante para a jornada do personagem, foi reconstruído apenas para atender a um capricho do diretor. No meio do filme a peça voltou a ser ignorada por Kylo Ren. A própria jornada de Kylo Ren sofreu uma guinada para pior. Enquanto que em Os Últimos Jedi ele se ergue como o novo Líder Supremo, deixando para trás seu passado, aqui ele volta ser um subalterno, com uma redenção esperada, mas que poderia ser de outra maneira. Quanto aos recados a Rian Johnson, o maior deles foi com a aparição de Luke Skywalker. Enquanto em Os Últimos Jedi ele foi desconstruído, mas obtendo a redenção em seu ato final, aqui ele reaparece apenas para prestar respeito ao sabre de luz, desfazendo seu ato inicial de Os Últimos Jedi, e realizar um ato grandioso, com trilha clássica ao fundo, mas que é apenas um fan service. Toda sua jornada foi destruída. O raciocínio de J. J. para o personagem é que em 30 anos, ele não mudou nada, não passou por dificuldades, não teve sua escola destruída etc. É o mesmo Luke de O Retorno de Jedi. Mas pra mim especialmente, o mais doloroso foi a destruição do lindo final de Os Últimos Jedi, onde um garoto utilizava a Força, se portava como um Jedi, mostrando que a Força pode estar em qualquer um. Mas fomos enganados. Só uma classe de privilegiados consegue se destacar, principalmente se for um Skywalker, a agora, uma Palpatine.

E isso nos leva para o impacto do filme na saga. Qual a finalidade de trazer de volta o Imperador Palpatine? Algo totalmente equivocado. Ao fazer isso, todo o sacrifício de Darth Vader foi jogado no lixo. A profecia sobre Anakin Skywalker foi descartada. Qual o problema com a Rey ser ninguém? Ela tem que ter sobrenome para ser relevante na saga? Detalhe sobre a volta de Palpatine. O áudio citado no letreiro inicial apareceu pela primeira vez em uma partida de Fortnite. Ou seja, não basta ser pós-graduado para entender, tem que participar de atividades complementares.

Palpatine

E por último, o filme em si. Se no começo, com a volta de Palpatine, as milhares de naves surgindo do nada, ele não te ganha, bem-vindos ao clube. A coisa não irá melhorar.

Naves Ordem Final

Snoke era simplesmente um clone, e Palpatine falava através dele. Ai me veio uma questão. Se Snoke era Palpatine, e em Os Últimos Jedi, no duelo na sala do trono, é revelado que foi Snoke que criou o “skype” da Força entre Rey e Kylo Ren, como é que Palpatine não sabia da díade da Força entre os dois. O que é díade da Força? Acho que perdi essa aula. Daí em diante, é uma correria só.

A busca por artefatos é frenética, e a preguiça do roteiro não ajuda em nada. Do nada, as soluções aparecem para os personagens, e logo estamos no final do filme, sem saber como chegamos do ponto A ao ponto B.

Poe foi transformado num Han Solo genérico. Por que ele simplesmente não pode ser apenas o melhor piloto da Resistência? Ou se querem dar um background ao personagem, que façam algo melhor elaborado. Foi inserida uma personagem feminina, oriunda do passado de Poe, apenas para transformá-lo em um garanhão e contar que ele era um contrabandista de especiarias. Mas sabemos o motivo da inserção dessa personagem.

Personagem feminina

Finn não teve um tratamento melhor. Não evoluiu. Sua tentativa de sacrifício em Os Últimos Jedi, que marcaram um avanço no arco do personagem, não foi ressaltada. Muito menos sua relação com Rose. Era o mesmo Finn de O Despertar da Força. E ainda tem o diálogo “…Rey, preciso te falar algo”, que nunca é dito (e a reação de Poe neste momento, que poderia ter ido para outro caminho, mais natural). Nem o encontro com outros desertores da Resistência engrandece o personagem. Na realidade o diminui. Aparentemente, a deserção de Finn e dos outros não foi algo consciente. Foi uma mensagem da Força. No Star Wars que eu me recordo, a Força não interfere no livre arbítrio dos personagens. Mais uma aula que eu perdi.

Poe e Finn

E chegamos na Rey. O meu desalento com a personagem é basicamente no fato de pra que transformá-la numa Palpatine? Ela não saber o seu passado, ou ser ninguém, e mesmo assim aceitar e lutar para criar o seu futuro, e ser alguém ao final, é algo engrandecedor e passa uma mensagem poderosa. Mas decidiram seguir por outro caminho. A Rey independente não existe mais. Agora ela tem um par romântico e alguém para ajudá-la na batalha final. E um beijo. Desnecessário. Deve ter ocorrido uma união estável, já que agora ela é uma Skywalker. Ao menos ela herdou umas terras em Tatooine.

Mas para não ficar só nas coisas ruim. A melhor coisa do filme é a interação entre Rey, Poe e Finn. É algo natural entre eles e agradável de se ver, e por isso entendo as críticas em Os Últimos Jedi pela falta de tempo de tela com os três juntos.

Voltamos a nossa programação normal. Senti falta de momentos “wow”. Os momentos em que isso poderia ocorrer estão nos trailers do filme e diminui seu impacto. Vai ser impossível não comparar com Vingadores Ultimato. Inclusive, diversos momentos do filme são copia e cola do sucesso da Marvel. A chegada das naves no momento em que a esperança de vitória diminui (os portais em Vingadores), a frase final de Rey é praticamente igual ao ato final do Homem de Ferro. E ao contrário de em Ultimato, não causa nenhum impacto emocional. O plano para a batalha final é “genial”. Pra que levar naves, que serão identificadas. Vamos levar cavalos e atacar os naves da Ordem Final enquanto elas alçam voo. Bastava o piloto da nave dar uma leve guinada. Problema resolvido.

Reforços

Os atos do filme não possuem consequências. Vai ser extensa essa lista. Chewbacca morre, é mentira. C-3PO tem a memória apagada. A despedida é emocionante. Ele recupera a memória. Kylo Ren morre, revive, morre de novo, volta, morre de vez. Incrível como ninguém que cai em buracos abismais na saga Star Wars continua morto. Além disso, ele banaliza a Estrela da Morte. Na falta de uma, agora há milhares de naves com o poder de fogo de uma Estrela da Morte. Para demonstrar seu poder, a Ordem Final (a antiga Primeira Ordem, longa história, faltei na aula) decide destruir um planeta. Resultado: é destruído um planeta qualquer que apareceu no filme mas que causa zero comoção.

C3PO

Ai chegamos no final. De volta a Tatooine onde tudo começou. Esse era o momento para escorrer a lágrima. Mas no meu estado, foi impossível. Primeiro: Leia nunca pisou em Tatooine. Não tinha relação nenhuma com o planeta. Qual a explicação para enterrar o sabre de luz dela lá? E por último, a pergunta para Rey. Qual o seu nome?, questiona uma andarilha. Rey, ela responde. E seu sobrenome?, novamente a andarilha. O que podia ficar pior fica. Rey Skywalker. Imagina se ela fala “somente Rey”. Olha o poder disso. Uma pessoa que aceitou seu passado, enfrentou o presente e viverá em paz o futuro. Mas, como nesse ponto e em diversas soluções do roteiro, decidiram dar ouvido aos fãs tóxicos da saga. Ao invés de tentar fazer algo diferente, miraram na mesmice. E pelo menos para mim, e creio para diversos outros fãs, só desagradou.

Rey Skywalker

Para os que chegaram até aqui, acho que não foi bem uma crítica. Foi mais um desabafo. Como eu disse na minha apresentação aqui no blog, a minha ideia era retratar as sensações, os diálogos internos que tenho assim que vejo um filme. Essa crítica foi difícil para sair. Assisti ao filme em Dezembro nos cinemas. Somente agora consegui finalizar. Eu queria gostar do filme. Queria sair feliz do cinema. Queria ter coisas boas para falar. Mas…

E até agora não tive coragem de rever o filme.

Babu
Heheeeey!!

 

Vídeo: O Poço

Nestes dias difíceis de isolamento para boa parte da população mundial as plataformas de streaming cresceram ainda mais em importância no mundo do entretenimento, funcionando não apenas como uma alternativa para suprir a falta dos cinemas (e que falta faz ir ao cinema!), mas também como uma excelente válvula de escape para as tensões que já enfrentamos no cotidiano.

São várias as boas opções de serviço de streaming disponíveis hoje no mercado com excelentes catálogos para todos os gostos, que trazem desde lançamentos até filmes clássicos, passando por bons filmes em praticamente todos os gêneros e para todas as idades.

Sendo assim, eu e o Thyago Bertoni resolvemos entrar também na onda e comentar sobre filmes que estão fazendo algum tipo de sucesso via streaming. A ideia é escolher um filme por semana para assistir e divulgar o vídeo com nossos comentários em nosso canal.

Esperamos que curtam a novidade e caso tenham alguma sugestão de filme disponível via streaming, fiquem à vontade para indicar nos comentários abaixo.

Um abraço e uma semana cinematográfica para todos nós!

Vídeo publicado em 03 de Maio de 2020 por Roberto Siqueira e Thyago Bertoni

Balanço de 2019

O primeiro ano da nova vida em Lisboa ficou marcado pelo processo de adaptação de toda nossa família e pela definição de novos rumos em todos os sentidos da minha vida. Emagreci 8 quilos (sim, estava precisando), consegui evoluir no estudo do alemão e comecei a aprender italiano, consegui aproveitar mais o tempo em família e abracei de corpo e alma um gigante desafio profissional que começa a render excelentes frutos. O sonho de viver na Europa revelou-se ainda mais acertado, infelizmente, pelo previsível caminho do retrocesso social adotado pelo governo eleito no Brasil – mas isso é tema para outro texto e em outro canal, não aqui.

Já no Cinema & Debate, 2019 marcou o renascimento desejado no texto “Balanço de 2018”, com novidades como as críticas sobre lançamentos e o canal no YouTube e, mais importante, os primeiros colaboradores além deste que vos escreve, o que trouxe uma bem-vinda oxigenação e novas abordagens e idéias que, tenho certeza, serão ainda mais desenvolvidas em 2020. Há tempos eu queria que meu grande amigo Thyago Bertoni colaborasse com o C&D e finalmente em 2019 tive o prazer de ver isso acontecer, o que só enriquece este espaço com sua visão a respeito do cinema que tanto respeito e admiro. Também importante foi a participação do meu amigo Adriano Cardoso, que fez uma excelente cobertura da 43ª Mostra de São Paulo, escrevendo sobre na mais nada menos que 42 filmes. Já fica aqui o convite para outras participações sempre que ele quiser.

Não quero fazer promessas, pois anda difícil cumprir com tantas atividades ao mesmo tempo, mas adoraria poder escrever mais textos, divulgar mais vídeos (tenho algumas críticas ilustradas em mente e quero muito conseguir divulgá-las) e também entrar na onda dos Podcasts em 2020. O tempo irá dizer se tudo isso será possível. De momento, só desejo que 2020 seja um ano melhor para o Brasil, o que anda difícil de acreditar quando em pouco tempo já tivemos a confirmação de erro no ENEM, governo torcendo contra filme brasileiro no Oscar e integrante do governo emulando o mais nefasto dos regimes – o que não é surpresa, vindo de pessoas escolhidas por alguém que abertamente defende ditadores.

Em termos de filmes assistidos, até que meu desempenho não foi tão ruim, considerando que 2019 foi provavelmente o ano em que mais assisti séries (o que sempre me incomoda, pois toma muito tempo e não entra em minha contagem de filmes, obviamente). Foi também o ano em que apresentei mais alguns clássicos do cinema para meus meninos, incluindo o sempre empolgante “Curtindo a vida adoidado”, o hilário “Debi & Lóide” e a apresentação de universos cinematográficos que gosto muito como a trilogia “O Senhor dos Anéis” e “O Exterminador do Futuro”, além dos filmes que inauguram as longas séries estreladas por Stallone, “Rocky – Um Lutador” e “Rambo” – no caso de Rocky, eles gostaram tanto que quiseram assistir mais filmes logo em seguida.

Agradeço como de costume a cada leitor que dedica parte de seu tempo para ler e comentar neste espaço. Cada clique é como uma injeção de adrenalina que mantém este blog vivo. Só posso agradecer por isso. Agradeço também à minha família pelo apoio neste ano tão agitado e aos amigos que, mesmo distantes, continuam tão próximos graças ao lado bom da tecnologia.

Vamos então aos números oficiais do Cinema & Debate em 2019:

               – 9 críticas divulgadas, sendo 6 na Videoteca do Beto e 3 na recém lançada categoria Lançamentos.

             – 5 vídeos divulgados no recém inaugurado canal no YouTube, incluindo a primeira crítica ilustrada.

Segundo dados do WordPress, os 5 textos mais acessados em 2019 foram:

               5° lugar = “À Espera de um Milagre

               4° lugar = “Um Dia de Fúria

               3° lugar = “Dança com Lobos

               2° lugar = “Um Sonho de Liberdade

               1° lugar = “A Missão

Pela primeira vez desde 2012, o texto de “2001 – Uma Odisséia no Espaço” fica de fora do top5. Já “A Missão” e “Um Sonho de Liberdade” mantém a presença entre os três primeiros desde 2013 e revezam-se nas duas primeiras colocações desde 2015, sendo que esta é a quarta vez que “A Missão” é a crítica mais lida do ano no C&D. Temos ainda duas novidades na lista, “À Espera de um Milagre” e “Dança com Lobos”, mais dois filmes da década de 90 que conseguem emplacar no top5, assim como tinha ocorrido no ano anterior com “Perfume de Mulher” e “Um Dia de Fúria”.

E agora, a lista dos 118 filmes assistidos em 2019 com a cotação no tradicional formado das estrelinhas.

Um grande abraço, obrigado e que 2020 seja um ano cinematográfico para todos nós!

Texto publicado em 21 de Fevereiro de 2020 por Roberto Siqueira

TOY STORY 4 (2019)

(Toy Story 4)

 

Lançamentos #3

Dirigido por Josh Cooley.

Elenco: Vozes de Tom Hanks, Bonnie Hunt, Laurie Metcalf, Joan Cusack, Tim Allen, Annie Potts, Jeff Garlin, Jodi Benson, Don Rickles, Estelle Harris, Blake Clark, Bud Luckey, Jeff Pidgeon, Lori Alan, Keanu Reeves, Christina Hendricks, Jordan Peele, Timothy Dalton, Wallace Shawn, Mel Brooks, Tony Hale, Madeleine McGraw, Patricia Arquette, Lila Sage Bromley, June Squibb, Kristen Schaal, Ally Maki e Jay Hernandez.

Roteiro: Andrew Stanton e Stephany Folsom.

Produção: Mark Nielsen e Jonas Rivera.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Quando a Pixar anunciou que lançaria “Toy Story 4”, confesso que fiquei preocupado. Não que eu duvide da capacidade do estúdio que hoje pertence a Disney de produzir filmes memoráveis, mas o fato é que “Toy Story 3” parecia uma conclusão perfeita para a trajetória dos brinquedos liderados por Woody, Buzz e Cia. Só que um olhar mais profundo revela que, na realidade, o longa anterior concluía a história do crescimento de Andy e não dos brinquedos em si, o que de fato abre espaço para novos filmes. Obviamente, existe também uma motivação comercial nisso tudo, mas o bom resultado alcançado demonstra que a Pixar tomou os devidos cuidados para não entregar apenas um caça-níquel.

Escrito por Andrew Stanton (diretor de “WALL·E”, um dos meus favoritos da Pixar) e Stephany Folsom, “Toy Story 4” tem início quando Bonnie (voz de Madeleine McGraw), abatida e deslocada no primeiro dia de aula, resolve criar um brinquedo a partir de materiais encontrados no lixo e o leva para casa. Só que “Garfinho” (voz de Tony Hale) demora a perceber sua natureza de brinquedo, o que cria grandes problemas para Woody (voz de Tom Hanks), especialmente quando a família de Bonnie decide viajar e o novo brinquedo acaba se perdendo pelo caminho, entristecendo a garota e dando origem a uma verdadeira missão de busca que envolverá Buzz (voz de Tim Allen), Jessie (voz de Joan Cusack) e ainda trará de volta a boneca Beth (voz de Annie Potts).

Auxiliado por seu montador Axel Geddes, o diretor Josh Cooley abre “Toy Story 4” com um prólogo que retorna nove anos no tempo e traz a separação de Woody e Beth, o que inicialmente soa deslocado e sem propósito, como algo forçado apenas para permitir a existência do quarto filme após “Toy Story 3” dar a sensação de que uma continuação era desnecessária. Felizmente, esta sensação lentamente é dissipada, apesar de alguns flertes com o perigo como ao sugerir que Beth sairia de cena ao recusar ajudar Woody, por exemplo, até que faça todo sentido e se justifique no encerramento tocante e coerente com o momento dos personagens.

Aliás, é curioso notar como a narrativa é conduzida de maneira a preparar o espectador para o desfecho sem que a plateia perceba muito o que está acontecendo. Assim, desta vez temos menos momentos engraçados que o de costume, ainda que haja espaço para o humor criativo tão marcante em todos os filmes da franquia, que explora as possibilidades criadas pelo universo dos brinquedos. Neste aspecto, o destaque claramente fica para os novatos bichos de pelúcia, que protagonizam algumas das cenas mais divertidas do filme, como a briga com Buzz, a solução simples e eficiente para a obtenção de uma chave e os hilários planos elaborados por eles.

O que não muda nada em relação ao passado é o carisma dos personagens. Demonstrando o entrosamento esperado após tantos anos, Woody, Buzz, Jessie e companhia continuam adoráveis. A devoção de Woody à sua vocação como brinquedo continua evidente, por exemplo, na conversa com Garfinho à beira da estrada, quando fala sobre Andy em tom nostálgico e resume perfeitamente como ele vê sua função no mundo. Enquanto isso, Buzz demonstra o mesmo misto de lealdade, autoconfiança exacerbada e heroísmo que fazem dele um personagem tão marcante, enquanto Jessie, com menos espaço desta vez, continua sendo a destemida heroína da turma – e são estes três personagens que agem em momentos cruciais do filme para tentar resolver o problema, confirmando sua condição de líderes. Já o novato Garfinho conquista o público com seu temor diante de tantas novidades e, principalmente, por sua justificada obsessão inicial pelo lixo, trazendo ainda um misto de inocência e curiosidade que remete a uma criança e cria empatia com o espectador de maneiras distintas.

É inegável, porém, que a mudança mais clara em “Toy Story 4” em relação aos personagens é o destaque que as figuras femininas ganham na narrativa. Contrariando a persona criada em filmes anteriores da mocinha apaixonada pelo caubói, Beth retorna como uma mulher forte, independente e líder de um grupo de nômades, sendo ainda a responsável por decisões importantes do grupo e, de quebra, a motivação da surpreendente decisão final de Woody. Jessie, por sua vez, assume o papel de liderar a turma que fica no veículo com Bonnie, enquanto Gabby Gabby (voz de Christina Hendricks) assume o papel da vilã e ainda protagoniza um emocionante desfecho em sua trajetória.

Apostando em muitas cenas noturnas e chuvosas, a fotografia de Patrick Lin realça a tensão em momentos como a sequência de abertura ou o ato final, enquanto o design de produção de Bob Pauley capricha em cenários como a loja de antiguidades, criando uma atmosfera que remete ao terror desde os primeiros instantes através das teias de aranha, dos móveis e da pouca iluminação do local. Filme mais melancólico dos quatro até então, “Toy Story 4” trabalha desde o início na construção desta atmosfera que sustentará a dolorosa despedida do ato final, com seu visual dominado pelas citadas cenas sombrias e a trilha sonora mais contida e triste de Randy Newman, na qual vale destacar também a preocupação com pequenos detalhes, como quando um acordeom embala a lembrança de Duke Caboom (voz de Keanu Reeves) e seu dono canadense, remetendo a influência francesa naquele país.

Esta abordagem mais melancólica não impede, no entanto, que Josh Cooley acelere o ritmo nos momentos necessários, como quando sua câmera fluída viaja pelos ambientes acompanhando Buzz e Woody indo do parque para a loja de antiguidades e, especialmente, quando acompanhamos quatro linhas narrativas distintas simultaneamente, com Woody na loja, Buzz indo atrás dele, Garfinho sob a custódia de Gabby Gabby e os brinquedos que ficaram no motor home – novamente, ponto para o montador Axel Geddes. Esta sequência mais frenética de ações nos leva a interessante reviravolta em que Woody, após escapar de Gabby Gabby, resolve voltar e tentar encontrar uma dona para ela, após o sofrido abandono que humaniza a personagem e torna mais aceitáveis suas motivações. No entanto, a grande surpresa ainda estava por vir.

Construído cuidadosamente durante toda a narrativa sem jamais escancarar esta intenção, o devastador momento em que Woody decide abandonar o grupo deixa personagens e espectadores em frangalhos, também pela carga emocional que naturalmente evoca após tantos anos. Ciente do impacto desta decisão, Cooley prepara o espectador para este momento tocante através das citadas trilha sonora e fotografia, que criam o clima ideal, e da condução da relação já distante entre Woody e Bonnie desde o início, revelando como ele já não era mais o protagonista daquele universo, o que torna sua decisão compreensível e coerente com sua essência. Certamente um dos mais queridos personagens não apenas da Pixar, mas do universo das animações em geral, Woody merecidamente angariou milhões de fãs de todas as idades ao redor do mundo e certamente levou muitos deles as lágrimas neste instante.

Além da catarse emocional, “Toy Story 4” volta a abordar a importância das crianças na vida dos brinquedos como um dos temas centrais da narrativa, trazendo ainda as tradicionais reflexões filosóficas sobre a natureza dos brinquedos e seu lugar no universo e, de quebra, promovendo outra interessante discussão através do novo personagem feito de lixo. O que é um brinquedo de fato? Uma bola de meia é um brinquedo? Sua função é divertir uma criança até inevitavelmente ser abandonado como Beth e tantos outros ou divertir crianças aleatórias sem jamais criar vínculo com nenhuma delas como fazem os brinquedos nos parques? Somente por isso o longa dirigido por Josh Cooley já vale a pena.

Ainda que o considere inferior ao primeiro e ao terceiro filme, “Toy Story 4” justifica sua existência através da introdução de novos personagens e novas reflexões sem perder características marcantes dos longas anteriores e nos reservando ainda um surpreendente e emocionante desfecho que pode significar o encerramento do ciclo de um dos mais emblemáticos personagens da curta e gloriosa trajetória da Pixar.

Ou seria o início de uma nova trajetória solo? Só o tempo dirá.

Texto publicado em 24 de Dezembro de 2019 por Roberto Siqueira

DETETIVE PIKACHU (2019)

 

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Antes de começar a falar deste filme, tenho que contar algo sobre a minha ligação com Pokémon. Assistia Eliana só pra ver o desenho. Deixava gravando enquanto estava na escola. Acho que parei na segunda geração de Pokémon. E eu jogava o card game de Pokémon. Eu, com meus 17 anos, indo disputar todo sábado a Liga Pokémon. Até que um dia tomei um pau de um molequinho que devia ter uns seis anos, e caiu a ficha: o que eu estou fazendo aqui?

Mas vamos ao filme. Acho que todo fã e não fã, assim que foi anunciado o filme, ficou ressabiado. O histórico de adaptações de games ou animes não era muito animador. E pra piorar, o filme se baseia numa versão que não tem nada a ver com o jogo ou série original. Aí veio o trailer. E mais do que isso. Veio o anúncio de que Ryan Reynolds faria a voz do Pikachu. E todo o receio ficou pra trás. O design nos Pokémon ficou ótimo, um trailer cheio de referências (assim como o pôster que veio depois) e a voz do Deadpool, ops, Ryan Reynolds caiu como uma luva no personagem principal.

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Já vou tirar o elefante da sala. Pra mim, é a melhor adaptação de um jogo ou anime para o cinema (sarrafo não estava lá muito alto). Eu me senti representado. É um filme para crianças, e para crianças que cresceram, e consegue atingir os dois públicos. É bom para aqueles que querem nostalgia e para aqueles que estão sendo apresentados ao universo agora. Que outros aprendam que é possível (esse recado é pra você, Cavaleiros do Zodíaco).

Não esperem atuações soberbas. Os humanos são o ponto fraco do filme. Roteiro é simplista, com plot que quando você para pra pensar nele, não faz sentido. E o vilão é só pra cumprir a cota de clichês com vilão inglês. Basicamente é o Space Jam da década.

Num primeiro momento causa estranheza a decisão de adaptar para o cinema um jogo que não tem nada a ver com o que Pokémon sempre propôs. Mas quando paramos pra pensar, a decisão faz todo sentindo. Não ia ser legal ver humanos batendo nos animais de seu mundo até eles ficarem fracos, os capturarem numa gaiola minúscula e colocá-los para brigar em arenas. Um duelo aparece rapidamente no filme, numa liga clandestina. É errado, mas ia ser legal. Os roteiristas que se virem para fazer dar certo numa possível sequência.

O mundo criado é o destaque do filme, com Pokémon e humanos vivendo em harmonia. Isso fica exemplificado na cidade modelo de Ryme, que quer provar que humanos e Pokémon podem coexistir além das batalhas. Um mundo colorido, onde os Pokémon vivem livres, ou com humanos (como pets), e ajudam no dia a dia da cidade. Cada take é pelo menos uma referência a ser capturada. Os Pokémon ficaram realistas, mas continuaram caricatos e foram mantidas as expressões faciais. Alguns se destacam mais do que outros, principalmente os da primeira e segunda geração. Da terceira em diante, senti uma estranheza, mas ai não é culpa do filme, e sim dos criadores da série, que, quando acabou a inspiração nos animais de nosso mundo para os Pokémon, passaram a viajar cada vez mais no design.

Escrevi bastante, mas percebi que não falei muito sobre a história. Acho que é por que não tem muito que se falar. Em resumo, o filme conta a história de Tim, um garoto que não sabe seu lugar no mundo. Tem dificuldade em se relacionar com humanos e desistiu de seu sonho de ser um treinador Pokémon. Recebe a notícia da morte de seu pai, um renomado detetive da cidade Ryme, em um acidente de carro, após ser atacado enquanto investigava um laboratório secreto. Por esse motivo, Tim decide ir até a cidade para obter mais detalhes. No apartamento de seu pai, Tim encontra um Pikachu desmemoriado, que se acha detetive e viciado em cafeína. Para sua surpresa, ambos conseguem se comunicar. Depois da desconfiança, e da dificuldade de Tim em se relacionar, e de algumas pistas de que talvez seu pai não esteja morto, eles partem em busca de solucionar o mistério do desaparecimento do pai de Tim, com a ajuda de uma repórter novata e de um Psyduck problemático, num clima bem noir.

Acho que acabei dando o plot nesse resumo. Mas sinceramente, esse não é um filme pra se apegar à história. É pra assistir, sem pensar muito, e deixar a nostalgia de dias mais fáceis te levar.  Um fato legal para os fãs, é que em um vídeo do laboratório, onde um Mewtwo sofre experimentos (a revelação do Mewtwo ocorre no começo do filme, não é spoiler), há uma informação de que ele é o mesmo Mewtwo que fugiu do continente de Kanto há 20 anos. Uma referência à primeira animação de Pokémon nos cinemas. Ou seja, está tudo conectado, Ash existe…

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Ah, e não posso deixar de dizer qual o meu Pokémon favorito. É esse aqui.

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