UM SONHO DE LIBERDADE (1994)

(The Shawshank Redemption)

 

 

Videoteca do Beto #107

Dirigido por Frank Darabont.

Elenco: Tim Robbins, Morgan Freeman, William Sadler, Jeffrey DeMunn, Bob Gunton, Gil Bellows, Mark Rolston, James Whitmore, Clancy Brown, Larry Brandenburg e Neil Giuntoli.

Roteiro: Frank Darabont, baseado em história de Stephen King.

Produção: Niki Marvin.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Na superfície, “Um Sonho de Liberdade” conta a história de um banqueiro condenado à prisão perpétua que foge após 19 anos de detenção. Na prática, o longa dirigido por Frank Darabont vai muito além, narrando a amizade entre dois condenados e a redenção de ambos com muita sensibilidade, num triunfo cinematográfico tão humano quanto belo. Com momentos tão lindos que soam como poesia, extremamente bem atuado e muito bem conduzido, “Um Sonho de Liberdade” é um dos pontos altos do cinema, não apenas nos anos 90, mas em todos os tempos.

Condenado a prisão perpétua pelo assassinato da esposa e de seu amante, o bem sucedido banqueiro Andy Dufresne (Tim Robbins) é enviado para “Shawshank”, um presídio de segurança máxima. Lá faz amizade com Red (Morgan Freeman), um prisioneiro veterano que controla o mercado negro e consegue tudo, desde escovas de dente até um pôster de uma atriz famosa. Mas a vida na prisão não é um conto de fadas e Andy enfrentaria muitas dificuldades antes de demonstrar suas habilidades e começar a trabalhar para Samuel Norton (Bob Gunton), o diretor do presídio.

Dirigido com competência por Frank Darabont, “Um Sonho de Liberdade” prende a atenção do espectador desde seus primeiros minutos, quando acompanhamos o julgamento de Andy ao mesmo tempo em que vemos os momentos prévios ao crime. Acertadamente, por um bom tempo a narrativa não esclarece se ele de fato matou ou não a esposa e o amante, encerrando o flashback segundos depois de ele descer do carro. Por isso, e também pelo jeito reservado de Andy, carregamos esta dúvida até o momento em que Tommy (Gil Bellows) conta a história verdadeira, já próximo ao terceiro ato. Ainda assim, criamos empatia pelo personagem, talvez pelo seu comportamento na prisão, por ele ser perseguido inicialmente e, principalmente, pela empatia com Red. Aliás, é curioso notar como quando “Um Sonho de Liberdade” tem início e vemos Andy indo para a prisão, mantemos uma pequena esperança de que ele seja inocente e consiga sair de lá. Mas, com o passar do tempo, passamos a desistir desta idéia, até por causa de pequenos momentos que esvaziam esta possibilidade, como as risadas de Andy e Red ao falarem sobre o martelo. E quando já não esperamos mais pela fuga, Andy surpreende a todos e o impacto é muito maior.

Escrito pelo próprio Darabont, baseado em história de Stephen King, o elegante roteiro tem frases tão bem construídas que em muitos momentos chega a ser poético, ainda mais quando narradas pela voz solene de Morgan Freeman – uma das minhas favoritas surge após a fuga de Andy: “Sei que alguns pássaros não podem viver numa gaiola. Suas penas brilham demais. E quando eles voam você fica contente, porque sabia que era um pecado prendê-los. Mesmo assim o lugar onde vive se torna mais vazio e chato depois da partida”. Além disso, a perfeita estrutura narrativa trabalha em cada detalhe da fuga de Andy sem jamais deixar que a platéia perceba o que ele planeja, fazendo o espectador querer rever o filme assim que ele termina, apenas para confirmar que cada passo foi de fato mostrado na projeção. Os pequenos detalhes de seu plano de fuga são fascinantes, como a bíblia com o martelo dentro (e a irônica frase deixada para o diretor “a salvação vem de dentro”), as pedras espalhadas pelo pátio, os sapatos trocados no dia da fuga, a escolha de uma noite chuvosa para abafar o barulho e até mesmo o pedaço de corda. Pra completar, os personagens são muito bem desenvolvidos e até mesmo personagens secundários como Brooks (James Whitmore) e Tommy tem passagens marcantes pela narrativa – o primeiro, na pequena e triste narração fora da prisão que revela seu suicídio, e o segundo, esbanjando energia e jovialidade até ser friamente assassinado. Também é interessante como o roteiro mostra a corrupção no presídio e como Andy usa seu conhecimento para lavar dinheiro, criando uma pessoa que nem existe (Randal Stevens) e que será vital na narrativa. E finalmente, num dos raros momentos em que vemos uma mulher em cena, a aparição de Rita Hayworth na telona delicia os presos e é um eficiente alivio cômico numa narrativa até então bastante pesada.

Realçando a tristeza local, os uniformes sem vida da figurinista Elizabeth McBride, que misturam cinza e azul marinho, colaboram na ambientação do espectador aquele ambiente. Além disso, cenas realistas como o espancamento de um preso logo no início e os ataques das “bichas” ilustram a hostilidade que impera no presídio. Apresentada num belo travelling de Darabont antes da chegada de Andy, a prisão de Shawshank parece ter vida e intimida bastante (direção de arte de Peter Landsdown Smith), mas, na medida em que a narrativa avança, nos acostumamos com aqueles muros e, assim como os próprios personagens, ficamos “institucionalizados” – repare como Brooks afirma sentir falta de “casa” quando está na rua. Além disso, a fotografia fria e cinzenta de Roger Deakins reflete o mundo sombrio e triste em que os personagens estão inseridos, exibindo a luz do sol em poucas vezes (até porque a narrativa se passa predominantemente num local fechado), como na bela cena em que Andy consegue algumas cervejas para seus amigos que trabalham no teto da prisão. Aliás, nesta cena, quando o capitão Hadley (Clancy Brown) ameaça jogá-lo, Darabont faz um belo movimento de câmera que nos dá a exata noção do perigo que ele corre, e quando vemos aqueles homens se sentindo livres por um instante, com o sol batendo em seus rostos ao ar livre, temos a mesma sensação de liberdade deles, graças aos closes do diretor, que realçam a felicidade de cada um.

Outra cena marcante é o canto das italianas (a música chama-se “The Marriage of Figaro”, de Mozart), que voa pela prisão como um lindo pássaro e paralisa os presos, em outro momento conduzido com muita sensibilidade por Darabont (“Esta é a beleza da música, ninguém pode tirá-la de você”, diz Andy). Aliás, vale ressaltar também a importância da música em “Um Sonho de Liberdade”, ilustrando o sentimento dos personagens em alguns momentos, como quando Andy consegue melhorar a biblioteca e o som de Hank Williams reflete seu estado de espírito, agora já mais adaptado à Shawshank. E por falar em música, a trilha sonora de Thomas Newman tem momentos sombrios na maior parte do tempo, mas apresenta variações triunfais, como aquela que sublinha a fuga de Andy, e outras com função narrativa, como aquela que o acompanha escrevendo na parede, que é exatamente igual à do dia de sua fuga, indicando com sutileza o momento em que ele começa a planejar tudo.

Inteligente e meticuloso, Andy planeja cada etapa com calma, também porque, como diz Red em certo momento, tudo que ele tinha na prisão era tempo. E o tempo passa lentamente naquele local. Cobrindo quase vinte anos de história sem jamais soar episódica, a montagem de Richard Francis-Bruce imprime o ritmo correto ao longa, dando a exata noção de lentidão que pede a narrativa, mas saltando alguns anos de maneira inteligente, como quando Andy faz o imposto de renda dos guardas seguidamente, além de indicar a passagem do tempo com simplicidade e eficiência, por exemplo, através do crescimento do pássaro Jake. Vale ressaltar também a perfeita decupagem de muitas seqüências, como quando Andy senta para fazer o primeiro imposto de renda para um guarda e, em seguida, vemos Brooks contando a história para os amigos. E se podemos chamá-los de amigos é porque o talentoso elenco de “Um Sonho de Liberdade” estabelece excelente química na relação dos prisioneiros, fazendo com que eles realmente pareçam se importar uns com os outros. Praticamente todo o elenco está bem, destacando-se em papéis secundários os citados Gil Bellows, que vive Tommy Williams, e o veterano James Whitmore, que interpreta Brooks, um personagem que ilustra a dificuldade de ex-prisioneiros para se adaptar fora da prisão. Lá dentro, eles têm algum respeito e uma ocupação. Lá fora, são apenas velhos ex-presidiários. Além dos presos, temos boas atuações também no grupo que tenta manter a ordem local, com o agressivo e assustador Capitão Hadley de Clancy Brown e, principalmente, o diretor Norton. Sempre falando do “Senhor”, Bob Gunton compõe um Norton bastante corrupto e ameaçador, como podemos notar, por exemplo, quando ele conversa com Andy na solitária, após ouvir a história de Tommy.

Mas o grande destaque fica mesmo para a antológica empatia da dupla principal. Em atuação muito boa, Tim Robbins vive Andy, que começa intimidado, mas cresce lentamente e se mantém diferente dos outros presos na maior parte do tempo, parecendo mesmo uma pessoa que não pertence aquele mundo. Sempre fechado e misterioso, o ex-banqueiro exala frieza, o que explica o afastamento de sua esposa, como ele mesmo esclarece num diálogo tocante com Red, em que ele também cita a cidade mexicana de Zihuatanejo e pede que Red faça uma promessa – repare que a mesma trilha do dia de sua fuga sublinha a cena. E é impressionante notar como mesmo sendo alguém tão pensativo e recluso, Andy consegue influenciar as pessoas à sua volta e ser admirado por muitas delas. E se Robbins está bem, Morgan Freeman tem uma atuação simplesmente perfeita como Red, sempre no tom correto, demonstrando a serenidade de um homem já acostumado àquele local. Tranqüilo, Red é o ponto de equilíbrio que impede que Andy perca a cabeça e permite que o amigo consiga suportar todos aqueles anos na prisão, mas é também através de Andy que Red renovará seu conceito de “esperança” e encontrará a redenção. A empatia entre os dois atores é tão orgânica que temos a sensação de que Red e Andy se conhecem há anos já nos primeiros diálogos. E é num destes diálogos marcantes que Andy fala sobre a “esperança” e é repreendido por Red, num momento essencial para entender que Andy estava mesmo alheio ao que acontecia ali, se preparando para viver a vida lá fora, enquanto o amigo ainda precisava mudar. No fim das contas, “Um Sonho de Liberdade” mostra a importância deste sentimento, algo reforçado pelas últimas palavras de Red, que encerram a narrativa.

Quando Andy presenteia o amigo com uma gaita após sair da solitária, temos apenas mais um simples exemplo daquela amizade sincera, tocante e bela. Mas Andy também conquista outros prisioneiros com seu jeito de ser. Meticuloso ao ponto de gostar de polir pedras e jogar xadrez, seu relacionamento mais intenso e conflitante envolve o elétrico Tommy, por isso, quando lhe avisam que “o menino passou”, seu sorriso de canto de boca significa muito, demonstrando que ele se sente recompensado por todo o esforço que fez – e este é apenas um dos bons momentos de Tim Robbins. Aliás, Tommy é responsável também pela grande guinada na narrativa, quando traz a tona novamente o assassinato da esposa de Andy. Por isso, quando Red fala sobre o crime, um close em sua reação indica que ele sabe algo a respeito, paralisando os personagens e o espectador. E a revelação surge como uma bomba: Andy era mesmo inocente! O espectador está em choque, assim como os personagens.

Momentos antes da grande cena de “Um Sonho de Liberdade”, temos muitos indícios de que Andy cometeria um suicídio. Seu estranho diálogo com Red, somado ao pedido da corda, à morte de Tommy e ao fim de sua esperança de um novo julgamento, fazem o espectador temer sua morte. “Todos têm um limite”, afirma Red, reforçando este sentimento. A fotografia sombria, a chuva e a narração de Red na noite mais longa de sua vida reforçam o temor. Pra piorar, quando a contagem de presos começa no dia seguinte e Andy não aparece, o guarda vai até a cela, olha levemente pra cima e diz “Meu Deus!”. O espectador muda então da tensão para a euforia quando todos começam a procurar pelo homem que “sumiu ao vento”. A cela vazia e o interrogatório que começa deixam nossas mentes num turbilhão. O que teria feito Andy? E então, quando Rachel revela seu segredinho (algo indicado brilhantemente pelo som da pedra que percorre o buraco na parede), o espectador está em êxtase. Andy fugiu! Tem inicio então a meticulosa reconstituição da trajetória de Andy desde o dia em que ele escreve na parece até a fuga. E o plano plongèe, com Andy abrindo os braços na chuva, parece lavar a alma do personagem e do espectador, numa das mais belas cenas do filme. Além de fugir, Andy (ou devo dizer Randal Stevens?) ainda sai rico e incrimina Norton. E o melhor é que tudo isto soa verdadeiro e orgânico, graças ao roteiro coeso e a condução competente de Darabont.

Após este momento de euforia, o espectador ainda acompanha a saída de Red da prisão, depois de ser finalmente aprovado na análise do conselho. Agora, só nos resta torcer pelo reencontro dos grandes amigos, e ele acontece após Red passar nos campos de Buxton e seguir as instruções de Andy. Ao ouvirmos as lindas palavras de Red e vermos um travelling pelo pacífico, um recompensador plano geral mostra os dois amigos se abraçando e termina uma das obras-primas dos anos 90. É difícil conter as lágrimas num final tão emocionante e apoteótico.

Finalmente, é importante ressaltar que a redenção do título original em inglês se refere muito mais à Red do que a Andy. Com exceção do prólogo com o julgamento do protagonista, durante todo o tempo a história é apresentada sob o filtro do olhar dele. Momentos cruciais da vida de Andy são narrados sob a perspectiva de Red, como a fuga da prisão, o fechamento das contas bancárias e a viagem para o México, por exemplo. Além disso, não vemos mais Andy após a fuga, e sim como Red chega até ele. Quando Red diz no final que “espera” reencontrar o amigo e apertar a mão dele, o verbo esperar tem um significado muito maior do que aparenta. Red havia encontrado mais do que a esperança tão comentada pelo amigo. Ele encontrou a redenção.

Contando com pessoas talentosas em todas as áreas, Frank Darabont e seu ótimo elenco entregaram uma obra-prima, que viverá muito tempo em nossas memórias. No meu caso, pelo menos, já se passaram 16 anos desde que assisti ao filme pela primeira vez e seu efeito continua intacto. Narrando uma história humana e com reviravoltas marcantes, “Um Sonho de Liberdade” pertence ao seleto grupo de filmes que parece melhorar a cada nova revisão. Esta é a marca dos grandes filmes.

PS: Confesso que não foi nada fácil escrever sobre este que é um dos filmes mais importantes da minha vida. Por isso, qualquer traço de “exagero emocional” que apareça no texto não é mera coincidência. Este filme, de fato, ainda mexe muito comigo. Ao lado de “Coração Valente”, é responsável direto por minha paixão pelo cinema.

Texto publicado em 22 de Julho de 2011 por Roberto Siqueira

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62 Respostas to “UM SONHO DE LIBERDADE (1994)”

  1. Anônimo Says:

    Faço um paralelo entre a liberdade dada a Brooks (James Whitmore) e um casamento sem brilho.
    Onde um casal preso ao outro depois de tanto tempo não tem coragem de dar um passo adiante

  2. Balanço de 2016 | Cinema & Debate Says:

    […] 1° lugar = “Um Sonho de Liberdade” […]

  3. À ESPERA DE UM MILAGRE (1999) | Cinema & Debate Says:

    […] King para o cinema. Após realizar um dos filmes mais marcantes de sua geração (a obra-prima “Um Sonho de Liberdade”), o diretor resolveu retornar ao ambiente prisional e aos contos de King e, mais uma vez, nos […]

  4. Balanço de 2015 | Cinema & Debate Says:

    […]             1° lugar = “Um Sonho de Liberdade” […]

  5. marcos de jesus miranda Says:

    um verdadeiro espetaculo,nos comove ,

  6. Roberto Silva Says:

    Excelente post.Sem mais retoques.Assino em baixo… e reconheço firma.SDS

  7. Balanço de 2014 | Cinema & Debate Says:

    […]             2° lugar = “Um Sonho de Liberdade” […]

  8. Laura Fernanda dos S.M.Duarte Says:

    ADORO O JEITO QUE DUFRENSE DEPOIS, ROUBA TODO O DINHEIRO DO DIRETOR PASSANDO DE BANCO EM BANCO.AFINAL, COMO DIZ O DITADO:”LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO, TEM 100 ANOS DE PERDÃO”

    • Jota Peron Says:

      No decorrer do filme Andy pronuncia a seguinte fala:
      – Seja lá qual for o meu crime eu já paguei por ele.
      Ou seja, ele sempre foi inocente, quando foi forçado a cometer um crime dentro da prisão, ele já teria assim pago pelo dinheiro que retirou do banco após sua pena.

  9. Khemerson Macedo Says:

    Um Sonho de Liberdade é um destes filmes que fala de otimismo e redenção num cenário absurdamente atípico e contraditório. Mérito de Frank Darabont ao conseguir adaptar com maestria essa história de Stephen King. http://www.bauderesenhas.com.br/news/um-sonho-de-liberdade/

  10. Nando Damázio Says:

    Depois que publiquei meu comentário aí embaixo percebi que tem como se identificar usando o perfil do Facebook. Por isso comentei de novo, rs… Abraço!

  11. Nando Damázio Says:

    Apesar de nunca ter comentado aqui, já virou um hábito meu toda vez que assistir um clássico procurar a crítica no seu blog. Ainda bem que encontrei aqui as críticas do melhores filmes que já vi. Gosto muito da forma minuciosa que você analisa cada obra e ler seus textos enriquece ainda mais a experiência de assistir a um bom filme.

    Acabei de ver neste momento “Um Sonho de Liberdade” e também fiquei em êxtase, tanto que resolvi comentar pela primeira vez. Parabéns pelo seu trabalho, ele é digno de reconhecimento. Já cheguei a ficar horas lendo seu blog e já se tornou um dos meus passatempos preferidos.

  12. clovison oliveira Says:

    Mim marcou muito esse filme um dos melhores junto com forest gump e coração valente meus preferidos assito varias vezes e é sempre a mesma emoção !!!

  13. Balanço de 2013 | Cinema & Debate Says:

    […]             3° lugar = “Um Sonho de Liberdade” […]

  14. Celso Brandão da Silva Says:

    Sou suspeito para falar deste filme que é o meu favorito. Já o assisti dezenas de vezes e sempre me emociono. A cena da fuga é espetacular, mas para mim a cena da cerveja no telhado é a melhor, porque ali em um local sombrio notava-se a felicidade dos condenados por um ato tao simplório. “É como se estivéssemos no telhado de nossas próprias casas”. Engraçado como no final do filme nos sentimos enganados pela engenhosa fuga de Andy, sem levantar nenhuma suspeita, mas ao contrário do diretor nos alegramos com sua vitoria. Stephen King é o melhor escritor contemporâneo de terror, mas engraçado como suas melhores adaptações ao cinema são voltados para o drama, como a espera de um milagre, vou abrir um parenteses ao filme lembranças de um verão que eu gosto muito, mas menos conhecido, e ao excelente filme, na minha modesta lista de preferidos ocupa o segundo lugar, o filme conta comigo. Gostei muito da sua critica ao filme mais injustiçado do oscar. Parabéns um abraço

    • Roberto Siqueira Says:

      Muito obrigado pelos elogios Celso.
      Também adoro “Um Sonho de Liberdade”, um filme marcante em minha vida.
      E já que você mencionou, sou fã de “Conta Comigo”, outro filme belíssimo e marcante.
      Um abraço, obrigado pelo comentário e volte sempre.

  15. Neco Says:

    Amigo, estou em Cancun e me lembrei da cena final do filme e fiz uma busca do lugar aonde eles se encontram, e acabei encontrando teu blog. Esse filme e sensacional, acho que talvez o mais marcante que assisti. Parabéns pelos comentários brilhantes e acompanho os comentários. Um abraco

  16. Yuri Corrêa Says:

    Stephen King é sensacional. Pra lembrar grandes filmes do gênero, este e À Espera de um Milagre são baseados em obras do King.

    • Roberto Siqueira Says:

      É verdade Yuri. Acho “Um Sonho de Liberdade” a melhor adaptação de uma obra do King.
      Abraço.

  17. Anônimo Says:

    Sem dúvida, o melhor filme de todos os tempos…. nem “O Vento Levou” que eu amo tb, consegue superar esse!!!! Assisti várias vezes e ele sempre me emociona de uma maneira diferente… além da narrativa sensacional, do plano de fuga impensável, principalmente quando o Red brinca dizendo “que ia demorar 100 anos pra um cara conseguir cavar um túnel com aquele martelo”, é um filme lindo, coerente, intenso… vc esqueceu de falar de quando o Red finalmente sai em liberdade condicional… a fala dele é magnífica, quando ele diz: Então meu jovem, carimba logo esse papel, que não quero perder tempo…. rsrs perfeitoooooo

    • Roberto Siqueira Says:

      É uma ótima cena mesmo.
      Sou suspeito para falar deste filme.
      Agradeço o comentário.
      Abraço.

  18. Paulo Says:

    Assisti no sabado 04/05/2013, no SBT e o filme salvou o sabado do tedio, grande filme!!!!!!!!!

  19. Marcio Says:

    Um excelente filme! Recomendo a todos principalmente num como o nossa em que a maioria dos valores morais estão em decadência.

  20. FRANKENSTEIN DE MARY SHELLEY (1994) « Cinema & Debate Says:

    […] por Steph Lady e Frank Darabont (que dirigiria a obra-prima “Um Sonho de Liberdade” naquele mesmo ano), “Frankenstein de Mary Shelley” chama a atenção desde sua excelente […]

  21. Anônimo Says:

    Uma obra impressionantemente perfeita. Parabéns pelo blog.

  22. Ana Clara Says:

    Acabei de ver esse flime e posso dizer que é o melhor que já vi . Tudo se encaixa perfeitamente .

  23. leonardo Says:

    NÃO EXISTE PALAVRAS PRA DEFINIR ESSE FILME É APENAS SENTIR SE EMOCIONAR!!!!

  24. nana Says:

    olá, posso opinar deixando explicitamente aqui o qto fiquei encantada com a encenação total, um filme q não distingue gêneros uma vez q sei o qto emociona e até faz chorar tanto um homem qto uma mulher. Gostei de sua posição em relação ao filme,parabéns
    nana

  25. "Pathy Rocha" Says:

    Esse filme, é tudo de bom!!!

  26. cross98 Says:

    Vai fazer a critica de A Espera de Um Milagre?

  27. Cross98 Says:

    Não considero ele melhore que o Forrest Gump , mas eu amo esse filme, lindo

    Gosto e daquela parte que um policial quase mata um cara que tenta estrupar o Andy, e o comentario do Red , kkk achei muito loca

    • Roberto Siqueira Says:

      Pra mim este filme é mais do que o melhor do ano, é o melhor da década.
      Abraço.

    • Cross98 Says:

      pra mim não é o melhor , tem o Forrest Gump , A Lista de Schindler e talvez Coração Valente acima dele

    • Roberto Siqueira Says:

      Respeito sua opinião Mateus, mas nem “Coração Valente”, que é o filme mais importante da minha vida, eu considero melhor que este.
      Abraço.

    • cross98 Says:

      É sem duvidas um filme espetacular cara , mas prefiro o Forrest Gump . Eu gostomuito desse filme que até comprei ele

    • Roberto Siqueira Says:

      Hoje recebi esta obra-prima em Blu-ray.
      Abraço.

    • cross98 Says:

      Com certeza irei compra – lo quando conseguir um blu ray player

    • Roberto Siqueira Says:

      Legal Mateus.

    • Caio Rossi Says:

      concordo com o cross98, tbm acho um sonho de liberdade um baita filme um dos meus favoritos, mas o forrest está um pouco acima e pra mim o melhor da década sem dúvida é Dança com Lobos, gosto muito de coraçao valente tbm , Mas o Dança com Lobos é formidável !!!!!!
      Um abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pela participação Caio.
      Abraço.

  28. Porque “Coração Valente” é o filme mais importante da minha vida « Cinema & Debate Says:

    […] escrevi na crítica de “Um Sonho de Liberdade”, “Coração Valente” é responsável, ao lado do longa de Frank Darabont, pela minha paixão […]

  29. CORAÇÃO VALENTE (1995) « Cinema & Debate Says:

    […] Como afirmei na crítica de “Um Sonho de Liberdade”, “Coração Valente” é responsável direto por minha paixão pela sétima arte, além de […]

  30. Globo de Ouro 2012 – Vencedores « Cinema & Debate Says:

    […] e adorei a homenagem à Morgan Freeman, um dos meus atores favoritos. Somente as imagens de “Um Sonho de Liberdade”, “Seven”, “Menina de Ouro” e “Os Imperdoáveis” já justificam a homenagem, sem […]

  31. Rubens Says:

    Parabéns pela forma minuciosa que você realiza suas criticas, todas bem fundadas e interessantes. Abraço!

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Rubens,
      Muito obrigado pelo elogio. Fico muito feliz!
      Desculpe a demora na resposta, tive problemas com a internet.
      Um abraço, seja bem-vindo e volte sempre.

  32. Matheus Says:

    Adoro esse filme e ele é espetacular em todos os sentidos. Porém tem algo nele que me chamou muito a atenção quando assisti, que é o trabalho de maquiagem, já que o filme se passa em um periodo de mais de 20 anos (acho), principalmente no Morgan Freeman, que começa parecendo muito jovem e termina bem mais ‘acabado’. Algo ‘banal’, mas que me facinou!

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Matheus,
      Parabéns pela observação. De fato tudo é perfeito nesta obra-prima do cinema.
      Abraço.

  33. Brasil Inteligente Says:

    Ótimo filme, com um dos melhores atores que já vi. Morgan Freeman é espetacular. Não lembro de alguns detalhes que você cita do filme, mas concordo que é um filme que fica na memória, pela mensagem de amizade e esperança que ele traz. Realmente uma Obra Prima.

  34. Guilherme Says:

    Um dos meus filmes preferidos de todos os tempos também, junto com The Good, The Bad and The Ugly.

    Parabéns pelo blog.

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