OSCAR 1995: FORREST GUMP X UM SONHO DE LIBERDADE

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1994 (Premiação em 1995). E que ano respeitável foi 1994 em termos cinematográficos! Além do encerramento da bela trilogia das cores com “A Igualdade é Branca” e o excelente “A Fraternidade é Vermelha”, tivemos os divertidos “Debi & Lóide”, “Maverick” e “Quatro Casamentos e um Funeral”, os empolgantes “Velocidade Máxima” e “Assassinos por Natureza” e o sombrio “Entrevista com o Vampiro”. Não posso deixar de citar ainda o bom “Frankenstein de Mary Shelley”, na época um fracasso de público e crítica, e a obra-prima da Disney “O Rei Leão”, sem dúvida um dos melhores do ano.

Além de todos estes bons filmes, outros três se destacaram bastante em 1994. O primeiro deles é o vencedor do Oscar “Forrest Gump”, que com bom humor e muita sensibilidade, atravessa a história recente dos EUA sob o olhar inocente de seu protagonista, sem por isso deixar de cutucar as besteiras feitas pelo país do tio Sam no último século. E apesar de gostar bastante do longa estrelado por Tom Hanks, o considero inferior até mesmo à “O Rei Leão”. Já “Pulp Fiction” foi um estouro mundial, figurando entre os poucos eventos dos anos 90 que de fato influenciaram a cultura pop de maneira bombástica. O filme de Tarantino é de uma criatividade ímpar e merece mesmo um lugar de destaque não apenas no ano, mas na década. Mas, acima de todos eles está “Um Sonho de Liberdade”, um filme perfeito do primeiro ao último plano, com atuações mais que inspiradas e um final fabuloso, merecedor do meu voto de melhor filme do ano.

Porque “Um Sonho de Liberdade” é melhor?

Apesar da inegável criatividade de “Pulp Fiction” e do excelente trabalho de Zemeckis e companhia em “Forrest Gump”, entendo que “Um Sonho de Liberdade” é um filme perfeito, com uma estrutura narrativa impecável, excelentes atuações, um roteiro que parece um poema e uma reviravolta final tão instigante quanto bela. Como afirmei em minha crítica, a cada nova revisão enxergo mais e mais qualidades no longa de Frank Darabont e ultimamente ando até mesmo questionando o Oscar de Tom Hanks, já que Morgan Freeman está nada menos que perfeito como o narrador/observador que é transformado pela chegada do amigo Andy, também brilhantemente interpretado por Tim Robbins. Tendo ainda um peso em minha vida por ser, ao lado de “Coração Valente”, responsável direto por minha paixão pelo cinema, “Um Sonho de Liberdade” figura não apenas como o melhor filme de 1994. Em minha modesta opinião, este é o melhor filme da década.

E pra você, qual o melhor filme de 1994 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 30 de Julho de 2011 por Roberto Siqueira

Um dos melhores agradecimentos da história do OSCAR

Joe Pesci, no Oscar 1991.

Para ver o vídeo, clique aqui. O Youtube não autorizou a incorporação.

Grande abraço.

Texto publicado em 23 de Junho de 2011 por Roberto Siqueira

OSCAR 1994: A LISTA DE SCHINDLER X O PIANO

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1993 (Premiação em 1994), outro ano em que concordei com o escolhido da Academia. O ano de 1993 apresentou uma safra respeitável de filmes, como atestam os thrillers “A Firma” e “O Fugitivo”, os respeitáveis “Vestígios do dia” e “Em nome do pai”, o criativo “Short Cuts – cenas da vida” e os empolgantes “Kalifornia” e “Um Dia de Fúria”. Além destes bons filmes, tivemos o tocante “A Liberdade é Azul”, o corajoso “Filadélfia” e o eletrizante “Jurassic Park”, com os dinossauros de Spielberg detonando nas bilheterias. O ano ainda apresentou o excepcional “Um Mundo Perfeito”, que já revelava os novos caminhos que Clint Eastwood seguiria na direção. Mas os filmes que monopolizaram as premiações daquele ano foram mesmo “A Lista de Schindler” e “O Piano”. E, sinceramente, apesar de gostar do longa estrelado por Holly Hunter, não entendo como obras como “Um Mundo Perfeito” e “A Liberdade é Azul” não foram reconhecidas nas premiações daquele ano. Por outro lado, a academia acertou ao reconhecer a atuação de Tom Hanks em “Filadélfia” e os méritos técnicos de “Jurassic Park”. E acertou mais ainda ao premiar a obra-prima “A Lista de Schindler”, que, com todos os méritos, levou a grande maioria dos prêmios da noite e confirmou o ano excepcional de Steven Spielberg.

Porque “A Lista de Schindler” é melhor?

Por mais interessante que seja “O Piano” ou qualquer outro filme do ano, seria uma tremenda injustiça não reconhecer a importância da obra de Spielberg, que retrata a vida de Oskar Schindler com enorme sensibilidade e competência. O filme tem momentos melodramáticos? Tem. Mas são momentos coerentes com a vida daquele homem. Não chorar neste filme é praticamente impossível e requer um esforço enorme (ou um coração de pedra). E além de toda a carga dramática que a história narrada naturalmente evoca, o longa é praticamente perfeito em todos os aspectos técnicos, além de contar com atuações inspiradas. Por tudo isso, eu votaria de olhos fechados em “A Lista de Schindler” naquele ano.

E pra você, qual o melhor filme de 1993 e por quê?

Um abraço e bom debate.

PS: Para ver Spielberg vencendo seu primeiro Oscar, clique aqui. Para ver o anúncio do vencedor de melhor filme, clique aqui.

Texto publicado em 18 de Maio de 2011 por Roberto Siqueira

OSCAR 1993: OS IMPERDOÁVEIS X PERFUME DE MULHER

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chegamos a 1992 (Premiação em 1993). O início dos anos 90 marcou o lançamento de muitos filmes ousados, que usavam o sexo como tema de diversas maneiras, e 1992 em especial apresentou o ótimo “Instinto Selvagem” e os razoáveis “Perdas e Danos” e “Lua de Fel”.

Mas apesar de toda ousadia, nenhum destes filmes mereceria concorrer aos principais prêmios do ano, que deveriam mesmo ser disputados por três filmes em especial. O primeiro deles sequer foi lembrado pelas grandes premiações. Obviamente, estou me referindo ao filme de estréia de Quentin Tarantino, o ótimo “Cães de Aluguel”. Os outros dois, “Perfume de Mulher” e “Os Imperdoáveis”, polarizaram as disputas e, desta vez, concordo plenamente com a decisão da Academia. Meu favorito do ano também é “Os Imperdoáveis”, belíssima homenagem de Clint Eastwood ao gênero que o consagrou.

Porque “Os Imperdoáveis” é melhor?

Apesar da excepcional atuação de Al Pacino (merecidamente premiada com o Oscar), “Perfume de Mulher” é um filme apenas correto, ao passo em que “Os Imperdoáveis” é, ao mesmo tempo, uma homenagem à um gênero que adoro (e que, lentamente, foi desaparecendo dos cinemas) e uma inteligente revisão dos diversos clichês que marcaram a história do western. Além disso, marca o início de uma fase inspirada de Eastwood, com seus personagens amargurados e complexos e suas narrativas tão sombrias e tão humanas, que nos incomodam com a mesma intensidade que nos fazem pensar. Por sua riqueza temática e, especialmente, por tudo que representa na carreira de um dos grandes diretores de nossos tempos, meu favorito do ano é mesmo “Os Imperdoáveis”.

E pra você, qual o melhor filme de 1992 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 12 de Março de 2011 por Roberto Siqueira

Comentários sobre o Oscar

No último domingo, comentei a cerimônia do Oscar online via Twitter. Para os leitores que não acompanharam, os comentários podem ser lidos clicando aqui. Se você ainda não é seguidor do Cinema & Debate, aproveite para juntar-se a nós no Twitter.

Também acompanhei o videocast ao vivo do crítico Pablo Villaça do site Cinema em Cena, que você também pode acessar clicando aqui. Vale destacar a reação do Pablo ao prêmio de melhor diretor, que, confesso, reflete meu estado de espírito no momento da derrota de David Fincher.

Um grande abraço e aguardem, pois a Videoteca voltará entre amanhã e domingo.

Texto publicado em 02 de Março de 2011 por Roberto Siqueira

OSCAR 2011 – Vencedores

Como sempre, a cerimônia do Oscar foi recheada de piadas sem graça, com alguns pequenos momentos de inspiração, especialmente quando Jude Law, Robert Downey Jr. e Billy Crystal subiram ao palco e salvaram os apresentadores da noite. Logo no começo, os prêmios de Direção de Arte e Fotografia indicavam uma noite não dominada por “O Discurso do Rei”, o que infelizmente não se confirmou.

Entre os destaques positivos da noite, ver “A Origem” levar quatro prêmios foi muito agradável, assim como novamente a homenagem aos que se foram no último ano foi um belo momento. Afinal de contas, John Barry, Tony Curtis, Gloria Stuart, Leslie Nielsen, Claude Chabrol, Arthur Penn e Dennis Hopper, entre outros, certamente deixaram saudades. O meu favorito da noite “A Rede Social” levou apenas montagem, roteiro adaptado e trilha sonora. Colin Firth e Natalie Portman confirmaram o favoritismo (merecido) e levaram os prêmios de melhor ator e atriz. Entre os coadjuvantes também não tivemos surpresa. Christian Bale levou por “O Vencedor” e Melissa Leo, mesmo com sua campanha nada simpática, levou o prêmio pelo mesmo filme. E finalmente, Tom Hopper (sério? mesmo?) levou melhor diretor, deixando David Fincher mais um pouco na espera. Aliás, depois de “Seven”, “Clube da Luta”, “Zodíaco” e “A Rede Social” o que mais Fincher terá que fazer para ser reconhecido pela Academia? E como previsto, “O Discurso do Rei” levou melhor filme e igualou “A Origem” com quatro estatuetas.

Não posso dizer que gostei dos premiados, mas “Touro Indomável” e “Cidadão Kane” também não levaram melhor filme. Ou seja, não é o fim do mundo.

E agora, segue a lista completa de vencedores do Oscar 2011:

Melhor filme

O Discurso do Rei

Melhor direção
Tom Hooper, O Discurso do Rei

Melhor ator
Colin Firth, O Discurso do Rei

Melhor atriz
Natalie Portman, Cisne Negro

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale, O Vencedor

Melhor atriz coadjuvante
Melissa Leo, O Vencedor

Melhor animação
Toy Story 3

Melhor filme estrangeiro
Em Um Mundo Melhor / In a Better World (Dinamarca)

Melhor direção de arte
Alice no País das Maravilhas

Melhor fotografia
A Origem

Melhor figurino
Alice no País das Maravilhas

Melhor montagem
A Rede Social

Melhor maquiagem
O Lobisomem

Melhor trilha sonora
A Rede Social, Trent Reznor e Atticus Ross

Melhor canção
We belong together, de Toy Story 3

Melhor roteiro original
David Seidler, O Discurso do Rei

Melhor roteiro adaptado
Aaron Sorkin, A Rede Social

Melhores efeitos visuais
A Origem

Melhor mixagem de som
A Origem

Melhor edição de som
A Origem

Melhor documentário
Trabalho Interno

Melhor documentário em curta-metragem
Strangers No More

Melhor curta-metragem
God of Love

Melhor curta-metragem de animação
The Lost Thing

Um abraço.

Texto publicado em 28 de Fevereiro de 2011 por Roberto Siqueira

OSCAR 2011 – Palpites

Nunca é tarefa fácil prever os vencedores do Oscar, por mais que as premiações prévias (como o SAG e o DAG) indiquem o provável vencedor, especialmente nas principais categorias. Ainda assim, é muito comum ver sites especializados promovendo votações e oferecendo prêmios para quem acertar quem levará pra casa a mais famosa estatueta da indústria do cinema.

Como muitos cinéfilos, todos os anos eu participo de bolões pela internet e, desde o ano passado, do bolão do grupo de cinema que formamos após o curso do Pablo Villaça em São Paulo. Só que neste ano decidi registrar também no blog os meus palpites para o Oscar 2011, como forma de compartilhar com vocês as minhas “previsões” e até mesmo promover a brincadeira entre os leitores.

Vale ressaltar que os palpites se referem aos filmes que eu acho que irão vencer e não às minhas preferências em cada categoria. Portanto, trata-se apenas de uma brincadeira, para que vocês possam concordar ou discordar e, depois da premiação, tirar um barato dos meus erros.

Meus palpites para o Oscar 2011 são:

Melhor filme
O Discurso do Rei

Melhor direção
David Fincher, A Rede Social

Melhor ator
Colin Firth, O Discurso do Rei

Melhor atriz
Natalie Portman, Cisne Negro

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale, O Vencedor

Melhor atriz coadjuvante
Hailee Steinfeld, Bravura Indômita

Melhor animação
Toy Story 3

Melhor filme estrangeiro
In a better world (Dinamarca)

Melhor direção de arte
A Origem

Melhor fotografia
Cisne Negro

Melhor figurino
O Discurso do Rei

Melhor montagem
A Rede Social

Melhor maquiagem
A Minha Versão Para o Amor

Melhor trilha sonora
O Discurso do Rei, Alexandre Desplat

Melhor canção
We belong together, de Toy Story 3

Melhor roteiro original
Christopher Nolan, A Origem

Melhor roteiro adaptado
Aaron Sorkin, A Rede Social

Melhores efeitos visuais
A Origem

Melhor mixagem de som
A Origem

Melhor edição de som
A Origem

Melhor documentário
Exit Through the Gift Shop

Melhor documentário em curta-metragem
Killing in the Name

Melhor curta-metragem
Na Wewe

Melhor curta-metragem de animação
Day & Nnight

Agora só resta aguardar a cerimônia.

Um abraço.

Texto publicado em 25 de Fevereiro de 2011 por Roberto Siqueira

OSCAR 2011 – Lista de Indicados

Uma pequena pausa na semana especial “Bons filmes de grandes diretores” para comentar rapidamente os indicados ao Oscar. O favorito “A Rede Social” recebeu oito indicações, assim como o excelente “A Origem” (que poderia levar pelo menos Efeitos Visuais e Roteiro Original, não é mesmo?), enquanto “O Discurso do Rei” foi indicado em doze categorias e “Bravura Indômita” foi indicado em dez. Mas apesar de liderar no número de indicações, o longa de Tom Hooper não deve levar os principais prêmios da noite. Aposto em vitória de Fincher e o seu “A Rede Social” nas categorias Melhor Filme, Diretor e Roteiro Adaptado. Entre os atores, Natalie Portman e Colin Firth dificilmente perderão suas estatuetas, assim como aposto em Christian Bale e Melissa Leo. E na cada vez mais previsível categoria Melhor Animação, “Toy Story 3” deve garantir mais um prêmio para a estante da Pixar.

Segue a lista completa de indicados ao Oscar 2011:

Melhor filme
127 horas
A Origem
A Rede Social
Bravura indômita
Cisne negro
Inverno da Alma
Minhas mães e meu pai
O Discurso do Rei
O Vencedor
Toy Story 3

Melhor direção
Darren Aronofsky, Cisne Negro
David Fincher, A Rede Social
David O. Russell, O Vencedor
Joel e Ethan Coen, Bravura Indômita
Tom Hooper, O Discurso do Rei

Melhor ator
Colin Firth, O Discurso do Rei
James Franco, 127 horas
Javier Bardem, Biutiful
Jeff Bridges, Bravura Indômita
Jesse Eisenberg, A Rede Social

Melhor atriz
Annette Bening, Minhas Mães e Meu Pai
Jennifer Lawrence, Inverno da Alma
Michelle Williams, Namorados para Sempre
Natalie Portman, Cisne Negro
Bicole Kidman, Reencontrando a Felicidade

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale, O Vencedor
Geoffrey Rush, O Discurso do Rei
Jeremy Renner, Atração Perigosa
John Hawkes, Inverno da Alma
Mark Ruffalo, Minhas Mães e Meu Pai

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams, O Vencedor
Hailee Steinfeld, Bravura Indômita
Helena Bonham Carter, O Discurso do Rei
Jacki Weaver, Animal Kingdom
Melissa Leo, O Vencedor

Melhor animação
Como treinar o seu dragão
O Mágico
Toy Story 3

Melhor filme estrangeiro
Biutiful (México)
Dogtooth (Grécia)
In a better world (Dinamarca)
Incendies (Canadá)
Outside the Law (Argélia)

Melhor direção de arte
A Origem
Alice no País das Maravilhas
Bravura Indômita
Harry Potter e as relíquias da morte Parte 1
O Discurso do Rei

Melhor fotografia
A Origem
A Rede Social
Bravura Indômita
Cisne Negro
O Discurso do Rei

Melhor figurino
A Tempestade
Alice no País das Maravilhas
Bravura Indômita
I am love
O Discurso do Rei

Melhor montagem
127 horas
A Rede Social
Cisne Negro
O Discurso do Rei
O Vencedor

Melhor maquiagem
A Minha Versão Para o Amor
Caminho da Liberdade
O Lobisomem

Melhor trilha sonora
127 horas, A.R. Rahman
A Origem, Hans Zimmer
A Rede Social, Trent Reznor e Atticus Ross
Como treinar seu dragão,  John Powell
O Discurso do Rei, Alexandre Desplat

Melhor canção
Coming home, de Country Strong
I see the light, de Enrolados
If I rise, de 127 horas
We belong together, de Toy Story 3

Melhor roteiro original
Christopher Nolan, A Origem
David Seidler, O Discurso do Rei
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg, Minhas Mães e Meu Pai
Mike Leigh, Another Year
Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson, O Vencedor

Melhor roteiro adaptado
Aaron Sorkin, A Rede Social
Danny Boyle e Simon Beaufoy, 127 horas
Debra Granik e Anne Rosellini, Inverno da Alma
Marguerite Roberts, Bravura Indômita
Michael Arndt, Toy Story 3

Melhores efeitos visuais
A Origem
Além da Vida
Alice no País das Maravilhas
Harry Potter e as relíquias da morte Parte 1
O Homem de Ferro 2

Melhor mixagem de som
A Origem
A Rede Social
Bravura Indômita
O Discurso do Rei
Salt

Melhor edição de som
A Origem
Bravura Indômita
Incontrolável
Toy Story 3
Tron: o legado

Melhor documentário
Exit Through the Gift Shop
GasLand
Trabalho Interno
Restrepo
Lixo Extraordinário

Melhor documentário em curta-metragem
Killing in the Name
Poster Girl
Strangers No More
Sun Come Up
The Warriors of Qiugang

Melhor curta-metragem

God of Love
Na Wewe
The Confession
The Crush
Wish 143

Melhor curta-metragem de animação
Day & Nnight
Let’s Pollute
Madagascar, carnet de voyage
The Gruffalo
The Lost Thing

Será que realmente chegou a vez de David Fincher? Espero que sim. E pra você, quem será o grande vencedor do Oscar 2011?
Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 25 de Janeiro de 2011 por Roberto Siqueira

Globo de Ouro 2011 – Vencedores

Não gosto muito do Globo de Ouro. Acho que a festa perdeu muito de sua relevância nos últimos anos. Em todo caso, sempre dou uma conferida por alguma razão em especial. Ontem, a razão era a homenagem (ainda que de apenas 3 minutos) a um dos meus atores favoritos: Robert de Niro. E valeu muito a pena conferir este ator sensacional subir ao palco e fazer um discurso muito interessante (ainda que leia o discurso, por causa de sua conhecida timidez), além de, é claro, rever momentos marcantes de sua longa carreira. A noite valeu à pena também por ver Al Pacino, outro ator que admiro muito, ser novamente premiado como melhor Ator, desta vez pelo filme feito para televisão “You Don’t Know Jack”. E finalmente, parece que chegou mesmo a vez do ótimo David Fincher, de quem sou fã, principalmente por causa de “Seven” e “Clube da Luta”. O seu “A Rede Social” foi o grande vencedor da noite e sai ainda mais fortalecido para a disputa do Oscar.

Agora vamos à lista dos vencedores do Globo de Ouro 2011 (incluindo também as categorias de séries):

MELHOR FILME – DRAMA
A Rede Social

MELHOR FILME – COMÉDIA/MUSICAL
Minhas Mães e Meu Pai

MELHOR DIRETOR
David Fincher (A Rede Social)

MELHOR ATOR – DRAMA

Colin Firth (O Discurso do Rei)

MELHOR ATOR – COMÉDIA/MUSICAL

Paul Giamatti (Minha Versão para o Amor)

MELHOR ATRIZ – DRAMA
Natalie Portman (Cisne Negro)

MELHOR ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL
Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christian Bale (O Vencedor)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Melissa Leo (O Vencedor)

MELHOR ROTEIRO
Aaron Sorkin (A Rede Social)

MELHOR TRILHA SONORA
Trent Reznor e Atticus Ross (A Rede Social)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“You Haven’t Seen The Last Of Me” (Burlesque)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Toy Story 3

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
In a Better World (Dinamarca)

MELHOR SÉRIE DE TV – DRAMA
Boardwalk Empire

MELHOR SÉRIE DE TV – COMÉDIA/MUSICAL
Glee

MELHOR MINISSÉRIE/FILME PARA TV
Carlos

MELHOR ATOR – MINISSÉRIE/FILME PARA TV
Al Pacino (You Don’t Know Jack)

MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE/FILME PARA TV
Claire Danes (Temple Grandin)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV – DRAMA
Steve Buscemi (Boardwalk Empire)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV – DRAMA
Katey Segal (Sons of Anarchy)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV – MUSICAL/COMÉDIA
Jim Parsons (The Big Bang Theory)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV – MUSICAL/COMÉDIA
Laura Linney (The Big C)

MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE/MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Chris Colfer (Glee)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE/MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Jane Lynch (Glee)

Um abraço.

Texto publicado em 17 de Janeiro de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 1992: O SILÊNCIO DOS INOCENTES X JFK – A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1991 (Premiação em 1992). Na premiação de 1992, um filme surpreendeu a todos e levou os 5 principais prêmios do OSCAR, mas com o passar do tempo, ficou claro que não foi uma surpresa tão grande assim. Num ano apenas razoável, é compreensível que o sensacional “O Silêncio dos Inocentes”, com toda sua incrível atmosfera de tensão e um show de interpretação de Hopkins e Foster, tenha levado tudo que é prêmio na noite. Afinal de contas, o ano de 1991 tinha poucas produções de qualidade, dentre as quais podemos citar “A Bela e a Fera”, os ótimos “O Exterminador do Futuro 2” e “Tomates Verdes Fritos” e o bom “Thelma & Louise”.

Mas existe um filme em especial que realmente me marcou naquele ano. Trata-se do excepcional “JFK – A Pergunta que não quer calar”, dirigido brilhantemente por Oliver Stone e com um elenco pra lá de talentoso. Sou fascinado pela condução de Stone, pelo ritmo enlouquecedor da narrativa, pela montagem dinâmica e pela fotografia espetacular. Ou seja, por mais que eu goste muito de “O Silêncio dos Inocentes”, meu voto seria de “JFK”.

Porque “JFK – A Pergunta que não quer calar” é melhor?

Não vou negar, adoro “O Silêncio dos Inocentes”. Acho a atuação de Hopkins e Foster espetacular, adoro o clima tenso e sombrio do filme, com sua atmosfera de suspense praticamente palpável. Mas eu não votaria no longa de Jonathan Demme para melhor filme e direção. Meu voto realmente seria de “JFK”, por todas as razões já citadas acima. Além disso, apesar de muitos afirmarem se tratar de um delírio do diretor, eu realmente acredito que a morte de Kennedy não foi fruto de apenas uma mente insana, mas sim de uma série de interesses ligados a pessoas e órgãos muito importantes nos EUA. Pela qualidade técnica e pela coragem temática, meu filme preferido de 1991 é “JFK”.

E pra você, qual o melhor filme de 1991 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 28 de Dezembro de 2010 por Roberto Siqueira