TERRA SAGRADA (2019)

(Noah Land)

 

Dirigido por Cenk Ertürk.

Elenco: Ali Atay, Haluk Bilginer, Arin Kusaksizoglu, Mehmet Ozgur e Hande Dogandemir.

Roteiro: Cenk Ertürk.

Produção: Alp Ertürk, Sevki Tuna Ertürk e Cenk Ertürk.

Um homem com os dias contados tem como último desejo ser enterrado aos pés de uma árvore que ele plantou, por isso convence seu filho a retornar com ele para a cidade onde cresceu. Quando eles chegam ao local descobrem que o local onde a árvore está plantada virou um santuário, e que os moradores locais não permitirão o enterro lá.

O espectador aos poucos vai descobrindo mais sobre esses personagens e a complexa relação entre eles, o roteiro e as atuações fazem um ótimo trabalho, em especial ao mostrar como uma cidade que a princípio parece pacata, é capaz de cada vez atos mais violentos para proteger seu legado religioso.

Texto publicado em 19 de Outubro de 2019 por Adriano Cardoso

SYMPATHY FOR THE DEVIL (2019)

(Sympathy for the Devil)

 

Dirigido por Guillaume de Fontenay.

Elenco: Elisa Lasowski, Niels Schneider, Ella Rumpf, Arieh Worthalter e Vincent Rottiers.

Roteiro: Guillaume Vigneault, Guillaume De Fontenay e Jean Barbe.

Produção: Pascal Bascaron, Nicole Robert, Jean-Yves Robin, Marc Stanimirovic e Rona Thomas.

O filme baseado no livro de mesmo nome mostra o trabalho de jornalistas de guerra que cobriram o cerco a Sarajevo, na guerra da Bósnia. Acompanhamos o jornalista francês Paul que começa a se transformar por conta das atrocidades que vê. A estratégia de filmar quase todos os planos com câmera na mão traz um incrível realismo a história, além de ressaltar a tensão.

A fotografia é extremamente competente ao retratar a violência e a situação na qual o ambiente se encontra, enquanto o roteiro é competente ao construir os personagens de forma complexa, e embora coloque os sérvios como vilões, o foco é na passividade e burocracia das forças da ONU que apenas acompanham de perto as monstruosidades cometidas sem interferir com a premissa de que estão buscando um acordo de paz.

Texto publicado em 19 de Outubro de 2019 por Adriano Cardoso

DU (2019)

(DU)

 

Dirigido por Paul Tunge.

Elenco: Maria Grazia de Meo e Jørgen Hausberg Nilsen.

Roteiro: Paul Tunge.

Produção: Paul Tunge e Alexander Kristiansen.

Um casal passa férias juntos e conforme se conhecem melhor percebem que talvez tenham muitas diferenças e não consigam suportar um ao outro por muito tempo. A escolha por alterar a razão de espectro do tradicional 16:9 por 4:3, junto com a utilização de planos em sua maioria muito fechados nos coloca sempre dentro da vida do casal, reforçando a proximidade entre ambos e mostrando como às vezes isso também gera um desconforto.

Relações como o patriarcado e machismo vão surgindo a medida que os dias passam. O elenco oferece grandes atuações e o filme é bem dirigido, com destaque para uma cena em que no mesmo plano os dois personagens se exercitam, em ritmo semelhante mas de tal forma diferente, um paralelo com a dicotomia do casal.

Texto publicado em 19 de Outubro de 2019 por Adriano Cardoso

PAPICHA (2019)

(Papicha)

 

Dirigido por Mounia Meddour.

Elenco: Lyna Khoudri, Shirine Boutella, Amira Hilda Douaouda.

Roteiro: Mounia Meddour.

Produção: Xavier Gens, Patrick André, Grégoire Gensollen, Belkacem Hadjadj, Mounia Meddour.

Nadjima é uma jovem universitária de Argel (Argélia) que começa aos poucos a perceber que algo está mudando em seu país. Religiosos radicais começam a fazer atentados, obrigar mulheres a usar burcas e perseguir as que insistem em estudar. Junto de suas amigas, Nadjima decide organizar um desfile de moda em sua faculdade como forma de mostrar aos fundamentalistas que elas estão alheias à todo retrocesso imposto.

Os personagens são muito bem construídos, e a opção de utilização da câmera na mão nos coloca mais próximos das personagens, além de criar um ambiente de aprisionamento e ressaltar a tensão que começa a permear a vida das jovens.

Texto publicado em 18 de Outubro de 2019 por Adriano Cardoso

MACABRO (2019)

(Macabre)

 

Dirigido por Marcos Prado.

Elenco: Renato Goés, Amanda Grimaldi, Guilherme Ferraz, Diego Francisco, Eduardo Tomaz, Juliana Schalch, Flávio Bauraqui, Paulo Reis, Osvaldo Mil, Laila Garin.

Roteiro: Lucas Paraizo, Rita Gloria Curvo.

Produção: Marcos Prado, João Queiroz Fialho, Justine Otondo.

O policial Teo do BOPE comete um erro em operação num morro do Rio de Janeiro, matando um inocente. Transferido com sua equipe para uma cidade do interior, onde uma onda de assassinatos de mulheres, seguida do abuso sexual de seus corpos começa a aterrorizar os moradores, ele tem que investigar os casos enquanto sofre pressão para localizar dois jovens negros que a população acredita serem os responsáveis.

Baseado num caso real ocorrido na década de 90, o filme tenta mesclar a crítica ao racismo na sociedade com investigação policial e terror, e não funciona… Embora tenha um primeiro ato intrigante, muitas questões levantadas são abandonadas, os personagens, exceção ao protagonista, são extremamente rasos, e o roteiro vai se mostrando um tanto previsível. Outros aspectos empregados para construção do gênero, funcionam mal: mesmo utilizando artifícios sonoros, as cenas nunca chegam a causar susto, sendo previsíveis em sua quase totalidade, outras cenas chocam pela sua violência gráfica excessiva.

Vale ressaltar a fotografia do filme, que usa muito bem a paisagem montanhosa das locações, e algumas tomadas noturnas para criar um clima de suspense e mistério. Ao final legendas explicam que o protagonista foi criado na junção de dois personagens reais de época diferente, o que apenas desvaloriza ainda mais o que anteriormente tentou-se construir.

Texto publicado em 18 de Outubro de 2019 por Adriano Cardoso

43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Queridos leitores,

É com grande orgulho que anuncio que o Cinema & Debate irá cobrir a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo graças a uma parceria com meu amigo Adriano Cardoso, que irá colaborar conosco durante o festival.

Conheci o Adriano no curso de Teoria, Linguagem e Crítica cinematográfica do Pablo Villaça que inspirou a criação do Cinema & Debate e, desde então, trocamos ideias sobre cinema, política e diversos outros temas cotidianos.

Agradeço ao Adriano pela parceria e deixo abaixo o texto que ele nos enviou sobre o evento:

 

“Mesmo com cortes em seu investimento, fruto da política ignorante e nefasta que nos permeia, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo terá sua 43ª edição este ano. Tendo início na próxima quinta-feira, dia 17, trará até seu encerramento em 30 de outubro, cerca de 300 títulos produzidos nas mais diversas regiões do mundo. Os filmes poderão ser conferidos numa grande gama de salas, espalhadas por toda cidade, e haverá programação especial no canal online da SP Cine, onde alguns exemplares poderão ser assistidos gratuitamente.

O diretor Olivier Assayas será o grande homenageado desta edição, ganhando uma retrospectiva com seus trabalhos mais emblemáticos. Além do cineasta francês, também receberão homenagens Amos Gitai e Elia Suleiman, este último pelo foco de sua filmografia ao colocar o povo palestino em evidência.

Escreverei textos diários sobre muitas das obras em exibição para o Cinema & Debate.

Adriano Cardoso”

 

Site oficial da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: http://43.mostra.org/br/home/

Locais de exibição do circuito: http://43.mostra.org/br/encontre-as-salas/

Site da Spcine: http://spcine.com.br/

Texto publicado em 16 de Outubro de 2019 por Roberto Siqueira

X-MEN: FÊNIX NEGRA

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Esse é um filme que nasceu morto. É triste falar isso. Afinal, sem X-Men, lá no longínquo ano 2000, não teríamos essa onda de filmes de heróis. Foi o filme que mostrou que é possível adaptar HQ’s para o cinema. Foi o filme que começou a tornar moda ser nerd.

Depois de tudo que li sobre esse filme, minha expectativa foi lá embaixo. E sinceramente, é um filme vazio. Não me causou emoções. Não tem uma cena épica (tem uma cena boa, já chegaremos lá). E a perda que ocorre no filme, ao invés de causar tristeza, causa alívio.

Simon Kinberg, que você tenha sucesso na carreira, mas você não sabe fazer filme de heróis. Para vocês terem uma ideia, é dele o roteiro de X-Men 3, Quarteto Fantástico (as loucuras do diretor ajudaram a estragar o filme), X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (ok, esse é bom, mas aquele final… e pra quê erguer um estádio??), X-Men: Apocalipse e Fênix Negra, que também dirige.

A Fox conseguiu cometer duas vezes o mesmo erro. Fênix Negra é praticamente igual a X-Men 3, com mais efeitos, viagem ao espaço, e menos mutantes. Mas novamente não aproveitaram uma das melhores sagas dos Mutantes nas HQ’s. Falta à Fox, o que a Marvel teve de sobra. Paciência. A Saga da Fênix não dá pra ser adaptada de forma tão corrida.

Olhando só os filmes da nova geração, o encerramento é melancólico, mesmo após as esperanças terem sido renovadas com o fantástico Primeira Classe. Um elenco de primeira linha, mas que pelas atuações no último filme, não queriam estar lá. Só ver a (des)evolução da maquiagem da Jennifer Lawrence. Com a aquisição da Fox pela Disney, os X-Men vão para a geladeira por uns bons anos.

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Sobre o filme, mais uma vez é tudo apressado. Em Apocalipse, foram apresentados os novos membros, com bons atores, mas não deram tempo em tela pra interação entre eles e a formação da equipe e logo foram pra cena de ação genérica no final. Em Fênix Negra, aparentemente, já como equipe consolidada e amados pelo mundo todo, já partem pra ação no começo e logo a equipe já se desfaz. Tudo apressado. Assim, sei que estou sendo chato. Dá pra pegar nas entrelinhas o que aconteceu pra chegar do ponto A ao ponto B. Mas merecia um desenvolvimento. E a falta disso me fez não me importar com nenhum dos personagens.

equipe

O começo é promissor. A cena do resgate do ônibus espacial é muito bem feita, assim como a interação da equipe (por isso fiquei com vontade de ver mais disso). Depois dessa cena é tudo mais do mesmo. Personagens sem profundidade. Atuações no automático. Mercúrio, que é um dos melhores personagens dessa geração, é tirado de cena logo no começo, sem motivo aparente. E todo aquele assunto sobre Magneto ser seu pai é totalmente esquecido. Uma raça alienígena totalmente genérica jogada no filme. Uma vilã extremamente descartável. Conseguiram fazer a Jessica Chastain ser a pior coisa do filme. De novo Magneto do mal, do bem, do mal e do bem, vivendo numa ilha sem nome. Ele tenta matar o presidente em Dias de um Futuro Esquecido, ajuda na destruição do mundo em Apocalipse, e ai ganha do governo uma ilha? Ia ser um baita fan service, mas por que decidiram não falar que a ilha era Genosha? Mística que não fica como Mística (cadê o “mutant and proud”?). Fera que não fica como Fera. Uma Jean que só sofre com os poderes e as revelações. Faltou aquele momento em que ela curte os poderes e se descobre.

cena do espaço

jessica chastain

mercurio

A desconstrução do Xavier faria sentido se fosse feita com tempo. Fica estranho ele, que sempre colocou os alunos e a equipe em primeiro lugar, colocá-los em risco apenas por status. São interessantes os dilemas apresentados por ele, sua soberba em não admitir os erros. Mas é uma sensação de deja vu. São os mesmos erros cometidos em X-Men 3.

Os efeitos são bons, principalmente a forma que eles escolheram para mostrar a Força Fênix transbordando da Jean.

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E pra variar, a linha do tempo continua uma bagunça. Passaram-se 30 anos desde Primeira Classe, e Xavier e Magneto tão com a mesma cara. Fico assustado com o que pode ter acontecido em menos de 10 anos, para o James McAvoy e o Michael Fassbender virarem Patrick Stewart e Ian McKellen.

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Pra finalizar, uma curiosidade. Existe no filme uma unidade de contenção de mutantes. Sigla em inglês: MCU. Eles prendem os X-Men, e num momento de ataque à unidade, os mutantes avisam: nos libertem, vocês vão precisar da gente. Proposital?

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TURMA DA MÔNICA: LAÇOS

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Os gibis da Turma da Mônica marcaram minha infância, assim como da grande maioria dos brasileiros. É difícil alguém, mesmo que nunca tenha lido, não conhecer o quarteto e suas características.

Eu não li a graphic novel em que o filme se baseia, mas só vi coisas boas a respeito. Então assisti ao filme as cegas. E me surpreendi positivamente. É um filme leve, divertido, colorido, que respeita seu público (tanto as crianças quanto os adultos nostálgicos) e os gibis. Um belo exemplo de “feel good movie”.

Daniel Rezende mais uma vez se mostra um diretor competente. Já tinha feito um trabalho fenomenal e corajoso em Bingo e repete a dose aqui. Tem que ser muito corajoso para adaptar essas histórias. Destaque para a montagem e a fotografia belíssima do filme, que colore o bairro do Limoeiro.

Eu tinha medo de o filme ser caricato, mas passa longe disso. Lógico, todas as características marcantes dos personagens estão lá. Mas é tudo tão natural e orgânico. E o filme brinca com isso, desde o armário da Mônica só com vestidos vermelhos ou o fato de só o Cebolinha usar calçado.

E grande parte do sucesso do filme em conseguir essa naturalidade se deve ao elenco infantil. Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) conseguiram incorporar os personagens, com respeito às características de cada um. É possível sentir uma sinergia entre a turma, uma amizade sincera. Acho que o fato de eu já conhecer bem os gibis ajuda nesse sentido, mas mesmo se não conhecesse, isso não afetaria a experiência.

Gosto da participação do Rodrigo Santoro, no papel do Louco. Outro que consegue não ser caricato, apesar da loucura (ba dum tss!!) do personagem. Ressalto o sucesso da montagem do filme nesse momento, que apesar dos vários cortes e do movimento da câmera, não deixa a cena ser confusa.

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Os Laços que dão nome ao filme, apesar de retratados como as marcações para o caminho de volta, na realidade reflete a união dos personagens. Para superar os obstáculos colocados no caminho, a ignorância e o individualismo não são a solução. Os personagens descobrem que ao se unirem, cada um com o seu melhor, fica mais fácil alcançar o objetivo.

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Talvez esse seja o filme que o Brasil precisa para esse momento. Nesses tempos de cada um por si, de mídias sociais que mais afastam do que agrupam, brigas por opiniões divergentes, é bom ver um filme onde as pessoas engolem seu orgulho e se unem em prol de algo maior.

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CORINGA

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Esse é um filme que precisa ser visto e discutido. Entendo o medo e a paranoia ao seu redor. Sinceramente, eu tive medo de ir assistir no cinema. Medo de acontecer alguma tragédia na sala. Nunca tive essa sensação. Talvez seja a paternidade, mas não podemos negar que vivemos em um mundo louco.

Um mundo tão louco, que descontrói as pessoas, as quebra, e depois que elas cometem suas loucuras, a sociedade se isenta da culpa. Afinal, era só mais um louco. Acho que esse é o mote do Coringa, e é por isso que ressalto que precisa ser visto.

Vamos ao filme. Esqueçam a ideia de filme de herói, ou baseado em HQ’s. A própria Warner não quer isso. No começo do filme, num fato inédito, não aparece o logo da DC. Sim, é a história de um vilão icônico, mas poderia ser a história de qualquer um.

Talvez, Coringa seja para nossa década, o que Taxi Driver e Clube da Luta foram para as suas (guardadas as devidas proporções). O filme é um estudo sobre doenças mentais e a sociedade em que vivemos. A forma como os que não se enquadram são deixados de lado. Não só devido a doenças mentais, mas também a classe, cor, gênero etc. Se passa no final dos anos 70, mas é extremamente atual.

Não tenho a intenção de relativizar o personagem do filme, ou os personagens da vida real, e transformá-los em mártires. Mas é importante aprender com os erros para que estes não se repitam.

Joaquin Phoenix é a alma do filme. Que atuação monstruosa. A melhor que vi nesse ano sem dúvida. O filme é dele. É perturbador vê-lo em cena. Sua risada ainda ecoa na minha cabeça. E não é apenas um tipo de risada. Para cada ocasião, ele entrega uma risada diferente, quase que como um diálogo. É angustiante. É um Coringa caótico e imprevisível. E muito disso vem da atuação. É impossível ler seu rosto e tentar adivinhar o que ele vai fazer.

Essa imprevisibilidade atinge seu auge assim que as cortinas se abrem, no momento em que ele se apresenta ao mundo e todos passam a vê-lo.

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A cena no banheiro entra no rol das maiores improvisações do cinema. E é nessa cena que os três pilares do filme, atuação, trilha sonora e fotografia, pra mim, chegam ao ápice. Se Rami Malek ganhou o Oscar fazendo playback, é justo um Oscar coroar a interpretação de Joaquin Phoenix.

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A fotografia é sensacional. Uma Gotham suja, quase sem cores, como se fosse um purgatório para o personagem. E quando ele se descobre, quando somem as amarras que o prendiam à sanidade, o filme fica mais colorido, seja pelas roupas ou no palco em que faz sua apresentação ao mundo, ou na noite em chamas de Gotham. Até as escadas, que ele subia sempre de cabeça baixa, como se caminhasse em direção a um sacrifício, após sua “transformação”, fica mais viva.

A trilha sonora, que depois descobri ser do mesmo compositor de Chernobyl é angustiante. Ela te martela a todo o momento, refletindo a mente do personagem, quase que desafinando. Chega a ser claustrofóbica.

Apesar de deixar claro que não está inserida no mesmo universo, Coringa tem algumas rimas visuais com O Cavaleiro das Trevas. Principalmente em uma cena que considero icônica, com Heath Ledger dentro do carro da polícia. É possível enxergar no Coringa de Phoenix, referências aos outros Coringas do cinema. A anarquia do Coringa de Ledger. A violência e deboche do Coringa de Nicholson. A comédia do Coringa de Cesar Romero (Jared Leto eu desconsidero). E apesar de esse Coringa ter um nome, o filme não crava sua origem. Na realidade, brinca com ela, a ponto de não saber o que é certo ou o que é loucura (ou o que foi corrompido).

Não vou entrar em mais detalhes para não dar spoiler, mas o plot no meio do filme é totalmente inesperado, assim como o final que nos deixa com a pulga atrás da orelha. Será que era tudo uma piada?

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Eu, eu mesmo, e os filmes.

E ai leitores do Cinema & Debate, o melhor blog de cinema do Brasil (tenho que começar falando bem do patrão).

Primeiramente, é uma honra poder falar com mais alguém sobre filmes e séries além de mim mesmo. Poder expor minhas ideias. Compartilhar os arrepios e lágrimas e externar minha raiva. Coisas que só que a Sétima Arte me proporciona. Agradeço muito o convite do meu amigo Roberto e espero poder estar à altura desse blog.

Bem, quem sou eu? Meu nome é Thyago Bertoni, nerd raiz, daqueles tachados como CDF na escola, que levou cuecão e o último a ser escolhido na educação física. Se eu estivesse de volta no ensino médio nos dias de hoje, provavelmente seria um dos populares da sala. Nunca foi tão fácil ser nerd. Nunca foi tão bom ser nerd.

Sou fã de animes, mangás, HQ’s, filmes, séries. Sou pai de uma menina linda, e nas horas vagas tento viajar ao máximo através de filmes e séries, com a permissão da minha ilustríssima esposa. Sim, as mulheres da minha vida mandam em mim.

Minha intenção não é escrever críticas ou opiniões sobre filmes, até porque sei que me falta o conhecimento para escrever uma crítica à altura das já escritas nesse blog. O que eu quero é falar sobre as sensações que os filmes ou séries me causam (às vezes devem sair algumas críticas ou opiniões no meio dos textos). Quero usar esse espaço para colocar pra fora as conversas que tenho comigo mesmo na minha cabeça.

Bem, espero que vocês gostem. Estou aberto a críticas, sugestões, e como sempre, elogios são bem vindos.

Abraço a todos e é um prazer estar aqui.