Fazer o Arthur dormir não é tarefa fácil. Fominha igual ao pai, o pequeno não se contenta com vinte ou vinte e cinco minutos de “mamá”. Mesmo que durma nos braços da mamãe, após os dez minutinhos recomendados pelos médicos para colocar pra arrotar, normalmente ele acorda e chora, querendo mais. E é aí que entro em ação. Mestre no desenvolvimento de técnicas inovadoras para o controle emocional de bebês (pretendo escrever um livro sobre isto! ;)), já aprendi que imitar um choro de bebê, por exemplo, faz com que ele pare de chorar e preste atenção no louco que fica chorando ao lado dele. Não bastasse isso, ainda canto uma musiquinha (que não direi aqui para evitar o mico) pra comemorar minha vitória no “campeonato de choro” disputado entre o Arthur e o papai.
Acontece que nem sempre o choro dá resultado, e já perdi algumas disputas para o pequeno príncipe, o que me obrigou a trocar de tática. Foi quando surgiu então a “dança do pajé” (apelido carinhoso dado pela “nada” satírica mamãe dele). A dança consiste em pequenos movimentos de um lado para o outro, acompanhados de um pequeno sussurro, que segundo ela, parecem um índio dançando, pedido chuva ou algo assim. É claro que é um exagero da parte dela, pois a leveza e graça de meus movimentos são, obviamente, a razão da sonolência provocada no pequeno Arthur, que invariavelmente, dorme minutos depois da sensacional dança. É claro que não vou ensinar os passos da dança aqui, mas quem sabe um dia o livro saia e os pais pelo mundo afora aprendam a repetir minha fórmula de sucesso.
Brincadeiras à parte, volto a declarar que ser pai é algo maravilhoso e incomparável. Agradeço a Deus pela plena felicidade que estou vivendo.
Um grande abraço a todos.
Texto publicado em 01 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira