TAXI DRIVER (1976)

(Taxi Driver) 

 

 

Videoteca do Beto #16

Dirigido por Martin Scorsese.

Elenco: Robert De Niro, Jodie Foster, Cybill Sheperd, Harvey Keitel, Albert Brooks, Leonard Harris, Peter Boyle, Norman Matlock, Diahnne Abbott e Martin Scorsese. 

Roteiro: Paul Schrader. 

Produção: Julia Phillips e Michael Phillips.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

O homem solitário de Deus. A solidão nas grandes metrópoles, por mais paradoxal que possa parecer, é mesmo um mal comum. Mesmo com tantas pessoas em volta, por muitas vezes podemos nos sentir deslocados e sozinhos nestas enormes selvas de pedra, como é o caso de Nova York, São Paulo e tantas outras cidades. Em 1975, ano de produção deste maravilhoso “Taxi Driver”, esta sensação já existia, ainda mais em uma Nova York suja e repleta de viciados, criminosos e prostitutas. Logo no primeiro plano – um close no olhar do solitário taxista, seguido por imagens das ruas de Nova York – a obra-prima dirigida por Martin Scorsese mostra de forma sutil que o efeito daquele ambiente na mente desta pessoa será o fio condutor da narrativa.

O veterano de guerra do Vietnã Travis Bickle (Robert De Niro) decide se tornar taxista para ocupar seu tempo, já que não consegue dormir. Após se apaixonar pela bela Betsy (Cybill Sheperd), que trabalha na campanha política de um senador candidato à presidência, conhece a jovem Iris (Jodie Foster) a quem aconselha largar a prostituição e o cafetão Sport (Harvey Keitel) e retornar para a casa de seus pais. O problema é que durante este processo, Travis lentamente se revolta com o que vê à sua volta.

Scorsese gravou seu nome na história do cinema com esta direção impecável. O diretor abusa de planos criativos (a frente, o capô e o retrovisor do taxi, as ruas molhadas) sem medo de arriscar, conseguindo sucesso absoluto na firme condução da narrativa e utilizando os movimentos de câmera para traduzir sentimentos dos personagens. Repare, por exemplo, como o interessante plano do copo borbulhando pode ser considerado uma metáfora para o momento em que começam a borbulhar também idéias na cabeça de Travis. Outro exemplo é a seqüência de foras que Betsy dá no taxista por telefone, nos deixando em uma situação desconfortável. O movimento da câmera, que faz um travelling para a direita e mostra o corredor vazio enquanto ouvimos Travis, demonstra visualmente nosso embaraço com a situação. O diretor simboliza o que o espectador pensa no momento, como se dissemos: “Não quero mais ver isso…”.

O bom roteiro de Paul Schrader trabalha nos detalhes para demonstrar o sentimento crescente de revolta em Travis (“Só se é saudável quando se sente saudável”), além de fornecer a base para as ótimas atuações do elenco. A montagem de Thelma Schoonmaker abusa do estilo, como na caminhada de Travis após conseguir o emprego ou quando repete três vezes seguidas um semáforo verde, demonstrando a rotina que o sufoca e atenua sua solidão (os mesmos lugares, os mesmos problemas). Finalmente, temos transições que significam muito, como o salto do plano de Iris e Sport dançando para Travis treinando tiro ao alvo, demonstrando visualmente o embate que ocorreria depois entre os dois homens. A trilha sonora clássica de Bernard Herrmann tem muito da cara de Nova York e funciona bem como tema do solitário taxista. Na cena da chacina, por exemplo, o tema de Travis é corretamente alterado para um tom mais sombrio. O apartamento bagunçado, com a parede suja e decorado com panfletos de Palantine, diz muito sobre a personalidade atormentada de Travis, mostrando o bom trabalho de Direção de Arte de Charles Rosen. Finalmente, a fotografia granulada (Direção de Michael Chapman) reflete a mente conturbada dele, destacando o festival de cores e luzes da noite de Nova York. Chapman é sábio também ao destacar, por exemplo, a cor vermelha na dança entre Iris e Sport, refletindo a vida infernal da garota ali dentro.

Além da competente direção, Taxi Driver conta também com uma atuação antológica de Robert De Niro. Encarnando com perfeição o taxista solitário, ele é competente ao transmitir o aumento lento e gradual da revolta no personagem. Em seu primeiro diálogo, quando consegue o emprego de taxista, responde as perguntas com um sorriso debochado no rosto, pois a alegria ainda estava presente em sua vida. Travis, porém, é alguém com enorme dificuldade para conviver em sociedade, como podemos perceber no diálogo com a atendente do cinema pornográfico. Ele não sabe seguir as “regras” criadas para se comportar em público, chegando a ser ingênuo. Mas uma pequena esperança floresce quando conhece a bela Betsy. Seu modo direto de falar encanta a garota, que topa sair com ele (De Niro faz um gesto com o braço quando diz que vai protegê-la). Quando Betsy, por razões óbvias, o abandona na porta do cinema pornô, a desilusão se torna o estopim de sua eminente revolta (“Ei, imundos, aqui tem alguém que não agüenta mais. Sou um revoltado!”), já sinalizada anteriormente. Observe, por exemplo, como ele encara um viciado na rua sem piscar os olhos, mostrando seu desprezo por aquele mundo sujo e sua enorme vontade de tomar uma atitude (quando pôde, não hesitou em matar um assaltante). Também demonstra, em um diálogo com seu amigo taxista, que está se sentindo deprimido, tentando contar seus planos (“Estou tendo algumas idéias ruins”), mas o amigo não entende o que ele quer dizer, até mesmo pela sua enorme dificuldade em se expressar. Quando finalmente decide agir (a queima das flores simboliza sua decisão de eliminar de sua vida tudo que lhe incomoda), seu primeiro alvo é o senador, com quem teve uma conversa em seu taxi, causando espanto pela sua franqueza. É então que Travis compra quatro armas, entre elas a Magnum 44 citada por um passageiro (Scorsese, fazendo uma ponta na cena em que ameaça matar a mulher, em frente ao apartamento do amante), decide fazer musculação e não comer mais comidas “ruins”. Essa virada radical na vida simboliza também que ele está determinado a agir (“O germe de uma idéia está crescendo em mim”). O momento sublime da atuação de De Niro acontece aqui, na sensacional cena em que fala sozinho a famosa frase “Está falando comigo?”. Repare como ele olha pra trás quando fala “estou sozinho aqui”, mudando a feição e dando a sensação de que realmente está falando com alguém. Em seguida, Travis diz que descobriu “o único objetivo de sua vida”, e Scorsese, de forma inteligente, corta para o discurso de Palantine, dando a dica de sua intenção de matar o candidato. Na conversa com o agente do Serviço Secreto, De Niro para de falar enquanto dois rapazes passam, e seu sorriso sarcástico faz o homem se preocupar. A bela cena em que olha fixo para a televisão, com uma música triste ao fundo, simboliza muito bem sua solidão. Ao destruí-la, o taxista sinaliza que está enlouquecendo com aquelas idéias na cabeça. Finalmente, quando fala pela primeira vez com Sport, seu olhar fixo para o cafetão nos faz pressentir qual é sua vontade naquele momento (“É a pior escória do mundo”, diz para Iris). O problema com Betsy, a convivência com Iris e sua vivência nos guetos de Nova York criam um sentimento paranóico, dando um nó na cabeça de Travis.

Completando o elenco, podemos destacar Cybill Sheperd, como a bela Betsy. Repare como ela olha pra baixo quando Travis diz que “é a mulher mais linda que ele conheceu na vida”. Seu sorriso incontido e seu brilho no olhar demonstram sua satisfação ao ouvir aquilo. Betsy, porém, não consegue compreender Travis e, com razão, fica indignada ao sair do cinema, enquanto Travis não entende a ofensa que aquilo significa pra ela. Jodie Foster está muito bem como a garota revoltada que vende o corpo, solta, sorrindo e fazendo brincadeiras, em seu diálogo com Travis no café. Em sua primeira aparição, somos ambientados ao mundo sujo em que vive (repare que Travis guarda os 20 dólares amassados, mostrando a importância que a garota teve pra ele desde aquele momento). Harvey Keitel interpreta o cafetão que explora todas aquelas garotas e que curiosamente demonstra algum carinho por Iris quando dança com ela no quarto. Mesmo assim, não hesita em vender o corpo dela, como podemos observar em sua conversa com Travis.

Quando hesita em aceitar o convite de Iris para tomar café, podemos pensar que é efeito do trauma do último encontro com Betsy, mas na verdade Travis já tinha outro plano para o dia seguinte (matar o presidente). Ele não tinha intenções amorosas com Iris, como fica claro quando vai com a garota para o quarto apenas para conversar. O que Travis queria era tirá-la daquele lugar que ele tanto odiava. De Niro expõe a raiva de Travis ao pagar o homem na porta do quarto, dizendo que “voltará com certeza”. Mas apesar de sua atitude final, a conversa com Iris no café demonstra que Travis era uma boa pessoa.

O grande clímax do filme vai sendo construído lentamente. Observe como Scorsese gasta alguns segundos antes de finalmente mostrar o taxista com cabelo moicano, simbolizando sua mudança de atitude. A tensa seqüência em que tenta assassinar Palantine, sem sucesso, mostra que a diferença entre um herói e um monstro muitas vezes pode ser bem pequena. Se tivesse conseguido seu objetivo, Travis seria retratado perante a sociedade como um assassino cruel e lunático, e não como o herói que se transformou após “salvar” Iris. Quando o vemos em casa agitado e, posteriormente, saindo com o taxi sem parar pra ninguém, sabemos que está decidido a resolver seus “problemas”. Após a impressionante e realista seqüência em que mata Sport e entra atirando no prédio, Scorsese faz um excelente travelling, com a cena congelada, desde o quarto onde Travis termina sua chacina, passando pelos mortos e armas, até chegar à barulhenta rua cheia de pessoas curiosas. Este refinado visual do filme é fantástico e colabora para o impacto causado em nossas mentes.

Scorsese acertou em cheio neste maravilhoso estudo da solidão e do isolamento, nos oferecendo uma direção impecável, recheado com atuações maravilhosas e imagens de grande impacto. Taxi Driver se aprofunda na complicada questão do deslocamento social com sucesso absoluto. Diversas pessoas já se sentiram desta forma na vida (eu inclusive) e ao ver a emocionante história do taxista solitário na tela é inevitável a nossa identificação. O mecanismo da solidão é simples, porém perigoso. Gostamos do que não podemos ter, e não gostamos de nada que temos. Desta forma, a pessoa jamais está satisfeita, e a solidão funciona como um escudo, uma proteção contra tudo aquilo que julga estar errado. Todos nós temos momentos em que chegamos perto do nosso limite. A grande questão é como lidar com este sentimento. Travis escolheu a forma mais perigosa e por sorte saiu-se bem.

 

Texto publicado em 18 de Novembro de 2009 por Roberto Siqueira

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32 Respostas to “TAXI DRIVER (1976)”

  1. finoscomopapel Says:

    Uma das melhores críticas e explicações do gênero cinematográfico que já li. Excelente, muito obrigada!

    • Roberto Siqueira Says:

      Eu que agradeço Maria Clara. Fico muito feliz com seu elogio.

      Este ano está complicado, mas voltarei a divulgar críticas com mais frequência em breve.

      Abraço.

  2. rauny moreira Says:

    Obra prima de Scorsese e brilhante interpretacao de Robert De Niro, assisti ontem este filme e fiquei admirado com o talento de De Niro um dos melhores atores sem duvida, atras apenas de Al Pacino claro, e parabens Beto melhor critica disparada saude e sucesso pra voce cara

    • Roberto Siqueira Says:

      Muito obrigado Rauny, fico feliz que gostou da crítica.
      Um abraço e obrigado pelo comentário.

  3. AGM Says:

    Acredito q tudo tenha sido um devaneio. Depois daquele copo borbulhando, o filme segue com uma sequencia um tanto quanto estranha. A começar pelo convite inusitado, diga-se de passagem, feito à Betsy. Anteriormente, Travis mostrou-se um péssimo galanteador ao perguntar o nome da atendente do cinema pornô, e o modo como cortejou Betsy necessitaria de um pouco mais de coragem e desenvoltura. Qual a real probabilidade dela, uma mulher importante na campanha dum senador, candidato com boas chances de eleição, sair com ele? Melhor, qual as chances desse mesmo senador entrar, por acaso, no táxi do Travis em um subúrbio de NY de madrugada? Outro aspecto estranho foi o gasto descomedido. De repente, estava comprando um kit de armas, mesmo ganhando 350 dólares por semana (“Dinheiro não é problema”, lembra?). Além disso, começou a se exercitar e parou de comer “coisas ruins” e, num piscar de olhos, entrou em forma! (Nos meus melhores sonhos isso também acontece, rs) Fora a impunidade. Sinceramente, a impunidade de seus atos inconsequentes foi o que mais me fez adentrar nesta teoria que estou expondo. Travis matou um assaltante e pode fugir sem maiores problemas, e com apoio do lojista. Tentou matar um futuro presidente, e conseguiu fugir correndo. Tudo o que ele queria fazer, mas na realidade não tinha coragem para tais coisas, ele buscou realizar em suas divagações de um modo exagerado. Salvar Iris, por exemplo, e matar todos aqueles sujeitos é a representação da tomada de atitude, atitude esta que lhe faltou no momento em que a menina foi tirada a força de seu veículo. Acredito que ele nunca mais a tenha visto… Por isso, o fez em sua mente e maximizou-a (a atitude), tornando-a uma chacina e sendo um herói. Depois de tudo (combinemos que, em contexto mais realista, seria quase impossível ser dado como herói e sair impune após aquela chacina), veio a redenção e o reconhecimento daquela que era seu amor platônico, Betsy. No fim, está com a mesma roupa, o mesmo corte de cabelo. Também notei outros furos em sua estória, aliás, ele era um ex-fuzileiro sem porte de armas treinando tiros por semanas. Bom, é isso que interpretei. Espero que goste, abraços. =)

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Medina,
      Nunca pensei sob este prisma, mas achei seu comentário muito interessante.
      Parabéns!
      Grande abraço.

    • Tiago Abimael Says:

      Ler seu comentário quase me convenceu de que poderia ser um devaneio. Mas então lembrei dos recortes de jornais e a carta no final. Isso me fez crer que tudo foi real. Mas faria mais sentido se fosse fosse um devaneio, haha.

  4. wellington Says:

    taxi driver e um marco do cinema um dos melhores filmes da parceria entre martin scorsesse e de niro simplesmente fantastico um filme que mostra o quanto o desprezo e a solidão pode ser a ferramenta para auto se destruir um filme repleto de cenas impactantes dificil apontar uma falha neste filme are you talking to me e uma das melhores cenas do filme se não for a melhor.

  5. Ravel Says:

    Nossa, puxou muito o saco do diretor, pelo amor de Deus. O filme cumpre a promessa de expor a solidão e a angústia, mas não exagera só falando das virtudes, o final nem os grandes críticos puderam interpretar. É um filme com conclusão confusa e inexplicável, tem que ter uma percepção muito drogada pra entrar em sincronia. Tenho certeza que se tivesse sido mais explícito e coerentemente “linear” no final, haveria uma melhor classificação pela imdb. Mas, claro, por trtar-se de um diretor renomado, as pessoas admiram qualquer coisa só pra “aparentar” interpretação, e consequentemente nível cultural, hegemônico.

    precisava comentar, não gostei muito da análise. Mas valeu, amigo.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Ravel,
      Em primeiro lugar, este site existe para estimular o debate, mas jamais vou admitir ofensas pessoais e se voltar a me acusar de ter uma visão “drogada” seus comentários serão banidos do site.
      Sobre admirar “qualquer coisa de um diretor renomado”, você pode encontrar aqui neste mesmo site meus comentários sobre “Cabo do Medo” e verificar que não é bem assim.
      Se quiser debater o filme de maneira inteligente e sem ofensas, fique a vontade. Caso contrário, por favor não comente mais por aqui.
      Abraço.

  6. Ivan Mattos Says:

    Na minha opinião, Travis tenta assassinar o candidato Palentine, por que este era apoiado por Betsy, e representava não só a rejeição por parte da mulher, mas também todas as pessoas que contribuiam para a solidão, revolta e loucura dele. É, naquele momento, para Travis, a personificação de todo o mal que assola a cidade e a sociedade.

  7. Janerson Says:

    Olá, Roberto. Antes de mais nada, saúdo teu retorno às resenhas. Quanto a esse marco do cinema, só posso definir de uma maneira: um filme sensacional.
    Aproveito para colocar que, Robert de Niro, ao lado de tantos grandes atores, faz parte de uma generosa safra de artistas que parece não ter herdeiros à altura. Assim como a 7ª arte que parece estar carecendo de obras como essa.
    Grande abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado Janerson.
      Creio que existem ótimos atores nas gerações posteriores também, como Sean Penn, Philip Seymour Hoffman, Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, entre outros… Hoje também temos ótimos filmes, mas nos anos 70 o momento era favorável para obras assim e tivemos uma grande quantidade de filmes marcantes (a chamada Nova Hollywood).
      Abraço.

  8. Cross98 Says:

    “E é nessas horas que louvamos a 7ª arte”

  9. Jessica Says:

    Filmaço.
    Parabéns pela crítica, perfeita.

  10. Haroldo Says:

    Oi eu ja assisti Taxi driver muitas vezes
    acho muito bom mesmo esse filme
    mas uma coisa eu não consigo intender
    porque travis quis matar o Palantine?
    falam que ele estava revoltado e tal…
    mas ele estava querendo matar o Palantine exatamente pq?

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Haroldo,
      Acho que uma série de fatores levaram Travis a se revoltar contra tudo que o cercava na cidade grande e o Palantine, com sua hipocrisia política, representava de certa forma muito do que irritava o taxista.
      Abraço.

  11. Alemão Says:

    Sem palavras. O melhor de Scorsese ! Depois desse vem Touro Indomável

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Alemão, não sei qual dos dois é melhor, mas certamente são as obras-primas do Scorsese.
      Abraço.

  12. Lucas Says:

    Puts, filmaço!
    Levar a mulher pra um encontro num cinema porno!? HAHAHA EPICO!

  13. Bruno Zurezo Says:

    Muito bom, parece que Travis foca seus esforços em algo que beneficie alguém, já que não tinha condições de mudar o que havia de errado ao seu redor, e julgava sua própria vida como algo pequeno frente a sua insatisfação, e é a violência que usa como ferramenta. e como vc disse por sorte se saiu bem.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Bruno.
      Realmente ele utiliza a violência como ferramenta para tentar mudar a situação.
      Obrigado pela visita e pelo comentário.
      Abraço.

  14. Imagens « Cinema & Debate Says:

    […] By Roberto Siqueira Quem acompanha as minhas críticas da Videoteca do Beto sabe que desde “Taxi Driver” (Videoteca do Beto #16) adotei o costume de espalhar imagens que normalmente têm alguma […]

  15. Marcos Vinicius Says:

    Parabéns pelo comentário meu, a cena final, onde é lida uma carta dos pais de Iris para Travis o agradecendo e os recortes de jornal colados na parede, como o suposto arrependimento de Betsy podem ser coisas imaginadas por Travis, que como todo mundo, num determinado momento da vida, quandos nos sentimos solitários, também imaginamos.
    Enfim, esse filme deve ser interpretado da maneira que cair melhor pra quem já assistiu. Grazie.

    • Roberto Siqueira Says:

      Interessante sua interpretação Marcos. Parabéns! Este filme é realmente uma obra-prima, e a interpretação vai mesmo de cada um.
      Um abraço, seja bem-vindo ao Cinema & Debate e volte sempre.

  16. Mandy Intelecto Says:

    Nossa…mas é praticamente um livro.

    • Roberto Siqueira Says:

      Este filme merece, pode apostar. E como você gosta de livros, vai gostar da crítica também… rsrs

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