Praga

Para iniciar a série de textos sobre as viagens que fiz, nada melhor que escrever sobre aquela que considero a cidade mais bela que já vi na vida. Não posso descrever Praga de outra forma que não seja “uma cidade mágica”. Na realidade, é extremamente difícil transmitir em palavras as sensações que sentimos quando andamos por aquelas ruas estreitas, repletas de prédios coloridos e incrivelmente imponentes, com um skyline lindíssimo formado pela bela arquitetura local, nos lembrando castelos dos contos de fadas.

Além da belíssima arquitetura, a limpeza das ruas, o ar de antiguidade misturado à modernidade e até mesmo o idioma local nos lembra a todo momento que estamos num local onde tudo é diferente e inesquecível. Afinal, onde mais poderíamos descer de um bonde, entrar numa taverna que mais parece ter saído dos cenários de “O Senhor dos Anéis” e tomar cerveja numa jarra de vidro de 500 ml? Mais surreal ainda é ver um cidadão local entrar com uma mochila nas costas, tirar uma garrafa pet de 2 litros, encher de chope e sair bebendo na rua naturalmente. Praga é assim. A cerveja é sagrada, e melhor que isto, é muito boa.

A cidade é linda independente do bairro em que se esteja e pra curtir de verdade é aconselhável andar a pé, para não perder nenhum pequeno detalhe. Foi o que fizemos, saindo sem rumo e dando de frente com lugares maravilhosos como a Wenceslau Square ou o relógio astronômico, localizado na divertida Old Town Square, a praça do centro antigo da cidade. O velho e lindo castelo de Praga se torna ainda mais belo à noite, quando já está completamente iluminado, e a ponte Carlos é esplêndida de qualquer ponto de vista. Belo também é o visual de cima da ponte, assim como é ainda mais estarrecedor olhar para a cidade do alto do castelo. A sensação é de que tudo parece um quadro, não uma cidade.

Jantar em Praga é outra tarefa incrivelmente prazerosa, por mais que a comida local não seja das melhores (nem mesmo o gigante cachorro-quente é tão saboroso). O prazer está no ambiente, como um restaurante medieval, com espadas e armadura na parede, e comida servida numa taboa de madeira, para comer como há séculos atrás. A iluminação à luz de velas complementa o clima perfeito. Além de tudo isso, o frio que fazia na cidade na época me proporcionou uma experiência inesquecível, pois foi lá que vi neve pela primeira vez. E não há como descrever a sensação de ver e sentir de perto este fenômeno meteorológico tão belo. Some-se a tudo isto a simpatia do povo local, que mesmo sem saber falar inglês ou espanhol (português então nem pensar), tenta de todas as maneiras compreender o estrangeiro e ajudar no que for preciso.

Posso dizer que vivi um sonho nos dias que passei em Praga. Com certeza, fui enfeitiçado pela beleza absurda da cidade. E freqüentemente me pego nostálgico (e isto acontece com minha esposa também), com saudades daquele lugar mágico e inesquecível. Acho que o nome da cidade se refere justamente a este sentimento. Voltamos de lá com uma saudade incrível, uma “praga” que teima em nos lembrar daquele lindo lugar. Felizmente, esta é uma praga deliciosa… Por tudo isto eu afirmo: a linda capital tcheca é certamente a cidade mais bela que já conheci.

Um grande abraço.

Texto publicado em 23 de Agosto de 2010 por Roberto Siqueira

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