Deutscher meister!

Se meu time no Brasil anda maltratando o torcedor, pelo menos meu time na Europa (desde 1997, quando brilhou na Champions League) voltou a dominar o futebol alemão.

Parabéns Borussia! O bi-campeonato alemão está garantido (clique aqui para ver os gols do título).

A torcida mais fanática da Europa (média de 80 mil pessoas por jogo, a maior do mundo) já pode comemorar.

E com Göetze, Kagawa e Reus, o time pode voltar a brilhar na Europa também.

Deutscher meister!

Texto publicado em 21 de Abril de 2012 por Roberto Siqueira

Perda Total

Infelizmente, chegou hoje o laudo técnico dos meus aparelhos atingidos recentemente e o resultado é impiedoso: perda total.

Como nosso país é extremamente burocrático, mesmo dentro do período de garantia estendida ainda terei que esperar mais algumas semanas para poder voltar a assistir filmes em Blu-ray e com o poderoso som do home theater.

Até lá, vou me divertindo com o único DVD Player que sobreviveu ao trágico evento, mas não me sinto à vontade para escrever críticas da Videoteca do Beto e/ou criar semanas especiais nestas condições.

Estou sem idéias, algo que me incomoda bastante. Talvez passe a divulgar pequenos textos no “Ilha de Lost” sobre os filmes que estou assistindo para preencher o tempo até a volta das condições normais. Mas, no fundo, não vejo à hora de resolver tudo isto e voltar com força total ao ritmo normal deste site.

Espero que vocês leitores compreendam, pois certamente este é o momento mais difícil da curta história do Cinema & Debate.

Um grande abraço e até breve.

Texto publicado em 18 de Abril de 2012 por Roberto Siqueira

Parabéns!!!

Parabéns minha linda!

Que Deus te abençoe e te ilumine sempre!

Mil beijos!

De seu amor,

Beto

Texto publicado por Roberto Siqueira em 15 de Abril de 2012

Férias forçadas

Olá pessoal,

Devido aos problemas já mencionados aqui, estou impedido de publicar novas críticas e até mesmo de assistir filmes em blu-ray por tempo indeterminado. Entretanto, tudo indica que na próxima semana minha vida voltará ao normal e, com um pouco de sorte e muita dedicação, poderei voltar a divulgar críticas já no próximo domingo.

Neste momento, só me resta torcer e esperar.

Um abraço.

Texto publicado em 12 de Abril de 2012 por Roberto Siqueira

Michael Jackson e o homem sem face

No último sábado iniciei o dia assistindo ao bom “O Homem sem Face” ao lado da Dri, emendando em seguida o ótimo documentário “This is it”, que acompanha a preparação de Michael Jackson e sua equipe para aqueles que seriam seus últimos 50 espetáculos. Saímos para almoçar após a sessão dupla e eu comecei a viajar em algumas reflexões. No caminho, como de costume, conversei muito com a Dri e acabamos traçando um paralelo entre os dois filmes que acabáramos de assistir. E, no fim das contas, não é que eles têm tudo a ver?

[atenção, a partir de agora o texto contém spoilers de “O Homem sem Face”, de 1993]

Iniciemos pela óbvia correlação entre as acusações de pedofilia sofridas por Michael e pelo personagem de Mel Gibson. Ambas jamais foram comprovadas, mas eles foram condenados, não pela justiça, mas por grande parte da sociedade e do meio em que estavam inseridos (no caso de Michael, algo muito pior, já que ele era mundialmente conhecido). Jamais acreditei que Michael fosse capaz de tal atrocidade. Sempre o enxerguei como uma criança que nunca cresceu e que tinha enorme dificuldade para se relacionar com outras pessoas. Por isso, as inocentes crianças eram a companhia ideal para ele. Mas o rumor sempre existiu e isto é fato. Da mesma forma, o homem sem face encontrou na companhia sincera do jovem Charles a amizade ideal, já que as pessoas o abandonaram após o acidente que desfigurou seu rosto e lhe rendeu o nada carinhoso apelido de “monstro”.

A desfiguração facial, aliás, também gerou muitas críticas ao rei do pop, que mudou até mesmo o tom de pele por causa do vitiligo, provocando iradas críticas de diversas pessoas que o acusavam de renegar sua origem. E se o homem sem face está longe da genialidade de Michael, sua dedicação ao exercer a profissão que ama remete ao impressionante esforço do cantor durante os ensaios, trabalhando em cada detalhe da composição de seu espetáculo ao lado de sua equipe.

Mas talvez o ponto verdadeiramente comum não esteja nos dois homens citados, e sim na forma como nós olhamos para cada um deles (e para todos nós). E aí, vem à pergunta: por que o ser humano tem esta tendência maliciosa de julgar a partir da aparência, do exterior, daquilo que vemos e/ou ouvimos a respeito de uma pessoa? A maioria de nós jamais conviveu um dia sequer com um Michael Jackson, uma Amy Winehouse ou um Adriano da vida, mas todos nos sentimos capazes de julgar a situação deles, de emitir opiniões que chegam a ser ofensivas, como se estivéssemos falando de uma pessoa próxima. Qual o nosso direito de julgar a vida de alguém que mal conhecemos?

Chegando à parte final desta louca correlação que criei no último sábado (seria o excesso de cerveja? Não pode ser, tomei apenas duas no almoço!), tracei um paralelo entre o ídolo pop Michael Jackson e o então astro do cinema responsável pelo sensível “O homem sem face”: Mel Gibson. De homem respeitado em Hollywood nos anos 80/90 a uma párea social nos dias atuais, o carismático ator (e competente diretor) hoje raramente consegue arrumar trabalho, surgindo apenas em filmes de amigos (como ao lado de Jodie Foster) e em notícias sobre seus conturbados relacionamentos. Relegado ao esquecimento por causa de suas polêmicas declarações e confusões, Gibson imediatamente passou a ser visto como um ser humano desprezível e incapaz de regenerar-se (aliás, chega a ser irônica a passagem em que seu homem sem face cita um texto de Shakespeare defendendo a igualdade de direitos para os judeus, não?). Defendido pelo também outrora desprezado Robert Downey Jr., Gibson hoje está bem distante do homem poderoso de outros tempos, mas, apesar de suas declarações realmente condenáveis, será que este abandono completo é merecido? Ele não merece uma segunda chance?

Acho que fui longe demais, passei do astro pop para um personagem fictício e cheguei ao diretor do filme. Na verdade, nem sei se consegui deixar alguma mensagem neste texto. Mas o fato é que estes filmes me fizeram pensar em como o ser humano valoriza o exterior, em como julgamos com base nas aparências e mal conseguimos enxergar o que interessa. Pouco sabemos dos problemas das pessoas, não enxergamos o íntimo de cada um, mas nos sentimos preparadíssimos para destilar nosso veneno e condená-las na primeira oportunidade que aparece.

E se eu disser que encerrei meu fim de semana assistindo ao “Anjo Exterminador” de Buñuel, uma crítica feroz as máscaras sociais e à burguesia numa Espanha dominada por Franco? Melhor deixar pra lá…

Um abraço.

Texto publicado em 28 de Março de 2012 por Roberto Siqueira

Comentário: Cubo (1997)

Olá pessoal,

Finalmente estou de volta! Hoje quero apenas anunciar que fiz um pequeno comentário sobre o filme “Cubo” no Ilha de Lost, blog do qual participo junto com meu primo e amigo Thiago e sua esposa e minha amiga Amanda. Para acessar, clique aqui.

Fiquem à vontade para ler e comentar.

Neste fim de semana, a volta da Videoteca do Beto!

Um abraço e até breve.

Texto publicado em 21 de Março de 2012 por Roberto Siqueira

Raios!

Olá pessoal,

Pedi ajuda para minha amiga Amanda para dizer que infelizmente estou “ilhado virtualmente” nos últimos dias por causa de problemas em minha rede elétrica que me deixaram sem acesso a internet por tempo indeterminado. Por isso, não posso divulgar textos que já estão prontos, mas continuo trabalhando em novas críticas.

Espero solucionar este problema em breve para voltar com força total.

Um abraço e até breve.

Texto publicado em 15 de Março de 2012 por Roberto Siqueira

OSCAR 2011: O DISCURSO DO REI X A REDE SOCIAL

Aproveitando o especial que divulguei sobre o Oscar 2011 antes da cerimônia deste ano, seguirei com minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano.

Que o Oscar comete injustiças aos montes, todo mundo já sabe. Em muitos casos, estas famosas “injustiças” não chegam a me incomodar, especialmente quando envolvem dois grandes filmes, como no caso que citei recentemente da disputa entre “Taxi Driver” e “Rocky, um Lutador” ou entre “Os Bons Companheiros” e “Dança com Lobos”. Só que, infelizmente, este não era o caso do Oscar 2011, que me deixou bastante irritado ao anunciar Tom Hooper e “O Discurso do Rei” como os grandes vencedores da noite (algo que, quem me acompanhou no Twitter sabe bem). Não que o filme dirigido por Hooper seja ruim (sua direção é ruim, mas o filme é bom), mas está longe de ser o melhor filme de um ano repleto de ótimas produções. E enquanto preparava o especial “Oscar 2011”, minha decepção só aumentou, especialmente porque fui obrigado a assistir novamente aos dez filmes indicados e pude comparar com ainda mais precisão cada uma destas produções.

A conclusão é simples: não dá pra acreditar que um filme apenas interessante como “O Discurso do Rei” vença o Oscar num ano em que tivemos pelo menos três (eu disse 3!) obras-primas, além de grandes filmes como “Bravura Indômita”, “Cisne Negro” e “Inverno da Alma” – e nem vou considerar “Tropa de Elite 2” como possível candidato ao prêmio, já que ele sequer foi escolhido como representante do Brasil naquele ano. Como não quero criar um tópico “O Discurso do Rei x A Rede Social x A Origem x Toy Story 3”, preciso escolher apenas um deles e, entre meus três favoritos daquele ano, eu escolheria “A Rede Social” como o grande vencedor.

Porque “A Rede Social” é melhor?

Não dá pra dizer que “A Rede Social” é melhor que o impressionante “A Origem” ou o tocante “Toy Story 3”. Obviamente, a complexa estrutura narrativa de “A Origem” e a conclusão perfeita da nostálgica trilogia “Toy Story” poderiam tranqüilamente vencer naquela noite. Minha escolhia, neste caso, se baseia apenas na relevância que, em minha opinião, o longa de David Fincher conquistará com o passar dos anos, por captar com precisão o espírito de sua época, como já detalhei em minha crítica do filme. Entendo que “A Rede Social” é um filme importante, que além de ilustrar o curioso paradoxo entre a natureza reclusa de seu protagonista e a finalidade de sua criação, demonstra também como apesar da existência das redes sociais, nossa sociedade está se tornando cada vez mais fria e distante. Em resumo, acho que ao longo dos anos, “A Rede Social” será celebrado como um registro preciso dos tempos em que vivemos.

E pra você, qual o melhor filme de 2010 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 01 de Março de 2012 por Roberto Siqueira

O Oscar e as reações do público e da crítica

Uma das minhas diversões favoritas nas premiações do Oscar é acompanhar a reação das pessoas nas redes sociais, já que a criatividade do público é capaz de oferecer comentários hilários, como a campanha criada no Twitter no último Oscar que pedia doações de 25 centavos para alimentar a magríssima Angelina Jolie – com tantos filhos para criar ela deve mesmo estar passando fome.

Também me diverti muito com os palavrões e gritos do meu crítico favorito Pablo Villaça no Videocast após a vitória de Octavia Spencer, mas encarei sua reação mais como um momento folclórico do que como um ataque pessoal – até porque, ele jamais atacou a moça pessoalmente, apenas profissionalmente, e tem toda razão ao reclamar da postura dos votantes da Academia. Mas tudo tem limite. E, infelizmente, as redes sociais parecem eliminar esta noção do que é ou não aceitável na maioria das pessoas. As reações agressivas e cheias de ódio nas redes sociais durante a premiação revelam o preocupante comportamento do espectador nestas mídias, que encontra respaldo no suposto anonimato destes ambientes virtuais. Não gostou da escolha da Academia? Tudo bem, você tem este direito, mas não precisa ofender quem foi agraciado pelo prêmio e nem as pessoas que gostaram da escolha.

Estas reações me remetem a outro tema que também me incomoda bastante no Oscar, que é o desprezo que muitos filmes passam a ter com o passar dos anos, como se ao vencerem um concorrente teoricamente melhor, eles imediatamente se transformassem em péssimos filmes. Não são raras às vezes em que um filme é tratado com respeito pela crítica e pelos cinéfilos até que, após vencer o Oscar, sua avaliação imediatamente mude para regular ou ruim. Exemplos? Apenas dos anos 70 para cá, tivemos “Rocky, um Lutador”, “Gente como a Gente”, “Entre dois amores”, “Conduzindo Miss Daisy”, “Dança com Lobos”, “Forrest Gump”, “Shakespeare Apaixonado”, “Crash”, “O Discurso do Rei”, entre outros. Todos bons filmes, mas que passaram a cultivar o ódio (especialmente dos cinéfilos) por terem vencido filmes teoricamente melhores (em alguns dos casos citados, eu concordei com a decisão da Academia, diga-se de passagem).

Quando falamos de atores e diretores, a situação se repete. Neste ano, por exemplo, muitas pessoas desmereceram a vitória de Jean Dujardin, dizendo que ele será um “ator de um papel só”. Nicolas Cage, por sua vez, realmente destruiu a carreira nos últimos anos, mas ninguém pode negar que sua atuação em “Despedida em Las Vegas” é excepcional. O fato da carreira dele ter degringolado não quer dizer que ele não merecia o prêmio e, ainda que eu prefira Sean Penn em “Os últimos passos de um homem”, entendo perfeitamente sua vitória na ocasião. Da mesma forma, Mickey Rourke poderia muito bem ter vencido o Oscar por “O Lutador”, independente do que ele fez com sua carreira no passado, pois o talentoso ator entregou uma atuação digna de aplausos. Mesmo discordando, eu até compreendo que a Academia leve em consideração estes aspectos externos na hora de votar (são pessoas, afinal de contas), mas não compreendo a mudança de avaliação do público e da crítica após a premiação.

Quer mais exemplos? “Rocky, um Lutador” derrotou “Taxi Driver” e virou motivo de chacota, mas é um grande filme. Kevin Costner fez um belíssimo trabalho em “Dança com Lobos”, mas muita gente afirma detestar o filme somente porque ele derrotou “Os Bons Companheiros”. Assim como Mel Gibson de fato se destacou na direção de “Coração Valente”, mas alguns críticos (como o próprio Rubens Ewald Filho, que admiro e respeito muito) mudaram sua avaliação após os problemas do diretor fora das telas. E o que dizer de “Shakespeare Apaixonado”, que simplesmente passou a ser detestado no Brasil porque Paltrow venceu Montenegro injustamente? O fato de a excepcional atriz brasileira ter sido derrotada não transforma o simpático filme numa obra detestável.

Com base em tudo isto, a discussão que proponho é a seguinte: O Oscar deve premiar a carreira e se basear no passado ou no futuro promissor dos concorrentes ou premiar o melhor do ano tendo como base apenas o trabalho NAQUELE filme, sem levar os outros fatores em consideração?

Eu fico com a segunda opção. E você?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 28 de Fevereiro de 2012 por Roberto Siqueira

OSCAR 2012 – Vencedores

A Academia apostou na volta de Billy Crystal, mas o resultado não foi bom. Apesar disto, gostei do clipe homenageando grandes clássicos, apesar do absurdo de misturar filmes grandiosos com “Crepúsculo” e “Se Beber não case” (e olha que eu gosto da comédia em Las Vegas), curti a apresentação do Cirque du Soleil (um pouco longa, talvez) e achei interessante o Billy adivinhando os pensamentos da plateia.

Sobre os prêmios, acertei as principais categorias. “O Artista” saiu mesmo consagrado como o melhor filme, diretor e ator, e “Hugo” levou os prêmios técnicos. Streep finalmente recebeu mais um Oscar e Woody Allen voltou a vencer como roteirista. “Rango” era barbada em animação e “A Separação” também era o vencedor certo em filme estrangeiro.

Bom, é isto pessoal, está tarde e preciso dormir. Sequer consigo raciocinar agora. Mas vocês podem conferir os vencedores do Oscar 2012 aqui:

Melhor filme

“O Artista”

Melhor direção

Michel Hazanavicius, “O Artista”

Melhor ator

Jean Dujardin, “O Artista”

Melhor atriz

Meryl Streep, “A Dama de Ferro”

Melhor ator coadjuvante

Christopher Plummer, “Beginners

Melhor atriz coadjuvante

Octavia Spencer, “Histórias Cruzadas”

Melhor roteiro original

“Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen

Melhor roteiro adaptado

“Os Descendentes”, de Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash

Melhor animação

“Rango”

Melhor filme estrangeiro

“A Separação” (Irã)

Melhor direção de arte

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor fotografia

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor figurino

“O Artista”

Melhor montagem

“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”

Melhor maquiagem

“A Dama de Ferro”

Melhor trilha sonora original

“O Artista”, Ludovic Bource

Melhor canção original

Man or Muppet”, de “Os Muppets” (música e letra de Bret McKenzie)

Melhores efeitos visuais

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor mixagem de som

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor edição de som

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor documentário

Undefeated

Melhor documentário em curta-metragem

Saving Face

Melhor curta-metragem

The Shore

Melhor curta-metragem de animação

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

E aí, o que você achou das escolhas da Academia em 2012?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 27 de Fevereiro de 2012 por Roberto Siqueira