BAMBI (1942)

(Bambi)

 

Filmes em Geral #50

Videoteca do Beto #149 (Filme comprado após ter a crítica divulgada no site e transferido para a Videoteca em 06 de Janeiro de 2013)

Dirigido por David Hand.

Elenco: Vozes de Bobby Stewart, Donnie Dunagan, Hardie Albright, John Sutherland, Stan Alexander, Sterling Holloway, Sam Edwards, Peter Behn, Tim Davis, Cammie King, Ann Gillis, Mary Lansing, Margaret Lee, Thelma Boardman, Will Wright, Paula Winslowe, Fred Shields, Janet Chapman, Jack Horner, Dolyn Bramston Cook, Marion Darlington e Bobette Audrey.

Roteiro: Perce Pearce e Larry Morey, baseado em livro de Felix Salten.

Produção: Walt Disney.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Os primeiros anos da Walt Disney Pictures no cinema foram impressionantes. Após a bem sucedida estréia de “Branca de Neve e os Sete Anões”, os estúdios comandados por Walt Disney emplacaram um sucesso atrás do outro, conseguindo agradar público e crítica e dando a sensação de que eles eram simplesmente incapazes de errar. E entre as marcantes obras daquele período está “Bambi” (que na realidade só se confirmou como um sucesso cinco anos depois, em seu relançamento), a encantadora história do “príncipe” da floresta, que mantém o alto padrão de qualidade dos filmes do estúdio, conseguindo agradar jovens e adultos.

Momentos após o seu nascimento, o filhote de cervo “Bambi” já chamava a atenção dos outros animais, sendo chamado de “Príncipe da Floresta”. Com o passar do tempo, ele aprende a andar, correr, faz amizade com outros animais e descobre, ao lado de sua carinhosa mãe, como sobreviver na floresta e, principalmente, como amar. Mas esta relação fraternal acaba no dia em que caçadores chegam ao local, obrigando o jovem cervo a se tornar tão corajoso quanto o seu pai, o mais respeitado cervo da região, e liderar sua espécie na busca por um local mais seguro.

Se a qualidade da narrativa de “Bambi” mantém o padrão Disney estabelecido em filmes como “Pinóquio” e “Dumbo”, o mesmo pode ser dito das animações em si, que também apresentam um trabalho bastante crível e realista, notável desde os primeiros planos que nos levam pelas árvores, sob o som dos pássaros e da bela trilha sonora de Edward H. Plumb e Frank Churchill, nos ambientando a floresta. Em seguida, o nascimento do príncipe Bambi marca o início da bela trajetória do protagonista, num evento que chama a atenção de muitos animais que, com seu visual colorido, trazem vida à tela. E estas deliciosas imagens permanecerão até que, aos 5 minutos de filme, a primeira fala aconteça, dando inicio ao processo de desenvolvimento do jovem cervo que será acompanhado de perto pelo espectador, deixando claro desde o início o interessante paralelo traçado pela narrativa entre a formação de “Bambi” e a de um ser humano. Como todos nós, ele aprenderá a andar e falar, sempre demonstrando muita curiosidade, da mesma maneira que qualquer “criança” faria (repare como Bambi se destaca dos demais por causa de sua cor, numa estratégia visual inteligente). Esta curiosidade será responsável por aproximar os laços entre Bambi e sua mãe, que pacientemente ensina os caminhos da vida ao filho, numa relação que é desenvolvida com muito cuidado, preparando o espectador para o trágico momento em que o cervo será obrigado a seguir sozinho, deixando uma lição de vida emblemática que as crianças dificilmente esquecerão. Só que o roteiro escrito por Perce Pearce e Larry Morey, baseado em livro de Felix Salten, não se resume a demonstrar o ciclo natural da vida apenas sob o aspecto da relação entre pais e filhos, mostrando também como os jovens se comportam diante do sexo oposto, numa aproximação que será essencial para perpetuar a espécie. Repare, por exemplo, a reação tímida de Bambi em seu primeiro contato com Faline, ainda quando era “criança”, e compare com a reação típica da maioria dos garotos, normalmente mais arredios diante do sexo oposto do que as meninas na infância. O propósito do longa é claro: ensinar as diversas etapas da vida que cada “bambino” deverá enfrentar, mais cedo ou mais tarde. E para evitar que esta jornada soe cansativa ou aborrecida, o roteiro inteligentemente insere alguns personagens que acompanharão Bambi, como o divertido e preguiçoso gambá Flor e o teimoso coelhinho Tambor, que é responsável pelos momentos de alivio cômico da narrativa.

Também como na maioria das animações da Disney, a trilha sonora de Edward H. Plumb e Frank Churchill preenche boa parte da narrativa, assim como os diversos números musicais, dentre os quais merece destaque o que acontece quando Bambi acompanha a primeira chuva de sua vida. Aliás, em “Bambi” o clima tem importante função narrativa, indicando a passagem do tempo através das estações, como o rigoroso inverno que “parece cumprido” e a colorida primavera que traz de volta a alegria à narrativa, após um momento melancólico. E já que citei a passagem do tempo, vale ressaltar que o longa, com apenas uma hora e dez minutos de duração, tem um bom ritmo, o que é mérito da montagem, essencial também nas cenas mais tensas, principalmente quando o homem começa a interferir na vida dos animais. Tensa também é a tempestade que assusta o protagonista, numa das seqüências que ilustram a boa condução de David Hand (sem trocadilhos), que cria uma atmosfera sombria através dos raios que iluminam a tela momentaneamente, voltando à escuridão em seguida e, após o fim da tempestade, estabelecendo um belo contraste através dos pássaros que repousam num galho com a luz do sol ao fundo. E são os pássaros (e a trilha agitada) que indicam a chegada de um temível predador, assustando o restante dos animais, que saem em disparada – e a tristeza é inevitável ao constatar que este predador é o homem quando o som dos tiros surge. Aliás, todas as cenas que envolvem a figura humana são tensas, justamente por causa do ritmo empregado pelo diretor, que mantém o espectador atento e sempre torcendo pelos animais através da alternância entre os planos que ilustram o desespero de todos com a presença daquele invasor. Por isso, quando Bambi pergunta “Porque todos nós corremos, mamãe?”, a resposta, triste e verdadeira, soa como uma facada no coração do espectador: “Porque o homem esteve na floresta”. Finalmente, vale destacar a bela composição de alguns planos, como o zoom que destaca o líder dos cervos ou quando Bambi e sua mãe caminham pela floresta, com suas imagens refletindo na água do rio.

Numa destas caminhadas, Bambi encontra um pouco de grama pra comer no meio da neve. Enquanto o filhote se delicia, a mamãe atentamente escuta algo que se aproxima. E quando ela ergue a cabeça e a trilha sombria volta a tocar, sentimos a tragédia iminente. Mamãe grita para Bambi correr, os dois saem em disparada e a cena caminha em ritmo alucinante até o emblemático plano em que vemos Bambi passando correndo e, em seguida, a tela vazia, segundos após outro som de tiro. A fotografia sombria da cena seguinte, que chega a deixar Bambi completamente cinza, dá o tom do momento em que o grande cervo anuncia: “Sua mãe não pode mais ficar com você, meu filho”. A lágrima dele e a trilha sonora melancólica encerram a eficiente cena, que emociona sem ser exageradamente melodramática.

Após o trauma, a vida segue e Bambi continua crescendo. Seus belos chifres simbolizam a chegada da adolescência, uma fase onde a vaidade está em alta e por isso ele se mostra orgulhoso de seu novo visual. Seus amigos Tambor e Flor também crescem e passam a escutar atentamente os ensinamentos da velha coruja, que fala aos jovens sobre como é se apaixonar, em outra cena bela. Cheios de orgulho, os três afirmam que isto nunca vai acontecer com eles, mas, obviamente, se apaixonam logo em seguida, afinal de contas, esta é a vida. E numa interessante rima narrativa, o segundo encontro entre Faline e Bambi acontece da mesma forma que o primeiro (quando eles ainda eram filhotes), com ambos se olhando através do reflexo na água. Mas desta vez a timidez de Bambi não impedirá que ela se aproxime e lamba o rosto dele, fazendo com que o casal se sinta nas nuvens, como ilustrado nas belas imagens seguintes, num momento único que pode ser comparado ao primeiro beijo de um adolescente. Apaixonado, Bambi lutará o quanto for preciso para defender a amada, o que nos leva à outra cena marcante, em que ele luta com outro cervo sob um visual sombrio, graças às cores escuras que predominam na tela.

Mas certamente as cenas mais sombrias acontecem no ato final, quando o homem parte para a caçada e Bambi finalmente assume o posto de líder do grupo, conduzindo os cervos para um local seguro ao mesmo tempo em que enfrenta o homem (e seus cachorros) no caminho, quando volta para salvar Faline. É verdade que Bambi não sairá ileso deste confronto, mas o tiro que leva felizmente não será fatal como o de sua mãe. Vale destacar ainda que toda a seqüência da fuga apresenta um visual deslumbrante, também por causa do incêndio (provocado pelo homem) que assola a floresta, que confere um aspecto infernal à cena, graças ao predomínio do vermelho e do amarelo, e serve como uma forte crítica à interferência do homem na natureza. Somos os demônios responsáveis por aquela tragédia e a cena ilustra isto – e a triste imagem dos animais tentando se recuperar na beira do rio, com a floresta destruída, reforça esta sensação. Mas a vida recomeça para todos e a natureza mais uma vez se renova com vigor, com a chegada dos novos príncipes cervos que recomeçam o ciclo da vida, ilustrado no zoom out que encerra o longa, destacando o agora poderoso Bambi, um adulto formado e com sua própria família, como fora seu pai um dia.

Além do belo visual e da narrativa coesa, “Bambi” aborda as diversas etapas da formação de seu jovem cervo, numa interessante metáfora para os próprios seres humanos. Acompanhamos Bambi aprendendo a andar, a falar, a brincar, a comer, a se proteger do perigo, a se apaixonar, constituir uma família e se tornar, com o passar do tempo, o que seus pais eram quando ele nasceu, assim como todos nós provavelmente fizemos ou faremos um dia.

Texto publicado em 07 de Abril de 2011 por Roberto Siqueira

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BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1937)

(Snow White and the Seven Dwarfs)

 

Filmes em Geral #47

Dirigido por David Hand.

Elenco: Adriana Caselotti, Harry Stockwell, Lucille La Verne, Moroni Olsen, Billy Gilbert, Pinto Colvig, Otis Harlan, Scotty Mattraw, Roy Atwell e Stuart Buchanan.

Roteiro: Dorothy Ann Blank, Richard Creedon, Merrill De Maris, Otto Englander, Earl Hurd, Dick Rickard, Ted Sears e Webb Smith, baseado em história de Jacob Ludwig Carl Grimm e Wilhelm Carl Grimm.

Produção: Walt Disney.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Como já abordei na semana especial “Inovação”, a história do cinema é marcada por diversos momentos importantes, com o lançamento de filmes que influenciaram muitos outros e colaboraram para a evolução da linguagem cinematográfica. E entre tantos filmes importantes que podem ser encaixados nesta categoria, um dos meus favoritos é “Branca de Neve e os Sete Anões”, o primeiro longa-metragem de animação da história, responsável por esta técnica tão querida, que nos delicia todos os anos com lançamentos de ótima qualidade. Se hoje podemos assistir obras-primas como “Wall.E” ou “Toy Story” é porque um dia Walt Disney teve a coragem de desafiar o pessimismo geral e lançar um longa totalmente feito em animação.

Uma bela rainha (voz de Lucille La Verne) decide matar sua enteada quando descobre que ela é a mais linda de todas as mulheres. Mas o carrasco (voz de Stuart Buchanan) escolhido para executá-la desiste da idéia e permite que ela fuja. A jovem, chamada Branca de Neve (voz de Adriana Caselotti), encontra abrigo numa cabana, onde vivem sete anões que trabalham numa mina. Mas a rainha descobre seu paradeiro, se transforma numa bruxa e vai atrás dela, numa última tentativa de concretizar seu plano e se tornar a mais bela de todas as mulheres.

Contrariando a crença da época de que era impossível realizar um longa-metragem totalmente feito em animação, “Branca de Neve e os Sete Anões” foi um enorme sucesso de crítica e público e alavancou muitos dos projetos seguintes dos estúdios Walt Disney. Aliás, o longa fez mais do que isso, lançando uma técnica que faz sucesso até hoje e que até mesmo é, erroneamente, confundida como um gênero. Por isso, é bom deixar claro: animação não é gênero, é técnica. Um filme de animação pode ser um drama, uma comédia, uma aventura, um romance, ou até mesmo tudo isto ao mesmo tempo. No caso de “Branca de Neve”, temos um conto de fadas clássico (baseado na história dos irmãos Grimm, do século XIX), responsável por estabelecer alguns clichês do gênero (gênero “contos de fadas”, que fique claro), como a introdução através das páginas de um livro, a rainha malvada, a bela princesa, o príncipe encantado e o final em que “todos viveram felizes para sempre”. Além disto, o longa estabeleceu a estrutura narrativa ideal para animações (rápida e objetiva), graças à montagem fluída e a curta duração, prendendo a atenção de uma platéia normalmente dominada por crianças. Finalmente, a narrativa estabelece com clareza quem é a grande vilã, fazendo o espectador torcer pela mocinha e sofrer junto com ela até o final.

Além da estrutura narrativa, “Branca de Neve” também representou o passo inicial das animações tecnicamente falando. Por isso, é normal que a qualidade das imagens (excelente para a época) seja inferior aos filmes seguintes, como “Pinóquio” ou “Bambi”. Ainda assim, vale destacar o belo trabalho dos animadores da Disney e do diretor David Hand, que cria cenas de grande beleza plástica, como a primeira aparição da casa dos anões, a marcha da volta pra casa e a obscura perseguição à bruxa na chuva, que contrasta com o visual colorido predominante até então. E mesmo com uma direção econômica sob o ponto de vista técnico, vale destacar alguns movimentos de câmera interessantes, como o travelling que sai de Branca de Neve e vai até a rainha enquanto o príncipe canta pra ela no jardim ou o zoom out que nos distancia de Branca de Neve enquanto ela varre a frente da casa dos anões. Escrito por oito pessoas, baseado na citada história dos irmãos Grimm, “Branca de Neve” foi responsável por algumas frases clássicas da história da animação, como o inesquecível “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?” da malvada rainha, além de mostrar coragem ao abordar sem floreios a inveja cruel da rainha e as conseqüências drásticas de sua maldade, o que pode impressionar as crianças. Aliás, é engraçado como a Disney, costumeiramente acusada de ser conservadora, demonstrava grande ousadia temática em seus primeiros anos, como podemos notar em “Pinóquio”, com os meninos fumando e jogando sinuca, e neste “Branca de Neve”, quando a rainha ordena a morte da enteada.

Estabelecendo o padrão Disney que duraria por muitas décadas, a narrativa é constantemente interrompida por canções, que felizmente sempre tem alguma função narrativa, como a famosa (e deliciosa) música cantada pelos anões no fim do dia de trabalho (“Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou…”) ou quando eles são “obrigados” a lavar as mãos antes de comer. Além disso, a trilha sonora de Frank Churchill, Leigh Harline, Paul J. Smith e Larry Morey preenche grande parte da narrativa, alternando entre momentos melódicos e agitados, como quando a protagonista foge para a floresta, sob um visual sombrio, com árvores escuras que mais parecem monstros, morcegos e troncos que parecem jacarés. Este contraste entre momentos obscuros e alegres também reforça a qualidade do trabalho dos animadores. Repare, por exemplo, a iluminação perfeita dentro da casa dos anões, que muda quando a luz se apaga, além da movimentação das sombras e do reflexo da luz que é alterado conforme os personagens se movimentam na casa. E, assim como em “Bambi”, os animais que rodeiam Branca de Neve na floresta trazem vida ao plano e devolvem o clima leve à narrativa, principalmente quando ajudam à donzela, dividindo as tarefas durante a limpeza da casa.

Charmosa por fora e sem vida por dentro, a casa dos anões reflete a personalidade deles através da bagunça, ganhando vida após a limpeza – o que provoca a irritação de quase todos eles. Aliás, assim como seus nomes, os anões são personagens graciosos, que conquistam o espectador desde o momento em que entram em cena. Como não se divertir quando eles se organizam para expulsar o invasor, mandando Dunga (tremendo) para o quarto? E depois, quando ele se assusta com o “fantasma” e sai correndo, sendo confundido com o invasor e agredido por todos? Os sete anões são personagens tão marcantes que até mesmo quem nunca assistiu ao filme (ou leu o conto) provavelmente sabe seus nomes. Mestre, Feliz, Atchim, Zangado, Dunga, Soneca e Dengoso são realmente fascinantes. Com inteligência, o roteiro aproveita os curiosos nomes dos personagens para criar gags divertidas, especialmente com Atchim, Dengoso e Soneca. E até mesmo Zangado consegue nos divertir, mostrando que não é tão zangado assim quando ganha um beijo da princesa, que, com sua beleza, encanta a todos eles. Aliás, o primeiro contato entre Branca de Neve e os anões só acontece com 35 minutos de filme e, mesmo com tão pouco tempo de relacionamento, eles conseguem criar empatia e fazer com que o espectador acredite no sofrimento dos anões após a tragédia.

Mas nem só de personagens graciosos vive “Branca de Neve” e a rainha malvada é certamente uma vilã temível e um dos personagens marcantes da história das animações. Mesmo em sua forma mais bela, a rainha consegue intimidar o espectador, com seu olhar penetrante e sua voz firme. Após sua transformação numa bruxa, ela se torna ainda mais ameaçadora e, acompanhada de terríveis urubus, parte para visitar a donzela e oferecer-lhe a maçã (sempre a maçã!) envenenada. E nem mesmo o aviso dos pássaros evita que Branca de Neve morda a maça e desmaie, numa seqüência sombria, reforçada pela chuva e pela noite, que cria a atmosfera perfeita para a morte da donzela. Desta forma, quando os anões chegam ao local e choram pela protagonista, nós também sofremos por ela e acreditamos na tragédia, sob influência do peso dramático da cena e do visual obscuro que predomina na tela. E a imagem de Branca de Neve sendo velada reforça a coragem da narrativa, com alguns momentos pesados dramaticamente para sua época e, principalmente, para o seu público alvo. Só que, felizmente, este é um conto de fadas (talvez o maior deles) e o tão aguardado príncipe encantado (voz de Harry Stockwell) aparece para beijar a donzela e devolvê-la à vida, ao mesmo tempo em que o sol volta a brilhar e nos leva ao clássico final em que “todos viveram felizes para sempre”.

E assim como os personagens, os fãs de cinema também viveram felizes para sempre graças a “Branca de Neve e os Sete Anões”, o filme responsável pelo surgimento de uma técnica tão bela, que nos brindou com inúmeros filmes marcantes desde então.

Texto publicado em 04 de Abril de 2011 por Roberto Siqueira