PACTO SINISTRO (1951)

(Strangers in a Train)

 

Filmes em Geral #56

Dirigido por Alfred Hitchcock.

Elenco: Farley Granger, Ruth Roman, Robert Walker, Leo G. Carroll, Patricia Hitchcock, Kasey Rogers, Marion Lorne, Jonathan Hale, Howard St. John, John Brown, Norma Varden, Robert Geist e Alfred Hitchcock.

Roteiro: Raymond Chandler, Czenzi Ormonde e Whitfield Cook, baseado em romance de Patricia Highsmith.

Produção: Alfred Hitchcock.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

A premissa de “Pacto Sinistro” é excelente e até certo ponto bem desenvolvida pelo roteiro. A atmosfera do longa, que flerta com o noir, também é bastante interessante. Mas, infelizmente, Alfred Hitchcock não consegue extrair grandes atuações de seu elenco e, o que mais surpreende, não consegue criar muitas cenas marcantes, algo incomum nos filmes do mestre do suspense. Além disso, o longa apresenta algumas cenas que soam falsas e irreais, prejudicando o resultado final. Assim, “Pacto Sinistro” revela-se um filme comum, especialmente por se tratar de uma obra de Hitchcock, e não consegue empolgar.

O tenista profissional Guy Haines (Farley Granger) viaja de trem quando conhece Bruno (Robert Walker), um estranho que sabe muitos detalhes da vida do jogador. Sabendo que Guy planeja se divorciar, Bruno inicia uma conversa, afirmando que odeia seu pai e que tem uma teoria sobre o crime perfeito, onde duas pessoas desconhecidas “trocariam assassinatos” e, desta forma, evitariam suspeitas sobre os crimes. Guy ri da teoria, se despede e vai embora, mas Bruno entende que o tenista concordou com seu plano e parte para matar a esposa dele Miriam (Kasey Rogers), dando inicio a uma dupla perseguição. Enquanto a policia vai atrás de Guy por causa do assassinato, Bruno persegue o tenista para exigir que ele cumpra sua parte no “acordo”.

Escrito pelo trio Raymond Chandler, Czenzi Ormonde e Whitfield Cook, baseado em romance de Patricia Highsmith, “Pacto Sinistro” parte de uma idéia criativa e interessante, criando uma situação inusitada para seu protagonista. A partir de um simples diálogo no trem a respeito da idéia maluca dos assassinatos “cruzados”, o longa desenvolve um thriller de perseguição dupla, pois Guy foge ao mesmo tempo da polícia e do estranho que conheceu no trem. Mas, infelizmente, o longa jamais decola, e confesso que uma idéia mal aproveitada é algo que sempre me incomoda num filme. Apesar de sua atmosfera interessante e da complicada situação do protagonista, muitas cenas soam irreais e comprometem a obra, assim como as atuações artificiais do elenco.

Tecnicamente, “Pacto Sinistro” tem bons momentos, como quando a montagem de William H. Ziegler salta da cena em que Guyafirma querer estrangular Miriam para o plano das mãos de Bruno, num indício do que aconteceria depois. Aliás, o trabalho de Ziegler merece destaque, especialmente no momento em que Guyjoga uma partida de tênis ao mesmo tempo em que Brunose dirige para o local do crime, buscando deixar um isqueiro que incriminaria o famoso jogador. Nesta cena, Hitchcock faz o espectador ficar ainda mais ansioso quando Guy perde o terceiro set, esticando ao máximo aquele momento tenso, que se arrastará pelo quarto set, quando ele vence a partida enquanto Bruno recupera o isqueiro caído no bueiro de maneira artificial, numa improvável trombada com um estranho no parque. Por sinal, é no parque que o longa tem um de seus bons momentos, quando Miriam passeia de barco e vemos a aproximação de Bruno através das sombras na parede, seguido pelo plano vazio na saída do túnel e pelo grito dela que garante o primeiro susto no espectador. Miriam estava apenas brincando com os rapazes no barco. Mas a brincadeira termina quando ela encontra Bruno, que a mata estrangulada, numa cena marcante, em que vemos o crime através do reflexo na lente dos óculos da moça caídos no chão. Esta atmosfera sombria é mérito também da boa direção de fotografia de Robert Burks, que remete aos filmes noir com suas cenas predominantemente noturnas, destacando-se nas seqüências no trem e em locais fechados, com pequenos fachos de luz entrando pelas persianas das janelas. Além disso, o crime, a investigação policial e a trilha sombria de Dimitri Tiomkin reforçam a aura noir do longa.

Diante da situação complicada em que se meteu, Guy é um personagem interessante, mas infelizmente a atuação de Farley Granger é artificial em diversos momentos, como quando ele reage a noticia da morte da esposa Miriam. Por mais que já soubesse do ocorrido, era de se esperar que ele fingisse alguma emoção diante do senador, até para não levantar mais suspeitas sobre ele. Granger até tem bons momentos, mas, em geral, jamais transmite o incômodo que o personagem exige. Interpretada por Patricia Hitchcock, Barbara é a dona dos comentários sarcásticos que garantem o humor negro e que, aliados aos diálogos sobre assassinatos – como aquele da festa entre Bruno e uma velha senhora –, reforçam o tema na mente do espectador. É ela também que faz Bruno lembrar Miriam, algo indicado através do zoom em seu rosto e da trilha sonora, exatamente a mesma do momento em que ele cometeu o assassinato. Esta semelhança física entre elas, acentuada pelos óculos, será essencial para a solução do crime, fazendo com que Anne, interpretada por Ruth Roman de maneira doce e sensata, perceba a real ligação entre Guy e Bruno. Já Kasey Rogers faz de sua Miriam uma personagem odiável mesmo com poucos minutos em cena, irritando Guy até o limite, numa discussão em que tanto ela como Granger soam caricatos. Pelo menos, Robert Walker se sai bem como Bruno, mostrando-se inconveniente e assustador enquanto persegue a conclusão de seu plano. Como é comum nos filmes de Hitchcock, a relação de Bruno com a mãe (Marion Lorne) tem importância e acaba refletindo em seu comportamento, como fica claro quando ela conversa com Anne, defendendo o filho com unhas e dentes. Já a relação de Bruno com o pai é bastante complicada, pois o Sr. Antony (Jonathan Hale) sabe da personalidade conturbada do filho, evidenciada quando, sem mais nem menos, ele estoura uma bexiga de um garoto no parque. Bruno é a sombra na vida de Guy, perseguindo-o por todo tempo, seja num museu ou numa quadra de tênis, onde todos olham para a bola e ele foca o olhar em seu “amigo”. Este aspecto poderia tornar o filme mais interessante, mas não é o que acontece, porque Granger não cria empatia com a platéia e, por isso, não nos importamos tanto com seu drama.

Ainda assim, o longa tem uma cena marcante, bem ao estilo de Hitchcock, quando Guy visita a casa de Bruno, subindo as escadas na completa escuridão, num momento de alta tensão, acentuada pela presença do cão de guarda. O visual da cena é assombrosamente obscuro e a trilha marca o momento com perfeição. Tensa também será a descida de Guy, com a arma de Bruno apontada para sua cabeça o tempo todo, até o momento em que ele diz que não vai atirar, porque pensará em “algo melhor”, numa promessa capaz de atormentar o protagonista (e o espectador). Como podemos ver, Hitchcock prolonga ao máximo o embate entre Bruno e Guy. Mas esta é uma feliz exceção num longa repleto de cenas artificiais, como quando Bruno ataca uma senhora numa festa – repare como ela aceita facilmente que ele aperte seu pescoço – e, aparentemente, ninguém faz nada a respeito por muito tempo. Pra piorar, o grande clímax no carrossel é pouco verossímil, graças à implausível luta em altíssima velocidade entre Guy e Bruno e à duração excessiva da cena. Tudo isto, somado às atuações exageradas de Granger e Walker naquele momento, faz com que a cena soe bastante falsa.

Em resumo, “Pacto Sinistro” é um bom filme, mas que apresenta apenas uma grande cena e, conseqüentemente, não consegue o mesmo nível de tensão das grandes obras de Hitchcock. Apesar dos sempre elegantes movimentos de câmera do diretor e da fotografia sombria, as atuações caricatas e a falta de uma atmosfera de suspense que funcione comprometem o resultado final. Ainda assim, um filme apenas razoável de Alfred Hitchcock normalmente é melhor que a grande maioria dos filmes do gênero.

Texto publicado em 02 de Junho de 2011 por Roberto Siqueira

FESTIM DIABÓLICO (1948)

(Rope)

 

 

Filmes em Geral #55

Dirigido por Alfred Hitchcock.

Elenco: James Stewart, Farley Granger, John Dall, Cedric Hardwicke, Constance Collier, Douglas Dick, Edith Evanson, Dick Hogan e Joan Chandler.

Roteiro: Hume Cronyn e Arthur Laurents, baseado em peça de Patrick Hamilton.

Produção: Alfred Hitchcock e Sidney Bernstein.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Até onde pode chegar a criatividade de um grande cineasta? No caso de Hitchcock, esta pergunta dificilmente poderá ser respondida, especialmente se observarmos a qualidade de sua celebrada filmografia e o número de soluções criativas que ele encontrava em seus filmes. Mas existiam momentos em que o mestre simplesmente se superava, brindando os cinéfilos com verdadeiras jóias, capazes de empolgar o mais cético dos críticos. Filmada em longos takes com cortes quase imperceptíveis, a obra-prima “Festim Diabólico” é um destes momentos fantásticos, em que o diretor emprega sua impressionante técnica para conduzir uma narrativa envolvente, recheada de grandes atuações e momentos eletrizantes.

Os amigos Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger) matam o colega de escola David Kentley (Dick Hogan), apenas para sentir a sensação de cometer um assassinato. Na busca pelo crime perfeito, eles promovem uma festa com os amigos e a família do rapaz, servindo a comida em cima do baú onde está escondido seu corpo. Mas um dos convidados é o esperto professor Rupert Cadell (James Stewart), que começa a desconfiar de tudo na medida em que a festa se torna cada vez mais estranha.

Narrado em tempo real, durante um fim de tarde e num único cenário (o apartamento de Brandon), “Festim Diabólico” apresenta um caráter extremamente realista, reforçado pela técnica empregada por Hitchcock, que filma as cenas em oito tomadas, com pequenos cortes quase imperceptíveis a cada 10 minutos – e que só existem porque este era o tempo máximo que uma bobina podia filmar na época -, nos dando a sensação de estarmos vendo um único plano-seqüência (normalmente, Hitchcock dava um close num personagem ou objeto para poder inserir o corte). Na realidade, apenas em um momento o corte é perceptível, quando Phillip discute com Brandon e grita que “é mentira!” ao ser acusado de matar galinhas – um corte seco nos mostra a reação de Rupert em seguida. Mas, por estar prestando atenção na calorosa discussão, o espectador pode nem perceber este corte. Desta forma, somos sugados pra dentro da história de maneira única, como se estivemos dentro daquele cenário, vivendo a narrativa com incrível intensidade.

Escrito por Hume Cronyn e Arthur Laurents, baseado em peça de Patrick Hamilton, o roteiro de “Festim Diabólico” apresenta muitos diálogos marcantes, além de desenvolver a trama lentamente e com cuidado, tornando possível, por exemplo, que Rupert perceba, através de gestos sutis, o que está acontecendo, como quando Phillip fala sobre os livros mal amarrados e ele olha para a corda, já bastante desconfiado. Assim, na medida em que percebemos que o astuto convidado começa a captar o que se passa, o suspense aumenta e o longa se torna mais tenso. Obviamente, a condução excepcional de Hitchcock também é responsável por isso, desde o momento em que vemos uma rua tranqüila, com pessoas caminhando (Hitchcock é uma delas), e um movimento de câmera nos leva a janela do apartamento onde a narrativa se passará, interrompendo o silêncio com um grito antes de termos a imagem de David sendo enforcado por Brandon e Phillip. Hitchcock sabia que, ao nos mostrar o assassinato e onde o corpo de David estaria durante a festa, ficaríamos inquietos e apreensivos. Seguindo sua cartilha, o mestre faz o espectador saber mais do que a maioria dos personagens em cena, o que só aumenta a tensão e o suspense.

E ainda que comece tranqüilo durante a preparação para a festa, o relacionamento entre Brandon e Phillip já dá indícios das diferenças de temperamento entre eles, que será vital no grande clímax da narrativa. Se Brandon é mais sádico e controlado, Phillip se apresenta mais humano e, por conseqüência, assustado com tudo aquilo. Aliás, John Dall se sai muito bem na pele do cruel Brandon, um personagem extremamente racional, que parece não sentir emoção, a não ser quando acha que seu plano maquiavélico está saindo conforme planejou. Seu humor negro e sarcástico garante boas piadas a respeito da morte de David e de sua presença na festa, como quando Janet (Joan Chandler) diz que David pode chegar e surpreendê-la no quarto com Kenneth (Douglas Dick) e ele responde que seria “um choque” – e Dall tem mérito nisto, ao conferir um ar de cinismo na fala do personagem. Mas, no interessante diálogo sobre assassinatos, que faz referências a Nietzsche e Hitler, Brandon começa a dar sinais de seu plano diabólico e o astuto Rupert começa a perceber o que está acontecendo. Já Farley Granger está um pouco exagerado, mas funciona na pele do assustado Phillip, balanceando bem o destempero de seu personagem com o autocontrole absurdo de Brandon. Vale registrar também que na peça original de Patrick Hamilton, Brandon e Phillip eram homossexuais, mas devido ao controle rígido do Código Hays, Hitchcock foi obrigado a amenizar este aspecto da relação entre eles, tornando-o perceptível, mas de maneira muito sutil (a peça foi inspirada no caso dos jovens Leopold e Loeb, que, em 1924, raptaram e mataram o garoto Bobby, de 14 anos, na cidade de Chicago). Fechando os destaques do coeso elenco, James Stewart, sempre excelente, tem uma atuação muito boa, que cresce na medidaem que Rupert aumenta sua desconfiança diante do que vê. Repare com o ator consegue nos convencer de que o personagem está preocupado através de pequenos gestos como quando observa atentamente o comportamento de Phillip ao ver a corda. Além disso, o ator soa convincente quando confronta os autores do crime no terceiro ato, num monólogo belíssimo que escancara a mensagem do filme, numa crítica feroz ao sentimento de superioridade do ser humano que se julga capaz de tirar outras vidas supostamente “inferiores” (lembre-se que o filme é de 1948, pouco tempo depois do período de domínio nazista).

No restante do elenco, basta dizer que nenhum ator destoa e todos conseguem captar o espírito do longa, fazendo com que a festa soe bastante realista, apesar da absurda situação criada por Brandon e Phillip. E é interessante notar também como as roupas definem parte da personalidade dos personagens, num excelente trabalho da figurinista Adrian. Brandon, com seu comedido terno azul, é o mais controlado de todos. Janet, com seu vestido vinho, procura chamar a atenção dos rapazes e inclusive já namorou três dos quatro estudantes. Rupert esconde sob seu terno cinza muita sobriedade e inteligência, características vitais para que perceba o que está acontecendo. Kenneth, com seu terno marrom e apagado, é propositalmente o personagem mais apático da narrativa. Já Phillip procura se esconder sob seu terno marrom escuro, mas chama a atenção demais com seu jeito assustado. Discreta mesmo é a Sra. Wilson (Edith Evanson), com sua roupa preta de empregada que a torna quase imperceptível, ao ponto de Brandon repreender Phillip após o final da festa (“Calado, a Sra. Wilson ainda está aqui”). E finalmente, o Sr. Kentley (Cedric Hardwicke) exala seriedade em seu terno cinza claro, ao passo em que a Sra. Atwater (Constance Collier) chama a atenção para seu jeito espalhafatoso em seu vestido roxo.

Ainda na parte técnica, a trilha sonora de David Buttolph pontua os momentos de tensão, reforçada pela fotografia de William V. Skall e Joseph A. Valentine, que se torna mais sombria na medida em que a narrativa avança. E se o trabalho do montador William H. Ziegler se limita a inserir os pequenos e imperceptíveis cortes na narrativa devido à citada necessidade de trocar os rolos de filmagens, a direção de arte de Perry Ferguson merece ser citada por criar um cenário que permita o desenrolar da história de maneira tão eficiente, com a ampla sala da biblioteca servindo para recepcionar os convidados, o citado baú que esconde o segredo dos assassinos, o longo corredor que leva até a cozinha e a curiosa porta que divide os ambientes, com seu barulho irritante aumentando a tensão.

Finalmente, num filme dirigido por Hitchcock não poderiam faltar cenas marcantes e “Festim Diabólico” não seria diferente. A começar pela fantástica cena em que a câmera fica parada ao lado do baú, com os personagens conversando sobre David à direita da tela, nos permitindo ver apenas parte do corpo de Rupert e a Sra. Wilson limpando a mesa e trazendo os livros para guardar no baú. Observe a condução lenta da cena por parte de Hitchcock, criando um suspense crescente na medida em que se aproxima o momento que ela guardará os livros. A tensão chega ao auge quando ela começa a abrir o baú e é interrompida por Brandon, aumentado a suspeita de Rupert. Esta suspeita levaria aquele homem a voltar ao apartamento depois que todos foram embora, provocando pânico em Phillip e dando inicio a outra seqüência incrivelmente tensa. Determinado, Brandon se arma e abre a porta. O diretor então inicia a cena destacando a mão armada de Brandon dentro do bolso através de um zoom, enquanto quando Rupert fala sobre David. Em seguida, a câmera simula cada movimento do tenso diálogo em que ele diz como mataria o rapaz, da mesma maneira que Hitchcock fizera em “Rebecca”. Repare como a luz que pisca fora do apartamento e a noite que recai aumentam a tensão do momento, atingindo níveis insuportáveis até que Phillip, ao ver a corda nas mãos de Rupert, confessa tudo e ameaça matá-lo. Rupert consegue tomar a arma de sua mão e parte, sem querer acreditar no que verá, para abrir o baú. Neste momento, Stewart se destaca novamente, demonstrando a frustração de Rupert ao ver o corpo de David lá dentro e o incômodo por saber que Brandon havia distorcido suas palavras para fazer algo tão cruel. O longa termina num plano genial, com Phillip desolado no piano, Brandon tomando uma bebida tranqüilamente e Rupert sentado, aguardando a chegada da polícia.

Com sua narrativa envolvente, “Festim Diabólico” é uma obra-prima do suspense, conduzida com perfeição por Alfred Hitchcock, que desfila sua enorme capacidade de direção através dos criativos movimentos de câmera, da firme condução da narrativa e da excepcional composição da mise-en-scène, permitindo a excelente atuação coletiva do elenco, que transita no cenário de maneira eficiente, e entregando um filme marcante, criativo e incrivelmente tenso.

Texto publicado em 01 de Junho de 2011 por Roberto Siqueira