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VELOCIDADE MÁXIMA (1994)

25 julho, 2011

(Speed)

 

Videoteca do Beto #108

Dirigido por Jan de Bont.

Elenco: Keanu Reeves, Sandra Bullock, Dennis Hopper, Jeff Daniels, Joe Morton, Alan Ruck, Glenn Plummer, Richard Lineback, Beth Grant e Hawthorne James.

Roteiro: Graham Yost.

Produção: Mark Gordon.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Não é fácil fazer um bom filme de ação. Não que seja difícil – especialmente com a evolução dos efeitos visuais – criar momentos empolgantes envolvendo veículos em alta velocidade. O problema é conseguir inserir estas seqüências num roteiro que prenda à atenção da platéia mais exigente, com uma história crível ou, pelo menos, que saiba utilizar os clichês do gênero. Felizmente, “Velocidade Máxima” tem êxito nesta tarefa, partindo de uma idéia simples e criativa, que cria uma situação potencialmente tensa. E por envolver um meio de transporte público, toda a ação se torna ainda mais assustadora, pois sabemos que o que vemos na tela poderia acontecer com qualquer um de nós.

Ex-policial de Los Angeles, Howard Payne (Dennis Hopper) instala uma bomba num ônibus, que será acionada quando o veículo alcançar 80 km/h e explodirá caso a velocidade do veículo seja reduzida a menos dos mesmos 80 quilômetros por hora. O policial Jack Traven (Keanu Reeves) é escolhido para entrar no veiculo em movimento e tentar controlar a situação, mas um dos passageiros, sentindo-se ameaçado, saca uma arma e, acidentalmente, acerta o motorista. É então que a passageira Annie (Sandra Bullock) assume a direção enquanto a policia trabalha para tentar desarmar a bomba.

A premissa de “Velocidade Máxima” é excelente e bem aproveitada pelo roteiro de Graham Yost, que cria uma escala crescente de tensão muito eficiente e, o que é melhor, bem conduzida pelo diretor Jan de Bont. Para isto, Yost utiliza artifícios inteligentes, como a presença de um suposto criminoso no ônibus, que se assusta com a presença da polícia e saca uma arma, atingindo o motorista e forçando uma passageira a assumir a direção. Seguindo este raciocínio de pequenos infortúnios que só pioram a situação, “Velocidade Máxima” prende o espectador na cadeira em cada minuto que o ônibus “passeia” pela tela, o que é louvável. Claramente dividida em três atos (elevador, ônibus e metrô), a narrativa consegue ser envolvente em quase todo o tempo. Beneficiado pela montagem dinâmica de John Wright, de Bont consegue criar uma atmosfera tensa sem deixar as cenas confusas, evitando que o espectador se sinta perdido. Sua câmera agitada funciona bem, criando um visual realista que aproxima a platéia da trama, além de, em muitos momentos, ilustrar bem a sensação de alta velocidade pretendida pelo filme.

Também de maneira correta, o diretor de fotografia Andrzej Bartkowiak cria um visual claro, com cenas quase sempre diurnas, o que facilita a compreensão do que se passa na tela, assim como a figurinista Ellen Mirojnick acerta na escolha de roupas simples, do dia-a-dia, que torna a trama mais real. Ainda na ambientação, o excelente design de som colabora bastante, permitindo que o espectador se sinta completamente envolvido, especialmente nas cenas que envolvem o ônibus. Finalmente, seguindo a receita básica dos filmes de ação, a trilha sonora de Mark Mancina é bastante agitada e tenta aumentar a adrenalina. Em muitos casos, soa desnecessária, mas em outros, sublinha bem a cena, como na tensa seqüência de abertura no elevador.

Presente nas melhores cenas do filme, o ônibus só entra em cena aos 30 minutos de projeção, logo após a surpreendente explosão de outro ônibus na rua, que assusta a platéia. A partir deste momento, a narrativa cresce bastante e o melhor de “Velocidade Máxima” entra em cena. Apesar de algumas situações pouco verossímeis, a ação empolga e o longa decola. Ciente disto, Jan de Bont alterna entre planos aéreos e planos subjetivos, nos jogando pra dentro das cenas, por exemplo, quando Traven persegue o ônibus num automóvel em alta velocidade. Aliás, o dono do Jaguar, interpretado por Glenn Plummer, tem uma pequena e hilária participação, que, neste caso, é bem vinda, intercalado bom humor com momentos de alta tensão, uma mistura sempre eficaz no gênero. O diretor acerta ainda ao permitir a morte de uma passageira em determinado momento, o que, além de carregar o clima, tem um efeito surpresa que deixa a platéia ainda mais tensa, pois passamos a acreditar na possibilidade de que novas mortes aconteçam. Neste momento, vale observar como Bullock consegue demonstrar emoção, com um choro convincente que, por contraste, expõe a inexpressividade de Reeves. Por outro lado, Keanu Reeves se sai bem nas cenas que exigem esforço físico, convencendo no papel de “herói”, assim como expõe bem a revolta de Traven com a morte do parceiro Temple (Jeff Daniels).

Reeves e Bullock conseguem ainda criar uma incrível empatia, o que é importante para conquistar a platéia. Carismática, Sandra Bullock está leve no papel e conquista o espectador com seu jeito simultaneamente corajoso e indefeso. Capaz de assumir o volante de um ônibus (o que, numa sociedade machista, é elogiável), Annie é também sensível ao ponto de largar tudo desesperada quando pensa que atropelou um bebê (numa cena, aliás, bem conduzida pelo diretor, que emprega uma câmera lenta para aumentar o suspense). Introduzido de maneira eficiente na narrativa, o vilão Howard Payne surge ameaçador, ao matar um homem a sangue frio e colocar uma bomba num elevador, deixando o espectador ciente desde o início do perigo que ele representa. E apesar de soar caricato em alguns momentos, Dennis Hopper cria um vilão interessante e temível, que se torna ainda mais ameaçador na medida em que o ônibus avança pela cidade.

Ainda que tenha muita tensão, existem pequenos momentos típicos dos filmes de ação que soam falsos em “Velocidade Máxima”. Por exemplo: porque Payne não mata o detetive Temple no elevador quando tem a chance, preferindo atirar em Jack Traven? Seria mais fácil eliminar o primeiro, naquele momento sem chance de defesa, e depois tentar acertar o segundo, não é mesmo? Pra piorar, quando Traven atira em Temple e o amigo cai, o vilão fica a sua mercê, a poucos metros de distancia, mas o policial também hesita em atirar, permitindo a fuga do vilão. E nem mesmo a explosão que encerra a cena é efetiva, pois o espectador imagina que o personagem de Hopper não morreria tão cedo. Por isso, o suspense criado é artificial demais e, felizmente, se encerra na cena seguinte, quando Payne surge olhando para a televisão. E apesar de acertar ao evitar o excesso de diálogos e priorizar a ação, o roteiro apresenta pequenos diálogos superficiais, como aquele entre Traven e Temple, quando eles salvam as pessoas no elevador. “Foi bom pra você?” é a típica pergunta recheada de humor negro que não soa bem naquele momento. Apesar disto, existem raras frases interessantes que criticam a política norte-americana, por exemplo, como quando Annie pergunta se “bombardeamos o país dele” ao falar sobre o vilão – o que é compreensível, já que o que mais interessa aqui é a ação e não os diálogos.

É incrível notar ainda que a polícia de uma cidade como Los Angeles não saiba que uma estrada desativada tem uma falha enorme – aliás, que jeito estranho de construir estrada, mas, tudo bem, não sou especialista no assunto. E apesar do absurdo da situação criada, a falha na estrada gera um momento muito tenso, paralisando o espectador que embarca na aventura, assim como é tensa a seqüência em que Traven tenta desarmar a bomba embaixo do ônibus em movimento. Yost também não consegue evitar clichês, por exemplo, quando um pneu estoura logo após o penúltimo civil sair do ônibus, deixando apenas Annie e Traven para trás. Por outro lado, o roteirista mostra criatividade na solução criada antes, com a gravação de uma fita que engana o vilão e permite a retirada das pessoas do ônibus. Claramente o melhor trecho do filme, o segundo ato se encerra de maneira satisfatória com a saída de Annie e Traven do veículo e o espectador finalmente pode respirar. Ou pelo menos pensa que pode.

Já no terceiro ato, as situações artificiais voltam com força total quando, por exemplo, tudo para de funcionar no metrô, menos a alavanca de aceleração, e, principalmente, quando novamente um trecho inacabado, agora nos trilhos, surge para tentar criar tensão (desta vez, sem resultado, pois o espectador já está anestesiado). Além disso, porque Payne, com uma refém sob controle, iria se arriscar a subir no trem e enfrentar Traven? Um momento de fúria, talvez, por descobrir que o dinheiro que recebeu era falso, mas ainda assim me parece que outras soluções soariam mais eficientes. Sua morte, ao menos, serve para destacar o bom trabalho de efeitos visuais, que torna a cena bem real.

Apesar do terceiro ato irregular e do primeiro apenas correto, toda a trama que envolve o ônibus em alta velocidade serve para transformar “Velocidade Máxima” num ótimo filme de ação, tenso o suficiente para agradar ao espectador. Além disso, a excelente química do casal principal, confirmada no último e divertido diálogo entre eles, cria uma inevitável empatia com a platéia, garantindo uma sensação de bem estar ao final da projeção. Bem estar que não aparece durante quase todo o filme, dando lugar à tensão, o que comprova que o longa cumpre muito bem seu propósito.

Texto publicado em 25 de Julho de 2011 por Roberto Siqueira

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DEBI & LÓIDE – DOIS IDIOTAS EM APUROS (1994)

5 julho, 2011

(Dumb and Dumber)

 

Videoteca do Beto #101

Dirigido por Peter Farrelly.

Elenco: Jim Carrey, Jeff Daniels, Lauren Holly, Mike Starr, Charles Rocket, Karen Duffy, Felton Perry, Teri Garr, Hank Brandt, Joe Baker, Victoria Roswell, Cam Neely e Harland Williams.

Roteiro: Peter Farrelly, Bobby Farrelly e Bennett Yelin.

Produção: Brad Krevoy, Steven Stabler e Charles B. Wessler.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Fazer rir não é fácil. Em primeiro lugar, o estado de espírito da pessoa pode influenciar bastante na maneira como ela recebe uma piada. Em certos dias, podemos rir de qualquer coisa, por mais simples que seja, mas em outros, parece que sorrir é uma tarefa hercúlea. Além disto, o tipo de humor que agrada ao espectador varia bastante. Existem aqueles (como eu) que gostam de um humor mais sarcástico, mais sutil e menos físico. Já outros preferem um humor pastelão, bem mais espalhafatoso – e não vejo nada de errado nisto, é bom dizer. E como isto não é uma regra imutável, qualquer tipo de humor pode agradar a qualquer pessoa, dependendo da forma como a piada (ou cena, ou filme) é contada. Este é o segredo deste excelente “Debi & Lóide”, um filme que faz piada “idiota”, mas que respeita a inteligência do espectador e não o trata como tal.

Lloyd Christmas (Jim Carrey) é um motorista frustrado que vê sua vida mudar completamente quando resgata uma mala deixada pela bela Mary Swanson (Lauren Holly) no saguão de um aeroporto, antes dela seguir viagem para Aspen. Ao lado de seu grande amigo Harry Dunne (Jeff Daniels), ele parte numa viagem que cruzará o país na tentativa de devolver o objeto para a moça, provocando muitas confusões pelas estradas norte-americanas. Pra piorar a situação, a mala continha o dinheiro do pagamento de um resgate e os seqüestradores partem em busca da dupla.

Escrito pelos irmãos Peter e Bobby Farrelly, auxiliados por Bennett Yelin, “Debi & Lóide” conta a história de dois verdadeiros idiotas, que decidem cruzar os Estados Unidos somente para devolver uma mala para uma desconhecida, que tentava fazer o pagamento de um resgate (descobriríamos depois que, como acontece na maioria dos casos, o seqüestro é organizado por alguém próximo da família). Partindo desta premissa simples, o criativo roteiro nos apresenta a uma série de situações inusitadas e divertidas desde a apresentação dos personagens principais que, nos dois casos, enfrentam problemas no trabalho antes de voltar para casa. Além disso, o roteiro é repleto de humor negro, como fica claro desde a ida ao aeroporto, quando Lloyd provoca diversos acidentes enquanto conversa com Mary, chegando ao auge do politicamente incorreto quando a dupla provoca a morte de um dos seqüestradores no restaurante “Dante’s Inferno”, dando pimentas para quem sofre com úlcera e, na tentativa de ajudá-lo, medicando-o acidentalmente com veneno pra ratos. Finalmente, vale destacar que o roteiro faz ainda uma interessante referência ao clássico “O Silêncio dos Inocentes”, quando Lloyd e Harry dizem que comeriam o fígado de uma mulher com Chianti e fazem um gesto com a boca similar ao de Hannibal Lecter.

Além de escrever o criativo roteiro, Peter Farrelly demonstra competência na condução da narrativa, mantendo o ritmo sempre dinâmico e a atmosfera alegre na maior parte do tempo. Inteligente, ele sabe que o sentimentalismo não combina com o clima do filme e, por isso, evita as cenas melodramáticas na maior parte do tempo – e mesmo quando elas aparecem, como quando Lloyd reclama da vida antes de partir pra Aspen, são sempre interrompidas por alguma piada. Além disso, Farrelly se sai bem na condução das cenas mais divertidas, como na genial seqüência da lanchonete, quando Lloyd consegue sair sem pagar e deixa tudo na conta do grandalhão Sea Bass (Cam Neely). O diretor conta ainda com a montagem de Christopher Greenbury para criar muitos momentos engraçados, como quando Lloyd pede para uma velhinha cuidar de suas coisas e, em seguida, entra em casa gritando “Fui roubado! Por uma velinha sentada numa cadeira de rodas!”. E até mesmo na criação de planos simbólicos Peter se sai bem, como quando diminui Harry na tela quando ele volta pra casa, ilustrando seu sentimento de solidão na estrada, ou quando Mary está deitada entre os amigos na cama, simbolizando que aquela amizade estava novamente dividida por uma mulher, ainda que temporariamente – sem falar no engraçado sonho de Lloyd, quando as asas dos pombos atrás de Mary simbolizam que ela é um anjo na vida dele. Pra completar, a fotografia de Mark Irwin utiliza cores vivas e muitas cenas diurnas, reforçando a atmosfera leve da narrativa.

A coleção de cenas engraçadas é tão grande que fica difícil citar apenas algumas. Basta dizer que a narrativa apresenta uma sucessão quase ininterrupta de boas piadas, graças ao trabalho do montador Greenbury, em conjunto com a direção eficiente de Farrelly, que emprega um ritmo acelerado à narrativa, além, é claro, de contar também com o talento da dupla principal de atores. Ainda assim, vale destacar a divertida cena em que um policial para a dupla na estrada para multá-los, tomando a “cerveja” em seguida, numa das piadas escatológicas do longa – a outra piada deste tipo que também é sensacional acontece na casa de Mary, após um plano cruel de Lloyd.

Todas estas excelentes cenas ficam ainda melhores graças ao inspirado desempenho do ótimo Jim Carrey, que provou ao longo da carreira que é um ator não apenas talentoso, mas também versátil. É incrível como Carrey tem enorme facilidade para provocar o riso, seja através de suas expressões faciais, seja através de seu excelente timing cômico, como, por exemplo, na cena em que Lloyd conta para Harry que vendeu um pássaro morto para um menino cego (repare a tossida que o ator dá tentando disfarçar a revelação trágica). Aliás, a casa simples e bagunçada indica muito sobre a personalidade atrapalhada de Lloyd e Harry, o que evidencia o bom trabalho de direção de arte de Arlan Jay Vetter. “Que tipo de idiota criaria minhocas na sala?”, questiona uma das seqüestradoras ao invadir o local. Pra ajudar, seu cabelo (que remete a Jerry Lewis) e o dente quebrado dão um upgrade no visual cômico. Jeff Daniels também está muito bem, conseguindo sucesso na difícil missão de contracenar com um comediante tão talentoso como Carrey, além de protagonizar muitas das cenas marcantes de “Debi & Lóide” com competência, como quando prende a língua num teleférico e quando a privada quebra na casa de Mary. Demonstrando excelente química em cena, a dupla parece se conhecer a muito tempo, tamanho o entrosamento que apresentam. Repare, por exemplo, a alegria de Harry quando Lloyd troca o carro por uma moto, após os dois se perderem na estrada (“Achei que as rochosas eram mais rochosas”, diz Harry, após voltar metade do caminho). Eles se completam.

E se sem dinheiro a dupla consegue se divertir tanto na viagem, imagine o que acontece quando eles descobrem o que tem dentro da mala, já na cidade de Aspen? Embalados pela excelente trilha sonora de Todd Rundgren, repleta de músicas agitadas que colaboram com o clima leve da narrativa, a dupla parte para comprar novas roupas (sob o som de “Pretty Woman”), pois a noite haveria uma festa de gala, onde estariam presentes Mary e os seqüestradores (obviamente, eles não sabiam disto). E assim como a casa deles, as roupas escolhidas (figurinos de Mary Zophres) ilustram uma característica de Lloyd e Harry: a alegria. E após a hilária e surreal cena em que Lloyd mata uma coruja rara, os seqüestradores afirmam: “Foi um recado puro e simples. Matamos o pássaro deles e eles mataram o nosso”. Mas eles não eram bandidos e, acertadamente, se sairão bem de toda esta enrascada, ainda que voltem sem dinheiro, sem Mary e, pior que isto, a pé pra casa. Pra completar, o longa termina com uma piada perfeita, quando um ônibus lotado de mulheres de biquíni para na estrada a procura de dois rapazes para passar bronzeador nelas. Enquanto os créditos sobem na tela e os amigos se divertem na estrada, o espectador mantém o sorriso no rosto, o que é sinal de que o filme atingiu seu objetivo.

Leve e descontraído, “Debi & Lóide” é uma comédia eficiente, que conta com uma direção correta e duas atuações inspiradas para nos divertir. Misturando o humor pastelão com piadas que desafiam o limite do politicamente correto, o longa se transformou num dos símbolos da comédia nos anos 90. De quebra, lançou a consistente carreira dos irmãos Farrelly e consolidou a ascensão do ótimo Jim Carrey. Não é pouca coisa.

Texto publicado em 05 de Julho de 2011 por Roberto Siqueira