O PODEROSO CHEFÃO (1972)

(The Godfather) 

5 Estrelas

 

Obra-Prima 

Videoteca do Beto #9

Vencedores do Oscar #1972

Dirigido por Francis Ford Coppola.

Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, Diane Keaton, Robert Duvall, Richard S. Castellano, James Caan, Talia Shire, Sterling Hayden, John Marley, Richard Conte, Al Lettieri, Gianni Russo, John Cazale, Morgana King, Lenny Montana, Abe Vigoda, Tony Giorgio, Victor Rendina, Alex Rocco, Salvatore Corsitto, John Martino, Simonetta Stefanelli e Al Martino. 

Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo. 

Produção: Albert S. Ruddy.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Quando a tela escura anunciar “Mario Puzo’s The Godfather” ao som da eterna e maravilhosa trilha sonora de Nino Rota e o personagem Bonasera (Salvatore Corsitto) aparecer na tela dizendo: “Eu acredito na América”, tenha certeza que você está prestes a assistir uma das melhores e mais importantes obras que o cinema já produziu em toda a sua existência. Afirmar algo deste tipo é muito perigoso, já que dificilmente alguém conseguirá ver todos os filmes produzidos desde o inicio da sétima arte. Mas a obra-prima de Francis Ford Coppola é uma proeza técnica e narrativa tão perfeita, além de brilhantemente interpretada, que dificilmente algum filme conseguiu ou conseguirá alcançar o seu nível de excelência ao longo dos anos.

Vito Corleone (Marlon Brando) é o líder da imigrante família italiana que manda e desmanda na cidade de Nova York, através de sua influencia no mundo dos jogos, prostituição entre outras coisas. Através da troca de favores (e de outros métodos mais intimidadores quando necessário), os Corleone conseguem ter ao seu lado todas as pessoas influentes da cidade e, consequentemente, dão as cartas na região. A vida segue tranqüila pra eles até que o gangster Sollozzo (Al Lettieri) oferece aos Corleone uma participação no negócio dos narcóticos em troca de proteção política. Com a recusa de Don Vito, iniciam-se os conflitos entre as famílias e, como conseqüência, inicia-se também a ascensão de Michael Corleone (Al Pacino) de filho protegido e pouco envolvido nos negócios a novo chefe da família mafiosa.

“O Poderoso Chefão” é, acima de tudo, uma proeza narrativa. Criar um roteiro tão complexo, que envolva um número tão grande de personagens importantes e profundamente bem desenvolvidos (basta ver o número de atores que citei no cabeçalho da crítica), amarrando todas as pontas da narrativa ao longo de todo o filme (e muito mais que isso, ao longo de toda trilogia!), é motivo suficiente para considerá-lo uma obra singular na história do cinema. Além destas qualidades, o roteiro conta ainda com inúmeras frases simplesmente geniais e inesquecíveis. Para citar apenas duas delas, temos a famosa fala de Vito Corleone “Vou fazer uma oferta que ele não pode recusar”, repetida depois por Michael ao longo da trilogia, e a fala de Peter Clemenza (Richard S. Castellano, em grande atuação) logo após o assassinato de Paulie (John Martino) no carro: “Leave the gun. Take the cannoli” (no original em inglês), que em português seria “Deixe a arma. Pegue o cannoli”. Esta frase resume perfeitamente a alma dos mafiosos, ou seja, pessoas que não hesitam na hora de matar alguém que atrapalhe o seu caminho, mas que em contrapartida, têm valores familiares muito bem definidos. A comida preparada por sua esposa é tão importante pra ele quanto cumprir a ordem de seu chefe da máfia. Só que, além do maravilhoso roteiro escrito por Mario Puzo e Francis Ford Coppola, o filme ainda conta com um trabalho técnico absolutamente impecável e atuações do mais alto nível, o que faz dele uma obra-prima magnífica e inigualável.

Logo na primeira conversa entre Don Corleone e Bonasera somos introduzidos ao sombrio ambiente da trama. Percebemos que se trata de uma família composta por muitas pessoas que são lideradas por um respeitado senhor conhecido como “Padrinho” e que ouve pacientemente os pedidos de ajuda dos amigos presentes na festa de casamento de sua filha. Sua reação ao pedido do cantor Johnny Fontane (Al Martino, em papel inspirado em Frank Sinatra), gritando e depois beijando o amigo, deixa claro o jeito paternal que ele tem de comandar o grupo. Fica claro também o código de ética do mafioso quando este se irrita com um amigo que só lembra dele para pedir favores. Em outro determinado momento, ele se recusa a tirar uma foto da família sem a presença de seu filho Michael, o que evidencia a importância que aquele filho em especial tem pra ele. Todo este bem trabalhado primeiro ato apresenta cuidadosamente os personagens e servirá de base para o complexo desenrolar da trama, que é extremamente bem conduzida por Coppola. A direção de Copolla, aliás, é perfeita. Observe como suas escolhas de enquadramentos e movimentos de câmera sempre podem significar algo a mais do que simplesmente o que vemos na tela. Um exemplo disso é o momento em que Michael decide se envolver nos negócios da família e cita o plano que tem em mente para se vingar de Sollozzo e do capitão McCluskey (Sterling Hayden). A câmera lentamente se aproxima dele, agigantando-o na tela e demonstrando visualmente o nascimento simbólico do sucessor de Vito Corleone. Neste momento crucial da narrativa, Michael está deixando de ser um personagem secundário para ser o personagem principal da saga e o movimento de câmera traduz isso perfeitamente. O diretor é preciso na criação de planos criativos, como por exemplo na cena da morte de Carlo, captada pela frente do carro e que transmite uma sensação de agonia ainda maior ao espectador que vê os pés da vítima se debatendo no vidro. Coppola também é absolutamente competente na criação de cenas fortes e inesquecíveis. O filme tem uma coleção inigualável de grandes cenas, como o chocante recado dado ao produtor de cinema, a tensa seqüência na porta do hospital e o tocante momento de carinho que Vito e Michael tem dentro dele, o diálogo reflexivo entre os mesmos Vito e Michael na casa deles, a impressionante armadilha contra Sonny (James Caan), a surra de Sonny em Carlo (Gianni Russo) no meio da rua, o bem orquestrado e maravilhoso final da trama ocorrido durante o batizado e que resolve todos os problemas de Michael de uma vez só, e aquela que pra mim talvez seja a melhor cena do longa, o jantar entre Michael, Sollozzo e o Capitão McCluskey em um restaurante.

Coppola também foi extremamente feliz na escolha do elenco perfeito para o filme (e olha que ele teve que enfrentar a resistência dos chefões da Paramount a nomes como Brando e Pacino). As atuações são um show à parte. A começar pela lendária performance de Marlon Brando como o icônico Don Vito Corleone. A perfeição de seu trabalho é tão grande que dispensa qualquer comentário a respeito. Brando consegue criar, antes dos 50 anos de idade e no mesmo ano em que viveu um viril amante em “O Último Tango em Paris”, um perfeito e realista senhor de idade já no fim da vida, através das bochechas inchadas com algodão, do olhar cansado, da sobrancelha cerrada e da voz rouca. Praticamente todas as suas participações em cena são perfeitas e fica até difícil destacar alguma. Em todo caso, repare como sua demonstração de insatisfação é sutil e precisa na cena em que seus filhos contam que Michael assassinou uma pessoa. Vito sabia que aquela notícia alteraria todo o futuro de seu filho. Ele fecha os olhos, acena negativamente com a cabeça, vira o rosto e faz um gesto com a mão para que eles se retirem, sendo prontamente atendido, o que também ilustra o respeito que Don Vito conquistou. Quando Tom Hagen (Robert Duvall, muito bem como o fiel conselheiro e filho adotivo de Vito) lhe dá uma trágica notícia, seu choro contido e seu pedido com a voz embargada pelo fim da guerra transmitem uma emoção inigualável, de uma forma que só um ator do seu gabarito conseguiria fazer. Comovente também é o momento em que ele diz a tocante frase: “Veja como massacraram meu garoto” com a sobrancelha e o semblante refletindo toda sua imensa tristeza. Toda cena em que Brando participa é perfeita, criando um personagem absolutamente inesquecível e inigualável. O outro grande destaque da obra é Al Pacino. Seu Michael, inicialmente alguém que não quer envolver-se nos negócios da família (até por vontade do pai), é um personagem que passa por uma incrível e maravilhosa mudança gradual durante toda a narrativa, e o ator retrata muito bem todo este arco dramático. O diálogo inicial entre Michael e Kay (Diane Keaton, em outra excelente atuação, que aqui, por exemplo, demonstra com sutileza seu espanto com os métodos da família Corleone, ficando boquiaberta e sem palavras, com os olhos arregalados) é o contraponto ideal para a emblemática cena final do longa, mostrando o quão irônica aquela conversa entre os dois se tornou. O tímido e quieto Michael do diálogo inicial com Kay, com cabelo pro lado e tom de voz baixo, se torna uma pessoa extremamente autoconfiante e respeitada ao longo do filme, passando a utilizar um cabelo mais engomado e uma voz muito mais firme. A postura de Michael quando faz a oferta de compra do cassino de Moe (Alex Rocco) é um claro sinal de seu novo estilo, muito mais agressivo. Nesta mesma cena, seu irmão Fredo (John Cazale) defende Moe e Michael fala para Fredo nunca mais se posicionar contra a família (o que refletirá na trama do segundo filme, reforçando a genialidade do roteiro). Pacino demonstra toda a energia de Michael, por exemplo, na brilhante cena do jantar no restaurante. Observe como ele, ao voltar do banheiro com a arma, fixa os olhos em um ponto demonstrando que não está mais preocupado em escutar o que dizem os outros dois personagens presentes. Sua preocupação agora é agir na hora certa, e sua ação eminente se torna palpável, o que torna a cena extremamente verossímil. Ao partir para o ataque sem pestanejar, sua transformação está consumada. Ele é competente também nos momentos de sutileza, como na magnífica conversa que tem com Vito na casa deles. Este diálogo, aliás, mostra de forma muito clara o enorme talento dos dois atores. Observe como Vito pergunta do neto, dá um sorriso de satisfação com a resposta, pede algo que já havia pedido antes e depois percebe que esqueceu, chegando à conclusão de que está ficando velho. Michael escuta atentamente os conselhos do pai, sorri e olha pra baixo quando fala de seu filho e toca carinhosamente seu velho quando pergunta o que está lhe incomodando. Pacino é extremamente competente na árdua tarefa de contracenar com um monstro sagrado como Marlon Brando, o que torna ainda melhor esta bela cena. James Caan interpreta muito bem o explosivo Santino Corleone (apelidado de Sonny), dando claros sinais de que não tem o equilíbrio psicológico e o jogo político necessários para ser o sucessor de Don Vito, através de suas reações extremas e seus impulsos vingativos e violentos. Porém, apesar de toda esta agressividade, o gangster tem um código de ética peculiar, assim como toda sua família, como podemos testemunhar na cena em que ele quebra a máquina fotográfica de um paparazzi e joga dinheiro no chão, como quem diz: “Compre outra pra você, mas pare de encher o meu saco”. Destacar cada integrante do elenco é até desnecessário. Basta dizer que nenhuma atuação pode ser considerada de baixo nível. Durante um simples jantar em família, por exemplo, Coppola e seu fantástico elenco evidenciam uma série de problemas de relacionamentos. Connie, interpretada com competência (e um exagero perfeitamente aceitável devido ao enorme sofrimento da personagem) por Talia Shire, mostra que não se dá bem com seu violento marido Carlo (Gianni Russo, muito bem na cena da briga com Connie e no diálogo final com Michael). Sonny deixa claro que odeia o modo como Carlo trata sua irmã e Mama Corleone (Morgana King) mostra sutilmente que não gosta da interferência dos irmãos no casamento de sua filha. Tudo isso em poucos segundos e sem diálogos expositivos, genial.

Como se a excepcional direção de Coppola e o elenco maravilhoso não fossem suficientes, “O Poderoso Chefão” conta ainda com um trabalho técnico espetacular. A começar pela famosa direção de fotografia de Gordon Willis (apelidado por causa deste filme de “O Príncipe das Sombras”). Seu estilo se tornou padrão para os filmes do gênero, que passaram a utilizar o forte contraste luz e sombra como regra desde então. Desde a primeira cena, podemos notar constantemente os personagens, e até mesmo os ambientes, mergulhados nas sombras criadas brilhantemente por Willis. Observe como parte do rosto deles está encoberto na cena inicial dentro da sala de Vito, na conversa entre Michael e Carlo a respeito do assassinato de Sonny ou quando Tom Hagen conta para Vito que seu filho está morto. E estes são apenas alguns exemplos dentre vários que podemos citar. Willis também consegue alternar dos momentos sombrios para os momentos alegres com perfeição. Observe atentamente como a fotografia é mais colorida na cena do casamento, demonstrando toda a alegria daquela festa. Só que mesmo este colorido é opaco, já que ele nunca utiliza cores extravagantes demais, o que dá um ar documental a esta cena. Nesta mesma cena, a fotografia, em conjunto com os figurinos, destaca visualmente o personagem Michael, o único homem presente que não está vestido com o tradicional terno e gravata. Ele é diferente e o visual ilustra isso. Os figurinos criados por Anna Johnstone, aliás, são absolutamente marcantes. Vestidos com ternos, gravatas, chapeis e sobretudos, os gângsteres de “O Poderoso Chefão” influenciaram o visual da grande maioria dos filmes do gênero que vieram depois. Marcante também é o incrível trabalho de Direção de Arte de Warren Clymer, que cria uma Nova York dos anos 40 rica em detalhes, como a fachada das casas e bares e os modelos dos automóveis da época. O trabalho de maquiagem também merece destaque, principalmente pelo já citado envelhecimento de Marlon Brando. A engenhosa montagem (resultado do trabalho de Marc Laub, Barbara Marks, William Reynolds, Murray Solomon e Peter Zinner) consegue manter igualmente atraentes todas as tramas da narrativa e ainda nos brinda com um final extraordinário, resolvendo todos os conflitos através de ações paralelas e simultâneas, previamente planejadas por Michael. A perfeita montagem é crucial para o excelente resultado desta seqüência final. Além disso, apesar da narrativa cobrir vários anos da família Corleone, a passagem do tempo jamais soa episódica. Perceba como em determinado momento Kay pergunta para Michael há quanto tempo ele está de volta e ele responde: “Há um ano”. Minutos antes, Vito alertava para o possível retorno de seu filho na reunião dos chefes de família. Para finalizar, merece destaque o incrível realismo alcançado nas cenas violentas, como os tiros disparados contra Solozzo e McCluskey e o assassinato de Sonny.

“O Poderoso Chefão” conta ainda com um turbilhão de emoções, sempre utilizadas na dose certa. Temos momentos comoventes, como a tocante cena em que Vito sorri ao receber o carinho de Michael no hospital. Um romance entre Michael e a belíssima italiana Apollonia (vivida com muito charme por Simonetta Stefanelli) que, mesmo terminando de forma trágica, serve como um pequeno alívio para a trama carregada. A ação fica por conta das cenas extremamente violentas e realistas. E finalmente, o filme apresenta até uma dose de humor negro, como a cena em que Michael está prestes a ligar para Luca Brasi (Lenny Montana). No momento em que ele pega o telefone chegam dois peixes mortos numa caixa, simbolizando que Luca está morto. Michael coloca o telefone no ganho em seguida.

Extremamente competente em todos os setores, “O Poderoso Chefão” é talvez o filme que mais tenha se aproximado da perfeição. Mostrando da maneira mais realista possível o submundo de Nova York dominado pela máfia italiana, o filme acompanha brilhantemente a ascensão de Michael Corleone e o efeito que ela provocou em sua família. Reforçado ainda por atuações brilhantes, uma direção impecável, um trabalho técnico magnífico e um roteiro incrivelmente complexo e coerente, o primeiro filme da maravilhosa trilogia não pode ser reconhecido de outra forma que não uma perfeita e completa obra-prima da história do cinema. Espero que o cinema ainda seja capaz de produzir obras desta magnitude, mas isto é reconhecidamente algo difícil de voltar a acontecer. De qualquer forma, somente o fato de saber que um dia ele já foi capaz de produzi-lo é motivo suficiente para nos apaixonarmos por esta maravilhosa arte eternamente.

Texto publicado em 10 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

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42 Respostas to “O PODEROSO CHEFÃO (1972)”

  1. eliasclira Says:

    Eu gosto tanto, tanto do “Poderoso Chefão” (meu filme), que em novembro do ano passado (2015) aluguei um carro em Palermo enfrentei uma tempestade e fui a Corleone (tem até um museu da máfia, mas a cidadezinha é uma vila que não tem nada. A estrada é mais bonita que o lugar) e bebi uma cerveja no bar do filme, bebi uma dose de cognac “O Poderoso Chefão” e retornei para a Bela (e barata – em relação ao resto da Itália) Palermo.

  2. eliasclira Says:

    Uma das cenas impagáveis é do patétito Fredo no atentado a Vito Corleone. Após tentativa frustrada de atirar nos pistoleiros, senta feito uma criança impotente no meio fio, chorando. Impagável John (Fredo) Cazale! PS: que igualmente deu um show com Al Pacino em “Um dia de Cão”.

  3. Al Pacino is the best Says:

    Só um detalhe omitido. Os peixes são envoltos no colete à prova de balas que pertencia ao morto.

  4. Anônimo Says:

    jfo diz:
    creio que, é um dos filmes que nunca poderá ser refilmado, devido a atuação extraordinária de marlon brando.

  5. Lucas Says:

    Eu sempre gostei de Clemenza neste filme. Eu acho que Bruno Kirby não conseguiu fazer um Clemenza melhor que.. qual é o nome do ator que faz Clemenza neste filme?

  6. FREDO Corleone Says:

    O Michael é um cara legal. Meu irmão preferido

  7. Nora Rabello Says:

    Depois de ver o filme dezenas de vezes fiquei fascinada quando enxerguei o momento em que Michael percebe em si mesmo a força, a astúcia e a frieza necessárias para ser o verdadeiro herdeiro de seu pai. É na cena da porta do hospital, depois que os assassinos já se afastaram e o padeiro que o acompanha fazendo-se passar por guarda-costas, tenta acender um cigarro e não consegue porque suas mãos tremem demais. Então Michael toma dele o isqueiro e acende-o com eficiência e sem tremor. E aí para por um instante reflexivo olhando as próprias mãos. E é nesta hora que ele próprio entende quem ele é e do que é capaz. A partir desta cena ele muda, surge como o único que pode ocupar o lugar do seu pai num crescendo natural que só se encerra nas últimas cenas quando cercado pelos seus subordinados é reverenciado como o verdadeiro “Padrinho”.

  8. marcelo Says:

    O cinema, nos proximos 10 anos não produzira nada que seja sequer 60% de “O poderoso chefão”, não nesta maré baixa que vivemos na atualidade, mas um dia veremos uma nova era do cinema, eu acredito.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Marcelo,
      Acho difícil um filme superar “O Poderoso Chefão” um dia.
      Mas não acho que o cinema esteja em baixa. Todos os anos surgem grandes filmes por aí, é só procurar.
      Abraço.

  9. ERA UMA VEZ NA AMÉRICA (1984) « Cinema & Debate Says:

    […] e dos judeus com precisão, seguindo o padrão instituído no imaginário popular por “O Poderoso Chefão”. Nesta mesma linha, a fotografia de Tonino Delli Colli abusa do uso das sombras nos ambientes […]

  10. Raphael Parreira e Silva Says:

    Meu filme favorito…Uma obra-prima! Para mim,a melhor atuaçao da historia do cinema foi Marlon Brando vivendo Don Vito Corleone.

  11. DRÁCULA DE BRAM STOKER (1992) « Cinema & Debate Says:

    […] que ajudam a criar um visual marcante. Seja em filmes de época com grandes orçamentos como “O Poderoso Chefão” ou em filmes menores (mas nem por isso menos qualificados) como a pérola “A Conversação”, […]

  12. Janerson Says:

    Serei bastante sucinto: não há palavras para definir essa verdadeira obra-prima. E nem a aula de interpretação “oferecida” por Marlon Brando.
    Abraços, Roberto. Sempre escrevendo muito bem a respeito desses grandes filmes.

  13. Janerson Says:

    Serei bastante sucinto: não há palavras para definir essa verdadeira obra-prima. E nem a aula de interpretação “oferecida” por Marlon Brando.
    Abraços

  14. cross98 Says:

    Ontem , dia 5/4, eu finalmente comprei meu filme favorito , Forrest Gump , e o magnifico Box Poderoso Chefão , devo estar ficando maluco

    • Roberto Siqueira Says:

      Ótimas compras.
      Abraço.

    • cross98 Says:

      vou colocar o meu ponto de vista sobre os 2 primeiros (ainda não assisti o 3 , e nem to pensando em assistir). O 1° tem muitos momentos de tédio, mas há uma reviravolta, e deixa a outra metade do filme muito interessante, O Poderoso Chefão é um excelente filme, não arrisco dizer que é uma obra-prima, mas é excelente. Ja o 2°…, digamos que o roteiro é melhor , é mais bem atuado, não tem momentos chatos e só melhora, mas com um final ridiculo, mas mesmo assim o final não estraga o filme. 2 grandes filmes, embora prefira o 2°, reconheço e gosto do 1° filme. Abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      Mateus, quais os momentos de tédio do primeiro filme e porque o final do segundo é ridículo?
      Abraço.

    • Mateus Aquino Says:

      Acho o 1° muito mal montado, mesmo com a duração igual a de Coração Valente é mais chato, a metade de Poderoso Chefão 1 é muito parada, só a ação na segunda metade. O final de Poderoso Chefão 2 é sem sentido… a sei lá, não gostei do final do 2

    • Roberto Siqueira Says:

      Mateus,
      A montagem de “O Poderoso Chefão” é sensacional e o final do segundo filme é simplesmente espetacular.
      Abraço.

  15. Thiago Barrionuevo Says:

    Bom, eu sempre curti O Poderoso Chefão e desta última vez assisti com mais “olhar crítico”. Realmente ótimo em todos os aspectos. Difícil dizer quem é melhor: Al Pacino ou Marlon Brando?
    Sabe como sou fã de roteiros inteligentes e complexos, e este aqui, nem preciso comentar: É espetacular!!

    Pra assistir os outros 2, certamente assistirei esse novamente…

    • Roberto Siqueira Says:

      Difícil apontar o melhor. Assista logo os outros dois filmes pra gente poder comentar direito (você sabe como é o melhor jeito pra comentar né?. rs. Não vejo a hora de falar de cinema tomando aquela gelada com vocês novamente).
      Abraço.

  16. Cross98 Says:

    Filme dificil , olha é muito enrolado , mas quando chega na ação , é massa d+ , acho que a melhor parte é depois que o Vito Corleone morre (nao gostei muito dele, achei o outro mais legal)

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Mateus,
      Mais uma vez, acho que quando você rever o filme, daqui alguns anos, pode mudar sua opinião.
      Abraço.

  17. Porque “Coração Valente” é o filme mais importante da minha vida « Cinema & Debate Says:

    […] mas não permitem comparações com obras-primas como “2001, uma odisseia no espaço” ou “O Poderoso Chefão”, por exemplo). Após criar o Cinema & Debate e assistir/rever muitos destes grandes […]

  18. Bruno Nery Says:

    Simplesmente o MAIOR de todos os tempos! A atuação de Marlon Brando foi sublime neste filme, impecável. A trama toda decorre de uma maneira única na história do cinema. O cenário é perfeito, as cenas de mortes, o casamento, a morte de Sony, e principalmente a cabeça do cavalo na cama. Poucos filmes têm tantas cenas clássicas como The Godfather. E algo interessante que li numa crítica tempos atrás é que em toda cena em que aparece uma Tangerina (ou laranja) existiria o risco de morte. Porém não assisti ao filme depois de ler isto. Mas vale a pena rever, não é mesmo?

    E obrigado Roberto por nos proporcionar tão grandiosa crítica deste que é sem duvida a maior obra de Coppola! Abraços.

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pelo elogio Bruno, fico muito feliz!
      Vou reparar na próxima vez estas aparições da laranja.
      Um grande abraço.

  19. OS BONS COMPANHEIROS (1990) « Cinema & Debate Says:

    […] ao alertar Henry sobre os perigos do envolvimento com as drogas. Assim como Don Corleone em “O Poderoso Chefão”, ele sabia que aquilo poderia significar o começo do fim. Mas Tommy, Jimmy e Henry não lhe […]

  20. francisco Says:

    Filmes que causam grande impacto nos expectadores na primeira vez que é assistido tem centenas por aí, mas continuar causando impactos à cada revisão, não importando o tempo que passar…são muito poucos e nesse aspecto The Godfather é imbatível ! Concordo 100 % com sua análise, Roberto, principalmente no tocante à perfeição da obra como um todo, brilhante! Parabéns ! Um abraço !

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado Francisco.
      O Poderoso Chefão é certamente uma das obras mais importantes da história do cinema. Absolutamente perfeito.
      Grande abraço.

  21. APOCALYPSE NOW (1979) « Cinema & Debate Says:

    […] bastasse ter dirigido as obras-primas “O Poderoso Chefão” e “O Poderoso Chefão: Parte II”, o que já garantiu seu nome na história do cinema para […]

  22. Gabriel Says:

    Ja li varios comentarios sobre filmes. Mas todos eles falavam da historia do filme e diziam que tinham uma grande atuaçao de alguem e garnde direçao de outro
    Mas esse texto dissecou o meu filme preferido
    Falando de detalhes que passam despercebido aos olhos dos espectadores. Como direção de arte, fotografia.
    Você explicou porque o Coppola fez um grande trabalho, as movimentaçoes de camera
    Explicou porque gostou das atuaçoes
    Putz, cara ficou muito bom. E eu como fã de cinema tenho que agradecer.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Gabriel. Obrigado pelo gentil comentário e pela visita ao blog. Fico muito feliz e ainda mais motivado para seguir com minhas críticas. Seja bem vindo ao Cinema & Debate e volte sempre!
      Um grande abraço.

  23. Edson Fortini Says:

    Mto boa a crítica, parabéns!
    Até hj me arrependo de não ter assitido esse filme antes, ele é mto mais q um filme, creio q é inigualável e se ele é considerado um filme, sinto mais td q o cinema produzir pod ser chamado d qualque coisa menos d filme.

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pelo comentário Edson e seja bem-vindo ao Cinema & Debate. Trata-se de uma verdadeira obra-prima, realmente da maior qualidade e que marcou a história do cinema para sempre.
      Um abraço e volte sempre.

  24. Rafael Roan Says:

    Olá, não acredito que este magnifico texto ainda não tenha sido comentado.

    Essa foi a melhor resenha sobre o filme que já li. Abordou os melhores (na verdade quase todos) pontos do filme.

    Bem, palmas à quem escreveu este texto.

    • Roberto Siqueira Says:

      Muito obrigado Rafael! Fico extremamente feliz com o seu comentário. Comentários deste tipo só me dão mais disposição para continar escrevendo sobre esta paixão que tenho, que é o cinema. Agradeço pela visita e pelo comentário. Sinta-se à vontade para fazer críticas, sugestões e elogios sempre que quiser.
      Um abraço, seja bem-vindo ao Cinema & Debate e volte sempre.

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