O PODEROSO CHEFÃO – PARTE II (1974)

(The Godfather: Part II) 

5 Estrelas

 

Obra-Prima

Videoteca do Beto #10

Vencedores do Oscar #1974

Dirigido por Francis Ford Coppola.

Elenco: Al Pacino, Robert De Niro, Diane Keaton, Robert Duvall, John Cazale, Talia Shire, Lee Strasberg, Michael V. Gazzo, Morgana King, Gianni Russo, Abe Vigoda, G. D. Spradlin, Richard Bright, Gastone Moschin, Tom Rosqui, Bruno Kirby, Frank Sivero, Francesca De Sapio, Marianna Hill, Dominic Chianese, John Aprea, Giuseppe Silato, Mario Cotone, Harry Dean Stanton, Danny Aiello e James Caan. 

Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo. 

Produção: Francis Ford Coppola.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Se a primeira parte da trilogia O Poderoso Chefão destaca-se pelo roteiro incrivelmente coeso, que abrange uma gama enorme de personagens complexos e extremamente bem desenvolvidos, além da absoluta perfeição alcançada em todos os setores da obra, esta primorosa seqüência dirigida com muita competência por Francis Ford Coppola não fica nem um pouco atrás. Além de dar continuidade à maravilhosa trama do primeiro longa, o habilidoso trabalho de toda equipe ainda divide a narrativa em duas estórias paralelas e igualmente atraentes, sugando o espectador de forma inigualável para dentro do filme. O roteiro complexo e cheio de ramificações explora ainda mais o drama psicológico dos personagens e converge mais uma vez para um final perfeitamente bem realizado.

Após a morte de Don Vito Corleone, Michael (Al Pacino) resolveu eliminar de seu caminho todos os problemas pendentes, assassinando todos aqueles que poderiam gerar algum conflito com seus interesses. Decidido a entrar no ramo do entretenimento, ele instala seus negócios em Las Vegas e Havana, através da compra de luxuosos Hotéis e Cassinos. Só que na medida em que seus negócios evoluem e seu sucesso aumenta, ele vai perdendo lentamente o que mais tem valor em sua vida. Paralelamente, acompanhamos a trajetória de Vito Corleone (Robert De Niro), desde sua fuga da Sicília para Nova York até o nascimento de seu filho Michael e sua afirmação como o homem mais poderoso da máfia.

A estrutura narrativa é propositalmente semelhante nos dois filmes. Ambas começam com uma festa em que o líder da família se divide entre dar atenção aos convidados para manter as aparências e resolver os problemas de seu obscuro negócio em sua sala particular. Em seguida, um atentado ao chefe da família é o ponto de partida para uma enorme quantidade de conflitos que serão resolvidos simultaneamente em um terceiro ato maravilhoso e genial. O encontro acontecido em Cuba entre Hyman Roth (Lee Strasberg), Michael e as pessoas mais importantes da região também remete ao primeiro filme, lembrando o encontro dos líderes das famílias mafiosas em Nova York. A diferença aqui é que além da trajetória de domínio de Michael, podemos acompanhar também a chegada de Vito Corleone ainda jovem à Nova York. Desta forma, Coppola cria a oportunidade de mostrar paralelamente e de forma brilhante a vida de pai e filho na mesma época de suas vidas, porém em épocas distintas da sociedade. E é interessante observar que apesar de estarem na mesma idade, eles enfrentam problemas diferentes para manter a sua família. Vito tem sucesso, Michael não. A diferença de épocas fica clara no belo diálogo que Michael tem com sua mãe. Sua frase final (“Os tempos estão mudando”) demonstra sua preocupação com uma possível revolta de Kay (Diane Keaton), que efetivamente acontece depois. Outra novidade nesta segunda parte da trilogia é a ligação entre a trajetória dos Corleone e fatos históricos, como a revolução cubana. Pra finalizar, o excelente roteiro de Mario Puzo e Francis Ford Coppola mantém uma característica muito importante do primeiro filme: as frases marcantes. Para citar apenas duas, temos a frase emocionada de Michael para Fredo (John Cazale): “Eu sei que foi você, Fredo!” e a atordoante revelação de Kay para Michael: “Foi um aborto Michael!”.

A direção de Coppola mantém o nível de excelência do primeiro filme, conduzindo a complexa narrativa com extrema segurança e criando planos absolutamente geniais. Observe como ele cria lentamente a sensacional cena do ataque contra Michael. Após ver o desenho de seu filho, Michael conversa tranquilamente com Kay até que ela pergunta por que as cortinas estão abertas. É a chave para que o espectador pressinta o ataque iminente, sem muito tempo de reação para os personagens que se jogam no chão imediatamente, enquanto os tiros estraçalham o quarto. A habilidade do diretor para criar cenas marcantes é incrível. Se o primeiro filme tem um enorme festival de cenas inesquecíveis, a segunda parte mantém a tradição com louvor. Para citar algumas cenas maravilhosas, temos o ataque de Vito ao “Mão Negra” (Gastone Moschin), a festa inicial para o filho de Michael, o impressionante ataque contra Michael em sua casa seguido pela caça noturna aos atiradores, a chegada à Cuba e a explosão da revolução cubana, a impagável vingança de Vito em plena casa de Don Ciccio (Giuseppe Sillato), a realista e reveladora discussão entre Michael e Kay e a emblemática cena da morte de Fredo no barco, com Michael olhando pela janela.

Coppola também repete o excelente trabalho do primeiro filme na condução de atores, extraindo atuações magníficas do espetacular elenco. Robert De Niro e Al Pacino disputam acirradamente o respeitável posto de melhor atuação do filme. De Niro consegue tornar verossímil o seu jovem Vito Corleone, utilizando inclusive a voz rouca criada por Marlon Brando no primeiro filme. Observe sua reação na engraçada cena em que Don Roberto vem lhe dizer que além de não tirar um inquilino irá reduzir o preço do aluguel. Vito olha para o seu amigo duas vezes como forma de intimidar o cidadão e quando consegue o que queria ele diz “Grazie!” com uma cara cínica de quem já esperava por aquilo. Na cena em que Clemenza (Bruno Kirby) invade uma casa para roubar um tapete, ele pergunta “Essa casa é do seu amigo?” e ao ouvir a resposta, faz um movimento com os lábios típico de quem está impressionado e ao mesmo tempo duvidando da informação. Esta cena, aliás, é o ponto inicial para o envolvimento de Vito com o crime, já que ele quase presencia um assassinato. Na memorável cena da vingança na Itália, ele fica observando de longe, com a blusa no braço e um olhar sério de quem aguarda aquele momento há muitos anos. Quando Don Ciccio brinca com o nome dele, De Niro dá um sorrisinho cínico. Em seguida o homem pergunta o nome do pai dele e De Niro se aproxima e sussurra com a voz rouca “Antonio Andollini, e isto é pra você!” e esfaqueia o homem, saindo correndo em seguida. E finalmente, na maravilhosa cena do assassinato de Don Fanucci, ele é frio o suficiente para matar o homem e se livrar dos vestígios do crime, e De Niro é muito competente quando demonstra essa frieza de Vito, olhando para os lados antes de se jogar a arma fora e saindo naturalmente do local do crime para encontrar sua família. Al Pacino mais uma vez está perfeito como Michael Corleone. Sua transformação em relação ao primeiro filme é evidente. Firme, ele conduz com segurança os negócios da família, que em contrapartida vai se afastando cada vez mais dele, como fica evidente em seu retorno pra casa, quando vê o carrinho de seu filho atolado na neve e a casa vazia. Observe como na cena em que responde para o senador Pat Geary (G.D. Spradlin, brilhante neste embate com Pacino) “minha oferta é esta… nada!”, sua cadeira se move pra trás e pra frente demonstrando sutilmente sua inquietação e raiva. Quando Tom Hagen lhe conta sobre a perda de seu filho, ele respira fundo, muda de uma feição tranqüila para um rosto prestes a explodir, olha pra baixo, mexe com as mãos e finalmente pergunta “Era um menino?”. A resposta vaga de Tom é o estopim para a explosão de Michael que Pacino demonstra com maestria. Quando percebe que foi traído pelo irmão numa apresentação de dançarinas, seu olhar e respiração deixam claro para o espectador sua frustração. E finalmente, no enterro de Mama Corleone, ao abraçar seu irmão, ele olha para uma pessoa presente, e somente este olhar é o suficiente para mostrar que ele não perdoou Fredo. John Cazale é extremamente competente como Fredo, num papel que ganhou muita importância dentro da trama. Sua melhor cena é a discussão final com Michael, quando ele revela toda sua angústia e os motivos de sua traição. Cazale retrata com muita veracidade o sofrimento de Fredo, o irmão mais velho (e preterido) de Michael. Observe como ele altera a voz, olha para o alto, movimenta as mãos e se joga na cadeira ao discutir com o irmão, que se mantém imponente e firme na conversa. A composição visual dos dois no plano demonstra a diferença entre eles, já que Michael se mantém olhando por cima, enquanto Fredo está diminuído na cena.

Diane Keaton está ainda melhor como a amargurada Kay Adams, esposa do mafioso. Lentamente ela se afasta do violento marido e Keaton retrata esta gradual transformação com perfeição. Junto com Pacino, ela cria uma cena maravilhosa que evolui gradualmente para um final trágico na realista discussão dentro do Hotel. Primeiro Kay pede educadamente para que Rocco se retire. Repare que a feição de Keaton vai lentamente se alterando conforme ela vai contando seu plano de ir embora para Michael. Enquanto conversam, Pacino solta o colarinho e depois pega uma bebida. Quando ele grita que não vai permitir que ela vá embora e leve seus filhos, Keaton fixa o olhar no chão e diz “neste momento não sinto amor por você”. Pacino acende um cigarro e diz que eles vão juntos no outro dia. A explosão dela em cena é iminente. Ela range os dentes e Michael diz que sabe que ela o culpa por ter perdido o bebê e que eles vão ter outro filho. Ela olha para o alto, respira fundo e diz: “Michael, oh Michael, você está cego!”. Pacino, que estava tranqüilo e até demonstrando certa pena de sua esposa, começa a mudar seu comportamento. Então, com os olhos cheios de lágrimas, ela revela que não perdeu o bebê, e sim fez um aborto porque não quer continuar com esta relação. Pacino se transforma. Seus olhos arregalam, sua boca treme e sua respiração praticamente para. Ela continua falando e o tapa violentíssimo vem em seguida. Um show de interpretação da dupla, que marca o fim do relacionamento, como comprova a emblemática cena em que Michael fecha a porta na cara de Kay. O homem tranqüilo havia se transformado em um criminoso amargurado e frio. Talia Shire tem um desempenho muito bom como a renovada Connie. Ela se mostra uma mulher liberal, fumando e querendo viajar com o namorado. Superficialmente, ela demonstra ter superado a perda de seu marido, mas em seu coração ela nunca perdoou Michael pelo que ele fez, como fica evidente na conversa que eles têm no inicio do filme. Robert Duvall tem outra boa atuação como Tom Hagen, o paciente conselheiro da família, afastado por Michael em um momento estratégico da trama, mas de suma importância nos negócios da família. Podemos destacar ainda muitos atores do elenco de apoio, como Lee Strasberg fazendo o inteligente Hyman Roth, Michael V. Gazzo como o italianíssimo Frankie Pentangeli, G.D. Spradlin como o cínico senador Pat Geary e Bruno Kirby como o esperto jovem Clemenza.

O ritmo das duas narrativas paralelas é muito bem coordenado pela excelente montagem de Barry Malkin, Richard Marks e Peter Zinner, que cria grandes blocos narrativos em cada período, o que evita tirar o espectador da história constantemente. As transições entre os dois períodos distintos são sempre muito interessantes, como a seqüência que salta da imagem de Vito ainda criança para seu neto Antonio Corleone e a transição de Michael para Vito logo após o diálogo com Mama Corleone, num dos dois planos que Pacino e De Niro dividem no longa. Outra transição interessante corta de Vito e Michael na janela do trem para Mama Corleone morta, com Fredo e Connie aparecendo em seguida, lembrando o espectador que a única coisa que mantinha Fredo vivo era sua mãe. Agora Michael não tinha mais motivos para não matá-lo. A excelente fotografia de Gordon Willis volta com um tom ainda mais escuro e denso. Observe como ele mergulha metade do rosto de Michael e Connie por inteiro nas sombras na cena em que eles conversam sobre uma suposta viagem dela, deixando somente um ponto da tela (o ponto cego) com alguma luz. Outro exemplo é o olho de Vito completamente escondido nas sombras enquanto aguarda Fanucci no prédio. As inúmeras cenas noturnas colaboram com esta sensação de escuridão, como o ataque contra Michael ou o início da revolução cubana. Willis também é extremamente competente na divisão clara entre as duas narrativas, utilizando uma paleta grossa e cores opacas quando narra a vida de Vito, desde sua fuga da Itália até os seus primeiros anos em Nova York, retratando o ambiente hostil e a vida dura que ele tinha. Além disso, a imagem desgastada dá um ar mais antigo às cenas. Repare que a maravilhosa rua da feira livre destaca as cores verde, vermelho e amarelo, porém em um tom sem vida. Willis alterna para uma paleta mais limpa quando narra a vida de Michael, sem deixar de utilizar os ambientes escuros e sombrios nas duas situações. A trilha sonora cria simpáticas variações para a excelente música tema do primeiro filme, como na cena que Michael conversa com seu filho no quarto (onde as notas lembram canções de ninar para bebês) e quando Vito segura Michael no colo e diz que lhe ama muito, ao som da música tema tocada em um violão atrás dele. A maravilhosa Direção de Arte de Angelo P. Graham cria uma Nova York absolutamente incrível. Observe como a citada feira livre é extremamente detalhada, com barracas de frutas cobertas por toldos coloridos, comércio de animais, roupas penduradas nas janelas, sujeira nas ruas e carros da época. Os detalhes também estão presentes nas cidades de Havana, Miami e Las Vegas, dentro dos luxuosos hotéis perfeitamente decorados e nas agitadas ruas da capital cubana, recheadas de crianças pobres. Os figurinos desta vez ficaram sob a responsabilidade de Theadora Van Runkle, que mantém o estilo marcante do primeiro filme no visual dos gângsteres e capricha também no visual da trama paralela, com a típica roupa italiana de Vito Corleone completada pelo tradicional chapéu que Michael também utilizou no primeiro filme.

Assim como no maravilhoso “O Poderoso Chefão”, o terceiro ato de “O Poderoso Chefão – Parte II” também finaliza com perfeição a narrativa. A morte de Fredo acontece simultaneamente ao assassinato de Roth e a descoberta do suicídio de Pentangeli, eliminando mais uma vez os problemas pendentes de Michael. Só que desta vez ele vai refletir amargamente sobre o resultado de suas ações. Observe em particular a composição visual na cena da morte de Fredo. Primeiro Coppola mostra Fredo rezando enquanto Michael olha pela janela. Ao som do tiro, a câmera volta para o barco, agora só com o assassino sentado e os pássaros voando ao fundo. Michael, solitário na janela, chegara ao fundo do poço, sem sua mulher, sem seus filhos e assassinando o próprio irmão. Ao mostrar Michael pensativo e solitário na sala, Coppola salta para o passado, criando uma emblemática e bela cena final. Ao ver Carlo sendo apresentado à Connie, Michael revelando que iria para a marinha e Fredo, Sonny e Tom conversando na mesa, a reflexão que fazemos é como aquele homem tranqüilo se transformou naquele monstro ao final do segundo filme. Pensamos também como aquela família conseguiu cair em tamanha decadência. Com a chegada de Don Vito, Michael fica sozinho na cozinha, assim como está no presente. Só que agora ele está solitário e desolado, pois venceu todos os inimigos, mas perdeu tudo que ele amava, ou seja, a família.

Trabalhando de forma ainda mais intensa o drama psicológico de seus personagens, “O Poderoso Chefão – Parte II” consegue a proeza de ser ainda mais complexo narrativamente que o primeiro filme. A incrível decadência de um homem poderoso e o resultado desastroso de seus atos torna esta segunda parte da saga ainda mais pesada e sombria. Contando novamente com competência na direção, roteiro, atuações e toda a parte técnica, reafirma a excelência do trabalho de Coppola, Puzo, Willis e companhia e garante um lugar eterno no coração daqueles que realmente gostam de cinema. Obra-prima.

 

Texto publicado em 02 de Setembro de 2009 por Roberto Siqueira

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49 Respostas to “O PODEROSO CHEFÃO – PARTE II (1974)”

  1. eliascliraElias Says:

    Os filmes I e II são Obras Primas inimagináveis. Uma cena maravilhosa do John Cazale – Fredo é quando atiram no Vito Corleone na banca de frutas. O patético Fredo tentando atirar e depois sentando desolado no meio fio é impagável.

  2. Fábio Ribeiro Says:

    Prezado Roberto. Minhas saudações, escreveu uma excelente crítica. Apenas chamo-lhe a atenção no sentido de melhorá-la ainda mais: você usou por duas vezes o vocábulo “eminente” (ilustre), quando deveria usar “iminente” (prestes a ocorrer). Um grande abraço. Fábio.

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pela observação Fábio, tem razão. Já corrigi o texto.

      Grande abraço.

  3. Ju Santos Says:

    Creio que, na minha humilde opinião, quem não concordou com o desenrolar das ações de Michael Corleone é porque não entendeu a premissa dramática do filme e necessidade dramática do personagem. Para que o paradigma do filme fosse respeitado o personagem do Al Pacino precisava manter tais ações para que tivessem coesão com os fatos antecessores. Ninguém acha certo matar um irmão, todo mundo concorda que o correto é perdoar, mas se esquecermos nossa visão moral, concordaremos que devido a trajetória de Michael as ações e seus fim são o que dão veracidade e profundidade a história. Isto fica bem claro na patê III da trilogia.
    Quero também corroborar com os comentários sobre a crescente na atuação de Al Pacino (meu ator preferido) e a mudança da personalidade de Michael desde o início do primeiro filme até seu decadente fim no segundo filme.
    Minhas duas cenas favoritas da parte 2 é quando ele descobri que Fredo mentiu para ele e a sequência quando os dois se abraçam desejando feliz ano nuevo e Michael o beija com raiva na boca e diz: I Know It Was You Fredo! You Broke My Heart, You Broke My Heart!
    Eu repito esta cena milhares de vezes, eu adoro observar as expressões faciais de John Cazale e a intensidade de como Al Pacino beija, segura,sacode e fala com Cazale no decorrer da cena.
    Para terminar meu livro quero dar os parabéns a crítica escrita por Roberto Siqueira, simplesmente perfeita.

  4. Lucas Says:

    Eu gostei do filme, mas senti falta de personagens como Clemenza ao lado de Michael. Não fiquei apaixonado pela interpretação de Bruno Kirby como Clemenza. Mesmo assim o filme é uma obra-prima

  5. Vito Corleone Says:

    Eu fiquei muito assustado durante a discussão entre Kay e Michael no hotel, mas achei a atuação de Pacino e de Keaton impressionante.

  6. FOGO CONTRA FOGO (1995) | Cinema & Debate Says:

    […] eles jamais tinham dividido um plano sequer, a não ser numa rápida transição de planos em “O Poderoso Chefão – Parte II”. Por isso, você pode imaginar qual era a expectativa para finalmente vê-los atuando juntos no […]

  7. OTAVIO SOARES Says:

    OBRA PRIMA!!! INCRIVEL E INESQUECIVEL ATUAÇÃO DE AL PACINO, NOTASE COMO SEU PERSONAGEM VAI SE TRANSFORMANDO DO PRIMEIRO AO SEGUNDO LONGA, PENA QUE Ñ VEMOS MAIS OBRAS ASSIM!!

    • Roberto Siqueira Says:

      Uma obra-prima inesquecível mesmo Otavio.
      Obrigado pelo comentário e volte sempre.

  8. simao Says:

    Entrei pelo celular no seu blog, porque tenho a trilogia e gosto muito nunca assisti filme tão impressionante como esses mais assisti mais como um torcedor pelos personagens do tipo saudade do vito e seu estilo marcante de falar e balançar a cabeça, a disputa pelo poder nas ruas da cidade antiga, eu ainda não entendo tudo e sempre assisto e procuro prestar bastante atenção nas cenas onde tem fala da língua siciliana ou italiana desculpe minha ignorância não aprecio filmes tenho que olhar muito e ver o que ele pode me passar, mais essa trilogia é fantástica, deliciosa, gosto de cenas com Roth e seu jeito de falar, mais eu quero mesmo entender o que afinal o clemenza e o vito combinam quando tem que pagar um dinheiro pro cara de branco que o vito mata, mais eu admiro e vejo sempre, não gostei muito do terceiro, mais acho que foi porque queria que o matador não conseguisse matar Michael. Olha vou para por aqui gostei do que li como disse entrei por pesquise pra saber o significado ou o se falava em algumas cenas em outro idioma, mais foi uma visita bem sucedida

  9. le2bpm@hotmail.com Says:

    Adorei os filmes e o livro.
    Quero apenas fazer um comentário, como Michael Corleone ficou uma pessoa fria e calculista. Esperou a mãe morrer para mandar matar o irmão, depois de tanto tempo, e o pior foi aquele abraço falso. Na cena deu deu para perceber que Fredo estava completamente arrependido e queria muito o perdão do irmão (quando aperta firme seu braço em volta do irmão) e Michael apenas olha para outra pessoa monstrando destino de Fredo era a morte.

  10. Mateus Aquino Says:

    O final é aberto demais, e eu achei muito sem sentido, sem dar um fim de verdade no filme

  11. Davi Says:

    A cena mais marcante do filme, pelo menos para mim, é a da discussão entre Michael e Fredo, precisamente na parte do: “You´re nothing to me now[…]”
    Uma frase que explica muito bem o que o Michael havia se tornado.
    Lembrando que a “decadência” citada é na “pessoal física”, na “jurídica” o Michael estava se tornando cada mais poderoso.
    []’s

  12. Anônimo Says:

    Acabei de assistir toda trilogia neste sábado.
    Sempre gostei de acompanhar os grandes filmes que todos admiram como clássicos.
    Só que a trilogia O Poderoso Chefão vai além… É fantástica, intrigante e bela. Uma das melhores sequencias de filmes que já assisti, se não for, com certeza, a melhor.
    Este final de semana foi especial…

    • Roberto Siqueira Says:

      Com certeza, este é um momento especial na vida de qualquer cinéfilo. Uma trilogia impecável.
      Abraço.

  13. Cross98 Says:

    Consegue ser melhor , muito melhor que o primeiro

  14. Thiago Melo Says:

    Não há com não comentar ,crítica perfeita , foi muito bom ter lido.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Thiago,
      Muito obrigado pelo comentário e pelo elogio. Fico muito feliz!
      Um grande abraço.

  15. Sandro Dantas Says:

    Li tudo sim. Assisti o filme esses dias. Procurei no google “Michael mata Fredo por que?” e cai aqui.

    Muito bom texto, decifra bem o filme.

    Mas realmente achei muita crueldade matar o Fredo, acho que não precisava disso, ainda mais logo depois dele dizer que ia ensinar o pequeno Tony a pescar. Rezando.

    Acho que este filme mostrou os dois pontos: a construção de um herói, Vito e de um vilão, Michael. Pois no final, acabamos ficando com raiva de Michael. Ele se torna aqueles típicos vilões de filmes de ação. Muito cruel. Vito era frio, mas não cruel.

    Entenda que não estou criticando o filme, pelo contrário. É difícil ver filmes que tem como personagem principal um vilão cruel.

    Preciso assistir o três agora, está em casa.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Sandro,
      Obrigado pelo comentário. Após assistir o terceiro filme, poderemos debater com mais propriedade sobre o excelente personagem que é Michael Corleone.
      Abraço.

  16. Imagens: O Poderoso Chefão – Parte II (1974) « Cinema & Debate Says:

    […] Seguindo o projeto de atualização das críticas com imagens, chegou à vez da crítica de O Poderoso Chefão – Parte II (1974) ser devidamente ilustrada. Vale lembrar que o texto permanece o mesmo do dia de […]

  17. Rafaela Says:

    Não tive preguiça de ler e não me arrependi! Muito bom texto e adorei os detalhes que você mostrou de algumas cenas. Realmente o filme é uma obra-prima.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Rafaela.
      Muito obrigado pelo elogio.
      Seja bem vinda ao Cinema & Debate e volte sempre.

  18. APOCALYPSE NOW (1979) « Cinema & Debate Says:

    […] bastasse ter dirigido as obras-primas “O Poderoso Chefão” e “O Poderoso Chefão: Parte II”, o que já garantiu seu nome na história do cinema para sempre, Francis Ford Coppola ainda […]

  19. Pedro Says:

    Cara suas críticas são as melhores que eu já li

  20. Vane Says:

    Nao li tb, mas adoro o Coppola! Aprendi mais sobre ele no Ingles!! Bem legal!!!
    Ahh! Aproveitando Bé, add meu blog aí!! E passa lá de vez em qdo!!

    http://borbolletra.wordpress.com/

    Bejo!!

    • Roberto Siqueira Says:

      Vãn, veja a obra do Coppola (os três filmes do Chefão principalmente). É um aula de cinema. Vale a pena!
      Está adicionado.
      Beijo e volte mais vezes ao blog.

  21. Mandy Intelecto Says:

    Não li, mas isso não é uma critica…é um livrooooo!!!! Rs*

    • Roberto Siqueira Says:

      Filme muito bom dá inspiração para escrever. rs Mas é bom, é um estímulo a leitura também! rs
      Bom, pelo menos você eu sei que não vai ligar de ler, você adora livros… rsrs
      Valeu pelo comment!

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