Perda Total

Infelizmente, chegou hoje o laudo técnico dos meus aparelhos atingidos recentemente e o resultado é impiedoso: perda total.

Como nosso país é extremamente burocrático, mesmo dentro do período de garantia estendida ainda terei que esperar mais algumas semanas para poder voltar a assistir filmes em Blu-ray e com o poderoso som do home theater.

Até lá, vou me divertindo com o único DVD Player que sobreviveu ao trágico evento, mas não me sinto à vontade para escrever críticas da Videoteca do Beto e/ou criar semanas especiais nestas condições.

Estou sem idéias, algo que me incomoda bastante. Talvez passe a divulgar pequenos textos no “Ilha de Lost” sobre os filmes que estou assistindo para preencher o tempo até a volta das condições normais. Mas, no fundo, não vejo à hora de resolver tudo isto e voltar com força total ao ritmo normal deste site.

Espero que vocês leitores compreendam, pois certamente este é o momento mais difícil da curta história do Cinema & Debate.

Um grande abraço e até breve.

Texto publicado em 18 de Abril de 2012 por Roberto Siqueira

Férias forçadas

Olá pessoal,

Devido aos problemas já mencionados aqui, estou impedido de publicar novas críticas e até mesmo de assistir filmes em blu-ray por tempo indeterminado. Entretanto, tudo indica que na próxima semana minha vida voltará ao normal e, com um pouco de sorte e muita dedicação, poderei voltar a divulgar críticas já no próximo domingo.

Neste momento, só me resta torcer e esperar.

Um abraço.

Texto publicado em 12 de Abril de 2012 por Roberto Siqueira

Raios!

Olá pessoal,

Pedi ajuda para minha amiga Amanda para dizer que infelizmente estou “ilhado virtualmente” nos últimos dias por causa de problemas em minha rede elétrica que me deixaram sem acesso a internet por tempo indeterminado. Por isso, não posso divulgar textos que já estão prontos, mas continuo trabalhando em novas críticas.

Espero solucionar este problema em breve para voltar com força total.

Um abraço e até breve.

Texto publicado em 15 de Março de 2012 por Roberto Siqueira

O adeus de São Marcos: para o jogador, nasce a lenda

Entre 1998 e 2002 eu provavelmente vivi o período de maior fanatismo pelo futebol da minha vida. Vi meu time dominar a América, chegando a cinco finais continentais entre 1998 e 2000, e cair vertiginosamente de uma hora pra outra; acompanhei a seleção de Felipão ganhando nossa quinta estrela no Japão; assisti a maioria dos campeonatos europeus da época e me apaixonei definitivamente pela Uefa Champions League; e, finalmente, vi um goleiro fazer coisas impossíveis, com atuações diferenciadas e defesas que eu jamais tinha visto igual – e que poucas vezes voltei a ver depois disto. Este goleiro, obviamente, era Marcos.

Era ele, “São Marcos”, que me permitia gritar pelos cantos da casa em cada grande defesa e nas históricas decisões por pênaltis na Libertadores (em nove disputas com ele, o Palmeiras venceu sete). Foi ele também que fez a defesa mais marcante das ultimas décadas, no famoso pênalti defendido contra o Corinthians, em chute de Marcelinho Carioca. Também contra o Corinthians, um ano antes, Marcos assumiria o lugar do machucado Velloso e brilharia naquela que considero a maior atuação que já vi de um goleiro, seguindo com atuações fantásticas até a conquista da Libertadores – aliás, Marcos foi o primeiro goleiro da história a vencer o prêmio de melhor jogador da competição. São Marcos, vale lembrar, também nos permitiu vibrar com os gols de Ronaldo na decisão da Copa, afinal, o que ele fez contra a Bélgica nas oitavas-de-final foi algo que poucos goleiros fariam e só por isso conseguimos chegar àquela final. E na própria decisão, Marcos impediu que a Alemanha saísse na frente no chute de Neuville, em outro milagre que entrou para a história. E mesmo depois de brilhar tanto, ele voltou para o Palmeiras, caiu para a segunda divisão e ficou no time até voltar para a elite, no ano seguinte. Mais do que isto, ficou até encerrar, no último dia 04 de Janeiro, sua gloriosa carreira.

Como é que é? É meu amigo (como diria Galvão Bueno), este dia chegou. E talvez por não acreditar no que estava vendo mesmo com tantos indícios de que Marcos pararia, eu não consegui escrever nada a respeito. Pode ser que, inconscientemente, eu precisava vê-lo falando para acreditar – e não ouvir a notícia através de outra pessoa. Mas hoje ele falou. Chorou, emocionou e confirmou a notícia mais triste que a torcida do Palmeiras, tão sofrida nos últimos anos, poderia esperar. São Marcos de Palestra Itália parou de jogar.

Sendo assim, mesmo com uma semana de atraso, eu finalmente criei coragem de expressar em palavras o que senti na última quarta-feira, ao ver o anúncio da aposentadoria do único jogador que mereceu ser chamado de ídolo em minha geração (único? OK, Rogério Ceni também merece). Sim, porque tivemos muitos bons jogadores, alguns craques e poucos gênios, mas nenhum jogador nas últimas décadas foi tão especial como Marcos. Ao ver aquele anúncio, senti uma tristeza tão grande, um vazio enorme ao pensar que jamais veria um jogo do Palmeiras com Marcos no gol novamente. Uma fase marcante da minha vida passava a viver apenas em vídeos do Youtube e livros de história. Ver Marcos parando significa romper de vez com uma época em que eu ia aos estádios e curtia o futebol de verdade, ao lado dos meus amigos e da minha família. Posso até voltar a amar o futebol como antes, mas certamente a magia daquela época deixou minha vida no momento em que Marcos deixou os gramados.

Li muita coisa boa por aí (deixei alguns links no final do post), me emocionei com muitos textos e me senti incapaz de escrever algo sobre meu único (na falta de outra palavra mais adequada) “ídolo” no futebol. E mesmo hoje, quando me sinto mais preparado para tal tarefa, são tantas as lembranças e fatos que tenho na memória que nenhum texto do mundo refletirá o que penso e sinto.

Deixemos de lado a parte técnica para evitar polêmicas (até porque, pouco importa neste momento). Basta uma olhada rápida pelos sites especializados para constatar que torcedores do São Paulo consideram Rogério Ceni o melhor de sua geração e a esmagadora maioria de torcedores/jornalistas de outros times concorda com os palmeirenses e considera Marcos o melhor (Taffarel também é bem lembrado, mas é de uma geração anterior). Como sou palmeirense, é óbvio que considero Marcos o melhor de seu tempo (entre 1999 e 2002 Marcos fez o impossível no gol do Palmeiras e da seleção brasileira), mas respeito à importância e a qualidade de Rogério Ceni (agora, o ultimo representante do praticamente extinto termo “amor à camisa”), assim como respeito outros grandes goleiros como Dida, Taffarel e os estrangeiros Preud’homme, Buffon, Oliver Kahn e Schmeichel.

Mas se debaixo do gol todos eram muito bons, Marcos se diferenciava mesmo fora das quatro linhas. E não apenas deles, mas de todos os outros jogadores de sua geração, incluindo aí alguns que eu admiro muito como Romário, Ronaldo e Rivaldo (aliás, ver esta geração especial deixando os gramados sem reposição à altura comprova a melancólica queda de qualidade do nosso futebol, que, aparentemente, dependerá de Neymar e Ganso por muito tempo). Marcos era diferente porque falava a linguagem da arquibancada, não dava entrevistas burocráticas e sempre externava o que pensava. Era um homem do povo, o torcedor que virou jogador. Falava e agia sempre com o coração, rendia ótimas entrevistas e matérias e, mesmo nas crises, espalhava carisma por onde passava. Por isso, recebeu lindas homenagens em diversos sites e blogs espalhados pela internet e até mesmo nos sites oficiais dos grandes rivais.

Com sua aposentadoria, o torcedor do Palmeiras fica órfão de ídolos, mas ele não está só. A imprensa está mais triste. Os jogadores estão mais tristes. Até mesmo as torcidas de outros times estão mais tristes. Enfim, o futebol brasileiro está mais triste. Quanto a mim, é triste pensar que não ouvirei mais os narradores anunciarem Marcos como goleiro do Palmeiras e nem verei mais suas incríveis defesas, mas pelo menos carregarei eternamente na memória suas atuações, desde o primeiro dia em que o vi jogar no estádio, num Palmeiras x Botafogo/RP em 1996, quando, ao lado do meu pai e do meu primo Thiago, vi Marcos defender um pênalti, provavelmente o primeiro de tantos que ele defendeu (vale lembrar que ele era o goleiro em atividade no Brasil que mais defendeu pênaltis na carreira).

Vi Marcos se tornar “Santo” nas partidas contra o Corinthians na Libertadores, vi ele falhar em Tóquio e ser recebido de braços abertos pela torcida no aeroporto, vi ele brilhar no penta da seleção e voltar para disputar a série B pelo meu time, recusando os milhões de euros oferecidos pelo Arsenal. E, infelizmente, vi Marcos agüentar firme por muitos anos num Palmeiras que sequer chega perto dos dias gloriosos. Por isso, posso me orgulhar de ter visto, além de um excepcional goleiro, um dos últimos representantes do futebol romântico – e será um prazer contar estas histórias para o meu filho no futuro. Marcos parou, Rogério deve parar em breve, e então o futebol terá perdido de vez suas últimas referências de uma época que eu sequer vivi, mas que posso imaginar o quanto era boa graças a estes dois.

Marcos ganhou tudo na carreira, mas sua principal conquista veio de fora dos gramados: poucos jogadores na história conseguiram ser tão respeitados e admirados pela imprensa e por todas as torcidas como ele foi.

Agradeço a São Marcos por cada defesa dentro de campo, mas, especialmente, por seu comportamento fora dele. Valeu Marcão! Você jamais será esquecido. Foi muito bom ter um jogador como você vestindo a camisa do meu time. Poucas torcidas podem se orgulhar assim!

De um palmeirense momentaneamente triste, mas eternamente grato.

MUITO OBRIGADO!

PS: Outros excelentes textos sobre a despedida do mito São Marcos nos blogs do PVC, Mauro Cezar, André Kfouri, Esporte Interativo, Clic+, Terra, Globo Esporte e até no site da FIFA. Veja também as notas oficiais nos sites de Corinthians e São Paulo.

Texto publicado em 11 de Janeiro de 2012 por Roberto Siqueira

Feliz Ano Novo!

Desejo a todos vocês um feliz 2012, repleto de saúde e paz!

See you…

Texto publicado em 31 de Dezembro de 2011 por Roberto Siqueira

Feliz Natal!

Desejo a todos um feliz natal e, principalmente, que tenham sempre pessoas especiais para curtir cada momento marcante como a noite de hoje.

FELIZ NATAL!

PS: Deixo a dica de dois vídeos interessantes sobre o Natal, aqui e aqui.

Feliz Natal!

Texto publicado em 24 de Dezembro de 2011 por Roberto Siqueira

Em breve…

Olá pessoal,

Sei que estou em dívida com vocês e esta situação já se arrasta por alguns meses. Na verdade, depois que ganhei os ingressos para o Rock in Rio, meu ritmo de divulgação de posts diminuiu bastante, por razões que já expliquei anteriormente. A boa notícia é que no último mês eu consegui retomar o ritmo pelo menos no que se refere aos filmes assistidos.

O reflexo disto vocês verão em breve, provavelmente já à partir do próximo domingo, quando devo divulgar a próxima semana especial (que vocês podem imaginar qual é pelo filme em cartaz na página principal). Em seguida, devemos ter a volta da Videoteca com o ano de 1995. Aprendi que é melhor não prometer nada do que prometer e não cumprir. Mas espero conseguir cumprir este planejamento.

Enquanto isto, deixo vocês com a dica de um ótimo texto sobre “Friends”, escrito por meu primo Thiago. Voltei a assistir a série recentemente junto com a Dri (como sabem, ganhei a coleção completa no dia dos pais), alguns anos após acompanhar cada episódio pela TV a cabo. E mesmo na segunda visita, a série continua engraçada e empolgante, o que só comprova sua qualidade. Está sendo muito bom rever “Friends” junto com a Dri e esta é apenas mais uma razão para a diminuição dos posts por aqui.

Mas esta fase está chegando ao fim, por isso, só peço que tenham paciência. Você, leitor, continua sendo a prioridade aqui no Cinema & Debate.

Um grande abraço e até breve.

Texto publicado em 13 de Novembro de 2011 por Roberto Siqueira

Libertadores

Pra variar, um pitaco sobre futebol em época de Libertadores.

Já questionei inúmeras vezes a superioridade do chamado “melhor futebol do mundo”. Considero o futebol brasileiro “um dos” melhores praticados no planeta, mas discordo totalmente da superioridade pregada por torcedores e jornalistas ao longo dos anos. Superioridade tem os EUA no basquete e ponto final. Até mesmo no vôlei temos mais condições de nos considerar melhores que no futebol atualmente.

E se nas seleções este domínio já foi colocado em xeque nos últimos anos, é nos clubes que isto fica ainda mais evidente, quando ficamos perplexos com “miercollazos” da vida, como na quarta-feira histórica em que fomos eliminados, quase que ao mesmo tempo, por uruguaios, paraguaios, chilenos e colombianos na Copa Libertadores.

Dito isto, volto a repetir que considero nosso futebol muito forte, só não acho que somos tão superiores aos outros. Nas seleções, temos a forte concorrência do sempre eficiente futebol alemão, da nova força mundial Espanha, além das tradicionais Itália (hoje em baixa), França (em recuperação) e Argentina (sempre perigosa). Nos clubes, nossa “superioridade” é ainda mais questionável, tendo em vista que nos últimos 10 anos ganhamos apenas 3 Copas Libertadores, contra 4 títulos argentinos – Equador, Paraguai e Colômbia ganharam uma vez cada. Somos bons, mas existem muitas equipes boas espalhadas pela América do Sul (e não é surpresa que muitos dos grandes nomes do futebol brasileiro hoje sejam estrangeiros, como Conca, Montillo e Valdívia, além dos recentes sucessos de Tevez e Petkovic, pra citar apenas alguns deles).

A Copa Libertadores é uma competição diferente, onde não apenas a técnica leva ao título, mas também a tradição, o espírito de luta (a famosa garra) e, obviamente, a disciplina tática das equipes.

Por tudo isso, acredito que neste ano temos um forte candidato a manter a taça em nosso país, já que o Santos de Muricy conta com muito talento (Neymar é craque, Ganso também), mas também sabe portar-se taticamente e jogar pelo resultado.

Por outro lado, acompanhei algumas partidas do Velez e fiquei bastante impressionado com a qualidade da equipe argentina, nem tanto tecnicamente, mas pelo jogo coletivo de excelente qualidade. A vitória sobre o Libertad mostrou uma consistência impressionante no meio campo formado por Razzotti, Alvarez, Fernández e Zapata, com Moralez fazendo o papel do “enganche” na articulação das jogadas para o matador “el tanque” Santiago Silva.

Sei que posso quebrar a cara novamente ao arriscar prever resultados, mas arrisco dizer que a final será entre Santos e Velez, por mais que Cerro e, principalmente, Peñarol também tenham camisas tradicionais e possam complicar.

E aí, na final, não arrisco mais nada. Só torço por dois bons jogos. E se esta for a final, com certeza veremos o que de melhor temos na América do Sul hoje.

E você, o que acha do futebol brasileiro atualmente e que times gostaria de ver na final da Copa Libertadores?

Um abraço.

Santos de Neymar X Velez de Moralez: a grande final?

Texto publicado em 23 de Maio de 2011 por Roberto Siqueira

De Volta

Olá leitor do Cinema & Debate, estamos de volta!

As últimas semanas foram muito complicadas para o site. Primeiro, tive sérios problemas com meu computador, que dificultaram o trabalho e a divulgação de críticas. Depois, foi a vez da internet me abandonar de vez, o que me levou a finalmente entregar minha estação de trabalho para conserto. Mas, se por um lado esta pausa prejudicou o bom ritmo do C&D em 2011, por outro serviu para que eu recarregasse minhas baterias, para poder voltar com gás total.

As primeiras semanas ainda serão complicadas, pois tenho que reorganizar minha máquina, reinstalar programas importantes e conferir se tudo está funcionando corretamente. Mas, em breve vocês podem esperar posts com uma freqüência maior do que o normal, para compensar este período de escassez.

Espero contar com a compreensão de todos e, se serve de alguma coisa, adianto que tenho 15 críticas prontas para divulgar, fruto do meu trabalho neste período. Além disso, tenho também uma semana especial praticamente pronta, que homenageará um dos grandes diretores da história do cinema.

Agradeço a você leitor que se manteve fiel ao site mesmo nesta época difícil.

Um grande abraço e um feliz dia das mães!

Texto publicado em 08 de Maio de 2011 por Roberto Siqueira

Feliz 2011!

Obrigado por nos acompanhar neste ano e feliz 2011!