OSCAR 1991: DANÇA COM LOBOS X OS BONS COMPANHEIROS

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1990 (Premiação em 1991). A safra de 1990 conta com pelo menos três grandes produções de excelente qualidade, que debateremos mais abaixo, além de bons filmes como “Tempo de Despertar” e “Louca Obsessão”. Além destes filmes, tivemos ainda os sucessos “Uma Linda Mulher” e “Ghost – Do outro lado da vida” (o primeiro eu gosto, o segundo acho razoável), que mexeram com os corações femininos de maneiras diferentes.

Mas os grandes destaques do ano foram mesmo o capítulo final da saga dos Corleone, “O Poderoso Chefão – Parte III”, o excelente “Os Bons Companheiros”, de Scorsese, e o belíssimo “Dança com Lobos”, que marcou o auge da ascendente carreira de Kevin Costner na época (depois, ele cairia vertiginosamente no ostracismo). Entre estes três ótimos filmes, é difícil escolher apenas um, mas como não posso ficar em cima do muro, votaria em “Dança com Lobos”, mais até por empatia com o tema (assim como aconteceu com “Na Natureza Selvagem”), já que gosto muito da trajetória de mudança e descoberta de John Dunbar.

Porque “Dança com Lobos” é melhor?

Dizer que “Dança com Lobos” é melhor talvez não seja o termo correto. Posso dizer que é o meu preferido, por causa de minha citada empatia com o tema, das lindas cenas do homem perdido em meio a tanta beleza, da lenta descoberta de sua verdadeira identidade, etc. Além disso, Costner conduz a narrativa com perfeição, nos permitindo desfrutar, graças ao ritmo lento do longa, cada minuto daquela jornada, descobrindo e apreciando junto com Dunbar cada detalhe deste novo mundo que se abre. Obviamente, seria perfeitamente aceitável uma vitória de “O Poderoso Chefão – Parte III”, sem dúvida um excelente filme, assim como “Os Bons Companheiros” poderia tranqüilamente ter corrigido a injusta derrota de Scorsese em 1981, por “Touro Indomável”. Mas confesso que concordo com a decisão da Academia e, mais do que isso, fico feliz que um filme sensível e belo como “Dança com Lobos” seja reconhecido. Como escrevi em minha crítica, Costner pode ter feito muita besteira, especialmente de 1995 pra cá, mas certamente este momento justificou a carreira dele.

E pra você, qual o melhor filme de 1990 e por quê?

Um abraço e bom debate.

PS: Para ver Costner vencendo o Oscar de Direção, clique aqui. Para ver o anúncio do vencedor de melhor filme, clique aqui.

Texto publicado em 14 de Dezembro de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 2010: GUERRA AO TERROR X AVATAR

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, decidi incluir um ano intruso na seqüência que vinha adotando e falar da premiação deste ano. O Oscar 2010, o primeiro em muitos anos com dez indicados ao prêmio de melhor filme, tinha pelo menos três filmes sensacionais concorrendo ao prêmio, além do eficiente “Amor sem Escalas” estrelado por George Clooney. Obviamente, estou me referindo à “Guerra ao Terror”, “Avatar” e ao excepcional “Bastardos Inglórios”, dirigido por Tarantino. De cara, vou excluir o longa estrelado por Brad Pitt da briga, por mais que uma eventual vitória de “Bastardos Inglórios” no Oscar tivesse me deixado igualmente feliz. Portanto, vou me concentrar nas diferenças que me fizeram optar por “Guerra ao Terror”, assim como fez a Academia.

Porque “Guerra ao Terror” é melhor?

“Avatar” marcou a história do cinema e isto é fato. Cameron, com sua imensa habilidade como diretor, utilizou a tecnologia de maneira mais que eficiente para narrar uma história interessante, porém já apresentada anteriormente no cinema em filmes como o deslumbrante “Dança com Lobos”. Mas os aspectos positivos do longa superam este pequeno detalhe, o que justifica todos os merecidos elogios que recebeu. “Avatar” aponta um caminho que o cinema deve seguir, utilizando tecnologias como o 3D para voltar a ter grande apelo junto ao público. Por outro lado, o longa dirigido por Bigelow também aponta para uma direção que poderá ser seguida pelo cinema futuramente, ao utilizar a câmera de mão e a ausência do som para integrar o espectador à narrativa de maneira única, elevando a tensão a níveis insuportáveis e conferindo extremo realismo às cenas. A história, assim como “Avatar”, não é nada revolucionária, mas também como no filme de Cameron, é contada com estilo e agrada. Portanto, minha decisão se deve pura e simplesmente por entender que o realismo é ainda mais interessante que os belíssimos efeitos visuais de “Avatar”, ainda que estes, quando utilizados de maneira orgânica como no filme de Cameron, sempre sejam interessantes. Poucas vezes fiquei tão em cima do muro, ainda mais num ano que tinha o também excepcional “Bastardos Inglórios”, mas por razões puramente estéticas, escolho “Guerra ao Terror”.

E pra você, qual o melhor filme de 2010 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 12 de Setembro de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 1990: CONDUZINDO MISS DAISY X CAMPO DOS SONHOS

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 1989 (Premiação em 1990). Mas antes, vale um aviso: pela seqüência que eu vinha adotando, o próximo ano deveria ser 2000 (Premiação em 2001), mas resolvei aproveitar que acabei de assistir os filmes de 1989 para escrever críticas da Videoteca do Beto e inverti a ordem. De agora em diante, vou escrever sempre que terminar um ano na Videoteca, pois os filmes estarão mais “frescos” na memória e isto poderá ajudar a melhorar o texto e os argumentos. Dito tudo isto, vamos lá. O ano de 1989 apresentou uma boa safra de filmes, com destaque especial para os sucessos “De Volta para o Futuro II”, “Indiana Jones e a Última Cruzada” e “Máquina Mortífera 2”, todos seqüências de filmes bem sucedidos que conseguiram manter o nível dos longas anteriores. Também merecem ser citados o emocionante “Sociedade dos Poetas Mortos” e o bom “Nascido em 4 de Julho”, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Oliver Stone. E finalmente, não posso deixar de mencionar o vencedor do Oscar daquele ano, o singelo e eficiente “Conduzindo Miss Daisy”. Mas apesar de todos estes bons filmes, afirmo tranqüilamente que o melhor longa de 1989 é o emocionante “Campo dos Sonhos”.

Porque “Campo dos Sonhos” é melhor?

O cinema pode provocar diversas reações nos espectadores, nos fazendo pensar, refletir sobre o que vemos na tela, nos divertir, nos transportar pra lugares jamais imaginados e, principalmente, nos emocionar. E o filme estrelado por Kevin Costner tem uma capacidade enorme de provocar a emoção genuína no espectador, graças a um roteiro maravilhoso, uma direção segura e as boas atuações de todo o elenco. E principalmente, graças à forma como aborda o tema, desarmando completamente o espectador sem apelar para clichês ou fórmulas prontas. Mesmo num ano com tantas boas produções, eu votaria sem medo de errar no longa dirigido por Phil Alden Robinson.

E pra você, qual o melhor filme de 1989 e por quê?

Um abraço e bom debate.

PS: Para ver Jessica Tandy vencendo 0 Oscar de melhor atriz, clique aqui. Para ver o anúncio do vencedor de melhor filme, clique aqui.

Texto publicado em 18 de Agosto de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 2002: UMA MENTE BRILHANTE X O SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 2001 (Premiação em 2002). Inegavelmente, “Uma Mente Brilhante” é um grande filme, que conta ainda com uma atuação fenomenal do ótimo Russel Crowe – que ironicamente, perdeu o Oscar para o também muito competente Denzel Washington, talvez por ter vencido (injustamente) no ano anterior por “Gladiador”. Com certeza, seria meu filme favorito do ano, se não tivéssemos duas verdadeiras obras-primas produzidas em 2001. A primeira delas é o sensacional “Lavoura Arcaica”, dirigido por Fernando Carvalho e que, por razões que não cabem explicar aqui, não foi escolhido pelo Brasil para concorrer ao OSCAR. A outra obra-prima foi a responsável por nos transportar para outro universo, um mundo fantasioso que nos deliciou durante três anos seguidos ao mostrar a saga na Terra Média. “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” causou o impacto inicial, nos apresentou lugares e personagens fantásticos e marcou o cinema para sempre.

Porque “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” é melhor?

Poucas vezes os efeitos visuais trabalharam tão a favor do conjunto direção, interpretações, roteiro e montagem, entre outros aspectos técnicos. A harmonia do longa dirigido por Peter Jackson é perfeita, além da narrativa ser muito bem conduzida e prender o espectador pelas três horas de duração do filme. Além disso, o filme termina com o gostinho de quero mais, nos deixando ansiosos para ver a continuação da saga de Frodo e companhia. Por mais que tenham outros grandes filmes no ano (além do já citado “Lavoura Arcaica”, ainda tínhamos “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”), eu não deixaria de escolher “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”. My precious…

E pra você, qual o melhor filme de 2001 e por quê?

Um abraço e bom debate.

PS: Vale ressaltar que ainda não assisti “Cidade dos Sonhos”, filme bastante elogiado de 2001.

Texto publicado em 27 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 2003: CHICAGO X O PIANISTA

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 2002 (Premiação em 2003). Gosto de “Chicago”. Acho um musical interessante, bem dirigido e atuado e com ótimos números musicais. Ainda assim, jamais daria o prêmio de Melhor Filme ao longa dirigido por Rob Marshall num ano em que tínhamos, por exemplo, “As Horas”, “O Senhor dos Anéis – As Duas Torres” e “Irreversível”. Além destas obras claramente superiores ao musical, tínhamos ainda “O Pianista”, justamente vencedor do prêmio de Melhor Diretor e que, inexplicavelmente, não venceu o prêmio de Melhor Filme.

Porque “O Pianista” é melhor?

Apesar do tema já ter rendido inúmeros grandes filmes na história do cinema, é sempre interessante assistir um bom longa sobre o holocausto. E “O Pianista” cumpre com perfeição sua proposta, mostrando de forma fria e direta a vida duríssima dos judeus (e todos os povos dominados) naquele período. Além disso, conta com uma atuação inspirada de Adrien Brody, uma fotografia impecável e, é claro, a excelente direção de Polanski. Apesar dos grandes filmes do ano – “As Horas”, em especial, merece muito destaque – não vejo nenhuma obra superior a “O Pianista”. Por isso, o longa dirigido pelo ótimo Roman Polanski levaria meu voto.

E pra você, qual o melhor filme de 2002 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 28 de Março de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 2004: O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI X DOGVILLE

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 2003 (Premiação em 2004). O OSCAR 2004 foi o responsável pelo novo recordista absoluto de estatuetas (ao lado de Titanic e Ben-Hur), com as 11 premiações para o longa dirigido por Peter Jackson. “O Senhor dos Anéis” é realmente uma trilogia impecável, agradável tanto tecnicamente como em sua interessante e bem conduzida narrativa. Mesmo assim, o único dos três filmes em que eu votaria como Melhor Filme seria o primeiro deles, “A Sociedade do Anel”, que realmente considero o melhor do ano. Já este “O Retorno do Rei”, apesar de ser um filme maravilhoso, não seria merecedor de meu voto. Aliás, considero o longa de Peter Jackson inferior a pelo menos três filmes daquele ano: “Sobre Meninos e Lobos”, “Cidade de Deus” e o meu escolhido “Dogville”. Além destes, merece ser citado o ótimo “21 Gramas”, fechando assim os meus cinco indicados daquele ano.

Porque “Dogville” é melhor?

A originalidade do longa de Lars Von Trier já seria motivo suficiente para agradar aos cinéfilos mais exigentes. Um dos melhores representantes do movimento “Dogma 95”, que tinha regras muito específicas na realização de longas-metragens, “Dogville” se passa num único cenário, com divisórias desenhadas no chão e até mesmo um cachorro imaginário. O longa é um incrível exercício de imaginação e criatividade e fascina os amantes do cinema. Mas “Dogville” não é só isso. Sua temática escancara de forma direta e nada sutil como o ser humano pode ser egoísta, numa crítica nada velada à natureza humana. O polêmico diretor dinamarquês anunciou que este seria o primeiro filme de uma trilogia sobre os Estados Unidos, claramente criticando o “american way of life”. Mas “Dogville” vai além, demonstrando um pessimismo gigantesco não somente pelos americanos, mas pelo ser humano de uma forma geral. O diretor atingiu em cheio o seu objetivo – o que inclusive provocou o solene “esquecimento” de “Dogville” na cerimônia do OSCAR. Felizmente, a premiação hollywoodiana é apenas uma diversão e, por mais que tenha peso, não é capaz de determinar os filmes que ficarão para a história. “Dogville” é um destes filmes e seria o meu escolhido naquele ano.

E pra você, qual o melhor filme de 2003 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 18 de Março de 2010 por Roberto Siqueira

Cinema & Debate pergunta: OSCAR

Ainda com relação às tradicionais perguntas feitas no Cinema & Debate, adicionei agora o link para as diversas perguntas feitas sobre o OSCAR. Para acessá-las, basta clicar no link da sessão “Cinema & Debate pergunta: OSCAR” no lado direito da pagina inicial (logo abaixo de Cinema & Debate pergunta).

Um abraço.

Texto publicado em 17 de Março de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 2005: MENINA DE OURO X O AVIADOR

Aproveitando a semana do OSCAR para seguir com minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do ano de 2004 (Premiação em 2005). Diferentemente dos anos já comentados (2006, 2007, 2008 e 2009), em que discordei da decisão da Academia e expliquei os motivos para isso, em 2004 eu seria mais um a votar no longa de Clint Eastwood. Portanto, este é o primeiro ano em que concordo com o vencedor do prêmio de melhor filme. Por isso, vou buscar expor argumentos que expliquem minha escolha comparando com seu grande rival na disputa pela estatueta daquele ano (O Aviador, de Martin Scorsese). Mas 2004 teve ainda outras excelentes produções, como “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, “Diários de Motocicleta”, “Os Incríveis” e “Sideways – Entre Umas e Outras”. Uma excelente safra, que pode gerar ótimas discussões a respeito do melhor longa do ano.

Porque “Menina de Ouro” é melhor?

A construção dos personagens do excepcional roteiro de Paul Higgins, associada à segura direção de Eastwood, conduz a narrativa por um caminho aparentemente já percorrido inúmeras vezes em filmes sobre boxe. As interpretações impecáveis de Hilary Swank, Morgan Freeman e do próprio Eastwood contribuem para que o longa caminhe de forma segura até certo momento. Mas algo indicava desde o princípio (talvez a fotografia obscura, talvez a trilha melancólica) que aquele não seria apenas mais um filme de superação no esporte. E o momento da grande reviravolta é chocante, jogando o espectador para um buraco negro e sem saída, levantando inúmeros questionamentos e trazendo um amargor para a alma. O longa de Eastwood é triste, sombrio, mas profundamente tocante e belo. Quanto à “O Aviador”, com certeza é de um primor técnico invejável, e conta ainda com excelentes interpretações de Leonardo Di Caprio e Cate Blanchet. A história é interessante e muito bem conduzida (como sempre) por Scorsese e com certeza, trata-se de um ótimo filme. Mas quando comparado à “Menina de Ouro”, “O Aviador” perde força. O longa de Eastwood é humano, toca a alma, é belo. Por isso, ganharia meu voto em 2004.

E pra você, qual o melhor filme de 2004 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 10 de Março de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 2010 – Vencedores

Apesar da chatíssima cerimônia, com um dos piores textos que já vi na noite de entrega do OSCAR (infelizmente, pois a dupla de apresentadores formada por Stevie Martin e Alec Baldwin é muito talentosa), gostei bastante dos vencedores da noite. Como já disse anteriormente, gostei bastante de “Guerra ao Terror” e sua vitória como Melhor Filme me agradou muito. Ainda mais agradável foi a vitória de Kathryn Bigelow, a primeira mulher a vencer o prêmio de direção na história (um marco na história da Academia). O longa foi o grande vencedor da noite, com 6 prêmios (Filme, Direção, Roteiro Original, Montagem, Som e Efeitos Sonoros). Destes prêmios, as vitórias na categoria Roteiro Original e, principalmente, Som e Efeitos Sonoros me surpreenderam. Apesar de gostar da escolha, achava que “Bastardos Inglórios” venceria Roteiro e “Avatar” Som e Efeitos Sonoros. O blockbuster de James Cameron, aliás, levou 3 prêmios técnicos (Efeitos Especiais – que surpresa hein!, Fotografia e Direção de Arte), enquanto “Preciosa” levou dois importantes prêmios (Atriz Coadjuvante – Mo’Nique, aplaudida de pé – e Roteiro Adaptado). O mais que favorito Christoph Waltz garantiu o único prêmio de “Bastardos Inglórios”. E finalmente, adorei ver Jeff Bridges e Sandra Bullock (também aplaudidos de pé) vencerem os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz. Gosto muito de ambos. Vale citar também a vitória de “Up – Altas Aventuras” na categoria animação (“Sério? A Pixar ganhou? Não acredito…”) e do filme argentino “O Segredo de seus Olhos” na categoria Filme Estrangeiro. Neste último caso, não assisti ao filme – bastante elogiado pela crítica e que, pelo elenco, promete ser realmente muito bom. É a segunda vez que os hermanos conseguem o prêmio da Academia.

Segue a lista completa dos vencedores do OSCAR 2010:

Melhor filme

Guerra ao terror

Melhor direção
Kathryn Bigelow, Guerra ao terror

Melhor ator
Jeff Bridges, Coração louco

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz, Bastardos inglórios

Melhor atriz
Sandra Bullock, Um sonho possível

Melhor atriz coadjuvante
Mo’Nique, Preciosa

Melhor animação
Up – Altas aventuras

Melhor filme estrangeiro
El secreto de sus ojos (Argentina)

Melhor direção de arte
Avatar

Melhor fotografia
Avatar

Melhor figurino
The young Victoria

Melhor montagem
Guerra ao terror

Melhor maquiagem
Star trek

Melhor trilha sonora
Up – Altas aventuras

Melhor canção
The weary kind, Crazy heart

Melhor roteiro original
Guerra ao terror

Melhor roteiro adaptado
Preciosa

Melhores efeitos visuais
Avatar

Melhor som
Guerra ao terror

Melhor edição de som
Guerra ao terror

Melhor documentário
The cove

Melhor documentário em curta-metragem
Music by Prudence

Melhor curta-metragem
The new tenants 

Melhor curta-metragem de animação
Logorama

E você, gostou dos vencedores do OSCAR 2010?

Um grande abraço e bom debate.

Texto publicado em 08 de Março de 2010 por Roberto Siqueira

OSCAR 2010 – Lista de Indicados

Dia cheio. Lista de indicados ao OSCAR e estréia da nova (e última) temporada de Lost nos Estados Unidos (no Brasil, somente no próximo dia 09 de Fevereiro, pela AXN). Conforme esperado, “Guerra ao Terror” e “Avatar”, com nove indicações cada, lideram a corrida pelo Oscar, seguidos de perto por “Bastardos Inglórios”, com oito indicações. “Amor sem Escalas” ficou um pouco pra trás, mas ainda sim garantiu seis indicações. Vou procurar assistir pelo menos os dez indicados ao prêmio de Melhor Filme antes da cerimônia e até lá vou divulgar minhas observações e palpites. Até agora, assisti “Guerra ao Terror” e gostei bastante.

Segue a lista completa de indicados ao Oscar 2010:

Melhor filme

Avatar

Um sonho possível

Distrito 9

Educação

Guerra ao terror

Bastardos inglórios

Preciosa                  

Um homem sério

Up – Altas aventuras

Amor sem escalas

Melhor direção
James Cameron, Avatar
Kathryn Bigelow, Guerra ao terror
Quentin Tarantino, Bastardos inglórios
Lee Daniels, Preciosa
Jason Reitman, Amor sem escalas

Melhor ator
Jeff Bridges, Coração louco
George Clooney, Amor sem escalas
Colin Firth, A single man
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, Guerra ao terror

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, Invictus
Woody Harrelson, The messenger
Christopher Plummer, The last station
Stanley Tucci, Um olhar do paraíso
Christoph Waltz, Bastardos inglórios

Melhor atriz
Sandra Bullock, Um sonho possível
Helen Mirren, The last station
Carey Mulligan, Educação
Gabourey Sidibe, Preciosa
Meryl Streep, Julie & Julia

Melhor atriz coadjuvante
Penélope Cruz, Nine
Vera Farmiga, Amor sem escalas
Maggie Gyllenhaal, Coração louco
Anna Kendrick, Amor sem escalas
Mo’Nique, Preciosa

Melhor animação
Coraline
O fantástico Sr. Raposo
A princesa e o sapo
O segredo de Kells
Up – Altas aventuras

Melhor filme estrangeiro
Ajami (Israel)
El secreto de sus ojos (Argentina)
The milk of sorrow (Peru)
Un prophète (França)
A fita branca (Alemanha)

Melhor direção de arte
Avatar
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
Nine
Sherlock Holmes
The young Victoria

Melhor fotografia
Avatar
Harry Potter e o enigma do príncipe
Guerra ao terror
Bastardos inglórios
A fita branca

Melhor figurino
Bright star
Coco antes de Chanel
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
Nine
The young Victoria

Melhor montagem
Avatar
Distrito 9
Guerra ao terror
Bastardos inglórios
Preciosa

Melhor maquiagem
Il Divo
Star trek
The young Victoria

Melhor trilha sonora
Avatar
O fantástico Sr. Raposo
Guerra ao terror
Sherlock Holmes
Up – Altas aventuras

Melhor canção
Almost there, A princesa e o sapo
Down in New Orleans, A princesa e o sapo
Loin de Paname, Paris 36
Take it all, Nine
The weary kind, Crazy heart

Melhor roteiro original
Guerra ao terror
Bastardos inglórios
The messenger
Um homem sério
Up – Altas aventuras

Melhor roteiro adaptado
Distrito 9
Educação
In the loop
Preciosa
Amor sem escalas

Melhores efeitos visuais
Avatar
Distrito 9
Star trek

Melhor som
Avatar
Guerra ao terror
Bastardos inglórios
Star trek
Transformers: A vingança dos derrotados

Melhor edição de som
Avatar
Guerra ao terror
Bastardos inglórios
Star trek
Up – Altas aventuras

Melhor documentário
Burma VJ
The cove
Food, Inc.
The most dangerous man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon papers
Which way home

Melhor documentário em curta-metragem
China’s unnatural disaster: The tears of Sichuan province
The last campaign of governor Booth Gardner
The last truck: Closing of a GM Plant
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin

Melhor curta-metragem
The door
Instead of Abracadabra
Kavi
Miracle fish
The new tenants 

Melhor curta-metragem de animação
French roast
Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty
The lady and reaper
Logorama
A matter of loaf and death 

Agora fica a pergunta: Quem será o grande vencedor do Oscar 2010?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 02 de Fevereiro de 2010 por Roberto Siqueira