Videoteca do Beto: novas aquisições

Abaixo a foto dos 16 novos integrantes da Videoteca do Beto:

Golpe de Mestre (1973)*

Mad Max 2 – A Caçada Continua (1981)*

Os Goonies (1985)*

Nascido para Matar (1987)*

Debi & Lóide (1994)

Entrevista com o Vampiro (1994)

Velocidade Máxima (1994)

Jackie Brown (1997)

De Olhos bem Fechados (1999)

A Fuga das Galinhas (2000)

O Grande Truque (2005)

Syriana – A Indústria do Petróleo (2005)

V de Vingança (2005)

Onde os Fracos não tem vez (2007)

Os Indomáveis (2007)

Tropa de Elite (2007)

*Os filmes que chegarem depois de sua posição na ordem cronológica das críticas “Videoteca do Beto” serão assistidos e avaliados na medida do possível e serão encaixados na seqüência da Videoteca. Por exemplo, se a Videoteca estiver no filme #54 e eu divulgar em seguida a crítica do filme “Golpe de Mestre”, este será o filme Videoteca do Beto #55.

Um abraço.

Texto publicado em 22 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

Os Clássicos dos Mundiais – Parte 1

Após assistir atentamente as excelentes transmissões dos VT’s completos de grandes jogos da Copa do Mundo nos canais ESPN, gostaria de deixar alguns comentários sobre cada um deles registrados aqui no blog, conforme avisei que faria neste post. Pra começar, os primeiros cinco jogos na ordem em que foram transmitidos:

FINAL DA COPA DO MUNDO DE 1970: BRASIL 4 X 1 ITÁLIA

(Para acessar todos os dados desta Copa do Mundo no Wikipédia, clique aqui)

Uma das maiores seleções de todos os tempos, o Brasil de 70 já apresentava algumas novidades que seriam utilizadas em todos os times do mundo anos depois, como a subida do lateral para o ataque, ainda que numa freqüência muito menor que no revolucionário time holandês de 74. Rever este grande jogo significou também uma espetacular oportunidade de assistir gênios como Pelé, Rivelino, Tostão e Gérson em lances que jamais tinha visto antes, já que normalmente vemos os gols e jogadas mais famosas. Ver o Pelé fazer uma tabela e até mesmo seus erros, como uma falta cobrada nas arquibancadas, foi muito legal. Também me impressionou o ritmo da partida, obviamente mais lento que dos dias atuais, mas muito superior ao que eu esperava para a época. A violência também chama a atenção, já que muitas faltas hoje seriam punidas com cartão, o que eleva ainda mais a qualidade dos jogadores, que mesmo com uma marcação forte assim conseguiam jogadas espetaculares. Sobre o jogo em si, o Brasil passeou, muito pela excepcional qualidade do time e um pouco pelo fato da Itália (que também era um bom time, ainda que inferior ao Brasil) estar muito cansada depois do épico jogo semifinal contra a Alemanha de Beckenbauer.

COPA DO MUNDO DE 1974: HOLANDA 2 X 0 BRASIL

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Em 1974 o Brasil já não era mais o mesmo. E a Holanda nunca mais foi a mesma daquele ano (ainda que em 98 tivesse um time espetacular). Por isso, o resultado do jogo ficou até de bom tamanho para a seleção canarinho. Assistir aos noventa minutos serviu para desmistificar algumas lendas, como a de que o Brasil poderia ter vencido o jogo. As raríssimas oportunidades de gol que tivemos não se comparam ao excepcional futebol do time laranja, que já havia atropelado a Argentina por 4×0, numa das maiores apresentações de uma seleção em Copas. Leão fez uma defesa sensacional num chute do craque Cruyff e Luis Pereira, Rivelino & Cia bateram demais, num jogo extremamente violento. A Holanda bateu, mas também jogou futebol. E jogou o suficiente para eliminar nossa seleção, com méritos. Alguns momentos do jogo exemplificam perfeitamente porque a “laranja mecânica” fez tanta fama, com quatro ou cinco jogadores partindo pra cima da bola ao mesmo tempo, além da perfeita sincronização da então inovadora linha de impedimento.

FINAL DA COPA DO MUNDO DE 1974: ALEMANHA 2 x 1 HOLANDA

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“Aonde existir um favorito absoluto, sempre existirá a Alemanha para derrotá-lo”. Este parece ser um lema quase sempre obedecido pelo futebol em Copas. É injusto dizer que os alemães não sabem jogar futebol. Sabem e muito, e os números provam isto. Mas quase sempre são considerados azarões, porque seu futebol raramente é vistoso, ainda que tenha grandes craques em sua história, como Beckenbauer, Mathäus e Klinsmann, pra ficar entre os mais recentes. Em 54 venceram a espetacular Hungria. Em 74 não foi diferente. Nem mesmo com o inicio extraordinário da Holanda liderada por Cruyff, que arrancou da intermediaria com um minuto de jogo, sem que os donos da casa tocassem na bola, para sofrer o pênalti que ele mesmo converteria em 1×0. Mas o gol parece ter adormecido o excepcional time holandês, que assistiu os fortes germânicos virarem o jogo com dois gols do mega artilheiro Gerd Müller (maior artilheiro das Copas até 2006, quando Ronaldo superou sua marca). Muito interessante ver Beckenbauer desfilar em campo com todo seu talento e ver como mesmo sendo superior tecnicamente, a Holanda caiu frente à organização e força alemã.

COPA DO MUNDO DE 1978: ARGENTINA 0 X 0 BRASIL

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De forma surpreendente (pelo menos pra mim), o Brasil jogou com enorme tranqüilidade e não sofreu o sufoco que eu imaginava quando ouvia falar da “batalha de Rosário”. O Brasil jogou bem, teve chances de vencer a partida e o empate, naquela altura, foi um bom resultado. Não imaginávamos que o Peru, bom time que era, levaria aquela sonora (e suspeita) goleada que classificou os hermanos para a final da Copa. Apesar de bastante violento, o jogo claramente foi mais limpo que os jogos de 74 e este é um aspecto interessante de observar. A violência, tão comentada hoje no futebol com os tais brucutus, era muito maior na década de 70, com verdadeiros lances de luta livre, com direito a voadoras, tesouras e tudo mais. Quanto ao futebol apresentado pelas duas seleções, o Brasil, como disse, jogou bem e mostrou qualidade principalmente na defesa, enquanto a Argentina mostrou talento principalmente com Mario Kempes, incisivo atacante que curiosamente não tem tanta fama hoje em dia, mas que em 78 mostrou ter muita qualidade. Um jogo mais truncado, mas ainda assim muito interessante de se assistir.

COPA DO MUNDO DE 1978: ARGENTINA 6 X 0 PERU

(Para acessar todos os dados desta Copa do Mundo no Wikipédia, clique aqui)

Nem mesmo a bola na trave logo no início da partida, num dos raros ataques peruanos, serviu para desmistificar o tão famoso jogo de 78. Havia algo de estranho no ar. Não ouso dizer que os peruanos entregaram a partida, por mais que esta seja a alternativa mais plausível. Devemos considerar também, como disse muito bem o excelente Mauro Cezar Pereira na transmissão da ESPN, que os peruanos podiam estar intimidados pela ditadura argentina, que pode muito bem ter agido nos bastidores para que os jogadores peruanos estivessem amedrontados. A verdade é que o time peruano não fez o mínimo esforço para evitar a goleada que classificaria os argentinos para a decisão da Copa em terras portenhas. E a chuva de gols foi apenas conseqüência da facilidade encontrada por Kempes, Passarela e companhia diante de um time apático e sem o menor interesse na partida. Um jogo manchado é verdade, mas inegavelmente um verdadeiro clássico dos mundiais.

Bom, por enquanto é isto. Em breve comento mais cinco grandes clássicos dos mundiais. E gostaria de parabenizar mais uma vez os canais ESPN pela excelente iniciativa.

Um grande abraço.

Texto publicado em 21 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

Álbuns da minha vida: 2# Appetite for Destruction (Guns n’ Roses)

Goste ou não de Axl Rose e sua turma, uma coisa é certa. A banda que explodiu como um meteoro no final dos anos oitenta deixou sua marca. E o melhor, com a mais pura cara do rock n’ roll. Extremamente talentosos, mas também perigosos e envolvidos em polêmicas até não poder mais, o Guns n’ Roses tinha todo o pedigree das grandes bandas de rock quando surgiu para o mundo. Um som maravilhoso, com o espetacular Slash na guitarra, o vocal agudo e vibrante de Axl Rose e um trio de bons músicos completando a banda (Izzy na guitarra, Duff no baixo e Steven Adler na bateria). O som do Guns era claramente inspirado nos Rolling Stones, Led Zepellin e Aerosmith, mas tinha uma cara renovada, uma injeção de energia incrível. Ainda mais numa época em que bandas deste tipo eram raridades. O “bom mocismo” era moda (e garantia boas músicas também, por que não?). Até que surgiu o Guns, com seu visual sujo, fama de bad guys e o principal, muita qualidade musical. E toda esta qualidade musical pode ser notada em sua mais perfeita harmonia neste álbum de estréia, que se tornou um clássico recente do Rock n’ Roll. Mas o Guns n’ Roses tinha também uma capacidade de causar polêmica proporcional ao seu talento e saiu deixando marcas por onde passava, chegando a provocar uma verdadeira guerra em St. Louis ao parar um show no meio e se retirar do palco. Deixando de lado o politicamente correto, podemos dizer que esta foi a última banda que viveu o lema do rock n’ roll na acepção da palavra: Sexo, drogas e rock n’ roll. E deixou saudades…

Quanto à importância em minha vida, o Guns sempre teve um sabor de “banda proibida”, talvez por toda polêmica da época em que estava no auge. Ainda muito jovem, eu adorava ouvir as músicas e ver os clipes da banda, até mesmo na fase não tão gloriosa musicalmente dos “Use your Illusion”. Representa, portanto, um grito espremido de liberdade, que viria desentalar de vez da minha garganta no já citado (e analisado) Blood Sugar Sex Magik, dos Chilli Peppers.

Análise do álbum:

O apetite por destruição da banda de Axl Rose e Slash fica ainda mais evidente quando ouvimos as excelentes músicas deste álbum de estréia. Praticamente inteiro composto por músicas agitadas e com um ar de garagem, o álbum não abre espaço para as baladas que marcariam a banda mais tarde, como Patience, Don’t Cry e November Rain. É uma pancada atrás da outra, com Axl detonando nos vocais e Slash mostrando todo seu talento na guitarra. Além disso, as letras quase sempre falam da vida selvagem no submundo de Los Angeles, sempre recheadas por um linguajar despojado, repleto de palavrões e alusões às drogas, álcool e sexo. Ao final da última música, a vontade é de começar a ouvir tudo de novo. Com certeza, um álbum 5 estrelas.

Análise das músicas (Para ouvir a música, basta clicar no nome):

1 – Welcome to the Jungle: Os primeiros acordes de Welcome to the Jungle são reconhecidos até mesmo por aqueles que não curtem a banda. Nos shows, quando Axl gritava “Do you know where the f* you are?” a galera delirava. E delirava porque a música é sensacional, com uma pegada incrível de Duff no baixo, acompanhada do talento de Izzy e, principalmente, Slash na guitarra. Obviamente, Axl detona com sua voz aguda e o inconfundível refrão nananana knees, knees! A letra fala basicamente da chegada de Axl à grande Los Angeles (ou à selva de pedra), onde logo de cara lhe oferecem drogas e sexo.

2 – It’s so Easy: Os acordes iniciais do baixo de Duff, seguidos pelas guitarras de Slash e Izzy iniciam esta ótima música, onde é possível notar uma das características marcantes do excelente Axl Rose: a oscilação no tom de voz. Axl inicia a música com uma voz grave e vai gradativamente alterando o tom para o agudo que marcou sua carreira.

3 – Nightrain: Outra música que inicia com um riff marcante de Slash e Izzy e é seguida por um ritmo forte de Duff e Adler, enquanto Axl canta sobre o trem noturno, uma metáfora para seu estado alucinado durante a noite, “carregado como um trem de carga”. No refrão, o grito agudo volta com força total e ainda temos um belo solo de Slash no meio da canção.

4 – Out ta Get Me: Pancada com um refrão em alto e bom som, tem um ritmo empolgante e os tradicionais back vocals durante toda a música. A voz estridente de Axl está em plena forma e Slash manda outro solo maravilhoso já próximo do final.

5 – Mr. Brownstone: Metáfora escancarada sobre o uso de drogas, a música tem um ritmo dançante, mas não foge às características da banda, com Slash demonstrando todo seu talento enquanto a bateria e o baixo formam a base sólida da canção. A letra diz que “eu costumava fazer um pouco, mas o pouco não daria, então o pouco virou mais e mais…”

6 – Paradise City: Clássico absoluto do rock n’ roll, se inicia de forma lenta e com o refrão sendo repetido até que um apito anuncie a mudança drástica no ritmo da música. A partir daí, o festival de acordes rápidos do trio Slash, Duff e Izzy e as batidas secas de Adler na bateria se misturam à voz de Axl, que canta em enorme velocidade sobre a cidade paraíso, onde as garotas são lindas e a grama é verde.

7 – My Michelle: Os acordes dedilhados do inicio dão lugar ao poderoso riff de Slash, seguido pela voz marcante e aguda de Axl, que canta sobre uma ex-namorada. O refrão é delicioso.

8 – Think About You: Nem mesmo esta que tinha tudo para ser uma balada escapa do ritmo alucinado do excelente álbum. Axl até canta o refrão de forma mais melódica, a letra é romântica, mas a pegada da banda continua firme durante toda a música.

9 – Sweet Child O´Mine: Talvez a música que mais se aproxime de uma balada no álbum, se inicia com um dos riffs mais famosos do rock. Slash demonstra seu talento em toda a canção, enquanto Axl canta sobre sua doce garota. Uma das melhores músicas do álbum, tem uma harmonia perfeita entre todos os instrumentos e conta com um solo belíssimo de Slash.

10 – You’re Crazy: Outra pancada preenchida pelos gritos estridentes de Axl, conta com uma performance inspirada de Slash no solo e o ritmo frenético de Duff, Izzy e Adler em todo o tempo.

11 – Anything Goes: Com um ritmo mais dançante, esta música conta com outro riff marcante de Slash e mais um refrão empolgante. Axl canta sobre uma noite de sexo em que tudo está valendo.

12 – Rocket Queen: A perfeita harmonia da banda se destaca nesta ótima canção, com um refrão mais lento, um excelente solo de Slash e o final melódico, que destoa um pouco do restante do álbum e, justamente por isso, encerra perfeitamente este grande “Appetite for Destruction”. Diz a lenda que os gemidos que podemos ouvir durante a música são da ex-namorada de Steven Adler, chamada Adriana Smith, que teria transado com Axl Rose no estúdio e autorizado a gravação.

Álbum de estréia mais vendido da história da música, “Appetite for Destruction” é o auge da última banda de rock que verdadeiramente dominou o planeta música. Depois do fenômeno Guns, nunca mais o Rock n’ Roll teve uma banda no topo, como nos tempos de Beatles, Rolling Stones, entre outros. De certa forma, é até mesmo um pouco melancólico perceber que o início dos anos noventa marcou um momento maravilhoso para o rock, com Guns, Chili Peppers, popularização do Iron Maiden e Metallica, o movimento grunge liderado pelo Nirvana, entre outras bandas em pleno sucesso, mas marcou também os últimos suspiros dos tempos em que o rock tinha qualidade (como algumas bandas de hoje têm), mas tinha também atitude (algo raro hoje em dia).

Um abraço.

Texto publicado em 20 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

Qual é o seu épico favorito?

Sempre fui um fã incondicional de épicos. Adorava assistir filmes sobre Jesus Cristo, sobre guerras medievais ou qualquer outro assunto que me fizesse ser transportado para outra época. Por isso, ainda que seja obrigado a reconhecer quando um filme épico me decepciona, normalmente gosto de filmes com estas características, como os recentes “Tróia” e “Gladiador” e os grandes clássicos “Ben-Hur” e “Spartacus”. E exatamente por ser um dos meus gêneros preferidos, confesso que é extremamente complicado responder qual é o meu épico favorito. Mas como já disse aqui algumas vezes, minha vida cinematográfica tem um marco, dividindo-se entre o período antes e após “Coração Valente”. O épico de Mel Gibson mexeu profundamente comigo e me fez gostar de cinema de um modo diferente. Espero um dia poder explicar em detalhes a importância deste filme em minha vida, mas por enquanto, me limito a dizer que este é o meu épico favorito. Tecnicamente, o longa sobre a saga de William Wallace tem uma narrativa consistente, um visual espetacular e a direção impecável de Gibson. Emocionalmente, é capaz de mexer com o mais frio dos espectadores. E ainda que reconheça a importância e qualidade de “Ben-Hur” e “Spartacus”, continuo considerando “Coração Valente” o meu épico favorito.

E pra você: Qual é o seu épico favorito e por quê?

Um abraço e vamos debater.

Texto publicado em 19 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

SEM SAÍDA (1988)

(No Way Out)

 

Videoteca do Beto #54

Dirigido por Roger Donaldson.

Elenco: Kevin Costner, Gene Hackman, Sean Young, Will Patton, Howard Duff, George Dzundza, Jason Bernard, Iman, Fred Dalton Thompson, Leon Russom, David Paymer e Dennis Burkley.

Roteiro: Robert Garland, baseado em livro de Kenneth Fearing.

Produção: Robert Garland e Laura Ziskin.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

O que você faria se fosse nomeado o responsável por uma investigação que, buscando livrar a pele de um homem importante, procurasse jogar a culpa de um assassinato que ele acidentalmente cometeu em cima de alguém inocente? Imagine agora que a moça assassinada, além de amante deste poderoso homem, era também a mulher por quem você estava apaixonado e vivendo um romance. Pra piorar ainda mais, o homem inocente que deverá levar a culpa é justamente você, mas só você sabe disto. Pois esta é a complicada situação em que se meteu o tenente Farrell, neste ótimo “Sem Saída”, dirigido por Roger Donaldson.

Tom Farrell (Kevin Costner) é um jovem e promissor oficial que tem um caso com Susan Atwell (Sean Young), a amante do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, David Brice (Gene Hackman). Num momento de fúria, após descobrir que Susan passou o fim de semana com outro homem (o próprio Farrell), Brice acidentalmente mata a garota e Farrell, que acabara de deixar o local, sabe que ele é o assassino. Brice sabe que alguém o viu entrar no apartamento, mas não sabe quem é, e ironicamente ordena que Farrell comande as investigações do caso, ciente de que a culpa deverá ser direcionada ao homem com quem Susan passou o fim de semana.

Um dos grandes méritos de “Sem Saída” reside na criatividade do excepcional roteiro de Robert Garland (baseado em livro de Kenneth Fearing), que utiliza a guerra fria como pano de fundo para criar este thriller eletrizante e bastante complexo. Repleto de dicas e recompensas – ou seja, momentos que refletirão no futuro da narrativa – o roteiro explora com competência a complicada situação de Tom, deixando o espectador o tempo todo colado na cadeira e atento ao que pode acontecer. Além disso, utiliza inteligentemente a teoria sobre a existência do Yuri – uma espécie de espião russo infiltrado no Pentágono. Finalmente, desenvolve com consistência os personagens (observe, por exemplo, como o envolvimento entre Tom e Susan toma boa parte da narrativa), permitindo com que o espectador se envolva e tema pelo destino deles. O longa conta ainda com as cores limpas da fotografia de John Alcott, que misturadas aos uniformes brancos e aos trajes formais dos oficiais (figurinos de Dallas Dornan e Kathy O’Rear), cria um visual elegante e coerente com o ambiente em que se passa a trama. A fotografia, aliás, tem importância crucial no momento chave da narrativa, quando Tom é mergulhado nas sombras ao sair do apartamento de Susan, não permitindo que David enxergue o seu rosto.

A primeira troca de olhares entre Tom e Susan na festa já indica a atração mútua do casal. Susan está na festa a pedido de alguém (“meu acompanhante não vai gostar, mas a esposa dele vai”) e Tom apenas para fazer contatos que podem ajudar em sua carreira. Entediados com a festa, os dois saem para se divertir na limusine enquanto passeiam pela cidade, numa seqüência bastante erótica, embalada por uma canção romântica. Após a diversão no carro, Susan decide ir para a casa da amiga Nina (Iman) e este breve encontro entre Nina e Tom refletirá em outro momento bastante tenso da narrativa. Durante todo este primeiro ato, Sean Young exala sensualidade e mantém uma excelente química com Costner, como podemos notar na viagem do casal e nos encontros no apartamento, especialmente na cena em que ela tira uma foto dele – e que também pesará no futuro da narrativa. Mas quando Tom liga das Filipinas para falar com Susan e ela desliga na cara dele, a primeira revelação importante acontece e descobrimos que David é o poderoso homem com quem ela sai. Tom só descobre que o amante de Susan é David algum tempo depois, e mesmo assim, leva a situação até o limite. Mas em determinado momento, ele não agüenta mais ter que ser “o outro” e explode, num grande momento de Kevin Costner, demonstrando muito bem a irritação por ser obrigado a sair do apartamento pelos fundos. Costner, aliás, está muito bem como o jovem Tom, transmitindo a angústia e desespero do personagem em busca de uma saída para a enrascada que se meteu. O ator retrata com competência, por exemplo, o choque de Tom ao saber da morte de Susan, quando entra no banheiro e chega a perder as forças ao pensar no futuro obscuro que o aguardava. Extremamente inteligente, Tom Farrell demonstra seu talento logo nos primeiros dias no Pentágono, chegando a assustar Scott (Will Patton) com suas palavras no primeiro encontro com um agente da CIA, e esta inteligência será crucial para sua sobrevivência.

A cena da morte de Susan, muito bem dirigida por Donaldson, é também o momento crucial da narrativa, que vai alterar brutalmente o destino de todas as pessoas envolvidas naquela situação. A câmera lenta acentua a reação dos personagens e o plano plongèe (por cima) de Susan caindo, além de elegante, causa forte impacto. Em seguida, a trilha sonora realça o tom trágico e a câmera busca a reação desesperada de David. A partir deste momento, Hackman inicia um pequeno show particular ao transmitir com exatidão a angústia de David, até então um sujeito absolutamente confiante e inabalável, através da feição desolada ao dizer para o amigo Scott “Eu acho que matei Susan”. Deixando clara a sua importância e status desde sua primeira aparição, o poderoso David Brice passa a ser uma pessoa desesperada e insegura após matar acidentalmente a amante – e Hackman transmite esta sensação com exatidão. Will Patton também é muito competente na pele do fiel Scott Pritchard, deixando claro que fará tudo que estiver ao seu alcance para salvar a pele de David. Scott é manipulador e astuto, sabendo perfeitamente jogar o jogo sujo dos bastidores do poder, e sua devoção por David (“Daria minha vida por ele”) pode ser explicada como uma paixão platônica, o que esclareceria os comentários dos agentes da CIA sobre sua sexualidade.Finalmente, George Dzundza interpreta corretamente o gênio Sam, e sua amizade será a única possibilidade de encontrar uma saída para Tom. Inicialmente, Sam acaba atrapalhando o amigo sem saber, pois está focado na busca pelo “assassino”, sem jamais imaginar que se tratava de um bode expiatório (e pior, que este laranja era o próprio Farrell). Observe a reação decepcionada de Farrell quando Sam conta sobre o filtro por tipo sangüíneo (“Você é um gênio Sam”). Por outro lado, o velho amigo busca ajudá-lo assim que Farrell conta o que está acontecendo, retardando a revelação da foto e inserindo um presente recebido por Brice (e dado para Susan) nos computadores do governo. Infelizmente, o hacker não suportou a pressão e abriu a boca para a pessoa errada, confirmando que Farrell tinha razão quando não queria contar para o amigo o que estava acontecendo (“É para sua proteção”). O resultado não poderia ser outro que não a sua morte.

O ritmo alucinante que domina o longa após o início das investigações reflete o bom trabalho de montagem de William Hoy e Neil Travis, além da excelente condução da narrativa empregada por Donaldson. Nesta etapa podemos apreciar detalhes interessantes do processo de investigação de um crime, como o estudo da composição dos alimentos no estômago da vítima utilizado para descobrir onde ela jantou na noite anterior ao crime. É também a partir do início das investigações que Tom e Scott começam a entrar em conflito, e os dois atores retratam muito bem o lento afastamento dos personagens e o desespero de cada um deles para defender sua causa. Roger Donaldson abusa dos travellings de locais importantes, como o prédio do Pentágono, o Quartel General da CIA e no início do filme, quando somos levados da Casa Branca, passando pelo Pentágono, até a casa onde Tom é interrogado, num movimento que será repetido, no sentido contrário, na última cena do filme. Donaldson se destaca também na tensa seqüência em que Tom e Scott interrogam Nina. Repare como o zoom empregado pelo diretor destaca a reação de Nina a notícia da morte da amiga. Ainda nesta cena, Donaldson cria um plano emblemático, onde podemos ver simultaneamente Scott pressionando Nina em busca do nome do outro amante de Susan (“Quem é o outro homem?!”) e Tom, ao fundo, já se preparando para atacar Scott, desesperado com a possibilidade de ouvir seu nome ser citado. A trilha sonora de Maurice Jarre colabora com o clima tenso, como fica evidente na perseguição de Tom aos assassinos de aluguel, que se transforma numa frenética corrida para encontrar Nina. A tensão aumenta gradualmente, alcançando um clima quase insuportável no momento em que duas testemunhas percorrem o prédio buscando identificar a pessoa com quem Susan passou o fim de semana. O final da busca pelo “Yuri” é chocante, culminando com o suicídio de Scott e a sensacional discussão entre Farrell e Brice, num ótimo duelo entre Costner e Hackman.

Em resumo, “Sem Saída” é um thriller bastante tenso, repleto de reviravoltas interessantes e que conta ainda com ótimas atuações. Talvez a última reviravolta não fosse necessária, mas o restante do longa compensa esta derrapada final. É verdade que sem esta cena, “Sem Saída” seria um filme praticamente perfeito, mas ainda assim é cinema de alta qualidade.

Texto publicado em 18 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

Parabéns!

Feliz aniversário! Você sabe que eu te amo!

Que Deus nos abençoe. Mil beijos pra você, meu amor.

Texto publicado em 15 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

RAIN MAN (1988)

(Rain Man)

 

Videoteca do Beto #53

Vencedores do Oscar #1988

Dirigido por Barry Levinson.

Elenco: Dustin Hoffman, Tom Cruise, Valeria Golino, Gerald R. Molen, Jack Murdock, Michael D. Roberts, Ralph Seymour, Lucinda Jenney, Bonnie Hunt, Barry Levinson e Kim Robillard.

Roteiro: Ronald Bass e Barry Morrow, baseado em estória de Barry Morrow.

Produção: Mark Johnson.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, que afeta a capacidade de comunicação, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente do indivíduo. Confundir o autismo com qualquer outra doença mental é algo comum entre a maioria das pessoas. Em “Rain Man”, belo road movie dirigido por Barry Levinson, esta patologia é abordada de forma honesta, expondo alguns dos traços característicos da doença de forma clara e direta. E através dela, Levinson constrói uma linda estória de descoberta entre dois irmãos, mostrando como o amor pode transformar vidas e estabelecer relações, por mais diferentes que as pessoas sejam.

O jovem Charlie Babbit (Tom Cruise) descobre logo após o falecimento de seu desafeto pai que herdou apenas um automóvel Buick 1494 e algumas roseiras, enquanto os 3 milhões de dólares da herança foram deixados para um “beneficiário”. Furioso, parte em busca do tal beneficiário e descobre ser seu irmão autista Raymond (Dustin Hoffman), que ele nem conhecia, e que vive numa clínica em Wallbrook. Interessado em sua parte na herança, Charlie “seqüestra” o irmão e parte para Los Angeles, numa viagem que mudará sua vida para sempre.

Dirigido com elegância por Barry Levinson, “Rain Man” conta a trajetória do extremamente egoísta Charlie Babbit, que descobrirá dentro dele, através do contato com o irmão autista Raymond, um sentimento de amor e carinho que sequer imaginava existir. Levinson conduz a narrativa com leveza, recheando o longa com diversos momentos bem humorados, mas entregando ao espectador, acima de tudo, uma bela estória sobre a descoberta pessoal da fraternidade. O diretor também evidencia através da câmera os sentimentos dos personagens, como num plano rápido, porém muito simbólico, em que triste pela herança que não veio, Charlie aparece pequeno e pensativo. Outro plano rápido e repleto de simbolismo é o da fotografia dos irmãos dentro da água quente, já que foi justamente a água quente na banheira que separou os dois na infância de Charlie (“Nunca machuquei Charlie Babbit”, diz Ray). Após o encontro entre os dois irmãos, o diretor passa a utilizar o close com freqüência, realçando as excelentes atuações do elenco (especialmente de Dustin Hoffman), além de criar uma série de planos subjetivos, como o guard-rail da estrada, o semáforo do trem ou a máquina de lavar girando, que ilustram o olhar peculiar de Ray para o mundo. Finalmente, a bela cena em que Charlie descobre a origem do “Rain Man” é linda e extremamente bem conduzida pelo diretor, que não exagera no melodrama. Vale observar o sutil sorriso de Charlie ao descobrir que Raymond era o Rain Man.

“Rain Man” conta ainda com o bem amarrado roteiro de Ronald Bass e Barry Morrow (baseado em estória do próprio Morrow). Observe, por exemplo, como Bass e Morrow utilizam o diálogo em que Charlie explica para sua noiva Susanna (Valeria Golino) a razão de sua briga com o pai para revelar o tempo de relação do casal (um ano) e, ainda mais importante, a existência do amigo “imaginário” de Charlie na infância, o “Rain Man”. Quando a origem do amigo imaginário é revelada, o espectador se lembra deste diálogo e nota, inclusive, a proximidade da pronuncia entre os nomes de Raymond e Rain Man. Além disso, o roteiro mostra como a maioria das pessoas não conhece o autismo, freqüentemente confundindo-o com outras doenças mentais (“Ele é retardado?”, pergunta Charlie e “Ok, mas o que ele tem?”, pergunta uma enfermeira). É também repleto de momentos bem humorados, como quando Ray pára em frente ao semáforo, a engraçada discussão entre os irmãos sobre cuecas e a resposta de Ray à pergunta furiosa de Charlie (“Estou te usando Ray?”. “Sim”). É durante esta discussão, aliás, que Susanna deixa Charlie, por causa de seu egoísmo e principalmente pelo fato dele estar usando seu irmão para conseguir o dinheiro da herança.

E então chegamos a Charlie Babbit. Logo em suas primeiras aparições, notamos o quanto Charlie é extremamente agitado, ambicioso e bastante estressado, sendo capaz de qualquer coisa para ganhar dinheiro, chegando até mesmo a mentir para um cliente sem nenhum pudor, apenas para garantir a venda. Em sua viagem com Susanna, ficam evidentes seus claros problemas de relacionamento com ela e com seu pai, reforçados pela frieza com que reage a notícia da morte dele. Ainda assim, Charlie vai ao enterro, obviamente mais interessado na herança do que em despedir-se do velho Babbit. Mas ao chegar lá, descobre o destino de sua herança e inicia uma viagem rumo à descoberta de si próprio. Tom Cruise não sai muito de sua costumeira atuação enérgica, mas está bem no papel, em especial quando Charlie começa a perceber a importância de Raymond em sua vida. Repare sua indignação ao ouvir que não herdou os 3 milhões de dólares e compare com o belo momento em que os irmãos encostam a cabeça e demonstram carinho, já próximo da despedida deles. A transformação é lenta, gradual, mas evidente. Charlie consolida sua mudança e seu amor pelo irmão quando descobre que Ray era o Rain Man (que deixou o lar por causa do bebê Charlie), ficando sentado na cama com o olhar perdido no horizonte, apenas refletindo. Inicialmente preocupado apenas com a herança, Charlie percebe o valor da amizade de seu irmão, chegando a recusar uma oferta de suborno do Dr. Bruner, interpretado por Gerald R. Molen (“Gostei de ter meu irmão por mais de seis dias”. “Porque ninguém me contou que tinha um irmão?”, pergunta Charlie). O arco dramático do personagem é muito interessante e sua trajetória de transformação se encerra quando confessa ao irmão a importância dele em sua vida (“Eu gosto de ter você como irmão mais velho”). Felizmente, Cruise torna esta transformação crível com sua boa atuação.

E quem é esta pessoa capaz de provocar tamanha transformação em um ser desprezível como Charlie? Chegamos então a Raymond, uma criança num corpo de adulto, com deficiências incomuns e habilidades igualmente raras, resultantes de sua patologia: o autismo. O cumprimento de rotinas é essencial no dia-a-dia de Ray e sua birrenta reação quando é forçado a sair delas ou a fazer algo que não quer é um reflexo de sua mente infantil, como quando consegue, aos gritos, convencer Charlie a trocar um vôo de três horas por uma viagem longa de três dias até Los Angeles. Por outro lado, Raymond é genial ao ponto de contar em questão de segundos 246 palitos no chão ou decorar a lista telefônica. Sua mente é especial, capaz de acertar cálculos absurdamente complexos e errar contas simples somente porque a base é monetária, já que Ray desconhece o valor do dinheiro. A atuação de Dustin Hoffman na pele de Raymond Babbit é simplesmente sensacional. O competente ator compõe um personagem complexo, trabalhando nos pequenos detalhes do autismo, através de gestos e movimentos de mão, do caminhar (repare como ele anda em linha reta quando sai com Charlie pelo jardim), da voz reprimida, do olhar sempre baixo demonstrando sua enorme timidez, da constante repetição de palavras e frases (“Oh, Oh!”, “Definitivamente” e “Eu não sei”, por exemplo), do movimento com o pescoço e a cabeça para frente e para trás em diversos momentos e da constante inclinação da cabeça para um dos lados. Sua inabilidade para o contato social, perceptível em sua clara aversão ao toque, faz com que Ray se prenda ao seu mundo interior. Como diz seu amigo Vern (Michael D. Roberts), “pessoas não são importantes pra ele”, que “sequer notaria se eu fosse embora” – o que arranca imediatamente um olhar mal intencionado de Charlie, já arquitetando em sua mente o plano de fugir com o irmão. Hoffman demonstra talento ainda nos momentos de bom humor, como quando Ray imita o som do carro e o som de Charlie e Susanne transando, e nos momentos mais dramáticos, como quando a fumaça dispara o alarme de incêndio e desencadeia o distúrbio de Ray. Fechando o elenco, Valeria Golino interpreta Susanne, que trata Ray com respeito desde o primeiro minuto que o vê, chegando ao ponto de beijá-lo no elevador, talvez com pena dele por ter sido enganado por uma prostituta.

Tecnicamente, “Rain Man” conta com um trabalho discreto, porém muito eficiente. Observe, por exemplo, como o som ajuda a entender a mente de Ray através do barulho da roleta, captado por ele mesmo estando muito distante dela, mostrando como Ray se concentra em uma única coisa e se desliga do restante do mundo ao seu redor. A excelente montagem de Stu Linder garante uma fluência deliciosa ao longa, além de fazer interessantes transições, como num plano à beira da estrada que passa da noite para o dia e numa série de pequenos planos que simbolizam o tédio de Charlie enquanto aguarda a chuva passar dentro de um motel. A boa direção de fotografia de John Seale aproveita muito bem as lindas paisagens costumeiras em road movies e a simples e eficiente trilha sonora do ótimo Hans Zimmer pontua muito bem a narrativa, indicando ainda as sensações dos personagens, como por exemplo, ao ilustrar através da música empolgante a euforia de Charlie quando este descobre a habilidade de Ray para contar cartas em plena Las Vegas.

O final coerente de “Rain Man” emociona sem ser melodramático ou apelar para a trilha sonora na tentativa de provocar um mar de lágrimas no espectador. A estória dos irmãos Babbit é tocante o suficiente para emocionar a platéia e a despedida correta de Charlie e Ray é um momento sublime. Seria estranho ver Ray abraçar o irmão, por exemplo, já que durante todo o tempo ele evita o contato, chegando no máximo a aceitar encostar a cabeça em Charlie. Por isso, ao vê-lo entrando no trem sem perceber o que está acontecendo, enquanto Charlie sofre do lado de fora, o compreensível nó na garganta do espectador acontece naturalmente. Charlie mudou, Ray não. Tratando o autismo com extrema dignidade e respeito, o singelo e honesto “Rain Man” conta uma estória de fraternidade e amor de forma simples, bem humorada e, como diria Ray, “definitivamente” bela.

Texto publicado em 14 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

Imagens: Cidadão Kane e Casablanca

Seguindo o projeto de atualização das críticas com imagens, já podem conferir as críticas de Cidadão Kane e Casablanca, agora devidamente ilustradas. Vale lembrar que o texto permanece o mesmo do dia de divulgação.

Um abraço.

Texto publicado em 12 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

Voltei

Após uma semana fora do país por causa de uma viagem a trabalho, estou de volta. Passei o fim de semana matando a saudade do filhote e da minha gata. Agora que está tudo em dia, voltarei a postar normalmente no Cinema & Debate. Podem esperar novas críticas já nesta semana.

Um grande abraço.

Texto publicado em 11 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira

Saudade

A única palavra que quero postar hoje é: SAUDADE.

Não quer dar explicações.

Abraço.

Texto publicado em 07 de Abril de 2010 por Roberto Siqueira