CIDADÃO KANE (1941)

(Citizen Kane)

5 Estrelas

     

Obra-Prima

 

Videoteca do Beto #2

Dirigido por Orson Welles.

Elenco: Orson Welles, Everett Sloane, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, George Coulouris, Agnes Moorehead, Ruth Warrick, Ray Collins, Erskine Sanford, William Alland, Paul Stewart, Fortunio Bonanova, Georgia Backus. 

Roteiro: Herman J. Mankiewicz e Orson Welles. 

Produção: Orson Welles. 

Escrever sobre Cidadão Kane é sem dúvida uma tarefa bastante complexa, já que este é considerado por muitos o filme mais importante de todos os tempos e já foi dissecado por inúmeros especialistas ao longo dos anos. De qualquer forma, vou me atrever a deixar aqui registradas as minhas impressões sobre esta obra-prima. Dirigido e produzido por Orson Welles, Cidadão Kane deu ao jovem e promissor gênio de Hollywood a oportunidade de utilizar toda sua criatividade, e também toda sua excelente equipe de apoio, para criar um filme que está muitas décadas à frente de seu tempo.

Normalmente não considero correto falar sobre os bastidores de uma produção já que em nada agregam à análise do filme. Mas Cidadão Kane é uma exceção. Os bastidores do filme têm uma importância tão grande que ganharam inclusive um documentário indicado ao Oscar chamado “A Batalha por Cidadão Kane”, disponível no maravilhoso DVD Duplo do filme. Welles se tornou conhecido devido alguns trabalhos no teatro e principalmente à narração histórica de “A Guerra dos Mundos” que fez na rádio CBS causando pânico na cidade, já que as pessoas que pegaram a transmissão do meio pra frente acreditaram que a humanidade realmente estava sob o ataque de marcianos. A produtora RKO contratou Welles e lhe deu carta branca para fazer o que bem entendesse, o que era o sonho de qualquer diretor na época. Ele decidiu filmar a vida do milionário William Randolph Hearst (no filme, Charles Foster Kane), homem de sucesso no meio jornalístico e dono de um império. O resultado é uma obra que alterou o futuro do cinema e influenciou praticamente tudo que surgiu depois dela. E o curioso é que esta maravilha correu o risco de jamais chegar ao público, já que Hearst tentou evitar o seu lançamento de todas as formas possíveis.

O filme começa com a visão da gigantesca mansão do milionário Charles Foster Kane (Orson Welles), chamada Xanadu. Já no início temos uma idéia da qualidade do trabalho de direção e de direção de fotografia da dupla Orson Welles e Gregg Toland (não por acaso creditado ao lado de Welles no fim do filme, em atitude rara de qualquer diretor). Eles filmam o império de Kane de diversos pontos de vista diferentes, mostrando jaulas com animais e o reflexo da mansão na água com barcos, mas sempre com a luz do quarto de Kane em destaque e no mesmo ponto da tela. Quando a câmera se aproxima da janela do quarto e a luz se apaga, repentinamente notamos que já estamos do lado de dentro do quarto, num trabalho genial de fotografia, direção e montagem. O milionário antes de morrer pronuncia a palavra “Rosebud” e dá inicio a uma busca por parte dos jornalistas para saber o que (ou quem?) era “Rosebud”.

O roteiro de Herman J. Mankiewicz (também creditado para Welles) é inovador e criativo, contando a história fora da ordem cronológica e sempre em círculos, voltando para o ponto onde o jornalista parou sua última conversa. Além disso, logo no início do filme temos o resumo de toda a vida de Kane através de um vídeo com transições de imagens rápidas e aparência de velho para dar um ar documental. O importante não é somente a história que será contada, mas sim a forma que será mostrada.

Mas porque Cidadão Kane é tão importante e influente? Olhando hoje, mais de seis décadas depois, podemos ter a sensação de que nada demais acontece ali. Mas é exatamente por isso que, para entender e saborear esta obra por completo, é preciso entender o contexto da época. Mankiewicz e principalmente a dupla Welles e Toland utilizaram neste filme praticamente todos os recursos técnicos e narrativos disponíveis na época. Observe por exemplo o número de vezes em que nossa noção de profundidade é enganada no filme. Na cena em que Kane tem que assinar a perda de tudo que tinha, a parede parece estar próxima devido à sombra de uma cadeira, mas na realidade está bem longe e a sala que parecia pequena se revela enorme. A janela parecia pequena e quando ele se aproxima dela percebemos que na verdade é gigante. Também existe um simbolismo nesta cena, já que Kane está sendo diminuído pela perda de seu poder. Sensacional! Outros exemplos de cenas em que os dois brincam com essa noção de profundidade são a cena dentro da Biblioteca onde o repórter vai ler sobre o Sr. Thatcher (George Coulouris) e no momento em que Susan Alexander (Dorothy Comingore) brinca com o quebra-cabeça e Kane se aproxima dela. Na primeira cena a sala não parece tão grande, mas quando o guarda vai mexer no cofre, dá a exata noção do tamanho da sala. Já na segunda cena, inicialmente a lareira ao fundo parece normal, mas quando Kane se aproxima acaba revelando o tamanho real dela.

Esta inovação na forma de filmar se deu devido ao uso do foco em toda a cena, e não somente onde acontece a ação principal como era costume na época. Ao filmar desta forma, Welles e Toland nos permitem observar ações que acontecem no primeiro plano e também no segundo plano. Preste atenção, por exemplo, na cena onde Kane é vendido pelos seus pais ao Sr. Thatcher. Podemos observar ao mesmo tempo o diálogo entre os três no primeiro plano e, através da janela, podemos ver o menino Kane jogando bolas de neve no segundo plano. Esta técnica é utilizada por diversas vezes em Cidadão Kane. Outro exemplo da genial fotografia de Toland é a cena onde Kane, Susan, Jim Gettys (Ray Collins) e Mary Kane (Agnes Moorehead) estão discutindo na casa de Susan. Kane está nas sombras, diminuído pela situação, e quando ele resolve entrar na conversa sai das sombras e fica em foco, se agigantando na cena.

As atuações em Cidadão Kane são todas um pouco acima da média para a época, apesar de ainda manter um pouco do estilo exagerado das primeiras décadas do cinema. Orson Welles, por exemplo, está muito bem, com um sorriso permanente, típico de quem é muito autoconfiante. Este sorriso também demonstra a falsidade típica entre os homens poderosos, utilizada para conseguir favores e para alcançar seus objetivos a qualquer preço. Ao ouvir sua esposa dizer que o seu tio era o presidente dos EUA, o que ele não era, Kane sorri ironicamente e diz que este era um erro que seria reparado um dia. Este tipo de reação demonstra o tamanho da autoconfiança do personagem. A direção de Welles também ajuda a criar a imponência do personagem, já que ele deixa a câmera muitas vezes próxima ao chão, filmando Kane de baixo pra cima, dando a impressão de que ele era enorme, poderoso, imbatível. Todo o restante do elenco mantém o bom nível das atuações, com destaque para Ray Collins, como o inescrupuloso e inteligente Jim Gettys e Joseph Cotten como o amigo de Kane, Jedediah Leland. Cotten demonstra com sutileza em diversos momentos sua discordância com os métodos de Kane e durante o filme vamos percebendo que o racha entre os dois era somente questão de tempo, como na cena onde Kane apresenta um número musical para seus novos funcionários do Inquire. A feição de Leland demonstra sua desaprovação com o que estava vendo.

Outros pontos de destaque na produção são o som e os efeitos visuais. Repare como em diversos momentos o som de uma cena continua na próxima criando elipses enormes. Um exemplo disso acontece quando o Sr. Thatcher deseja feliz natal para Kane ainda criança. No plano seguinte a montagem salta muitos anos e, ao completar sua frase dizendo feliz ano novo, já o vemos bem velho enquanto Kane, agora completando 25 anos, está na Europa. Outra elipse interessante é quando a câmera foca o número 185 da casa de Susan Alexander no momento em que Emily Norton (Ruth Warrick) deixa a casa e, no plano seguinte, a entrada da casa com o número está na capa do jornal concorrente que denunciou o escândalo de Kane. Na cena da apresentação de Susan Alexander todo o som da platéia é composto por efeitos sonoros, já que não existia ninguém fisicamente ali. Já na famosa seqüência do discurso de Kane, além do som, a própria platéia foi criada a partir de desenhos e posteriormente montada na película do filme, dando aquela visão incrível de um local completamente lotado. A montagem, aliás, é outro trunfo de Cidadão Kane. Além da já citada montagem manual, que acontece em diversos momentos do filme (algumas vezes havia três ou mais takes colados manualmente no mesmo plano), a fluidez da narrativa e o ritmo sempre dinâmico do roteiro de Mankiewicz são também méritos do excelente trabalho de montagem de Robert Wise.

Corajoso e inovador, Cidadão Kane é sem dúvida um filme ímpar na história do cinema que afetou diretamente a vida daqueles que se envolveram com ele. O impressionante travelling final sobre as caixas e os bens de Kane, que sobraram amontoados em sua casa, dá a impressão em certo momento de estar sobrevoando uma grande metrópole, um império, agora decadente e abandonado. Este final reflete bem o que aconteceu na vida de Orson Welles e William Hearst após Cicadão Kane. Duas pessoas com um ego enorme e que foram destruídas após esta obra devastadora. Orson Welles nos brinda com esta obra-prima recheada de novidades técnicas e narrativas que marcaram e mudaram o cinema para sempre.

Texto publicado em 24 de Junho de 2009 por Roberto Siqueira

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25 Respostas to “CIDADÃO KANE (1941)”

  1. Davi Cardoso Says:

    Sempre achei que os filmes noirs foram influênciados por Cidadão Kane, e neste último pelo expressionismo alemão. Simplesmente genial este filme com um dos melhores roteiros que já vi, nível Chinatown, este na minha opinião o melhor roteiro americano.
    O melhor filme de todos os tempos.
    Os diálogos muito bem montados.
    O repórter nunca tem o rosto revelado, o fato de Rosebud significar “clitóris” fazendo referência ao ponto mais íntimo de uma pessoa. São esses entre vários outros elementos os quais tornam está história incrível.
    “A muito tempo vi uma jovem em outra embarcação, de vestido branco. Não se passa um dia em que eu não pense nela.”
    “Este medico jovem quer me manter vivo por mais tempo.”
    “Acontece que terei de fechar este jornal aos 80anos.”
    Não sei exatamente como são as frases mas elas ficaram na minha cabeça, está e várias outras frases.
    O afro americano abrindo a imagem do piquenique ao ar livre é sensacional. A imagem da última briga do casal sendo aberta por um pássaro exótico que da um berro e saí voando. A cena do quebra cabeça sendo montado perto da lareira, senti calafrios e uma dor no estômago quando vi e pensei: “Meu Deus que perfeição!”. Cenas como estás e várias outras grudaram no meu cérebro. A cena em que Kabe celebrá a chegada dos jornalistas junto com as dançarinas kkkkkkkkkkkkkkkkkk SENSACIONAL.
    As atuações são exageradamente maravilhosas.
    Vi está obra prima 8x em quatro dias, só não vi mais vezes porque tinha que devolver a locadora.
    A cena em que Kane conhece Susan totalmente por acaso, que coisa linda!
    Acho que rolou sexo neste primeiro encontro, pelo fato de Susan não ter deixado Kane fechar a porta e no final da cena aparecer abrindo ela, quebrando a regra de não poder fechar a porta quando ouver uma visita masculina. Acho que rolou algo mais íntimo tipo uma apaltada no peito, uma encochada ou um boquete. E se estou certo foi genial a sutileza como Welles colou isto no filme.

    CIDADÃO KANE É O MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS

    CIDADÃO KANE É VIDA
    Abraço

  2. Mateus Aquino Says:

    Realmente, acabei de ver o filme, e não é de modo algum chato, como muitos falam. A história é inovadora, embora sua mensagem seja simples, é bonita, a felicidade está na mais simples das coisas, todos temos nossa “Rosebud”

    • Roberto Siqueira Says:

      Valeu pelo comentário Mateus.
      Não tem nada de chato num dos melhores filmes de todos os tempos.
      Abraço.

  3. Cross98 Says:

    Não o melhor, o mais importante

    • Roberto Siqueira Says:

      Sem dúvida muito importante. O melhor ou não é apenas questão de gosto.
      Abraço.

    • cross98 Says:

      Que na minha humilde opnião cara , esse filme é chato , talvez seja porque filmes antigos no blu ray fiquem estranhos , mas o enredo é muito bacana , as atuaçõoes nao digo o mesmo , mas quem dera que fizessem filmes desse nivel hj em dia (o que eu gosto do seu site é o debate ,vc responde muito bem , dando atenção aos comentarios e rapido )
      Um abraço meu amigo

    • Roberto Siqueira Says:

      Que bom que gosta do site e do debate Mateus. A intenção é justamente esta, promover o debate sobre a sétima arte entre os leitores.
      Demorei mais pra responder desta vez porque meu micro simplesmente pifou e a internet saiu do ar pro problemas meteorológicos (rs).
      Mas agora estou de volta.
      E tenho certeza que com o passar do tempo “Cidadão Kane” vai crescer como filme pra você.
      Abraço.

    • cross98 Says:

      Cara , vc esta certo, eu acabei de assistir essa obra prima pela segunda vez e mudei completamente a minha opnião , vc disse uma vez que os melhores filmes são melhores na segunda vez que assistimos ele, e é verdade Cidadão Kane prova isso. simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, top list tbm 🙂

    • Roberto Siqueira Says:

      Que bom que gostou Mateus.
      Abraço.

  4. Menas, por favor. » Arquivo » Aprendiz de Roteirista [9] Says:

    […] de espaços feita por meio de uma janela logo no começo, vai entender a mágica da coisa. Roberto Siqueira descreveu a cena assim: “quando a câmera se aproxima da janela do quarto e a luz se apaga, […]

  5. Vagner Leme Says:

    Bom, parabéns pelo site, sempre venho aqui ler as criticas, e por favor não tome o que vou dizer como pessoal ok?

    Eu concordo com tudo que você disse em relação ao filme em questão no que se refere ao jogo de cameras, a fotografia, o estilo de filmagem, e o quanto esse filme foi inovador.

    Agora, a historia em si, com todo respeito, eu só não vou chamar de porcaria, porque eu já vi historias e roteiros sem pé nem cabeça, mas certamente Cidadão Kane esta longe, mas muito longe de ser o que muitos por ai dizem, que é o melhor filme de todos os tempos e tal. Reitero, ele pode ter sido inovador, não nego isso, mas a historia do filme é bem chata. Poderia ate ser excelente, mas não é. Tanto é, que em sua critica, você gastou 99% das suas palavras pra falar da filmagem, fotografia etc. Não tem nada de errado nisso, você fez o certo, porque o filme em si, não permite muita critica, não tem muito o que se falar da historia, porque a historia é ruim. Comprei o filme dia 23 deste mês e acabei de vê-lo e confesso que fiquei decepcionado. Em alguns momentos dá profundo tédio, só não parei de assistir, porque ainda esperava uma reviravolta. E não aconteceu.

    Não vou deixar de recomendar aos meus amigos, mas vou preveni-los, o filme trouxe sim inovações, mas a historia é bem limitada.

    Um abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Vagner, em primeiro lugar agradeço seus elogios e sua presença constante no site.
      Fique à vontade para discordar sempre que quiser, desde que utilize argumentos, como você fez.
      Eu discordo de sua visão e entendo que, além das inúmeras inovações técnicas e da moderna linguagem cinematográfica empregada por Welles, a história é sim muito boa e contada de maneira empolgante, utilizando o flashback (algo pouco comum no periodo também) para narrar a trajetória do ganancioso Kane. Além disso, a história de Charles Foster Kane é inspirada no milionário William Randolph Hearst, um homem muito poderoso na época, que tentou inclusive destruir todas as cópias do filme. Somente por este aspecto, já podemos afirmar que não se trata de uma história qualquer. Mas, é claro, precisamos contextualizar o filme para compreendê-lo melhor.
      Finalmente, sobre a “reviravolta”, entendo que o problema está justamente em esperar por ela. Neste caso, mesmo que um filme apresente uma reviravolta, seu efeito será comprometido pela expectativa criada, ou seja, uma reviravolta só tem efeito completo quando não estamos esperando por ela, não é mesmo? Fica a dica, relaxe e assista aos filmes sem esperar reviravoltas. Quando elas vierem, você curtirá muito mais.
      Agradeço novamente sua particiapação, fique à vontade para comentar sempre que quiser e um grande abraço.

    • Vagner Leme Says:

      Roberto, tudo bem?

      Ontem eu estava conversando com uns amigos a respeito de grandes personalidades do cinema que marcaram epoca, e uma das mais comentadas foi a Audrey Hepburn, sei que nao tem nada a ver com o filme Cidadao Kane, mas eu queria saber a sua opiniao a respeito dela. O que voce acha dela como atriz? Nao como mulher, porque a impressao que tive é que a maioria do pessoal analisa ela muito mais como icone de beleza, do que propriamente pelo seu talento como atriz.

      Um abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Vagner,
      Infelizmente, ainda não assisti muitos filmes dela para ter uma opinião definitiva, mas baseado no que vi, considero uma boa atriz.
      Abraço.

  6. COMO ERA VERDE MEU VALE (1941) « Cinema & Debate Says:

    […] era verde meu vale” é inevitável lembrar que este foi o filme que derrotou o atemporal “Cidadão Kane”, obra-prima incontestável de Orson Welles, no Oscar. Talvez porque o primeiro ressalta o valor […]

  7. Patrícia Gomes Says:

    Como estudei jornalismo foi na faculdade que acabei conhecendo esse filme. Achei simplesmente genial todo contexto do filme e o talento de Orson Welles que mostrou sabiamente o poder do jornalismo sobre as pessoas.

  8. Alemão Says:

    Onde e qdo Cidadão Kane eh chato ?! NUNCA !!!!!!!!!!!!! Com ctza ñ passou no vestibular, vai pagar pra fazer facul. Só pra te lembrar: I foi mal…a minha eh federal !

  9. Semana Inovação « Cinema & Debate Says:

    […] quesito, até porque muitos deles já tiveram críticas divulgadas no Cinema & Debate, como “Cidadão Kane”, “Bonnie & Clyde – Uma rajada de balas” e “Acossado”, por exemplo. Até mesmo a […]

  10. Mandy Intelecto Says:

    Eu já assisti e odiei!!!
    Nhai não gosto de filmes em preto e branco…
    Nem lembro direito do filme também, só assiti porque cairia no vestibular que eu ia prestar!

    Chato demais!!! Hahahahah

    • Roberto Siqueira Says:

      Aí está o problema, assistir por obrigação. rs.
      Mas é um filme sensacional, que influenciou praticamente tudo que veio depois dele.
      E você que gosta de histórias em flashback, iria adorar se assistisse hoje ao filme novamente.

  11. Imagens: Cidadão Kane e Casablanca « Cinema & Debate Says:

    […] Seguindo o projeto de atualização das críticas com imagens, já podem conferir as críticas de Cidadão Kane e Casablanca, agora devidamente ilustradas. Vale lembrar que o texto permanece o mesmo do dia de […]

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