NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (1939)

(Stagecoach)

 

Filmes em Geral #68

Dirigido por John Ford.

Elenco: Claire Trevor, John Wayne, Andy Devine, John Carradine, Thomas Mitchell, Louise Platt, George Bancroft, Tim Holt, Donald Meek e Berton Churchill.

Roteiro: Dudley Nichols e Ben Hecht, baseado em história de Ernest Haycox.

Produção: John Ford (não creditado).

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Filme que iniciou a parceria entre John Ford e John Wayne, que ainda duraria muitos anos e renderia outras obras marcantes, “No Tempo das Diligências” é um western clássico no sentido amplo da palavra, com todos os personagens e componentes narrativos característicos do gênero. Repleto de seqüências marcantes, que se tornaram referência ao longo dos anos, com personagens cativantes e uma inteligente crítica social, o longa é certamente um dos mais importantes do gênero e ainda hoje é entretenimento de primeira.

Viajando numa diligência para Lordsburg, um grupo de estranhos encontra o foragido Ringo Kid (John Wayne), que é preso imediatamente por seu amigo delegado Curly Wilcox (George Bancroft). Além de Curly, Ringo se junta ao bêbado Dr. Boone (Thomas Mitchell), a prostituta Dallas (Claire Trevor), ao banqueiro Henry Gatewood (Berton Churchill), ao jogador Hatfield (John Carradine), a esposa de um oficial Lucy Mallory (Louise Platt), ao vendedor de uísque Samuel Peacock (Donald Meek) e ao condutor Buck (Andy Devine). No meio do caminho, eles são avisados que o índio Geronimo e seus guerreiros apaches estão no caminho. O grupo terá de enfrentar os selvagens antes de alcançar seu destino e permitir que Ringo acerte as contas com seu desafeto Luke Plummer.

O cinema de John Ford não necessita de muitas palavras. Em diversos momentos, apenas as imagens são capazes de transmitir a mensagem pretendida ao espectador. Olhares, gestos e pequenos movimentos fazem com que a platéia perceba algo a respeito de determinado personagem, como a atração entre Ringo e Dallas, que vai se tornando evidente na medida em que a narrativa avança, sem que eles precisem dialogar para isto. Somente através dos olhares, sempre destacados pela câmera hábil de Ford, o espectador percebe tudo. Por isso, os diálogos surgem apenas quando necessários, o que não quer dizer que o longa tenha um ritmo lento. Pelo contrário, a narrativa envolvente é um dos trunfos de “No Tempo das Diligências”. Auxiliado pela montagem de Otho Lovering e Dorothy Spencer, que se destaca na memorável cena da perseguição dos apaches, o diretor emprega um ritmo bem dinâmico ao longa (ainda mais para um filme de 1939). Escrito por Dudley Nichols e Ben Hecht, baseado em história de Ernest Haycox, “No Tempo das Diligências” aborda ainda um tema caro ao diretor, que é a segregação social e o falso moralismo, como fica claro na forma como alguns personagens tratam a prostituta Dallas e o bêbado Boone.

É neste filme também que Ford explora pela primeira vez na carreira o lindo visual do Monument Valley, que se tornaria sua locação favorita, criando seqüências de tirar o fôlego durante a viagem da diligência com seus planos gerais e enquadramentos perfeitos. Para isto, conta também com a direção de fotografia de Bert Glennon, que evolui de um início claro e iluminado para um final obscuro e sombrio, sublinhando bem a tensão do conflito entre Ringo e Luke e ilustrando visualmente a trajetória do personagem interpretado por John Wayne. Wayne, aliás, que também aparece pela primeira vez num filme de John Ford, inaugurando uma parceria de sucesso e duradoura.

Sempre prezando pela estética de seus filmes, John Ford conta ainda com o bom trabalho de direção de arte de Alexander Toluboff, que ambienta o espectador nas cidades, com a arquitetura típica do velho oeste, os tradicionais cavalos e as carroças que atravessam as ruas, além de contar com Walter Plunkett e seus figurinos marcantes, com o chapéu de Ringo e os vestidos de Dallas e Mallory. Fechando os destaques da parte técnica, a trilha sonora de Gerard Carbonara alterna entre momentos solenes e outros mais agitados, destacando-se durante a perseguição dos apaches à diligência, em que a trilha amplia a adrenalina com seu ritmo frenético.

Após estabelecer quem são os personagens que viajarão na diligência, a narrativa insere o elemento que faltava para agregar tensão à viagem através da presença do foragido Ringo, apresentado através de um zoom que realça o rosto expressivo de Wayne e engrandece o personagem na tela. Ainda que pouco sutil e com algumas limitações como ator, é inegável que John Wayne tem enorme presença e um grande carisma, conferindo força a narrativa e ao personagem. Prestes a voltar para a prisão, seu Ringo desconstrói o mito do bandido cruel, sendo educado com as mulheres, ético ao manter a palavra e não fugir mesmo sem algemas, e até mesmo encantador, conquistando lentamente a atenção de Dallas e o respeito de alguns dos viajantes da diligência. Interpretada por Claire Trevor, Dallas já surge discriminada ao ser expulsa da cidade por sua conduta “imoral”. Por isso, ela constantemente aparece calada e claramente incomodada com a situação. Dallas nunca diz abertamente, mas teme que seu passado em Lordsburg comprometa sua relação com Ringo. Observe que mais uma vez as reações dos personagens falam mais que as palavras, indicando o temor da moça sutilmente em seu semblante aflito. E mesmo quando as palavras surgem, não explicam explicitamente o que está acontecendo, como quando o doutor comenta com Ringo sobre Dallas e indica algo sobre o passado dela para o rapaz. Dallas era prostituta? Sim, era. A narrativa indica isto, mas jamais de maneira escancarada.

Um dos grandes destaques do elenco é Thomas Mitchell, que vive o divertido doutor Boone, mal conseguindo acordar sem tomar uma boa dose de uísque. E sua falta de controle acaba sendo perigosa, pois seus serviços são requisitados durante a viagem e ele é obrigado a se recompor rapidamente, colocando em risco a vida de Mallory graças ao seu vício em bebidas alcoólicas. Ainda assim, cumpre seu papel e permite que Dallas surja com um bebê nos braços, surpreendendo alguns personagens que sequer desconfiavam da gravidez de Mallory. Boone também foi expulso da cidade por sua conduta fora do “padrão moral”, mas se mostra uma pessoa boa, que é obrigada a viajar ao lado do insuportável banqueiro Gatewood, interpretado por Berton Churchill e sempre pensando em seus interesses em detrimento do grupo (“O que é bom para os bancos é bom para o país”, diz ele). Completando o elenco, destaque para o delegado Curly Wilcox de George Bancroft, que é obrigado a deixar a amizade de lado e manter o amigo Ringo sob custódia durante toda a viagem, e para a conservadora Lucy Mallory de Louise Platt, que transmite bem a aflição da personagem, desesperada para encontrar o marido e proteger seu bebê, e sua transformação, percebendo ao longo do tempo que Boone e Dallas não eram pessoas ruins.

Os índios também marcam presença em “No Tempo das Diligências”, cumprindo o papel que normalmente lhes é atribuído no gênero. “Não é ruim ter uma esposa apache, eles não me incomodam”, diz um homem que recebe a diligência, somente para ser desmentido em seguida, com o roubo dos cavalos e a fuga de sua esposa. É interessante notar como o índio era visto apenas como um selvagem nos westerns, algo que o próprio Ford tratou de mudar em “Rastros de Ódio” e que seria definitivamente revisto em “Dança com Lobos”, muitas décadas depois. Ainda assim, a índia apache é responsável por um belo momento, quando canta uma música antes de fugir.

A menção ao nome de Luke Plummer logo no início começa a preparar o espectador para o duelo final com Ringo – e as constantes referências ao seu nome só aumentam esta expectativa. Além de Luke, outro vilão temido e citado antes de sua aparição é Geronimo, que surge com seus apaches na melhor seqüência do longa, logo após um sinal de fumaça indicar sua presença. A perseguição dos índios à diligência é emocionante e muito bem conduzida por Ford e seus montadores, que alternam entre os planos num ritmo intenso sem jamais deixar a platéia confusa. Além disso, a beleza do lugar, o som dos tiros e a trilha sonora ambientam o espectador de maneira eficiente, fazendo com que ele se sinta dentro da cena. Pra completar, ainda tem o memorável momento em que Ringo salta por cima dos cavalos em movimento e a emblemática cena em que uma tragédia é evitada pelo som de uma corneta militar, onde o silêncio que acompanha Hatfield se armando para matar Mallory e evitar que ela sofra com a eminente vitória dos índios só amplia a tensão. Já o aguardado duelo entre Ringo e Luke sequer é mostrado por Ford, que prefere focar a reação de Dallas ao escutar os tiros e Luke caindo no bar, num final ambíguo que sugere a vitória de Ringo, mas que pode também representar sua morte, pois nada impede que ele tenha acertado o inimigo e morrido no local (afinal de contas, eram três oponentes no total). Ainda assim, um momento prévio ao duelo pode facilitar a interpretação, quando um dos irmãos Plummer atira num gato a poucos metros e erra.

Com seu visual magnífico e uma narrativa envolvente, “No Tempo das Diligências” é o primeiro dos grandes momentos da parceria entre John Ford e John Wayne, que se estabeleceram ao longo dos anos como dois ícones do western. E esta fama veio merecidamente, principalmente pelo talento de Ford na construção de narrativas sóbrias e planos belíssimos, mas também pelo carisma de Wayne. Ainda que hoje esteja praticamente extinto, o western nos deu inúmeros filmes inesquecíveis e este certamente é um deles.

Texto publicado em 08 de Agosto de 2011 por Roberto Siqueira

Semana John Ford

Olá pessoal,

Nos próximos dias divulgarei críticas de cinco filmes dirigidos por John Ford, um dos diretores mais importantes do cinema e referência obrigatória para muitos cineastas.

Aproveito também para lançar a página “John Ford”, que você pode acessar na página inicial (lado direito da tela), onde faço uma rápida análise da obra deste importante diretor.

Um grande abraço.

Texto publicado em 07 de Agosto de 2011 por Roberto Siqueira

Paris

“Paris é muito cara, os franceses são chatos, a quantidade de comida servida nos restaurantes é pequena, as ruas são sujas e o metrô é velho demais”. Estas são algumas das frases que ouvi assim que anunciei onde passaria a lua de mel (na verdade, também conheci Madri, Barcelona e Amsterdã nesta primeira viagem, além das pequenas Versailles e Zaandam), o que ilustra, em primeiro lugar, uma falta de tato incrível das pessoas, que sequer pensavam que eu estava prestes a realizar meu sonho de conhecer a Europa ao lado da pessoa que amo. Só que, depois de pisar na capital francesa, afirmo com segurança: Esqueça tudo isto! A cidade luz é encantadora, é mágica, uma cidade fascinante em que desfrutamos cada nova descoberta e que merece ser visitada outras vezes.

Antes de qualquer coisa, quero esclarecer os fatos. Paris é tão cara quanto qualquer cidade grande (como São Paulo) e tem inúmeras opções para aqueles que estão dispostos a procurar o preço que caiba no seu bolso. Os franceses podem até serem chatos, mas pelo menos comigo e minha esposa não foram – aliás, foram mais receptivos que os “calorosos” italianos, estes sim muito parecidos com os brasileiros (ou seja, ou o cara é gente fina ou é um baita ignorante). Quanto à comida, não tenho do que reclamar (só faltava reclamar de uma das melhores culinárias do mundo, não é mesmo?), quantidade e qualidade elogiáveis. Isto sem falar nos vinhos, maravilhosos até mesmo quando são “da casa”, mas voltaremos a falar deles em instantes. Ruas sujas? Sim, elas existem, mas nem se compara ao que vejo pelas ruas de Sampa. No fim das contas, entre as “acusações” que ouvi antes da viagem, só a do metrô se confirmou, mas apenas nas linhas mais antigas (algumas estavam no início da restauração), já que as novas estavam bem bonitas.

Feito o desabafo, vamos às boas lembranças de uma cidade com tantos lugares legais para conhecer que fica até difícil resumir num texto só. Após sair do aeroporto Charles de Gaulle e pegar o metrô na Gare du Nord, desci na estação “Parmentier” e descobri que os elevadores estavam quebrados, justo na primeira cidade européia em que minha enorme mala não tinha sido extraviada (antes, em Madri e Barcelona, recebi a mala horas depois no hotel). Por isso, fui obrigado a subir vários lances de escada com uma mala enorme, enquanto a Dri ria da minha cara com sua mala pequena. Por sorte, um jovem francês me ofereceu ajuda (não falei que eles são legais?) e outro rapaz me ajudou a encontrar o hotel. Talvez o fato de ter aprendido um pouquinho do idioma local tenha me ajudado, já que eles percebiam meu esforço e passavam a falar inglês sem nenhum problema – o que não é comum, como muitos sabem, por causa do histórico entre Inglaterra e França.

No primeiro dia, deixamos as malas no hotel, passamos pela Bastilha, caminhamos até a Île de la Cité e conhecemos, de uma vez só, o hotel de Ville, o rio Sena e a charmosa catedral de Notre Dame, com seu estilo gótico e belo. De lá, aproveitamos para dar uma esticada no passeio e ver a torre Eiffel de perto. Era noite e ela estava lá, totalmente iluminada. Pode soar brega, eu sei, mas poucos lugares são tão românticos. E podem falar o que for, mas a danada da torre é mesmo um deslumbre! Daí pra frente, cada dia de viagem trazia uma nova emoção.

Mas Paris é charmosa não apenas pelos pontos turísticos. Como disse Vicent Vega em “Pulp Fiction”, são nos pequenos detalhes que a cidade nos encanta. O cuidado com cada jardim, como no lindo jardim des Tuileries, localizado próximo à entrada do Louvre e à linda praça de la Concorde, os cafés, a arquitetura da cidade, as bicicletas, tudo é encantador. E o que dizer do maior museu do mundo então? São necessários alguns dias para conhecer o Louvre em toda sua magnitude. Com tantas atrações fica difícil citar tudo, mas posso dizer que fiquei impressionado com os aposentos de Napoleão e com alguns quadros, dentre os quais está a Mona Lisa, um quadro pequeno é verdade, mas fascinante. Da Vinci era mesmo um gênio!

E não para por aí não. Paris ainda tem a Champs-Élysées, o paraíso dos consumidores que, confesso, me encanta mais pela beleza do lugar. A Dri ficou empolgadíssima com lojas como a Sephora, enquanto eu fiquei ali, admirando a beleza daquela avenida que nos leva ao Arco do Triunfo. À noite, vale à pena conhecer a bela igreja Sacré Coeur e admirar a vista panorâmica da cidade, além de curtir o bairro boêmio Montmartre, que fica atrás da igreja e tem excelentes restaurantes. Não distante, tem outro lugar famoso (e eternizado pelo cinema), o Moulin Rouge, numa avenida divertida, cheia de lugares interessantes como o museu do sexo.

Como se não bastasse à quantidade enorme de lugares pra conhecer, a qualidade da comida e o charme da cidade, com seus cafés aconchegantes que praticamente nos obrigam a passar uma tarde curtindo e batendo papo, Paris ainda tem uma estrutura invejável, com um metrô incrivelmente eficiente, que nos leva em todos os lugares sem exigir grande esforço. Ah, e ainda tem o crepe, aquela delícia irresistível vendida nas ruas da cidade. E a baguete, e o pãozinho com manteiga, e o croissant, e… Deixa pra lá, melhor parar porque já estou com fome.

Gosta de vinhos? Nem preciso dizer que aqui estão muitos dos melhores vinhos do mundo, e mesmo quem quer economizar se dá bem, pois os “vinhos da casa” oferecidos nos restaurantes são bons e nos mercados podemos comprar ótimos vinhos com preços bem acessíveis. O mesmo raciocínio se aplica aos queijos, variados e excelentes, e também encontrados com facilidade pelas ruas da cidade. Com um bom vinho e queijos deliciosos, é só esticar sua toalha no Campo de Marte e apreciar a paisagem ao lado da (s) pessoa (s) que você gosta. Tem algo melhor?

E se você gosta de ficar sem fazer nada apenas curtindo o tempo passar, eis uma cidade mais que convidativa com lugares como a margem do rio Sena e o citado campo de Marte, entre tantos outros. Finalmente, nem vou citar Versailles, que merece um post a parte, tamanho o deslumbre que provoca em quem decide conhecê-la.

Infelizmente, estou terminando. Já li, reli e desisto. Jamais conseguirei expressar em palavras o que é conhecer Paris. A verdade é que somente quem esteve lá sabe do que estou falando. A cidade luz realmente nos encanta profundamente. Não é perfeita, claro, nenhuma é. Mas merece a fama que tem. É um lugar diferente, que merece ser descoberto lentamente. E quanto mais o tempo passa, mais tenho saudade da capital francesa.

Só tem uma solução para curar este sentimento nostálgico: Quanto está à passagem para Paris?

Em breve, se Deus quiser!

Texto publicado em 05 de Agosto de 2011 por Roberto Siqueira

Jim Carrey no Oscar 1996

Sou um nostálgico por natureza. Adoro gravar momentos marcantes e revê-los muito tempo depois. Quando viajo ou quando organizo um grande evento, tenho o hábito de filmar e tirar muitas fotos, somente para registrar um momento que, certamente, vou querer ver novamente no futuro.

Mas gravar eventos é normal, você pode afirmar. E eu responderei que não faço apenas isto, mas também tiro fotos de coisas banais, como por exemplo, uma porta, uma maçaneta ou até mesmo uma rua que achei diferente em San Gimignano (Itália), somente porque, ao rever aquela foto, sinto estar sendo transportado novamente para aquele momento que me marcou.

Este raciocínio também se aplica ao esporte, o que me leva a gravar não apenas os grandes jogos do meu time e da seleção, mas, por exemplo, todos os gols das Copas do Mundo, algumas entradas em campo e hinos nacionais e até mesmo matérias de bastidores da Copa. Para mim, rever tudo aquilo anos depois é um grande prazer.

E assim também acontece com o Oscar, uma cerimônia quase sempre chata, quase sempre longa demais e com grandes injustiças registradas ao longo da história. Além disso, uma cerimônia muito mais comercial que artística, que não vale como garantia de qualidade, e que, apesar de premiar bons filmes, costuma me deixar mais irritado do que feliz (este ano, por exemplo, a vitória de “O Discurso do Rei” me deixou aborrecido por alguns dias).

Pra que gravar então a chata, longa e injusta cerimônia do Oscar? Simples. Para rever o momento de glória (sim, é glorioso!) de alguns dos atores, atrizes, diretores, etc., que eu gosto muito. E eu realmente me divirto ao rever, seja em DVD, seja no Youtube (onde encontro muitas das premiações que não consigo mais restaurar as fitas), o momento do anúncio, por exemplo, da vitória de Martin Scorsese, Robert de Niro, Meryl Streep, Morgan Freeman, Jodie Foster, etc.

Na última semana, ao rever os vídeos do Oscar 1996 (estou começando a assistir os filmes de 1995 pra escrever e isto me motivou a rever trechos daquela cerimônia), me lembrei de um momento engraçado envolvendo o talentoso Jim Carrey e resolvi compartilhar com vocês. Carrey foi convidado para entregar o prêmio de melhor fotografia e entrou no palco fazendo uma brincadeira com um sucesso da época, a animação “Toy Story”. Criativo, Carrey fez uma piada envolvendo os bonecos do filme e o clássico “Perdidos na Noite”, estrelado por Jon Voight e Dustin Hoffman. Veja o vídeo:

*Desculpem, mas não encontrei o vídeo sem tradução simultânea.

Espero que gostem. Um grande abraço.

Texto publicado em 02 de Agosto de 2011 por Roberto Siqueira