Parabéns!

Pra você que sabe o motivo deste post e sabe tudo que já te falei no dia de hoje, deixo aqui registrado neste dia especial os meus parabéns e agradecimentos! Você sabe tudo que significa pra mim.

Parabéns pra você! Que Deus sempre te abençoe, te guarde e te guie.

Mil beijos.

PS: Detalhes ficam entre nós. 😉

Texto publicado em 12 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

Qual seu filme de animação favorito?

Depois das perguntas sobre filme, super-herói e vilão favoritos, chegou a vez dos filmes de animação. Confesso que sou fã de carteirinha deste tipo de filme que, diga-se de passagem, não é gênero. Dentro de uma animação podemos ter qualquer gênero: ação, drama, comédia, etc.

Meu filme de animação favorito é o maravilhoso “Wall.E”, da Pixar, lançado em 2008 nos cinemas. Também gosto muito de outras duas produções da Pixar, “Monstros S.A.” e “Os Incríveis”. E de uma forma geral, gosto de praticamente todas as animações que assisti.

E pra você, qual seu filme de animação favorito?

Um abraço e bom debate.

Wall-e and Eve

Texto publicado em 11 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

O PODEROSO CHEFÃO (1972)

(The Godfather) 

5 Estrelas

 

Obra-Prima 

Videoteca do Beto #9

Vencedores do Oscar #1972

Dirigido por Francis Ford Coppola.

Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, Diane Keaton, Robert Duvall, Richard S. Castellano, James Caan, Talia Shire, Sterling Hayden, John Marley, Richard Conte, Al Lettieri, Gianni Russo, John Cazale, Morgana King, Lenny Montana, Abe Vigoda, Tony Giorgio, Victor Rendina, Alex Rocco, Salvatore Corsitto, John Martino, Simonetta Stefanelli e Al Martino. 

Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo. 

Produção: Albert S. Ruddy.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Quando a tela escura anunciar “Mario Puzo’s The Godfather” ao som da eterna e maravilhosa trilha sonora de Nino Rota e o personagem Bonasera (Salvatore Corsitto) aparecer na tela dizendo: “Eu acredito na América”, tenha certeza que você está prestes a assistir uma das melhores e mais importantes obras que o cinema já produziu em toda a sua existência. Afirmar algo deste tipo é muito perigoso, já que dificilmente alguém conseguirá ver todos os filmes produzidos desde o inicio da sétima arte. Mas a obra-prima de Francis Ford Coppola é uma proeza técnica e narrativa tão perfeita, além de brilhantemente interpretada, que dificilmente algum filme conseguiu ou conseguirá alcançar o seu nível de excelência ao longo dos anos.

Vito Corleone (Marlon Brando) é o líder da imigrante família italiana que manda e desmanda na cidade de Nova York, através de sua influencia no mundo dos jogos, prostituição entre outras coisas. Através da troca de favores (e de outros métodos mais intimidadores quando necessário), os Corleone conseguem ter ao seu lado todas as pessoas influentes da cidade e, consequentemente, dão as cartas na região. A vida segue tranqüila pra eles até que o gangster Sollozzo (Al Lettieri) oferece aos Corleone uma participação no negócio dos narcóticos em troca de proteção política. Com a recusa de Don Vito, iniciam-se os conflitos entre as famílias e, como conseqüência, inicia-se também a ascensão de Michael Corleone (Al Pacino) de filho protegido e pouco envolvido nos negócios a novo chefe da família mafiosa.

“O Poderoso Chefão” é, acima de tudo, uma proeza narrativa. Criar um roteiro tão complexo, que envolva um número tão grande de personagens importantes e profundamente bem desenvolvidos (basta ver o número de atores que citei no cabeçalho da crítica), amarrando todas as pontas da narrativa ao longo de todo o filme (e muito mais que isso, ao longo de toda trilogia!), é motivo suficiente para considerá-lo uma obra singular na história do cinema. Além destas qualidades, o roteiro conta ainda com inúmeras frases simplesmente geniais e inesquecíveis. Para citar apenas duas delas, temos a famosa fala de Vito Corleone “Vou fazer uma oferta que ele não pode recusar”, repetida depois por Michael ao longo da trilogia, e a fala de Peter Clemenza (Richard S. Castellano, em grande atuação) logo após o assassinato de Paulie (John Martino) no carro: “Leave the gun. Take the cannoli” (no original em inglês), que em português seria “Deixe a arma. Pegue o cannoli”. Esta frase resume perfeitamente a alma dos mafiosos, ou seja, pessoas que não hesitam na hora de matar alguém que atrapalhe o seu caminho, mas que em contrapartida, têm valores familiares muito bem definidos. A comida preparada por sua esposa é tão importante pra ele quanto cumprir a ordem de seu chefe da máfia. Só que, além do maravilhoso roteiro escrito por Mario Puzo e Francis Ford Coppola, o filme ainda conta com um trabalho técnico absolutamente impecável e atuações do mais alto nível, o que faz dele uma obra-prima magnífica e inigualável.

Logo na primeira conversa entre Don Corleone e Bonasera somos introduzidos ao sombrio ambiente da trama. Percebemos que se trata de uma família composta por muitas pessoas que são lideradas por um respeitado senhor conhecido como “Padrinho” e que ouve pacientemente os pedidos de ajuda dos amigos presentes na festa de casamento de sua filha. Sua reação ao pedido do cantor Johnny Fontane (Al Martino, em papel inspirado em Frank Sinatra), gritando e depois beijando o amigo, deixa claro o jeito paternal que ele tem de comandar o grupo. Fica claro também o código de ética do mafioso quando este se irrita com um amigo que só lembra dele para pedir favores. Em outro determinado momento, ele se recusa a tirar uma foto da família sem a presença de seu filho Michael, o que evidencia a importância que aquele filho em especial tem pra ele. Todo este bem trabalhado primeiro ato apresenta cuidadosamente os personagens e servirá de base para o complexo desenrolar da trama, que é extremamente bem conduzida por Coppola. A direção de Copolla, aliás, é perfeita. Observe como suas escolhas de enquadramentos e movimentos de câmera sempre podem significar algo a mais do que simplesmente o que vemos na tela. Um exemplo disso é o momento em que Michael decide se envolver nos negócios da família e cita o plano que tem em mente para se vingar de Sollozzo e do capitão McCluskey (Sterling Hayden). A câmera lentamente se aproxima dele, agigantando-o na tela e demonstrando visualmente o nascimento simbólico do sucessor de Vito Corleone. Neste momento crucial da narrativa, Michael está deixando de ser um personagem secundário para ser o personagem principal da saga e o movimento de câmera traduz isso perfeitamente. O diretor é preciso na criação de planos criativos, como por exemplo na cena da morte de Carlo, captada pela frente do carro e que transmite uma sensação de agonia ainda maior ao espectador que vê os pés da vítima se debatendo no vidro. Coppola também é absolutamente competente na criação de cenas fortes e inesquecíveis. O filme tem uma coleção inigualável de grandes cenas, como o chocante recado dado ao produtor de cinema, a tensa seqüência na porta do hospital e o tocante momento de carinho que Vito e Michael tem dentro dele, o diálogo reflexivo entre os mesmos Vito e Michael na casa deles, a impressionante armadilha contra Sonny (James Caan), a surra de Sonny em Carlo (Gianni Russo) no meio da rua, o bem orquestrado e maravilhoso final da trama ocorrido durante o batizado e que resolve todos os problemas de Michael de uma vez só, e aquela que pra mim talvez seja a melhor cena do longa, o jantar entre Michael, Sollozzo e o Capitão McCluskey em um restaurante.

Coppola também foi extremamente feliz na escolha do elenco perfeito para o filme (e olha que ele teve que enfrentar a resistência dos chefões da Paramount a nomes como Brando e Pacino). As atuações são um show à parte. A começar pela lendária performance de Marlon Brando como o icônico Don Vito Corleone. A perfeição de seu trabalho é tão grande que dispensa qualquer comentário a respeito. Brando consegue criar, antes dos 50 anos de idade e no mesmo ano em que viveu um viril amante em “O Último Tango em Paris”, um perfeito e realista senhor de idade já no fim da vida, através das bochechas inchadas com algodão, do olhar cansado, da sobrancelha cerrada e da voz rouca. Praticamente todas as suas participações em cena são perfeitas e fica até difícil destacar alguma. Em todo caso, repare como sua demonstração de insatisfação é sutil e precisa na cena em que seus filhos contam que Michael assassinou uma pessoa. Vito sabia que aquela notícia alteraria todo o futuro de seu filho. Ele fecha os olhos, acena negativamente com a cabeça, vira o rosto e faz um gesto com a mão para que eles se retirem, sendo prontamente atendido, o que também ilustra o respeito que Don Vito conquistou. Quando Tom Hagen (Robert Duvall, muito bem como o fiel conselheiro e filho adotivo de Vito) lhe dá uma trágica notícia, seu choro contido e seu pedido com a voz embargada pelo fim da guerra transmitem uma emoção inigualável, de uma forma que só um ator do seu gabarito conseguiria fazer. Comovente também é o momento em que ele diz a tocante frase: “Veja como massacraram meu garoto” com a sobrancelha e o semblante refletindo toda sua imensa tristeza. Toda cena em que Brando participa é perfeita, criando um personagem absolutamente inesquecível e inigualável. O outro grande destaque da obra é Al Pacino. Seu Michael, inicialmente alguém que não quer envolver-se nos negócios da família (até por vontade do pai), é um personagem que passa por uma incrível e maravilhosa mudança gradual durante toda a narrativa, e o ator retrata muito bem todo este arco dramático. O diálogo inicial entre Michael e Kay (Diane Keaton, em outra excelente atuação, que aqui, por exemplo, demonstra com sutileza seu espanto com os métodos da família Corleone, ficando boquiaberta e sem palavras, com os olhos arregalados) é o contraponto ideal para a emblemática cena final do longa, mostrando o quão irônica aquela conversa entre os dois se tornou. O tímido e quieto Michael do diálogo inicial com Kay, com cabelo pro lado e tom de voz baixo, se torna uma pessoa extremamente autoconfiante e respeitada ao longo do filme, passando a utilizar um cabelo mais engomado e uma voz muito mais firme. A postura de Michael quando faz a oferta de compra do cassino de Moe (Alex Rocco) é um claro sinal de seu novo estilo, muito mais agressivo. Nesta mesma cena, seu irmão Fredo (John Cazale) defende Moe e Michael fala para Fredo nunca mais se posicionar contra a família (o que refletirá na trama do segundo filme, reforçando a genialidade do roteiro). Pacino demonstra toda a energia de Michael, por exemplo, na brilhante cena do jantar no restaurante. Observe como ele, ao voltar do banheiro com a arma, fixa os olhos em um ponto demonstrando que não está mais preocupado em escutar o que dizem os outros dois personagens presentes. Sua preocupação agora é agir na hora certa, e sua ação eminente se torna palpável, o que torna a cena extremamente verossímil. Ao partir para o ataque sem pestanejar, sua transformação está consumada. Ele é competente também nos momentos de sutileza, como na magnífica conversa que tem com Vito na casa deles. Este diálogo, aliás, mostra de forma muito clara o enorme talento dos dois atores. Observe como Vito pergunta do neto, dá um sorriso de satisfação com a resposta, pede algo que já havia pedido antes e depois percebe que esqueceu, chegando à conclusão de que está ficando velho. Michael escuta atentamente os conselhos do pai, sorri e olha pra baixo quando fala de seu filho e toca carinhosamente seu velho quando pergunta o que está lhe incomodando. Pacino é extremamente competente na árdua tarefa de contracenar com um monstro sagrado como Marlon Brando, o que torna ainda melhor esta bela cena. James Caan interpreta muito bem o explosivo Santino Corleone (apelidado de Sonny), dando claros sinais de que não tem o equilíbrio psicológico e o jogo político necessários para ser o sucessor de Don Vito, através de suas reações extremas e seus impulsos vingativos e violentos. Porém, apesar de toda esta agressividade, o gangster tem um código de ética peculiar, assim como toda sua família, como podemos testemunhar na cena em que ele quebra a máquina fotográfica de um paparazzi e joga dinheiro no chão, como quem diz: “Compre outra pra você, mas pare de encher o meu saco”. Destacar cada integrante do elenco é até desnecessário. Basta dizer que nenhuma atuação pode ser considerada de baixo nível. Durante um simples jantar em família, por exemplo, Coppola e seu fantástico elenco evidenciam uma série de problemas de relacionamentos. Connie, interpretada com competência (e um exagero perfeitamente aceitável devido ao enorme sofrimento da personagem) por Talia Shire, mostra que não se dá bem com seu violento marido Carlo (Gianni Russo, muito bem na cena da briga com Connie e no diálogo final com Michael). Sonny deixa claro que odeia o modo como Carlo trata sua irmã e Mama Corleone (Morgana King) mostra sutilmente que não gosta da interferência dos irmãos no casamento de sua filha. Tudo isso em poucos segundos e sem diálogos expositivos, genial.

Como se a excepcional direção de Coppola e o elenco maravilhoso não fossem suficientes, “O Poderoso Chefão” conta ainda com um trabalho técnico espetacular. A começar pela famosa direção de fotografia de Gordon Willis (apelidado por causa deste filme de “O Príncipe das Sombras”). Seu estilo se tornou padrão para os filmes do gênero, que passaram a utilizar o forte contraste luz e sombra como regra desde então. Desde a primeira cena, podemos notar constantemente os personagens, e até mesmo os ambientes, mergulhados nas sombras criadas brilhantemente por Willis. Observe como parte do rosto deles está encoberto na cena inicial dentro da sala de Vito, na conversa entre Michael e Carlo a respeito do assassinato de Sonny ou quando Tom Hagen conta para Vito que seu filho está morto. E estes são apenas alguns exemplos dentre vários que podemos citar. Willis também consegue alternar dos momentos sombrios para os momentos alegres com perfeição. Observe atentamente como a fotografia é mais colorida na cena do casamento, demonstrando toda a alegria daquela festa. Só que mesmo este colorido é opaco, já que ele nunca utiliza cores extravagantes demais, o que dá um ar documental a esta cena. Nesta mesma cena, a fotografia, em conjunto com os figurinos, destaca visualmente o personagem Michael, o único homem presente que não está vestido com o tradicional terno e gravata. Ele é diferente e o visual ilustra isso. Os figurinos criados por Anna Johnstone, aliás, são absolutamente marcantes. Vestidos com ternos, gravatas, chapeis e sobretudos, os gângsteres de “O Poderoso Chefão” influenciaram o visual da grande maioria dos filmes do gênero que vieram depois. Marcante também é o incrível trabalho de Direção de Arte de Warren Clymer, que cria uma Nova York dos anos 40 rica em detalhes, como a fachada das casas e bares e os modelos dos automóveis da época. O trabalho de maquiagem também merece destaque, principalmente pelo já citado envelhecimento de Marlon Brando. A engenhosa montagem (resultado do trabalho de Marc Laub, Barbara Marks, William Reynolds, Murray Solomon e Peter Zinner) consegue manter igualmente atraentes todas as tramas da narrativa e ainda nos brinda com um final extraordinário, resolvendo todos os conflitos através de ações paralelas e simultâneas, previamente planejadas por Michael. A perfeita montagem é crucial para o excelente resultado desta seqüência final. Além disso, apesar da narrativa cobrir vários anos da família Corleone, a passagem do tempo jamais soa episódica. Perceba como em determinado momento Kay pergunta para Michael há quanto tempo ele está de volta e ele responde: “Há um ano”. Minutos antes, Vito alertava para o possível retorno de seu filho na reunião dos chefes de família. Para finalizar, merece destaque o incrível realismo alcançado nas cenas violentas, como os tiros disparados contra Solozzo e McCluskey e o assassinato de Sonny.

“O Poderoso Chefão” conta ainda com um turbilhão de emoções, sempre utilizadas na dose certa. Temos momentos comoventes, como a tocante cena em que Vito sorri ao receber o carinho de Michael no hospital. Um romance entre Michael e a belíssima italiana Apollonia (vivida com muito charme por Simonetta Stefanelli) que, mesmo terminando de forma trágica, serve como um pequeno alívio para a trama carregada. A ação fica por conta das cenas extremamente violentas e realistas. E finalmente, o filme apresenta até uma dose de humor negro, como a cena em que Michael está prestes a ligar para Luca Brasi (Lenny Montana). No momento em que ele pega o telefone chegam dois peixes mortos numa caixa, simbolizando que Luca está morto. Michael coloca o telefone no ganho em seguida.

Extremamente competente em todos os setores, “O Poderoso Chefão” é talvez o filme que mais tenha se aproximado da perfeição. Mostrando da maneira mais realista possível o submundo de Nova York dominado pela máfia italiana, o filme acompanha brilhantemente a ascensão de Michael Corleone e o efeito que ela provocou em sua família. Reforçado ainda por atuações brilhantes, uma direção impecável, um trabalho técnico magnífico e um roteiro incrivelmente complexo e coerente, o primeiro filme da maravilhosa trilogia não pode ser reconhecido de outra forma que não uma perfeita e completa obra-prima da história do cinema. Espero que o cinema ainda seja capaz de produzir obras desta magnitude, mas isto é reconhecidamente algo difícil de voltar a acontecer. De qualquer forma, somente o fato de saber que um dia ele já foi capaz de produzi-lo é motivo suficiente para nos apaixonarmos por esta maravilhosa arte eternamente.

Texto publicado em 10 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

Feliz Dia dos Pais!

A importância da relação pai e filho é um tema abordado com competência no cinema em filmes como Um Mundo Perfeito, diversos filmes do Spielberg e até mesmo em filmes mais pesados como O Poderoso Chefão. São os pequenos atos que fazem a grande diferença na vida de um filho. A primeira pedalada na bicicleta, jogar futebol ou vídeo game com ele, ajudar na lição de casa, levar ao parque, sair pra tomar sorvete, entre outras coisas.

1993, estádio Palestra Itália. O Palmeiras vivia um longo jejum de títulos e, auxiliado pela excelente parceria com a Parmalat, montou um grande time. E foi neste clima de festa que, pela primeira vez na minha vida, meu pai me levou ao estádio. Lembro de ver os jogadores chegarem, de tocar a mão do goleiro Velloso e de ver meu time vencer por 2 x 0. Seis anos mais tarde, comemoraríamos juntos o emocionante titulo da Libertadores. Aquela ida ao estádio significou muito pra mim e fez com que meu time de coração seja pra sempre o time do meu pai. Lembro também da primeira vez que fui ao cinema, com meu pai, minha mãe e minha irmã. Imagino o tamanho do sacrifício que foi pra ele, já que não é tão fã assim de cinema. Mas pai é pai, e ele foi comigo. E hoje o cinema também é uma grande paixão na minha vida. Lembro de muitas outras coisas que fariam deste post um livro, mas o mais importante é que eu nunca realmente vou esquecer os ensinamentos do meu pai, que sempre estiveram comigo e me ajudaram a seguir um caminho correto na vida. Recentemente, quando anunciamos a gravidez da Dri, lembro do choro emocionado dele ao pensar que o filho dele agora também seria pai.

Gostaria de desejar um feliz dia dos pais para todos os papais deste mundo, em especial obviamente para o meu amado pai. Ser pai é ser alguém especial, é ser o homem mais importante do mundo, mesmo que seja somente para seus filhos. Agradeço à Deus pelo pai que tenho e por tudo que ele me ensinou.

Tenho certeza que eu também vou ser um bom pai para o meu bebê. O principal para isso graças a Deus eu tenho: o amor.

Um beijo pai, feliz dia dos pais! Te amo!

PS: Tenho certeza que meu bebê também já está me desejando um feliz dia dos pais lá de dentro da barriga da Dri. 😉

Texto publicado em 09 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

Trilogia: O Poderoso Chefão

Escrever sobre a obra-prima de Francis Ford Coppola é sem dúvida a tarefa mais difícil que encontrei até o momento em minha empreitada neste blog. Como escrever sobre um filme tão respeitado e tão estudado ao longo dos anos? Mais difícil ainda é escrever sobre cada um dos três filmes, já que a saga dos Corleone merece ser analisada por completo e não dividida em três etapas. De qualquer forma, vou seguir o protocolo (que eu mesmo criei!) e analisar cada filme quando chegar sua vez na ordem cronológica da Videoteca do Beto.

Vou postar em seguida as críticas de “O Poderoso Chefão” e “O Poderoso Chefão – Parte II” e quando chegar ao ano de 1990, postarei a critica de “O Poderoso Chefão – Parte III”. Mas já deixo claro que pra mim a trilogia como um todo é uma obra-prima e merece um sábado ou domingo inteiro para ser vista.

Um abraço.

The Godfather

 Texto publicado em 07 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

Oscar de todos os tempos: MELHOR FILME

Recentemente perguntei no blog qual seu filme favorito e as pessoas ficaram em dúvida na hora de responder. Como eu mesmo citei 3 candidatos ao posto, resolvi ampliar a pergunta, seguindo os moldes da Academia de Hollywood. Ao pensar numa forma mais eficiente de votação, fiquei imaginando como seria se a Academia fizesse um Oscar de todos os tempos em uma edição especial (a 100º?), escolhendo em cada categoria os cinco melhores ao longo dos anos. Seria polêmico, mas também seria muito interessante. Como dificilmente os velinhos de Hollywood farão algo deste tipo, resolvi eu mesmo fazer esta votação aqui no blog. Pra começar, escolhi a principal categoria: Melhor Filme.

Sendo assim, a pergunta de hoje é: Se você fosse convidado pela Academia para votar na escolha dos cinco indicados ao prêmio de melhor filme de todos os tempos, quais seriam seus escolhidos?

Meu voto seria:

– Trilogia O Poderoso Chefão (vamos considerar que trilogias ocuparão somente uma vaga)

– 2001 – Uma Odisséia no Espaço

– Cidadão Kane

– Laranja Mecânica

– Um Sonho de Liberdade

Um abraço e bom debate.

five-best-picture-nominees 

Texto publicado em 05 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

O TESOURO DE SIERRA MADRE (1948)

(The Treasure of the Sierra Madre)

4 Estrelas 

Filmes Comentados #1

Dirigido por John Huston.

Elenco: Humphrey Bogart, Barton MacLane, Walter Huston, Tim Holt, Bruce Bennett e Alfonso Bedoya.

Roteiro: John Huston, baseado em romance de B. Traven. 

Produção: Henry Blanke. 

[Antes de qualquer coisa, gostaria de esclarecer que os filmes comentados não são críticas. Tratam-se apenas de impressões que tive sobre o filme, que divulgo por falta de tempo para escrever uma crítica completa e estruturada de todos os filmes que assisto. Gostaria de pedir que só leia estes comentários se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

– Divertido aventura sobre a exploração do ouro nas montanhas mexicanas, com uma dose de drama e boas atuações.

– A direção de John Huston conduz a narrativa com segurança, além de criar interessantes planos como aquele em que Dobbs dá uma gargalhada recheada de maldade e as chamas da fogueira o encobrem lentamente, simbolizando o momento diabólico que ele está vivendo.

– Interessante à forma como o roteiro de John Huston aborda o tema da ganância do ser humano e como a possibilidade de ficar rico revela a verdadeira face de cada pessoa.

– A atuação de Walter Huston (pai do diretor) é absolutamente maravilhosa como o velho Howard. Sua fala rápida, seus gestos, olhares e suas frases (mérito também do roteiro) roubam a cena. As gargalhadas (que hoje parecem exageradas) não prejudicam a grande atuação. E a dança do ouro é maravilhosa e muito divertida.

– Humphrey Bogart também tem uma grande atuação como o ambicioso Dobbs. Sua mudança ao longo da narrativa é evidente. À medida que se aproxima da fortuna ele se transforma em alguém cada vez mais perigoso e egoísta, e Bogart retrata muito bem esta mudança do personagem.

– O roteiro certamente é o destaque do filme, repleto de frases inteligentes e diálogos ágeis e deliciosos de ouvir.

– Impressionante também o excelente trabalho de direção de fotografia de Ted D. McCord, que consegue passar a sensação de um mundo árido, mesmo com a ausência das cores. Ele utiliza a luz para causar a sensação de um local bastante quente.

– A montagem oscila entre bons e maus momentos. O filme caminha num ritmo muito bom até a volta para a cidade. As seqüências do ataque ao trem, o acampamento, a exploração das minas de ouro e a resistência ao ataque dos mexicanos fluem com naturalidade. O problema está na longa seqüência com os índios, que poderia ser reduzida, já que é apenas um artifício do roteiro para deixar Dobbs e Curtin sozinhos.

– É curiosa, e até cômica, a calma do assassino mexicano na hora de sua execução.

– A irônica piada do final do filme revela a principal mensagem dele. Riqueza (ouro ou dinheiro) não é tudo na vida. É bom (e essencial) tê-lo, mas devemos ter cuidado com os perigos que a riqueza pode representar na mente de pessoas muito ambiciosas. 

O Tesouro de Sierra Madre

Texto publicado em 04 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

Filmes Comentados

Como todos sabem, pretendo divulgar com freqüência críticas sobre filmes de todas as épocas e de todos os gêneros. Até o momento consegui divulgar 12 criticas (8 da Videoteca do Beto e 4 de Filmes em Geral) em pouco mais de um mês. Ao mesmo tempo, pretendo assistir cada vez mais filmes por semana. Desta forma, estou me aproximando de um momento em que o tempo não será suficiente para escrever sobre todos os filmes que assisto. Vou manter minha promessa e escrever sobre todos os filmes da Videoteca do Beto, assim como a maioria dos filmes que alugo (de qualquer época) e dos lançamentos no cinema também (assim que o perigo da gripe suína não existir mais!). Mas infelizmente é preciso fazer escolhas, e a partir de agora, alguns filmes que assistirei não terão críticas divulgadas, simplesmente por falta de tempo.

Sendo assim, a solução que encontrei para este problema foi divulgar pelo menos alguns comentários sobre estes filmes que não escrevei crítica. Não que eles sejam menos importantes que os outros. É simplesmente uma questão de escolha. Pode até ser que no futuro alguns deles recebam uma crítica também, mas no momento o tempo não permitirá. O primeiro exemplo de filme que não terá crítica, somente comentários, será “O Tesouro de Sierra Madre”, inaugurando assim uma nova categoria no blog: “Filmes Comentados”. Espero que desta forma eu consiga pelo menos deixar registradas as minhas impressões sobre todos os filmes que vejo, algumas mais detalhadas (através da crítica) e outras menos (somente com comentários).

Um abraço.

Texto publicado em 03 de Agosto de 2009 por Roberto Siqueira

Qual o seu vilão favorito no cinema?

Recentemente perguntei aqui no blog qual era o seu super-herói favorito, empolgado por ter assistido ao belo filme Batman – O Cavaleiro das Trevas. Agora faço outra pergunta, um pouco mais abrangente e também por pura curiosidade.

Qual o seu vilão favorito no cinema? Veja que agora estou envolvendo todo o universo dos filmes, e não somente os super-heróis. O meu vilão favorito é o inesquecível Hannibal Lecter de O Silêncio dos Inocentes. Mas confesso que é uma escolha difícil, já que gosto muito também do temível Tubarão de Spielberg, do genial John Doe em Se7en e recentemente do psicopata cruel Anton Chigurh em Onde os Fracos não têm vez.

E pra vocês: Qual o seu vilão favorito no cinema?

Um abraço.

Texto publicado em 31 de Julho de 2009 por Roberto Siqueira

Blogs recomendados

Hoje vou abrir espaço para uma propaganda. Vou indicar aqui alguns blogs que eu gosto muito e recomendo. O primeiro deles é o melhor de todos, um tal de Cinema & Debate ;). Brincadeira à parte, segue a relação de blogs que eu costumo ler, sobre cinema e sobre assuntos em geral:

Blog do Pablo Villaça (http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/): Respeitado crítico de cinema que deu o curso de linguagem cinematográfica em São Paulo. Este curso foi o ponto inicial da minha caminhada, me motivou a começar o meu próprio blog e tentar entender melhor o cinema. Seu blog é divertido e o site do cinema em cena é muito bom também (www.cinemaemcena.com.br).

Brasil Inteligente (http://brasilinteligente.wordpress.com/): Blog do meu primo Thiago Barrionuevo. Assuntos diversos, abordados sempre com muito bom humor.

Intelecto Digital (http://intelectodigital.wordpress.com/): Blog da noiva do meu primo e minha amiga, a Amanda. Será dedicado à análise de livros em geral, variando também para assuntos diversos como cinema e música.

Blog do Luiz Carlos Merten (http://blog.estadao.com.br/blog/merten/): Também muito respeitado no meio cinematográfico, Merten tem opiniões firmes e sempre interessantes. Blog dedicado ao cinema.

Blog do Paulo Vinicius Coelho (http://espnbrasil.terra.com.br/pvc/): Comentarista de futebol dono de um conhecimento absurdo, PVC se destaca nos programas da ESPN Brasil e na Radio Eldorado ESPN. Sua visão imparcial do futebol e seu conhecimento do mundo da bola se destacam no meio esportivo.

Blog do Andre Kfouri (http://blogs.lancenet.com.br/andrekfouri/): Andre Kfouri, o filho do Juca, conseguiu destaque no mundo da bola através de suas opiniões imparciais. Seu Blog é divertido e mostra todo seu conhecimento de futebol.

Espero que gostem das dicas.

Um abraço.

Texto publicado em 30 de Julho de 2009 por Roberto Siqueira