Enquanto isso, no mundo da bola…

Falando um pouquinho da minha outra paixão (A Adriana é mais que paixão, é o amor da minha vida), achei o nível desta Copa das Confederações bem baixo.

Eu me decepcionei com a Squadra Azzurra, atual campeã do mundo e que não mostrou nada além de um time envelhecido e fraco tecnicamente. Pior, nem no famoso estilo italiano de muita marcação e contra-ataque eles conseguiram jogar. Sou a favor do futebol ofensivo, desde que você tenha jogadores para isso. De qualquer forma, deve estar na próxima Copa e é sempre uma candidata pela tradição que tem. Nova Zelândia e Iraque nem merecem comentários. E o Egito começou como uma sensação e me impressionou bastante no primeiro jogo contra o Brasil, mas depois deixou a vaga escapar vergonhosamente para o limitadíssimo time dos Estados Unidos. Já a seleção dona da casa jogou um futebol muito fraco na estréia e depois, com a entrada de Pieenar, melhorou sensivelmente, mas não ainda ao ponto de conseguir fazer frente ao forte e acertado time de Dunga. Acho que a África do Sul de Joel Santana chegou aonde poderia chegar e já está mais do que satisfeita.

A final deve ser mesmo entre Brasil e Espanha, estas sim duas seleções de nível e que talvez sejam as melhores do mundo no momento. Este confronto será um teste verdadeiro para sabermos a força desta seleção de Dunga. Acho que o estilo de jogo do Brasil se encaixa contra a Espanha, já que eles atacam bastante. O problema é que os espanhóis normalmente têm uma posse de bola muito superior aos adversários, e por isso oferecem poucas chances para o contra-ataque, que é o que o time de Dunga faz melhor. De qualquer forma, provavelmente teremos um grande jogo no próximo domingo, e que com certeza vale a pena parar pra assistir. Depois dele assista um bom filme, seu domingo será completo. 😉

Um abraço.

“Caixinha de Surpresas”

Escrevi o post acima no dia 23 de Junho, porém devido alguns problemas em minha internet não consegui enviar a tempo. E pra surpresa geral, o “limitadíssimo” time dos Estados Unidos surpreendeu novamente e eliminou a badalada Espanha. Quebrei a cara, tudo bem. Mas é exatamente por isso que o futebol é emocionante, é um esporte imprevisível. Caminho livre para o Brasil levar o caneco (não aprendi a lição?!). Por outro lado, fico triste, pois entendo que Brasil x Espanha seria um jogo muito mais atraente do que o repeteco Brasil x EUA.

Confederations Cup

Texto publicado em 24 de Junho de 2009 por Roberto Siqueira

E O VENTO LEVOU (1939)

(Gone With the Wind)

4 Estrelas

 

Videoteca do Beto #1

Vencedores do Oscar #1939

Dirigido por Victor Fleming.

Elenco: Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Hattie McDaniel, Olivia de Havilland e Thomas Mitchell.

Roteiro: Sidney Howard, baseado em livro de Margaret Mitchell. 

Produção: David O. Selznick. 

Dirigido por quatros pessoas diferentes e com uma duração que praticamente bate nas quatro horas, a trajetória de Scarlett O’Hara firmou-se como um épico grandioso com imagens belíssimas e uma linda trilha sonora, marcando a história do cinema, mesmo que em diversos momentos seja melodramático demais. A superprodução de David O. Selznick muitas vezes lembra as telenovelas que ainda fazem sucesso nos dias de hoje, com atuações caricatas e situações escancaradamente óbvias, com a importante diferença de que este filme é de 1939. Para entender sua importância é preciso saber que na época em que foi feito o cinema era deste modo, com atuações exageradas, cheias de caras e bocas e normalmente com um roteiro óbvio, meio auto-explicativo, para que as pessoas pudessem entender corretamente o filme.

Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) era a menina mimada que sonhava casar-se com Ashley Wilkes (Leslie Howard). Adorada por praticamente todos os homens de sua comunidade, só não conseguia o amor da pessoa que realmente a interessava. Ao saber que seu amado iria se casar, Scarlett parte para tentar conquistá-lo, sem sucesso. Ao receber o convite para morar junto com ele e sua esposa em Atlanta ela deixa Tara, sua terra natal, para viver uma odisséia cheia de dificuldades, em um período de guerra entre o norte e o sul dos EUA, e paralelamente a tudo isto, um romance com o igualmente interesseiro Rett Butler (Clark Gable). A primeira etapa do filme se concentra basicamente na decadência de Tara e da família O’Hara e a segunda se concentra na relação entre Scarlett e Butler e no estudo da personalidade de Scarlett O’Hara.

O roteiro de Sidney Howard apresenta diálogos bem interessantes, apesar da obviedade de algumas situações como duas mortes idênticas, em que a segunda delas se torna totalmente previsível, e de incluir momentos melodramáticos e desnecessários como a cena em que Butler volta de Londres. O destaque fica por conta dos diálogos envolvendo Scarlett, sempre egoísta e mimada, e Butler, sempre sarcástico. A conversa dos dois na Biblioteca após a revelação dela para Ashley é no mínimo muito bem humorada. Além disso, algumas frases ditas por Scarlett são muito bem sacadas e explicam a idolatria que a personagem teria em sua época, representando a força da mulher que hoje já podemos ver em praticamente todos os setores da sociedade, mas que naquele tempo soavam bastante ousadas. Frases como “Acho que cometi um assassinato, mas não vamos pensar nisso hoje, só amanhã” e “Ashley vai voltar. Vamos plantar mais algodão, o preço vai disparar” são momentos sensacionais que demonstram como Scarlett era ao mesmo tempo uma mulher egoísta e, por outro lado, extremamente ousada e independente.

A atuação de Vivien Leigh é bem exagerada, com mudanças constantes de humor e feição, como na cena em que sua amiga Melanie (Olivia de Havilland) pede para que ela cuide de seu marido caso ela morra no parto. Repare como ela muda repentinamente de um rosto triste para um rosto alegre, sem muita elegância na transição. Isto não deve ser um demérito para a atuação dela, já que na época, como já dito, era bem comum este tipo de atuação. Além disso, seu carisma nos faz ter uma identificação com o personagem, mesmo sabendo que Scarlett não é necessariamente um exemplo a ser seguido. Ela é egoísta, ambiciosa além do limite, deseja o marido da melhor amiga e faz qualquer negócio, inclusive casar três vezes sem amor, para atingir seus objetivos. Mesmo assim o espectador acaba torcendo por ela, o que é mérito da atuação carismática de Vivien. Clark Gable se destaca como o irônico Butler. Repare como ele sorri sutilmente nas inúmeras vezes em que irrita Scarlett e como demonstra com fervor sua dor quando perde alguém importante em sua vida. Já Hattie McDaniel, apesar de também ter uma atuação bastante caricata como Mammy, consegue destaque também por se tornar uma personagem extremamente simpática e importante na trama.

Mas é a direção (que teve o crédito final para Victor Fleming) e a trilha sonora de Max Steiner que realmente se destacam neste imponente épico. Com planos belíssimos e enquadramentos perfeitos, o diretor cria imagens de grande impacto como o impressionante travelling sobre os homens mortos na guerra terminando com o plano da bandeira dos EUA. Destaca-se também a cena da fuga de Atlanta com a cidade em chamas, criada a partir de um incêndio real dos estúdios onde foram filmadas cenas de King Kong, e que por isso, consegue obter tamanho realismo. Além disso, os planos sempre procuram valorizar os belos cenários e paisagens, criando um visual esplêndido. A trilha sonora, que praticamente não para durante toda a projeção, além de bela, tem papel fundamental na trama marcando momentos importantes da estória. Observe como nos três principais momentos do filme o conjunto cenário, movimento de câmera e trilha sonora é exatamente idêntico. Além disso, o tema das cenas é o mesmo: a terra. Não é por acaso. O diretor cria ali momentos crucias da trama, interligados exatamente por serem idênticos. No primeiro deles o pai de Scarlett, Gerald O’Hara (Thomas Mitchell), explica a importância da terra para ela. A árvore, a vista, o movimento da câmera se afastando deles e a belíssima trilha sonora marca o momento. Na segunda cena, Scarlett jura jamais passar fome em sua terra com o mesmo cenário de fundo, a mesma árvore, o mesmo movimento de câmera e a mesma trilha. E na última delas, ela volta para Tara e promete se reerguer, próxima da mesma árvore, com o mesmo travelling, no mesmo cenário e com a mesma belíssima e famosa trilha.

A direção de fotografia de Ernest Haller e Ray Rennahan acertadamente destaca em diversos momentos o vermelho, cor da paixão, tão presente na vida daquelas pessoas, fosse ela paixão por alguma pessoa ou pela terra em que viveram. Na cena em que Scarlett e Butler dançam em um salão os dois estão de preto, destoando de todo o resto, simbolizando o quanto eles são diferentes daquelas pessoas. A direção de arte também consegue criar um cenário marcante, com a ajuda dos figurinos, com vestidos característicos da época vistos na festa inicial do filme.

Com planos belíssimos e cenas memoráveis, E o Vento Levou marca pela imponência em uma época onde obras grandiosas eram raridades. Apesar de escorregar em momentos exageradamente melosos, consegue criar empatia com o espectador e marcar aqueles que assistem. Não à toa resistiu ao tempo e se tornou um dos grandes clássicos da história do cinema.

Texto publicado em 23 de Junho de 2009 por Roberto Siqueira

Submarino.com.br

PERFUME: A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO (2006)

(Perfume: The Story of a Murderer)

5 Estrelas

Filmes em Geral #1

Dirigido por Tom Tykwer.

Elenco: Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Alan Rickman, Karoline Herfurth, Rachel Hurd-Wood, Ramón Pujol, Corinna Harfouch e a voz de John Hurt.

Roteiro: Andrew Birkin, Tom Tykwer e Bernd Eichinger, baseado em livro de Patrick Süskind.

Produção: Bernd Eichinger.

Captar em imagens e som o sentido do olfato sempre foi um grande desafio para o cinema e conseguir realizar este feito é apenas um dos diversos pontos positivos deste grande filme, dirigido por Tom Tykwer.

Adaptado do livro homônimo de Patrick Süskind, o roteiro de Andrew Birkin, Bernd Eichinger e do próprio Tom Tykwer narra à estória de Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whinsaw). Nascido em Paris no período pré-revolução industrial e abandonado pela mãe ainda bebê, descobriu muito jovem que contava com um olfato extremamente aguçado, uma capacidade ímpar de distinguir os mais diversos odores mesmo que estivesse distante deles. Inconformado após não conseguir manter o cheiro que mais lhe atraiu em sua vida, ele decidiu tentar aprender as técnicas para captar e preservar os cheiros que quisesse. Após passar por um período de aprendizado com o decadente perfumista Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), parte em busca de experimentar as técnicas que aprendeu na tentativa de manter os mais diversos odores, inclusive de seres humanos.

Logo no inicio somos apresentados ao ambiente hostil em que Grenouille cresceu. Sempre com a câmera próxima, Tykwer nos mostra inicialmente imagens de peixes dilacerados, ratos e toda sujeira da feira livre de Paris, o que faz o espectador imaginar e praticamente sentir o péssimo odor daquele local. Para demonstrar o poder do olfato de Grenouille, ele faz travellings através dos objetos e pessoas, como na cena em que ele sente pela primeira vez o cheiro de uma bela moça. A câmera chega tão próxima das pessoas que praticamente entra dentro delas. A fotografia nesta primeira etapa da vida de Grenouille é suja, sempre com cores tristes como cinza e marrom predominando na tela. Os figurinos sem vida e a atmosfera suja da cidade ajudam a criar este clima triste nesta etapa do filme. Quando ele deixa Paris e parte para cumprir sua missão a fotografia se torna mais alegre, com cores vivas predominando como o verde.

A atuação de Ben Whishaw é bem convincente, demonstrando a obsessão de Grenouille em aprender a explorar melhor o seu talento. Repare como ele repete em tom baixo os nomes até então desconhecidos que o famoso perfumista Baldini pronuncia em seu treinamento, como quem tenta memorizar algo que lhe é novo. Abandonado pela mãe e odiado pelas outras crianças em sua infância, ele se torna um adulto que mal consegue viver em sociedade, vendo o mundo de uma forma totalmente diferente das outras pessoas. Na verdade ele não só vê o mundo, ele sente o mundo através de seu olfato. Quando é vendido a Baldini ele sorri sutilmente no canto da boca, demonstrando satisfação contida por atingir seu objetivo. Este mesmo sorriso aparece na cena em que o cachorro de uma de suas vitimas reconhece o cheiro de sua dona nas mãos de Grenouille, comprovando que sua técnica obteve sucesso. Dustin Hoffman também está bem como o famoso e ultrapassado perfumista Baldini. Ao conseguir a fórmula que procurava através de Grenouille ele dispensa o rapaz sem ao menos experimentar o resultado final, mas quando ele sai, repare na feição do ator demonstrando enorme prazer e satisfação por ter em suas mãos o perfume desejado. Neste momento, o movimento de câmera ao redor de Baldini com flores ao fundo e música nos dá a exata sensação de prazer que ele sente, numa escolha acertada do diretor. Alan Rickman tem uma atuação segura como Antoine Richis, o pai da moça que Grenouille busca para completar sua obra.

Ao deixar Baldini e partir para uma nova etapa de sua vida, Grenouille passa a buscar os 13 componentes que precisa para criar a fórmula perfeita, baseada no cheiro de corpos femininos. Só que para manter o cheiro das belas moças ele precisa matá-las. E assim como John Doe em Se7en, Grenouille acredita que sua obra tem uma importância muito maior do que as pessoas que precisam ser sacrificadas por ela. O filme aqui já apresenta um clima mais próximo do que o título sugere, criando momentos de enorme tensão e expectativa, como na cena que se passa nos jardins do palácio e principalmente no excelente plano onde podemos ver Grenouille à espera da filha de Antoine Richis que se aproxima, em uma das escuras vielas de Paris. Veja como o perfeito enquadramento do plano nos permite acompanhar os lentos passos da moça e observar ao mesmo tempo as reações dele à sua espera.

Mas é o final do filme que o eleva ao status de grande obra, ao abrir uma série de questões e possibilidades (e se você ainda não viu o filme pare por aqui). Seria Grenouille um anjo (ou um salvador), enviado para libertar as pessoas de seus medos e pudores? Repare como todos aqueles que se despedem dele acabam ficando mais tristes, e muitos deles inclusive morrem. Sua presença, e principalmente a presença de sua obra, libertou as pessoas para uma nova realidade de prazer e realização, como na surreal cena de sexo entre milhares de pessoas ao ar livre. Reforça esta tese o fato de Grenouille não possuir cheiro, como ele mesmo nota em certo momento. Além disso, Grenouille tem um comportamento atípico desde o seu nascimento, resistindo a uma séria de ataques de outras crianças de forma incomum. E quando deixa este mundo, o faz de maneira igualmente atípica, simplesmente desaparecendo. Outro ponto de vista é de que Grenouille sequer teria existido, sendo apenas um mito criado em torno dos assassinatos ocorridos na cidade e que acabou ganhando o status de lenda para algumas pessoas daquela comunidade, como apresentado através da voz do narrador (John Hurt, excelente, assim como em Dogville). Desta forma, criam-se duas correntes: uma daqueles que acreditam que Grenouille existiu, fez a fórmula perfeita, inspirou o sexo em massa e desapareceu. E outra daqueles que acham que ele jamais existiu, que nada daquilo realmente aconteceu e que as moças foram assassinadas por outra pessoa, que teria sido justamente enforcada, num paralelo interessante com o que acontece hoje em dia com Jesus Cristo, que também jamais teve cientificamente sua existência comprovada.

Misturando momentos de tensão com metáforas e simbolismos, Perfume é um filme acima da média que abre diversas possibilidades de interpretação de forma inteligente, o que é sempre interessante para aqueles que buscam mais do que apenas entretenimento no cinema.

Perfume

Texto publicado em 22 de Junho de 2009 por Roberto Siqueira

Organizando o Blog

Como disse em meu primeiro post, tenho a intenção de aprender mais sobre cinema e venho trabalhando neste sentido nos últimos meses. Além de fazer o curso de linguagem e crítica cinematográfica do crítico de cinema Pablo Villaça em São Paulo, estou lendo muito sobre o assunto recentemente. Comprei meu primeiro livro sobre cinema este mês (As Principais Teorias do Cinema, de J. Dudley Andrew) e estou pesquisando na internet para entender movimentos importantes como expressionismo alemão, Dogma 95, etc… Outra forma que encontrei de treinar e aprender mais sobre o cinema foi a própria criação deste blog, onde pretendo debater diversos assuntos e divulgar minhas críticas sobre filmes para que eu possa evoluir e quem sabe um dia me tornar um crítico de cinema de alto nível.

Sendo assim, preciso organizar em minha mente e no próprio blog a forma que irei divulgar minhas críticas sobre os filmes que assisto. E a forma que entendi ser a mais justa de avaliar os filmes é assistir minha coleção de DVD’s em ordem cronológica, escrevendo sobre todos os filmes que tenho independente de ser um clássico do cinema ou um filme sem nenhum prestígio. Assim, posso acompanhar a evolução do cinema e entender a importância de certos filmes em sua época. Aqui no blog esta será a categoria “Videoteca do Beto” – sim, meu apelido é este! ;). Vale ressaltar que o número de seqüência do filme na categoria representa apenas a ordem em que escrevi as críticas, servindo até como uma referencia histórica. Por exemplo, a primeira crítica que escreverei será a do filme “E o Vento Levou” (categoria Videoteca do Beto #1), o que não quer dizer que seja o filme número um em minha preferência.

Como não tenho muitos filmes antigos (vocês vão reparar que o salto dos anos 40 para os anos 80 será muito rápido), será necessário alugar outros filmes do mesmo período daqueles que tenho para poder ter uma visão melhor do que era produzido na época. Para consolidar meu crescimento como crítico, precisarei também ver o maior número de filmes possível de qualquer época. Além disso, não posso deixar de acompanhar o que vem acontecendo atualmente e muito menos deixar de ir ao cinema, e por isso, sempre que eu escrever sobre algum filme que não seja da minha videoteca este pertencerá à categoria “Filmes em Geral”. Aqui também se aplica o raciocínio da categoria Videoteca do Beto, ou seja, o filme #1 não necessariamente será o meu favorito.

Finalmente, como tenho certa atração por premiações mesmo sabendo que elas não significam muita coisa, pretendo discuti-las sempre que acontecerem e a forma que encontrei de homenagear os vencedores de prêmios (mesmo que alguns deles não mereçam) é escrever críticas dos vencedores da categoria melhor filme na principal premiação do cinema mundial, estabelecendo assim a categoria “Vencedores do Oscar”. Nesta categoria a numeração será uma referência ao ano de produção da obra, como por exemplo, “O Poderoso Chefão” (categoria Vencedores do Oscar #1972).

É claro que não faltará no blog textos diversos sobre assuntos do cotidiano como economia, política, futebol, mas com uma freqüência muito menor do que o que é realmente o foco deste espaço, que é o cinema. Espero que este blog seja um espaço interessante para debater a sétima arte e que eu possa evoluir junto com ele e entender cada vez mais de cinema.

Um abraço e até breve.

Minha videoteca
Minha videoteca

 

 

 

 

 

Texto publicado em 21 de Junho de 2009 por Roberto Siqueira

A Sétima Arte

Música, dança, escultura, pintura, literatura, teatro e cinema. Confesso que me encanto com toda forma de arte, incluindo aí fotografia e até mesmo a arte esportiva, que não é uma arte propriamente dita, mas com os verdadeiros gênios que testemunhamos em cada esporte praticado pelo mundo afora ao longo dos anos, considero que em certos momentos o esporte pode ser considerado uma forma de arte.

Gosto muito de música e sou eclético ao ponto de gostar do rock pesado do Black Sabbath, do samba maravilhoso de Jorge Aragão e da obra fascinante de Vinícius de Moraes. Não sei dançar, mas admiro quem sabe e normalmente chama muito a minha atenção quando vejo uma ou mais pessoas talentosas dançando, seja qual for o estilo. Passei a admirar escultura e pintura verdadeiramente depois de minha última viagem a Europa, quando tive a oportunidade de visitar a Galleria Uffizi em Florença e a basílica de São Pedro em Roma. É impressionante a genialidade e o nível de detalhes de obras como as de Michelangelo e Leonardo da Vinci pra ficar só entre os mais famosos. A literatura é uma arte que me engana, pois vivo dizendo que não sou tão aficionado por ela, mas o que mais faço na vida é ler. Leio jornais, sites da internet, um livro de vez em quando (preciso melhorar neste quesito), ou seja, estou sempre lendo. E como adoro escrever, estou sempre revisando meus textos e consequentemente praticando a leitura. Dentre todas as artes o teatro é a que menos acompanhei em minha vida. Poucas foram às vezes que fui ao teatro, e talvez a grande culpada por isso, além é lógico de mim mesmo, seja a sétima arte. E é aí que entra ele, o cinema. A arte moderna, que mudou o mundo e nos brindou com tantas obras importantes ao longo dos anos.

Sou apaixonado pela sétima arte e sempre quis demonstrar minha paixão de alguma forma. Mas nunca me senti preparado para isto. Acompanho sites e blogs na internet sobre o assunto há muito tempo, vejo a qualidade do que é publicado e por isso me senti na obrigação de me preparar da melhor maneira possível antes de iniciar o meu próprio blog. Assisti o maior número possível de filmes no último ano, li muitas críticas de gente que respeito muito, como Pablo Villaça, Luiz Carlos Merten, Roger Ebert e Rodrigo Carreiro, e agora estou lendo livros e matérias sobre assuntos relacionados ao cinema. No último mês, fiz o curso de linguagem e crítica cinematográfica do próprio Pablo Villaça em São Paulo e a partir de agora pretendo levar mais a sério o cinema.

Inicio aqui meu blog, onde pretendo debater diversos assuntos de cinema e escrever minhas críticas sobre filmes em geral. Inicialmente, pretendo escrever sobre filmes atuais e também sobre filmes do passado. Mas já estou pensando em outras alternativas para o blog e sempre que tiver novidades, divulgarei. Espero que o blog seja um espaço para discussão inteligente sobre filmes, onde todos tenham o direito de concordar ou discordar, mas sempre com respeito.

Espero que gostem. Um abraço e até breve.

Texto publicado em 20 de Junho de 2009 por Roberto Siqueira

Pelicula