A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946)

(It’s a Wonderful Life)

5 Estrelas

 

Obra-Prima 

Filmes em Geral #107

Dirigido por Frank Capra.

Elenco: James Stewart, Donna Reed, Thomas Mitchell, Lionel Barrymore, Henry Travers, Beulah Bondi, Frank Faylen, Ward Bond, Samuel S. Hinds, Todd Karns e H.B. Warner.

Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett e Frank Capra, baseado em história de Philip Van Doren Stern.

Produção: Frank Capra.

A Felicidade não se Compra[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

O otimismo e a exaltação do estilo de vida norte-americano são marcas registradas da filmografia de Frank Capra. Por vezes exagerado, o diretor ítalo-americano não hesitava um segundo antes de rechear seus longas com mensagens positivas e esperançosas, o que lhe garantiu uma carreira de sucesso numa época tão marcada por conflitos e até mesmo pela Segunda Guerra Mundial. No entanto, foi na obra-prima “A Felicidade não se Compra” que Capra conseguiu alcançar seu melhor resultado, equilibrando o riso e o drama com precisão e realizando um filme simplesmente encantador, capaz de inspirar gerações ao longo de décadas.

Baseado no conto “The Greatest Gift” de Philip Van Doren Stern, o roteiro escrito pelo próprio Capra ao lado de Frances Goodrich e Albert Hackett narra a vida de George Bailey (James Stewart), um jovem que queria deixar a cidade natal para estudar na universidade e depois viajar pelo mundo, mas que se vê obrigado a ficar e tocar os negócios da família após a morte do pai (Samuel S. Hinds). Após casar-se com a bela Mary Hatch (Donna Reed) e enfrentar credores como o cruel Sr. Potter (Lionel Barrymore) ao longo dos anos, George finalmente se vê numa situação muito complicada quando seu tio Billy (Thomas Mitchell) perde uma importante quantia que poderia levar o negócio a falência, o que faz George pensar no suicídio. Mas uma intervenção divina promete mudar o rumo desta história.

Capra nunca foi um diretor preocupado com a estilização da imagem. Seus filmes normalmente tinham um visual clássico, sem invencionismos e técnicas mais ousadas, limitando-se aos tradicionais planos americanos, closes e alguns raros planos gerais. Para ele, importava muito mais a história que seria contada do que o estilo visual. Em alguns casos, o diretor pesava demais a mão na abordagem sentimentalista (como no fraco “Adorável Vagabundo”), mas por outro lado, Capra sabia como poucos inserir o bom humor em suas narrativas, realizando filmes divertidos e marcantes (como o pioneiro “Aconteceu Naquela Noite”). Contudo, em nenhuma outra ocasião ele foi tão feliz como aqui.

Criando uma atmosfera natalina no início, Capra mantém o estilo discreto na movimentação da câmera, mas abusa da criatividade na construção da narrativa, como fica evidente desde a divertida conversa entre Deus, José e o anjo Clarence. Auxiliado pela montagem de Dimitri Tiomkin, Capra cria uma estrutura narrativa interessante, utilizando a conversa divina como ponto de partida para um enorme flashback que narra a vida do protagonista desde a infância até a noite de natal que abre o filme – e vale destacar o divertido momento em que Capra congela a imagem do adulto George para que Jose explique para Clarence o que aconteceu na vida dele. A ousadia do diretor não para por aí, já que a cena em que o Sr. Gower (H.B. Warner) bate na orelha do pequeno George traz uma carga de violência incomum para a época.

Mas este é um raro momento mais pesado numa narrativa predominantemente marcada pela leveza e pelo alto astral. Este espírito alegre pode ser notado em diversos momentos, como na recepção de Harry Bailey (Todd Karns) na estação de trem quatro anos depois que ele partiu para estudar no lugar do irmão, na divertida cena da dança numa festa que acaba num banho coletivo na piscina e no jantar de despedida de George em que ele e o irmão carregam a mãe (Beulah Bondi) nos braços. Mais interessante, no entanto, é a maneira como Capra equilibra este bom humor com momentos extremamente humanos, como a conversa entre pai e filho antes da suposta saída de George da cidade, que de tão sincera chega a comover.

A boa relação com os pais, aliás, é um reflexo de um traço marcante da personalidade de George, um homem que parece incapaz de pensar somente em si mesmo, ainda que tenha seus sonhos e tente correr atrás deles por diversas vezes. Somente esta benevolência já justificaria a simpatia do espectador pelo personagem, mas o enorme carisma de James Stewart torna a tarefa ainda mais fácil. Ao lado da encantadora e charmosa Donna Reed, que surge pela primeira vez num close que só realça sua beleza, Stewart oferece uma atuação vibrante, convencendo como o homem simples e de coração puro que enfrenta os credores para continuar oferecendo aos cidadãos locais a possibilidade de conquistar a casa própria. Juntos, George e Mary protagonizam cenas belíssimas como aquela em que ele promete laçar a lua e dar pra ela (num diálogo icônico imortalizado ao longo dos anos) ou a engraçada sequência que culmina com Mary nua num arbusto, que tem seu clima totalmente quebrado pela triste notícia do derrame que levou o pai de George a morte.

Conversa entre Deus, José e o anjoBanho coletivo na piscinaGeorge promete laçar a lua e dar pra elaIntercalando estes momentos doces com outros amargos, Capra reflete em sua fábula a própria situação do protagonista, um homem feliz na maior parte do tempo, mas que é levado pelos caminhos da vida a desistir de sonhos como estudar na universidade e viajar pelo mundo – algo simbolizado sutilmente pelos panfletos de viagem que ele joga fora. Poucos temas são mais humanos que a renúncia, algo que constantemente faz parte de nossas vidas. O próprio visual do longa reflete esta gangorra de sentimentos através do contraste entre os dias ensolarados e os chuvosos; e a própria chuva tem papel simbólico em muitos instantes, como no belo plano em que o casal acompanha pelo vidro molhado do carro a multidão que se forma em frente a empresa de George, indicando que mais uma vez ele deixaria seus sonhos de lado para ajudar as pessoas. Seguindo esta estratégia, a fotografia de Joseph Biroc e Joseph Walker lentamente abandona as cenas mais claras e iluminadas da primeira metade do filme para ceder lugar aos tons mais sombrios conforme a narrativa avança, chegando ao auge na assombrosa sequência em que George pensa em suicidar-se debaixo de neve.

“A Felicidade não se Compra” conta ainda com sua porção de cenas marcantes, como aquela em que George e Mary seguram um aparelho telefônico e acabam se beijando, numa cena típica do cinema clássico de Hollywood que funciona muito bem. Além dela, vale citar também a noite de núpcias preparada pelos amigos para o casal, numa decoração criativa que reforça o bom trabalho de direção de arte de Jack Okey. E finalmente, podemos citar a interessante explicação dada pelo protagonista sobre como funciona o crédito concedido por sua empresa para que as pessoas consigam comprar suas casas, num raciocínio que ainda hoje pode ser aplicado ao sistema bancário.

A escalada dramática do protagonista começa a ganhar força quando Potter tenta contratá-lo – e Stewart demonstra com precisão o conflito de sentimentos do personagem, que inicialmente se mostra surpreso e feliz com a proposta, mas depois percebe as reais intenções de Potter e se revolta. Mesmo se negando a aceitar a proposta, a possibilidade de oferecer uma vida melhor para sua família fica martelando em sua mente por um bom tempo. Assim, não nos surpreendemos quando ele explode e quase agride seu tio após descobrir que ele perdeu uma importante quantia em dinheiro, voltando transtornado para casa para chorar com os filhos no braço antes de maltratar sua amada esposa e as próprias crianças. Prestes a ser enviado para a cadeia por Potter, ele decide sair da casa e suicidar-se, numa cena que parte o coração da plateia.

Casal acompanha pelo vidro molhado do carroGeorge e Mary acabam se beijandoPotter tenta contratá-loEm seguida, o zoom que nos aproxima de seu rosto suado no bar praticamente nos permite sentir seu desespero. Bêbado, ele perambula pela cidade e a neve que cai só reforça o sentimento de angústia da plateia. E então chegamos à sequência mais genial do longa, quando o anjo Clarence finalmente entra em cena e mostra como seria a vida sem George, provocando reflexões não apenas no personagem, mas no próprio espectador. Sua alegria genuína quando “volta à vida” e ao lar é comovente, assim como a inesperada ajuda dos amigos e as doces palavras deixadas pelo anjo no livro: “Lembre-se, George: nenhum homem é um fracasso quando tem amigos”. Por isso, é quase inevitável chegar ao fim de “A Felicidade não se Compra” com o ânimo renovado e os olhos marejados.

Realizando um filme otimista como quase todos de sua longa carreira, Capra acertou em cheio neste “A Felicidade não se Compra”, uma obra-prima humana, sensível e capaz de lavar nossa alma e elevar nosso espírito como poucos filmes foram capazes até hoje.

A Felicidade não se Compra foto 2Texto publicado em 23 de Maio de 2013 por Roberto Siqueira

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A UM PASSO DA ETERNIDADE (1953)

(From Here to Eternity)

4 Estrelas 

Filmes em Geral #101

Vencedores do Oscar #1953

Dirigido por Fred Zinnemann.

Elenco: Burt Lancaster, Montgomery Clift, Jack Warden, Deborah Kerr, Donna Reed, Frank Sinatra, Philip Ober, Mickey Shaughnessy, Ernest Borgnine e George Reeves.

Roteiro: Daniel Taradash, baseado em peça de James Jones.

Produção: Buddy Adler.

A um passo da eternidade[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

O cotidiano de uma base militar do exército norte-americano é retratado com sensibilidade neste belo “A um passo da eternidade”, um dos grandes vencedores da história do Oscar que, infelizmente, parece um pouco esquecido atualmente. Contando com atuações inspiradas de praticamente todo seu talentoso elenco, o diretor Fred Zinnemann utilizou o tenso período que antecedeu a entrada definitiva dos EUA na segunda guerra mundial para criar um profundo estudo sobre as relações humanas.

Baseado em peça de James Jones, o roteiro de Daniel Taradash se passa praticamente o tempo inteiro numa ilha do Havaí, onde o novato recruta Prewitt (Montgomery Clift) é submetido a um tratamento de choque por parte de seus superiores somente porque não aceita lutar boxe pela companhia do exército. Com o passar do tempo e a ajuda do soldado Angelo Maggio (Frank Sinatra) e da prostituta Lorene (Donna Reed), ele acaba conquistando o respeito do Sargento Warden (Burt Lancaster), que, por sua vez, se apaixona pela bela Karen Holmes (Deborah Kerr), a esposa de seu superior imediato, o rígido Capitão Holmes (Philip Ober).

Como podemos perceber somente pela premissa da narrativa, “A um passo da eternidade” nos apresenta uma vasta gama de personagens, algo que, nas mãos de um diretor menos habilidoso, poderia tornar o longa confuso. No entanto, a maneira como Zinnemann desenvolve aqueles relacionamentos faz com que o espectador compreenda a narrativa com clareza, ainda que fique intrigado diante das insinuações sobre o passado de alguns deles. Obviamente, é preciso dar crédito também ao roteiro de Taradash, que através de diálogos muito bem construídos confere uma ambiguidade interessante aquele grupo de pessoas, que se tornam ainda mais complexas graças às boas atuações de todo o elenco. Ali, ninguém é exatamente o que parece ser.

Seguindo na linha da direção discreta de Zinnemann, a fotografia de Burnett Guffey abusa das luzes e mesmo nas cenas noturnas não chega a ser obscura, evitando chamar a atenção para si e permitindo que o espectador se concentre exclusivamente no desenvolvimento daquelas relações. Da mesma forma, a econômica trilha sonora de George Duning surge apenas em momentos pontuais, mas sempre de maneira eficiente, como no primeiro encontro entre Warden e Karen e especialmente na icônica cena do beijo deles na praia.

Assim, a narrativa acertadamente se concentra muito mais no relacionamento entre os personagens do que no desenvolvimento da história em si. Num primeiro momento, esta escolha pode dar a sensação de que nada de fato está acontecendo, mas lentamente percebemos as diversas camadas daqueles personagens complexos e a narrativa engrena. Aliás, o longa tem um ritmo bem interessante que jamais se torna aborrecido, também pela forma como o montador William A. Lyon equilibra as diversas linhas narrativas (o caso de Warden e Karen, a relação de Prewitt e Lorene, as ações dentro e fora do exército, etc.).

Em “A um passo da eternidade” tudo é muito sutil, o que pode levar espectadores mais precipitados a criarem uma visão unidimensional daqueles personagens. Só que ninguém ali é exatamente bom ou ruim, com exceção do Capitão Holmes de Philip Ober que, ainda assim, tem seu momento de humanidade quando afirma dolorosamente que só traiu a esposa uma vez. Até mesmo o sexo é sugerido de maneira sutil, como quando Lorene sai para atender um cliente e deixa Prewitt esperando, voltando momentos depois.

Prewitt que é interpretado com competência e carisma por Montgomery Clift, que antes mesmo de dizer qualquer palavra já indica aos seus novos líderes que não deseja mais lutar somente através de um leve movimento no olhar. Determinado, o jovem provoca a ira do Capitão, um apaixonado por boxe que planeja vencer um campeonato e aposta no talento de Prewitt para conquistar seu objetivo. Só que nem mesmo as irritantes punições impostas ao garoto conseguem dobrá-lo; e é impressionante a maneira como Clift demonstra firmeza e, ao mesmo tempo, transmite a sensação de que o personagem está sempre próximo de seu limite, o que é essencial para que o espectador compreenda o único momento em que ele não resiste e parte para a briga com o Sargento Galovitch (John Dennis), ainda que seja numa luta a céu aberto e não no ringue como o Capitão queria. Finalmente, Clift se sai muito bem no tocante momento em que Prewitt revela porque parou de lutar, demonstrando a dor que ainda sente pela fatalidade ocorrida no passado.

Passado que também atormenta o relacionamento entre o Capitão Holmes e sua esposa Karen, como notamos numa discussão que, se não explica muito, já diz o suficiente para indicar o desgaste da relação provocado por uma traição. Deborah Kerr encarna a personagem com um ar misterioso que funciona muito bem, revelando lentamente a razão da infelicidade dela. Primeiro compreendemos que ela foi traída, depois observamos sua solidão e a forma grosseira que é tratada pelo marido e, finalmente, descobrimos seu desejo de ter filhos, que terá reflexo no tocante momento em que ela revela para Warden como perdeu seu bebê. Vulnerável, Karen passou a se envolver com diversos homens em busca da felicidade perdida em algum lugar do passado, o que motiva os comentários nada elegantes feitos pelos colegas de exército de Warden.

Impondo respeito com seu porte físico e grande carisma, Burt Lancaster encarna Warden com a mesma ambiguidade dos outros personagens, intercalando momentos em que parece agressivo e outros em que demonstra grande sensibilidade. Sua trajetória talvez seja a mais interessante dentre todos, especialmente pela forma como se aproxima de Prewitt e, especialmente, pela maneira como se entrega a paixão que sente por Karen, ainda que demonstre grande incômodo diante das insinuações a respeito do passado dela.

Prewitt revela porque parou de lutarKaren revela como perdeu seu bebêSe entrega a paixãoAliás, é interessante notar como os homens se preocupam com o passado das mulheres em “A um passo da eternidade”, já que Prewitt também demonstra uma mórbida curiosidade pelo passado de Lorene e, assim com Warden, se incomoda com isto. Linda e charmosa, a Lorene de Donna Reed é outra mulher misteriosa e ambígua, que num instante parece apaixonada por Prewitt e no outro fala de seus planos para o futuro de maneira assustadoramente ambiciosa (“Não quero casar com um soldado”), demonstrando grande preocupação com sua dignidade e segurança (o que, convenhamos, também é compreensível). Isto não significa que ela não goste de Prewitt de verdade e não se importe com ele; e seu desespero ao vê-lo retornar para o exército durante o ataque dos japoneses comove justamente por acreditarmos na personagem.

Fechando o elenco, Frank Sinatra tem uma boa atuação como o esquentado Angelo Maggio, que se torna o porto seguro de Prewitt naquele mar de hostilidade, saindo-se bem em momentos especiais como quando surge alcoolizado na boate ou quando foge da prisão para morrer nos braços do amigo. Maggio é também o responsável por iniciar uma das grandes cenas do filme, quando, logo após ver o amigo Prewitt dar um pequeno show no bar, não resiste à provocação do grandalhão Sargento Fatso (Ernest Borgnine) e inicia uma briga que só terminará com a imponente intervenção do Sargento Warden, num momento que é vital para selar a amizade entre este último e Prewitt e que também influenciará o trágico destino do próprio Maggio.

Ainda que a grande força da narrativa esteja nos relacionamentos, Zinnemann consegue construir bem os poucos momentos de tensão, como nesta briga em que Warden se impõe e conquista o respeito de Prewitt. Além disso, o diretor encontra espaço para raras ousadias, como quando mostra apenas as caixas que encobrem o momento crucial da briga entre Prewitt e o Sargento Fatso, deixando o espectador ainda mais tenso quando o segundo levanta antes do protagonista, somente para cair ensanguentado logo depois enquanto Prewitt surge no segundo plano. Vale mencionar ainda o impressionante plano aéreo durante o surpreendente ataque dos japoneses à base militar, numa sequência que hoje pode até soar visualmente datada, mas que ainda mantém o senso de urgência planejado pelo diretor.

Desespero ao vê-lo retornar para o exércitoImponente intervenção do Sargento WardenMomento crucial da brigaOutro momento memorável ocorre quando Warden e Prewitt se encontram numa noitada e conversam bêbados sobre seus problemas no meio de uma estrada, num grande momento da atuação de Lancaster e Clift que antecede a triste morte de Angelo. Mas talvez o momento mais sublime do longa seja mesmo o melancólico diálogo em que Warden diz para Karen que “nunca foi tão infeliz quanto é agora com ela” e que “não trocaria isto por nada”, somente para ouvir a mesma resposta duas vezes: “Eu também”. Este pequeno e precioso diálogo define muito bem os personagens de “A um passo da eternidade”.

Encerrado num tom melancólico que nos apresenta os personagens sobreviventes ao ataque a Pearl Harbor seguindo caminhos distintos, “A um passo da eternidade” deixa uma desconfortável sensação de que a felicidade plena jamais poderia ser alcançada por aquelas pessoas. Por mais que elas tentassem superar os obstáculos, novos sempre surgiriam para atrapalharem seus planos. E é justamente este gosto agridoce e tão próximo da realidade que torna o filme dirigido por Fred Zinnemann tão humano e tão belo.

A um passo da eternidade foto 2Texto publicado em 20 de Fevereiro de 2013 por Roberto Siqueira