OS SUSPEITOS (1995)

(The Usual Suspects)

 

Videoteca do Beto #132

Dirigido por Bryan Singer.

Elenco: Gabriel Byrne, Benicio Del Toro, Kevin Pollak, Kevin Spacey, Chazz Palminteri, Stephen Baldwin, Pete Postlethwaite, Suzy Armis, Giancarlo Esposito e Dan Hedaya.

Roteiro: Christopher McQuarrie.

Produção: Michael McDonnell e Bryan Singer.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Poucos recursos narrativos provocam tanto impacto no espectador quanto um final surpreendente – um tema, aliás, que já debati anteriormente. Em muitos casos, esta sensação de euforia faz com que o espectador se esqueça de eventuais problemas apresentados até aquele instante e acabe supervalorizando um filme apenas razoável, ao passo em que finais “decepcionantes” provocam exatamente o efeito inverso, levando o público a menosprezar filmes brilhantes somente por não concordar com o final. Felizmente, o thriller “Os Suspeitos” traz muitos mais do que seu final estarrecedor, prendendo o espectador durante todo o tempo graças ao excepcional roteiro, à direção segura de Bryan Singer e as ótimas atuações de seu elenco.

Escrito por Christopher McQuarrie, “Os Suspeitos” tem inicio quando cinco suspeitos de cometer um crime são presos e aproveitam a ocasião para planejarem outro assalto, que será realizado assim que eles saírem dali. O problema é que Dean Kenton (Gabriel Byrne) está apaixonado pela advogada Edie (Suzy Armis) e, por isso, não quer participar do grupo, mas acaba sendo convencido por Verbal Kint (Kevin Spacey) e se junta ao restante da equipe formada por Michael McManus (Stephen Baldwin), Fred Fenster (Benicio Del Toro) e Todd Hockney (Kevin Pollak). Surge então o misterioso Kobayashi (Pete Postlethwaite) para informá-los que eles deverão realizar um perigoso trabalho para o misterioso e temido Keyser Soze, só que o plano não é executado conforme eles planejaram.

Adotando uma estrutura narrativa complexa, que viaja no tempo sem qualquer lógica, o diretor Bryan Singer e seu montador John Ottman envolvem o espectador desde seus minutos iniciais, quando um crime misterioso nos leva pra dentro de uma investigação policial. Através de muitos flashbacks, como aquele que nos apresenta aos cinco suspeitos enquanto acompanhamos a prisão de cada um deles, o diretor trabalha o intrincado roteiro com cuidado, inserindo elementos que auxiliam na investigação sem jamais deixar o espectador confuso, fazendo com que o espectador participe ativamente do processo e tente descobrir a identidade do criminoso. Nesta busca pela revelação da identidade do misterioso Keyser, o espectador se sente o próprio investigador, prestando atenção nos mínimos detalhes que podem ajudar na solução do caso.

Ciente do interesse que o roteiro gera na plateia, Singer aproveita para brincar com nossa expectativa, seja através do óbvio momento em que não revela o rosto do Keyser durante um assassinato ou ao esticar ao máximo o interrogatório feito num hospital, onde um sobrevivente húngaro pode ajudar a identificar o criminoso, mas tem a tarefa dificultada por seu grave estado de saúde e pela barreira do idioma. Por outro lado, Singer força a identificação da plateia com os suspeitos, posicionando sua câmera na linha da cintura dos policiais durante o interrogatório inicial, o que coloca os personagens numa situação desfavorável e acaba conquistando a empatia da plateia – por pior que seja o personagem, o espectador sempre se identifica quando ele surge vulnerável. Singer ainda emprega movimentos elegantes, como o zoom que realça o momento em que Verbal convence Keaton a participar do grupo ou os travellings idênticos que revelam, em instantes diferentes, o navio que deveria ser assaltado.

Empregando cores sem vida nas sequências dentro da delegacia, a fotografia de Tom Sigel cria um contraste interessante com o visual mais colorido que acompanha as ações dos criminosos – como num assalto em plena luz do dia -, simbolizando a satisfação deles nestes momentos e o desconforto que sentem em território policial. Da mesma forma, Sigel ilustra a tristeza do grupo no enterro de Fenster através do visual obscuro, que também surge na seqüência do assalto ao navio, reforçado pela noite e pela trilha sonora agitada de John Ottman que ampliam a tensão.

Mas apesar da parte técnica eficiente, é mesmo no roteiro de Christopher McQuarrie e nas boas atuações que residem às maiores qualidades de “Os Suspeitos”. Observe, por exemplo, como McQuarrie insere dicas sutis sobre a identidade do Keyser, mas jamais as escancara ao ponto do espectador perceber o que está acontecendo – repare a similaridade entre a roupa de Verbal num dos interrogatórios e a roupa do criminoso na cena que abre o longa. São detalhes sutis, mas que servem para indicar o surpreendente desfecho. E nas mãos de um grande ator como Kevin Spacey, este roteiro é um prato cheio para uma grande interpretação.

Surgindo misterioso e até mesmo inofensivo graças ao olhar sempre distante e a postura reprimida – além é claro de sua deficiência física -, Verbal dá sinais de sua faceta agressiva nos diálogos sempre carregados de tensão com o agente Kujan (Chazz Palminteri), mas tem o extremo cuidado de jamais ultrapassar o limite do aceitável e prejudicar seu plano ambicioso, como quando seu sorriso cínico durante uma pergunta some imediatamente quando o investigador se movimenta para frente dele. Aproveitando-se da imunidade que conquistou, ele se sente a vontade diante dos policiais, mas faz questão de parecer acuado na maior parte do tempo – observe o susto que ele leva quando um policial abre a porta da sala repentinamente -, o que é vital para o sucesso de sua estratégia. Empregando um tom de voz tranquilo enquanto narra os eventos, Spacey convence os policiais e o espectador de que está falando a verdade, o que, somado à sua convincente reação ao ouvir Kujan afirmar que Keaton era o Keyser, também é fundamental para que a última reviravolta funcione.

Apaixonado pela advogada criminalista Edie, Keaton hesita antes de voltar para a vida de crimes, justamente por não querer desagradar sua namorada – observe, por exemplo, sua hesitação no diálogo com Verbal que precede o assalto ao navio. Demonstrando bem este conflito, como quando não consegue atirar num homem em um assalto – numa cena, aliás, que demonstra que Verbal não é tão inofensivo assim -, Byrne cria um personagem ambíguo e misterioso, que também é fundamental para que o espectador não concentre sua atenção em Verbal. Afinal, sabemos que se trata de um criminoso respeitado pela forma como os outros se comportam diante dele, mas suas roupas elegantes (figurinos de Louise Mingenbach) indicam uma boa situação financeira, provavelmente resultado da vida estável que leva atualmente. Quando ele decide participar do grupo, o espectador naturalmente passa a focar mais a atenção nele.

Fechando o elenco, Stephen Baldwin vive o intempestivo Michael McManus, Kevin Pollak interpreta Todd Hockney e o ótimo Benicio Del Toro, ainda nos primeiros anos de carreira em Hollywood, surge com um sotaque que delata sua origem latina na pele de Fred Fenster. Já Pete Postlethwaite faz seu Kobayashi soar ameaçador desde que se identifica como contratado pelo Keyser e, especialmente, quando intimida os suspeitos após quase ser morto num elevador, assim como Chazz Palminteri transmite bem a angústia de Kujan durante a investigação, surgindo impaciente diante da natureza misteriosa do caso em que se envolveu.

Ainda assim, Kujan consegue chegar numa conclusão e a primeira reviravolta surge como uma bomba quando ele afirma que Keaton era o Keyser, algo que o espectador dificilmente imaginaria. E com razão, pois quando a xícara de café se estraçalha no chão, a expressão de Kujan indica uma surpresa ainda maior – e agora sim o espectador tende a ficar boquiaberto. Ao ver que os nomes citados por Verbal durante todo o interrogatório estavam escritos nos papéis pendurados num quadro da delegacia, o investigador compreende, assim como o espectador, que o Keyser esteve sempre ali, na frente dele, e saiu andando tranquilamente pelas ruas da cidade (confesso que cheguei a cogitar esta possibilidade durante a narrativa, mas descartei-a momentos depois). E então Singer revela num plano maravilhoso que Verbal sequer era deficiente enquanto este entra no carro do parceiro “Kobayashi” e se perde no horizonte. Um final arrebatador e inteligente, que provoca uma sensação gostosa de desorientação na plateia.

Na maioria das vezes em que isto acontece, o espectador tende a afirmar que assistiu a um grande filme. No caso de “Os Suspeitos”, ele tem razão.

Texto publicado em 01 de Julho de 2012 por Roberto Siqueira

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CASSINO (1995)

(Casino)

 

Videoteca do Beto #124

Dirigido por Martin Scorsese.

Elenco: Robert De Niro, Sharon Stone, Joe Pesci, James Woods, Kevin Pollak, Don Rickles, Alan King, L.Q. Jones, Dick Smothers, Frank Vincent, John I. Bloom, Pasquale Cajano, Melissa Prophet, Catherine Scorsese e Catherine T. Scorsese.

Roteiro: Nicholas Pileggi e Martin Scorsese, baseado em livro de Nicholas Pileggi.

Produção: Barbara De Fina.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Injustamente ignorado pela crítica no ano de seu lançamento, “Cassino” apresenta muito do que o cinema de Martin Scorsese tem de melhor, com seu visual deslumbrante, cenas memoráveis e atuações inspiradas. Talvez a alta expectativa criada explique a má recepção, afinal, estavam reunidos novamente Scorsese, o roteirista Nicholas Pileggi e os astros De Niro e Joe Pesci, peças fundamentais no sucesso de “Os Bons Companheiros”, lançado cinco anos antes e que também apresentava o ambiente hostil de mafiosos e gângsteres. Mas, ainda que não seja um trabalho tão estupendo quanto “Os Bons Companheiros”, “Cassino” é um belo filme, feito sob medida para agradar aos fãs do gênero.

Escrito por Pileggi, “Cassino” narra a história de Sam “Ace” Rothstein (Robert De Niro), um diretor de cassino em Las Vegas com passado comprometedor que se envolve com Ginger (Sharon Stone), uma prostituta de alta classe que dominava a todos, menos o seu cafetão Lester (James Woods). A combinação explosiva se completa quando o gângster Nicky (Joe Pesci) chega ao local para vigiar Ace, a pedido dos mafiosos que comandavam a cidade.

Auxiliado por Scorsese e baseado em seu próprio livro, Pileggi revela em “Cassino” como funcionava o esquema comandado pela máfia em Las Vegas, criando um painel complexo da cidade na época que precedeu o domínio das grandes corporações. Detalhando cada processo, quem e como cada um participava do esquema, ele explica como eles conseguiam se livrar das autoridades e até mesmo recuperar as “perdas” quando alguém ganhava muito dinheiro nas apostas. Além disso, a excelente estrutura narrativa se preocupa em apresentar pacientemente cada personagem, o que é essencial para que o espectador saiba o que esperar de cada um deles nas diversas situações que surgem ao longo da narrativa.

Logo de cara, temos uma revelação literalmente bombástica e vemos a suposta morte do protagonista, deixando claro em poucos minutos que estamos num filme de Scorsese, através da câmera lenta, da música erudita, da explosão, do personagem misturando-se ao vermelho infernal e da narração que nos leva ao longo flashback. Este recurso, aliás, é utilizado com exaustão em “Cassino”, normalmente na voz de Ace, mas também com Nicky e até mesmo Frank (Frank Vincent), que ganha um “voice-over” num momento de puro exercício estilístico, em que a imagem é congelada enquanto acompanhamos seu raciocínio antes dele responder a pergunta de um dos chefões da máfia. E o estilismo continua, por exemplo, através das legendas superiores que decifram o código na conversa telefônica entre Ace e Nicky (recurso já utilizado, por exemplo, por Woody Allen em “Annie Hall”).

Estilo, aliás, é uma palavra que descreve bem Martin Scorsese. Com seu estilo inconfundível, ele desfila seu arsenal de técnicas de direção, nos presenteando com planos memoráveis, travellings e até mesmo a câmera lenta em diversos momentos, como quando os dados caem na mesa ou uma luz se acende. Este visual elegante conta também com a fotografia de Robert Richardson, que abusa das cores e luzes e transforma “Cassino” numa verdadeira festa para os sentidos, além dos extravagantes figurinos de John A. Dunn e Rita Ryack, que tornam este visual ainda mais rico, tendo também função narrativa ao externar o estado de espírito dos personagens – repare como Ace vai mudando do tom sóbrio de seus ternos no inicio para cores mais vivas no final, refletindo sua empolgação com o império que tem nas mãos, assim como Ginger muda dos tons leves para roupas mais sufocantes, que refletem seu desconforto.

Utilizando um cassino de verdade como locação, o diretor de arte Jack G. Taylor Jr. capricha nos pequenos detalhes, desde os dados e cartas que são jogados nas mesas, passando pela imponente decoração da casa dos Rothstein e terminando na construção de sets impressionantes, como o escritório de Ace. Este excelente trabalho técnico praticamente nos coloca dentro de Las Vegas, captando o clima festeiro da cidade e, ao mesmo tempo, criando uma atmosfera tensa através dos locais obscuros em que os mafiosos se reúnem para tomar decisões em meio a jogatinas e bebidas. Completando esta ambientação, a espetacular trilha sonora mistura de tudo, passando por clássicos do rock, blues e até mesmo músicas dançantes dos anos 70, criando uma atmosfera única típica dos filmes dirigidos por Scorsese.

E ele não para por aí. Observe, por exemplo, o belíssimo travelling que sai das nuvens e nos mostra Las Vegas à noite, passando pela cidade e se perdendo na escuridão do deserto – que, aliás, surge em seguida enquanto a narração nos informa o que é feito no local, num raccord elegante e eficiente. Entre os cuidados enquadramentos e movimentos de câmera que caracterizam o diretor, não poderiam faltar os planos-seqüência, como aquele que acompanha um homem entrando no cassino, passeando por todo local, retirando o dinheiro no restrito setor de contagem, saindo e entrando num carro. E até planos estáticos são belos, como aquele que diminui Ace no deserto após uma discussão com Nicky, simbolizando sua perda gradual de poderes.

Além da beleza plástica, a direção de Scorsese é competente também na condução firme da narrativa. Para isto, ele conta com sua parceira de costume, a montadora Thelma Schoonmaker, que imprime um ritmo quase frenético em certos momentos, como quando acompanhamos quem observa quem no cassino, criando ainda elipses marcantes e/ou bem humoradas, como quando vemos um chefe da máfia pedindo que Ace seja discreto e, em seguida, vemos o anúncio de seu programa de televisão. Além disso, a estrutura narrativa coesa e a fluência na transição entre as cenas resultante da ótima decupagem tornam a longa duração quase imperceptível.

Finalmente, o diretor mostra que é completo ao extrair também excelentes atuações de todo o elenco, dentre as quais merece destaque a de Sharon Stone, que nunca foi considerada uma atriz de alto nível (eu, particularmente, adorei seu trabalho em “Instinto Selvagem”). Nas mãos de Scorsese, entretanto, Stone tem a atuação de sua vida – e a própria Sharon admite a importância do diretor neste aspecto -, transformando Ginger, a sensual e perigosa prostituta que conquista o coração de Ace, numa personagem tridimensional e complexa. Carismática, a atriz está solta no papel e cumpre bem a difícil tarefa de duelar com De Niro e Pesci, sobressaindo-se em discussões calorosas (normalmente bêbada, como no restaurante de Nicky) e até mesmo em momentos mais intimistas, como na conversa telefônica com Ace em que praticamente implora para voltar pra casa. Em outro momento, quando Ace expulsa Ginger de casa, a atriz dá um show ao lado de Robert De Niro, explodindo em cena de maneira convincente.

Além dos duelos verbais envolvendo a atriz, as próprias discussões entre Ace e Nicky merecem destaque, mostrando o enorme talento de Pesci e De Niro, por exemplo, no embate na casa dos Rothstein. Atores que naturalmente impõem respeito (cinéfilos ainda trazem na memória marcantes personagens da carreira deles, como os mafiosos de “Os Bons Companheiros”), a dupla demonstra muita afinidade na tela e cria personagens realmente capazes de intimidar. Inteligente e hábil com números, é no coração que reside o ponto fraco de Ace, que se deixa levar por um sentimento que sabia ser perigoso e acaba dando a chave de sua vida (literalmente) para Ginger. Detalhista, ele toca o cassino como se fosse a sua própria casa, se preocupando com pequenos detalhes como o peso dos dados e a quantidade de recheio nos muffins, mas é incapaz de ter o mesmo cuidado em sua vida pessoal e enxergar o risco que corria. Capaz de quase matar um homem com uma caneta (na cena do bar, a primeira em que a violência gráfica típica dos filmes de Scorsese dá as caras), Nicky é um homem agressivo, que não pensa duas vezes antes de partir pra cima de alguém, por maior e mais forte que seja, mas é também inteligente o bastante para saber quando cruzou o limite do aceitável dentro do “código de moral e ética” dos mafiosos – e Pesci está ótimo na cena em que Nicky confessa para Frank que sabe disto.

Além dos golpes com uma caneta que jorram sangue de um pobre homem, marteladas nas mãos de trapaceiros, tiros a queima roupa e até mesmo golpes com taco de beisebol completam o festival de cenas violentas de “Cassino”, que conta ainda com um elenco de apoio muito bom, com James Woods vivendo o malandro Lester Diamond, Frank Vincent como Frank, Don Rickles interpretando um dos capangas de Ace e L. Q. Jones na pele do cidadão local que avisa Ace do risco que ele corria ao demitir determinado funcionário. Como curiosidade, vale dizer ainda que a mãe de Scorsese, a Sra. Catherine, interpreta a Sra. Piscano, a dona de uma venda que reclama dos palavrões de um personagem chave na trama.

Ao contrário do que imaginamos no inicio de “Cassino”, Ace escapa milagrosamente da morte e sobrevive para narrar o triste fim de Nicky, morto violentamente por Frank e uns comparsas no meio de um milharal. A moral da história? A própria máfia destruiu seu império de sonhos na Las Vegas dos anos 70, abrindo espaço para as grandes corporações que dominaram o local nas décadas seguintes e transformaram a cidade no grande parque de diversões que é hoje.

Com a digital de Scorsese impressa em cada fotograma, “Cassino” é um legítimo representante do tipo de filme que fez a fama deste excepcional diretor, capaz de transitar entre diversos gêneros e, ainda assim, retornar ao seu favorito com inventividade suficiente para não se tornar repetitivo. As atuações inspiradas e o visual de encher os olhos complementam a qualidade deste filme esquecido em meio a tantas pérolas de uma das mais respeitáveis filmografias de Hollywood.

Texto publicado em 25 de Janeiro de 2012 por Roberto Siqueira