Qual é a cena mais angustiante que você já viu?

Recentemente assistindo “Menina Má.com”, eu peguei-me suando frio e contorcendo-me diante de uma cena em especial que aqueles que já assistiram ao filme certamente sabem qual é.

Ao debater o filme com meus amigos cinéfilos no dia seguinte, lembrei também de diversas outras cenas angustiantes e decidi compartilhar minha lista com vocês leitores. Além da citada cena de “Menina Má.com”, decidi listar mais dez cenas que me deixam sempre angustiado ou, em alguns casos, com asco mesmo. São elas:

[Obviamente, a lista contém spoilers! Por isso, salientei apenas os nomes dos filmes. Para ler o restante texto é preciso arrastar o mouse sobre a frase]

            – O tratamento/tortura de Alex em “Laranja Mecânica”.

            – Aron amputa o próprio braço em “127 Horas”.

            – O estupro de Alex em “Irreversível”.

            – Dr. Lawrence Gordon serra o próprio pé em “Jogos Mortais”.

            – Erika corta a própria genitália em “A Professora de Piano”.

            – Quase todas as cenas de “Os 120 dias de Sodoma”.

            – Regan se masturba com um crucifixo em “O Exorcista”.

            – Um olho sendo cortado por uma navalha em “Um Cão Andaluz”.

            – A tortura do policial em “Cães de Aluguel”.

            – Soldado arranca parte da carne de Jesus em “A Paixão de Cristo”.

É claro que estou me esquecendo de muitas outras cenas, mas o espaço existe justamente para que vocês compartilhem suas lembranças e, de quebra, refresquem minha memória.

Sendo assim, deixo a pergunta:

Qual é a cena mais angustiante que você já viu num filme? Fique à vontade para registrar mais do que uma.

Um abraço e bom debate!

Texto publicado em 07 de Agosto de 2013 por Roberto Siqueira

Tarantino’s Mind

Excepcional curta-metragem estrelado por Selton Mello e Seo Jorge.

Vídeo publicado em 31 de Maio de 2013 por Roberto Siqueira

Semana Frank Capra

Olá pessoal,

As semanas especiais estão de volta.

Nos próximos dias divulgarei críticas de quatro filmes dirigidos por Frank Capra, cineasta que ontem completaria 116 anos de idade e que certamente foi um dos maiores diretores da história do cinema mundial.

Como de costume, aproveito para lançar a página “Frank Capra”, que você pode acessar na página inicial (lado direito da tela), onde faço uma pequena análise da obra deste importante diretor.

Um grande abraço e espero que gostem.

Texto publicado em 19 de Maio de 2013 por Roberto Siqueira

Videoteca do Beto: novas aquisições

Olá pessoal,

Mais novidades em DVD:

Cop Land (1997)

Homem-Aranha (2002)

Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003)

Closer – Perto Demais (2004)

Hellboy (2004)

Homem-Aranha 2 (2004)

Jogos Mortais (2004)

Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006)

Homem-Aranha 3 (2007)

Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007)

Pixar Short Films Collection – Vol. 2 (2012)

Videoteca 036E em Blu-ray:

Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977)*

Rango (2011)

*Como sempre, os filmes que chegaram depois de sua posição na ordem cronológica das críticas “Videoteca do Beto” serão assistidos e avaliados na medida do possível e serão encaixados na seqüência da Videoteca. Por exemplo, se a Videoteca estiver no filme #167 e eu divulgar em seguida a crítica do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, este será o filme Videoteca do Beto #168.

Um abraço.

 Videoteca 037Texto publicado em 02 de Maio de 2013 por Roberto Siqueira

O futebol alemão

Sempre fui fã do futebol alemão. Assistia ainda criança às saudosas transmissões da Bundesliga na TV Cultura, na incrível temporada 91/92 em que Eintracht Frankfurt, Borussia Dortmund e Stuttgart brigaram pelo título até a última rodada. Adorava a narração de José Goés e os comentários de Gerd Wenzel e José Trajano e, principalmente, curtia muito a possibilidade de conhecer um campeonato diferente, apesar de também acompanhar de perto a maravilhosa Série A Italiana – na época, o melhor campeonato do mundo.

Alguns anos mais tarde, eu comecei a acompanhar também a Uefa Champions League (na época conhecida como Copa dos Campões da Europa) e vi Milan e Ajax assombrarem o mundo com seus times mágicos. Mas só pude realmente assistir aos jogos em 98, quando consegui assinar a ESPN. Antes disso, ouvi duas decisões de Champions no rádio (acho que na Jovem Pan), uma delas ao lado do meu grande amigo Léo, no ano em que o Real Madrid finalmente voltou a dominar a Europa (1998, gol de Mijatovic).

Mas foi a temporada 96/97 que despertou minha paixão por outro time de futebol além do meu amado Palmeiras. Eu já simpatizava pela camisa amarela e pela torcida fanática do Borussia desde os tempos da TV Cultura, mas foi o time de Matthias Sammer, Andy Möller e Stephanie Chapuisat que me conquistou de vez. Ao ver o Dortmund levar a Champions e o Mundial (2×0 contra o Cruzeiro) eu me tornei seu torcedor. Escolhi o Borussia para jogar campeonatos de Fifa Soccer com meus amigos e passei a acompanhar de perto o time nas ótimas transmissões da Bundesliga na ESPN. Vi o time vencer o alemão mais uma vez, em 2002, com Amoroso jogando muita bola, mas logo depois veio o fundo do poço. Anos de tristeza, goleadas como um 5×0 do Bayern dentro do Westfalenstadion (hoje Signal Iduna Park). Mas os tempos de glória voltaram após a reconstrução do time e, junto com eles, a esperança de brilhar na Europa novamente – algo que eu previ um ano atrás, neste post.

Assim, a última terça-feira tornou-se um dia simbólico em minha trajetória como torcedor. Finalmente, poderei assistir meu time na Europa disputar uma final de Uefa Champions League. É óbvio que o colossal time do Bayern é favorito, mas não podemos subestimar este grande time do Borussia e seu poder letal. Quem acompanha a Bundesliga sabe que o Borussia complicou demais a vida do Bayern nos últimos anos e tem condições de surpreender os bávaros mais uma vez.

Mas a semana reservou ainda outro momento marcante. A primeira final alemã da história da Champions pode não significar nada (como a final italiana em 2003 não representou a volta do domínio do Calcio), mas os frutos do bom trabalho feito em solo germânico estão cada vez mais evidentes. Após muitos anos, o mundo finalmente voltou seus olhos novamente para o futebol alemão. Lembro-me de amigos rirem quando eu dizia que acompanhava a Bundesliga. Durante anos, esta risada era justificável. Hoje, não é mais. O campeonato alemão é muito interessante, ainda que o domínio do Bayern seja incontestável. Mas isto é normal em todos os campeonatos da Europa. Não concorda? Então veja só estes dados:

  • Nos últimos 20 anos, o Bayern de Munique venceu onze campeonatos alemães, o Borussia Dortmund venceu cinco e Stuttgart, Werder Bremen, Kaiserslautern e Wolfsburg venceram uma vez cada.
  • Nos últimos 20 anos, o Manchester United venceu doze campeonatos ingleses, Chelsea e Arsenal venceram três vezes e Blackburn Rovers e Manchester City venceram uma vez cada.
  • Nos últimos 20 anos, o Barcelona venceu nove campeonatos espanhóis, o Real Madrid venceu sete, o Valencia venceu dois e Deportivo La Coruña e Atlético de Madrid venceram uma vez cada.
  • E finalmente, nos últimos 20 anos a Juventus venceu sete campeonatos italianos (um deles revogado após o escândalo de compra de resultados), o Milan venceu seis, a Inter cinco e Lazio e Roma venceram uma vez cada.

Por tanto, afirmar que a Bundesliga não pode se tornar o melhor campeonato do planeta por causa do domínio do Bayern é fechar os olhos para o que acontece nas ligas rivais. Assim como tantos e tantos brasileiros parecem fechar os olhos para o que está acontecendo no futebol nos últimos anos. Leio comentários em blogs e vejo entrevistas de treinadores como Felipão (de quem sou fã, mas reconheço que está ultrapassado) e Parreira e só comprovo o que Paul Breitner afirmou em entrevista na ESPN: O futebol brasileiro parou no tempo. Ainda nos consideramos os melhores do mundo, mas estamos cada vez mais longe de tornar esta afirmação uma realidade. E muito comentarista/torcedor parece não perceber isto já há alguns anos (também discuti este tema na última Copa do Mundo).

O que fazer? Poderíamos aprender com o exemplo da própria Alemanha. Potência europeia detentora de muitos títulos e craques em sua história, a Alemanha entrou em decadência no final dos anos 90. A crise técnica fez com que os dirigentes alemães refletissem e buscassem se adaptar ao novo cenário futebolístico mundial. Um grande investimento foi feito na formação de jogadores. Clubes como o próprio Borussia, na época praticamente falido, passaram a buscar na base a solução para os problemas técnicos e financeiros. Mesmo com o vice-campeonato mundial em 2002, os resultados desta nova maneira de pensar começaram mesmo a aparecer em 2006, quando o mundo conheceu a geração de Podolski, Lahm, Schweinsteiger e Klose (este que já tinha brilhado quatro anos antes). Em 2010, novos craques deram as caras para o mundo, como Müller, Özil e Khedira, e quem acompanha a Bundesliga sabe que uma terceira fornada de craques está prontinha para brilhar na Copa, com Götze, Reus, Kroos e Gündogan chegando para completar o grupo da favorita ao título ao lado da ainda ótima seleção espanhola.

Mas esta brilhante geração parecia sofrer com uma síndrome que assolava outros países no passado e que parecia jamais ser capaz de preocupar a poderosa Alemanha nos tempos de outrora. O país que um dia inspirou a frase de Gary Lineker (“O futebol é um esporte jogado por 11 contra 11 e no qual a Alemanha sempre vence”), agora sofria com a falta de resultados. Jogava bonito, encantava o mundo, mas não conquistava nada. Esta síndrome deu o primeiro sinal na virada história do Manchester United contra o Bayern em 1999, no Camp Nou. É verdade que o próprio Bayern venceria uma Champions dois anos depois, naquele que seria o último titulo alemão no futebol internacional, mas depois disto o país sofreria muitas derrotas doloridas tanto nos clubes como na seleção. E foi justamente neste mesmo Camp Nou que nesta quarta-feira o futebol alemão finalmente consolidou seu reencontro com a vitória, com o passeio do Bayern sobre o melhor time do mundo até então e a confirmação da primeira final alemã na história da Champions.

Nem por isso o grande Barcelona deixará de ser maravilhoso e tampouco podemos cravar que a Alemanha vencerá tudo daqui pra frente. Mas como admirador do futebol germânico e do povo alemão, fiquei extremamente feliz com esta final. Torcerei pelo Borussia, é claro, mas de qualquer maneira o povo germânico já tem o que comemorar. Após a implementação do Fair-Play Financeiro pela UEFA (que já é aplicado na Alemanha há tempos) e com os investimentos feitos na base, a Bundesliga tem tudo para se consolidar como um dos melhores campeonatos do mundo; o que, para quem sempre curtiu a liga alemã, é motivo de grande alegria. Para isto, basta manter sua estrutura organizada, continuar respeitando seus torcedores apaixonados com ingressos a preços acessíveis, excelentes estádios, transporte, segurança e a atmosfera festiva que impera nos estádios mais lotados do planeta.

Se você ainda tem um pé atrás, experimente abrir uma boa cerveja num sábado ao meio-dia e assista a Bundesliga. Você não vai se arrepender.

Auf Wiedersehen!

Final da ChampionsTexto publicado em 02 de Maio de 2013 por Roberto Siqueira

Epic War Battle Supercut

Vídeo publicado em 26 de Abril de 2013 por Roberto Siqueira

Siskel & Ebert

Siskel & Ebert

Imagem publicada em 05 de Abril de 2013 por Roberto Siqueira

Ebert (1942 – 2013)

Amigos cinéfilos,

Não tenho palavras neste momento tão triste para a história da crítica cinematográfica. Fiquei chocado ao abrir o Google e ver a notícia que qualquer cinéfilo não gostaria de ler. Sendo assim, só posso indicar dois textos de pessoas sensíveis e capazes de expressar o que qualquer bom fã de cinema está sentindo neste momento. O primeiro, do meu mentor Pablo Villaça; o segundo, do meu grande amigo Achilles.

Mestre Ebert, você era simplesmente o melhor!

Obrigado por tudo.

Texto publicado no fatídico 04 de Abril de 2013 por Roberto Siqueira

Videoteca do Beto: novas aquisições

Olá pessoal,

Esqueci de postar antes, mas recentemente comprei a coleção abaixo:

Esqueceram de Mim (1990)

Esqueceram de Mim 2 – Perdido em Nova York (1992)

Esqueceram de Mim 3 (1997)

Esqueceram de Mim 4 (2002)

*Como sempre, os filmes que chegaram depois de sua posição na ordem cronológica das críticas “Videoteca do Beto” serão assistidos e avaliados na medida do possível e serão encaixados na seqüência da Videoteca. Por exemplo, se a Videoteca estiver no filme #163 e eu divulgar em seguida a crítica do filme “Esqueceram de mim”, este será o filme Videoteca do Beto #164.

Um abraço.

Videoteca 035Texto publicado em 03 de Abril de 2013 por Roberto Siqueira

Forma e Estilo, de Pablo Villaça

Em Maio de 2009, tomei uma decisão que mudaria a minha vida. Sempre fui um apaixonado por cinema, sempre gostei de ver filmes e sempre gostei de escrever, mas jamais pensei que poderia juntar estas paixões num único espaço. Foi quando decidi fazer o curso “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas” do crítico Pablo Villaça.

Naquela semana mais que especial, eu descobri como é prazeroso estudar um assunto pelo qual sentimos verdadeira paixão. O tempo passava rapidamente, cada tema abordado surgia como um mundo novo de descobertas e meu lado cinéfilo finalmente ganhou vida. Aquela experiência, somada a uma conversa muito franca que tive com o próprio Pablo após o curso sobre o que era preciso para tornar-se um crítico, me deu a motivação que faltava para finalmente criar meu próprio espaço. Nascia ali o Cinema & Debate.

Quatro anos se passaram e uma nova oportunidade surgiu. Há alguns meses, recebi um e-mail anunciando o aguardado novo curso do Pablo chamado “Forma e Estilo”. Não pensei duas vezes e fiz minha inscrição em seguida, confiante de que, mesmo sendo uma edição de estreia, esta elevaria meu conhecimento a um novo patamar, que seria de extrema importância em minha caminhada para se tornar um crítico.

O resultado não poderia ser melhor. Exigindo um pouco mais aqui e ali de seus alunos, o “Forma e Estilo” é um curso ainda mais complexo, que se aprofunda em temas que sempre despertaram minha curiosidade como a “Fotografia”, a “Montagem” e o “Som”, e que representa uma nova oportunidade de mergulhar nos filmes sob o olhar clínico de um dos mais respeitáveis críticos de cinema.

Se o “Teoria, Linguagem e Crítica” representava uma imersão num mundo completamente novo, o “Forma e Estilo” nos leva além, abordando temas ainda mais fascinantes de maneira clara e direta, sempre contando com o carisma e o talento do Villaça para ministrar suas aulas.

No último dia, o Pablo utilizou um trecho de “Os últimos passos de um homem” para exemplificar determinado tema da aula, demonstrando algo que eu tinha apontado em minha crítica, escrita alguns meses atrás. Não me contive e fui compartilhar com ele a alegria que senti ao constatar o quanto evolui nos últimos quatro anos. Mas não se engane: este foi um momento raro, já que na maioria das vezes os exemplos utilizados no curso abriam novos horizontes e me faziam mergulhar numa experiência ainda mais enriquecedora. E mesmo neste caso o Pablo foi além, apontando algo que complementava o argumento que utilizei em minha critica e que eu não consegui enxergar quando assisti ao filme.

Assim, cheguei ao final deste módulo ainda mais satisfeito com o investimento feito. Tenho certeza de que esta semana apresentará reflexos no “Cinema & Debate” muito em breve. E espero que meus textos consigam refletir o quanto evolui.

Só posso agradecer ao Pablo Villaça por mais esta verdadeira aula de cinema. E só posso lamentar por ter me esquecido de tirar uma foto com ele, que ficaria muito bem neste encerramento de texto. 😉

Espero que uma fase ainda mais interessante esteja nascendo no “Cinema & Debate”.

Um grande abraço.

Forma e EstiloTexto publicado em 06 de Março de 2013 por Roberto Siqueira