OSCAR 1996: CORAÇÃO VALENTE X RAZÃO & SENSIBILIDADE

Seguindo minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquela que eu considerei como a melhor produção do ano, chega à vez do sensacional ano de 1995 (Premiação em 1996). Apesar de considerar as safras de 94 e 99 bastante respeitáveis, não tenho receio de afirmar que a safra de 95 é a melhor dos anos 90. Repleta de filmes memoráveis, a produção cinematográfica daquele ano dificulta até mesmo a escolha dos cinco indicados ao prêmio de melhor filme, tornando a tarefa de escolher o melhor deles em algo quase impossível.

Além da qualidade, impressiona também a variedade das produções. Tivemos boas ficções científicas (“Apollo 13” e “Os 12 Macacos”), romances maduros e apaixonantes (“As Pontes de Madison”, “Razão & Sensibilidade” e a obra-prima “Antes do Amanhecer”), thrillers eletrizantes (“Os Suspeitos” e outra obra-prima, “Seven”), filmes divertidos e sensíveis (“Don Juan DeMarco” e a revolucionária animação “Toy Story”), muita ação (o razoável “Duro de Matar – A Vingança” e o excepcional “Fogo contra Fogo”), violência estilizada (“Cassino”) e épica (“Coração Valente”) e dramas profundamente tocantes (“Despedida em Las Vegas” e a obra-prima “Os últimos passos de um homem”).

Diante de tudo isto, fica extremamente complicado eleger o melhor filme do ano, mas explicarei a razão da minha escolha em seguida. Antes, vou adotar a metodologia atual e indicar meus dez filmes favoritos de 95. Sem ordem de preferência, são eles:

Os 12 Macacos

Antes do Amanhecer

As Pontes de Madison

Coração Valente (meu voto, por razões nada racionais)

Despedida em Las Vegas

Fogo contra Fogo

Os Últimos passos de um homem

Razão & Sensibilidade

Se7en

Toy Story

Num ano tão farto, não posso deixar de comentar também outros prêmios importantes. Por coerência, eu votaria em Mel Gibson como melhor diretor, apesar de não conseguir encontrar defeitos nas direções de David Fincher, Richard Linklater, Clint Eastwood e Tim Robbins. Para melhor ator, apesar de admirar a excelente atuação de Nicolas Cage em “Despedida em Las Vegas”, meu voto iria para Sean Penn, que oferece uma atuação sublime em “Os últimos passos de um homem” – meus outros indicados seriam Morgan Freeman por “Seven”, Ethan Hawke por “Antes do Amanhecer” e (De Niro e Pacino me perdoem!) Mel Gibson por “Coração Valente”. Meu ator coadjuvante favorito do ano seria mesmo Kevin Spacey, mas não pela boa atuação em “Os Suspeitos” e sim por sua participação monumental em “Seven”. Também indicaria Brad Pitt (“Os 12 Macacos”), Patrick McGoohan (“Coração Valente”), Ed Harris (“Apollo 13”) e James Cromwell (uma espécie de consolação para “Babe, o porquinho atrapalhado”).

Entre as mulheres, eu concordaria com a academia e premiaria Susan Sarandon como melhor atriz, indicando ainda três das quatro concorrentes escolhidas pela academia, Elizabeth Shue (“Despedida em Las Vegas”), Meryl Streep (“As pontes de Madison”) e Sharon Stone (“Cassino”), trocando apenas Emma Thompson (“Razão & sensibilidade”) por Julie Delpy (“Antes do Amanhecer”). Premiaria ainda Kate Winslet (“Razão & sensibilidade”) como atriz coadjuvante, Emma Thompson pelo roteiro adaptado de “Razão & sensibilidade”, Andrew Kevin Walker pelo roteiro original de “Seven”, Richard Francis-Bruce pela montagem do mesmo “Seven” e John Toll pela fotografia de “Coração Valente”. Eu sei, deixei grandes filmes como “Fogo contra Fogo” e “Cassino” de mãos abanando, mas acontece. O ano era mesmo excepcional.

Porque eu votaria em “Coração Valente”?

Como já expliquei anteriormente, “Coração Valente” é o filme mais importante da minha vida. Portanto, eu seria hipócrita se dissesse que votaria em outro filme na época, ainda que reconheça a qualidade superior de obras-primas como “Antes do Amanhecer”, “Os últimos passos de um homem” e “Seven”. E apesar de também reconhecer os méritos de “Razão & Sensibilidade” (na verdade, o grande concorrente de “Coração Valente” nas premiações), não acho o filme de Ang Lee melhor que o épico de Mel Gibson.

Se a votação acontecesse hoje e eu levasse em consideração apenas aspectos racionais, meu escolhido seria: eu não sei! Quem sabe “Seven”, pelo magnetismo de sua narrativa; ou “Antes do Amanhecer”, pela apaixonante simplicidade e realismo; ou “Os últimos passos de um homem”, pela importância e relevância do tema abordado com tamanha competência. É, acho que no fim das contas, eu votaria em “Coração Valente” do mesmo jeito, porque cinema não é só razão, é também emoção.

E pra você, qual o melhor filme de 1995 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 03 de Outubro de 2012 por Roberto Siqueira

And the Oscar goes to…

Enquanto preparo as próximas críticas que divulgarei por aqui, resolvi colocar em prática uma idéia antiga e inclui um link para os vídeos com o momento do anúncio do vencedor nos posts onde debato os vencedores do Oscar de melhor filme. Pode parecer uma besteira, mas é sempre legal ver/rever o momento da consagração de seu artista favorito. Em alguns casos, incluirei também o link para o vídeo do anúncio do melhor diretor.

Para começar, inclui os links no post do Oscar 1994, que consagrou Steven Spielberg em Hollywood. Aos poucos, incluirei todos os outros.

Espero que gostem.

Um abraço.

Texto publicado em 03 de Junho de 2012 por Roberto Siqueira

OSCAR 2011: O DISCURSO DO REI X A REDE SOCIAL

Aproveitando o especial que divulguei sobre o Oscar 2011 antes da cerimônia deste ano, seguirei com minha comparação entre o vencedor do Oscar de Melhor filme e aquele que eu considerei como a melhor produção do ano.

Que o Oscar comete injustiças aos montes, todo mundo já sabe. Em muitos casos, estas famosas “injustiças” não chegam a me incomodar, especialmente quando envolvem dois grandes filmes, como no caso que citei recentemente da disputa entre “Taxi Driver” e “Rocky, um Lutador” ou entre “Os Bons Companheiros” e “Dança com Lobos”. Só que, infelizmente, este não era o caso do Oscar 2011, que me deixou bastante irritado ao anunciar Tom Hooper e “O Discurso do Rei” como os grandes vencedores da noite (algo que, quem me acompanhou no Twitter sabe bem). Não que o filme dirigido por Hooper seja ruim (sua direção é ruim, mas o filme é bom), mas está longe de ser o melhor filme de um ano repleto de ótimas produções. E enquanto preparava o especial “Oscar 2011”, minha decepção só aumentou, especialmente porque fui obrigado a assistir novamente aos dez filmes indicados e pude comparar com ainda mais precisão cada uma destas produções.

A conclusão é simples: não dá pra acreditar que um filme apenas interessante como “O Discurso do Rei” vença o Oscar num ano em que tivemos pelo menos três (eu disse 3!) obras-primas, além de grandes filmes como “Bravura Indômita”, “Cisne Negro” e “Inverno da Alma” – e nem vou considerar “Tropa de Elite 2” como possível candidato ao prêmio, já que ele sequer foi escolhido como representante do Brasil naquele ano. Como não quero criar um tópico “O Discurso do Rei x A Rede Social x A Origem x Toy Story 3”, preciso escolher apenas um deles e, entre meus três favoritos daquele ano, eu escolheria “A Rede Social” como o grande vencedor.

Porque “A Rede Social” é melhor?

Não dá pra dizer que “A Rede Social” é melhor que o impressionante “A Origem” ou o tocante “Toy Story 3”. Obviamente, a complexa estrutura narrativa de “A Origem” e a conclusão perfeita da nostálgica trilogia “Toy Story” poderiam tranqüilamente vencer naquela noite. Minha escolhia, neste caso, se baseia apenas na relevância que, em minha opinião, o longa de David Fincher conquistará com o passar dos anos, por captar com precisão o espírito de sua época, como já detalhei em minha crítica do filme. Entendo que “A Rede Social” é um filme importante, que além de ilustrar o curioso paradoxo entre a natureza reclusa de seu protagonista e a finalidade de sua criação, demonstra também como apesar da existência das redes sociais, nossa sociedade está se tornando cada vez mais fria e distante. Em resumo, acho que ao longo dos anos, “A Rede Social” será celebrado como um registro preciso dos tempos em que vivemos.

E pra você, qual o melhor filme de 2010 e por quê?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 01 de Março de 2012 por Roberto Siqueira

O Oscar e as reações do público e da crítica

Uma das minhas diversões favoritas nas premiações do Oscar é acompanhar a reação das pessoas nas redes sociais, já que a criatividade do público é capaz de oferecer comentários hilários, como a campanha criada no Twitter no último Oscar que pedia doações de 25 centavos para alimentar a magríssima Angelina Jolie – com tantos filhos para criar ela deve mesmo estar passando fome.

Também me diverti muito com os palavrões e gritos do meu crítico favorito Pablo Villaça no Videocast após a vitória de Octavia Spencer, mas encarei sua reação mais como um momento folclórico do que como um ataque pessoal – até porque, ele jamais atacou a moça pessoalmente, apenas profissionalmente, e tem toda razão ao reclamar da postura dos votantes da Academia. Mas tudo tem limite. E, infelizmente, as redes sociais parecem eliminar esta noção do que é ou não aceitável na maioria das pessoas. As reações agressivas e cheias de ódio nas redes sociais durante a premiação revelam o preocupante comportamento do espectador nestas mídias, que encontra respaldo no suposto anonimato destes ambientes virtuais. Não gostou da escolha da Academia? Tudo bem, você tem este direito, mas não precisa ofender quem foi agraciado pelo prêmio e nem as pessoas que gostaram da escolha.

Estas reações me remetem a outro tema que também me incomoda bastante no Oscar, que é o desprezo que muitos filmes passam a ter com o passar dos anos, como se ao vencerem um concorrente teoricamente melhor, eles imediatamente se transformassem em péssimos filmes. Não são raras às vezes em que um filme é tratado com respeito pela crítica e pelos cinéfilos até que, após vencer o Oscar, sua avaliação imediatamente mude para regular ou ruim. Exemplos? Apenas dos anos 70 para cá, tivemos “Rocky, um Lutador”, “Gente como a Gente”, “Entre dois amores”, “Conduzindo Miss Daisy”, “Dança com Lobos”, “Forrest Gump”, “Shakespeare Apaixonado”, “Crash”, “O Discurso do Rei”, entre outros. Todos bons filmes, mas que passaram a cultivar o ódio (especialmente dos cinéfilos) por terem vencido filmes teoricamente melhores (em alguns dos casos citados, eu concordei com a decisão da Academia, diga-se de passagem).

Quando falamos de atores e diretores, a situação se repete. Neste ano, por exemplo, muitas pessoas desmereceram a vitória de Jean Dujardin, dizendo que ele será um “ator de um papel só”. Nicolas Cage, por sua vez, realmente destruiu a carreira nos últimos anos, mas ninguém pode negar que sua atuação em “Despedida em Las Vegas” é excepcional. O fato da carreira dele ter degringolado não quer dizer que ele não merecia o prêmio e, ainda que eu prefira Sean Penn em “Os últimos passos de um homem”, entendo perfeitamente sua vitória na ocasião. Da mesma forma, Mickey Rourke poderia muito bem ter vencido o Oscar por “O Lutador”, independente do que ele fez com sua carreira no passado, pois o talentoso ator entregou uma atuação digna de aplausos. Mesmo discordando, eu até compreendo que a Academia leve em consideração estes aspectos externos na hora de votar (são pessoas, afinal de contas), mas não compreendo a mudança de avaliação do público e da crítica após a premiação.

Quer mais exemplos? “Rocky, um Lutador” derrotou “Taxi Driver” e virou motivo de chacota, mas é um grande filme. Kevin Costner fez um belíssimo trabalho em “Dança com Lobos”, mas muita gente afirma detestar o filme somente porque ele derrotou “Os Bons Companheiros”. Assim como Mel Gibson de fato se destacou na direção de “Coração Valente”, mas alguns críticos (como o próprio Rubens Ewald Filho, que admiro e respeito muito) mudaram sua avaliação após os problemas do diretor fora das telas. E o que dizer de “Shakespeare Apaixonado”, que simplesmente passou a ser detestado no Brasil porque Paltrow venceu Montenegro injustamente? O fato de a excepcional atriz brasileira ter sido derrotada não transforma o simpático filme numa obra detestável.

Com base em tudo isto, a discussão que proponho é a seguinte: O Oscar deve premiar a carreira e se basear no passado ou no futuro promissor dos concorrentes ou premiar o melhor do ano tendo como base apenas o trabalho NAQUELE filme, sem levar os outros fatores em consideração?

Eu fico com a segunda opção. E você?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 28 de Fevereiro de 2012 por Roberto Siqueira

OSCAR 2012 – Vencedores

A Academia apostou na volta de Billy Crystal, mas o resultado não foi bom. Apesar disto, gostei do clipe homenageando grandes clássicos, apesar do absurdo de misturar filmes grandiosos com “Crepúsculo” e “Se Beber não case” (e olha que eu gosto da comédia em Las Vegas), curti a apresentação do Cirque du Soleil (um pouco longa, talvez) e achei interessante o Billy adivinhando os pensamentos da plateia.

Sobre os prêmios, acertei as principais categorias. “O Artista” saiu mesmo consagrado como o melhor filme, diretor e ator, e “Hugo” levou os prêmios técnicos. Streep finalmente recebeu mais um Oscar e Woody Allen voltou a vencer como roteirista. “Rango” era barbada em animação e “A Separação” também era o vencedor certo em filme estrangeiro.

Bom, é isto pessoal, está tarde e preciso dormir. Sequer consigo raciocinar agora. Mas vocês podem conferir os vencedores do Oscar 2012 aqui:

Melhor filme

“O Artista”

Melhor direção

Michel Hazanavicius, “O Artista”

Melhor ator

Jean Dujardin, “O Artista”

Melhor atriz

Meryl Streep, “A Dama de Ferro”

Melhor ator coadjuvante

Christopher Plummer, “Beginners

Melhor atriz coadjuvante

Octavia Spencer, “Histórias Cruzadas”

Melhor roteiro original

“Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen

Melhor roteiro adaptado

“Os Descendentes”, de Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash

Melhor animação

“Rango”

Melhor filme estrangeiro

“A Separação” (Irã)

Melhor direção de arte

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor fotografia

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor figurino

“O Artista”

Melhor montagem

“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”

Melhor maquiagem

“A Dama de Ferro”

Melhor trilha sonora original

“O Artista”, Ludovic Bource

Melhor canção original

Man or Muppet”, de “Os Muppets” (música e letra de Bret McKenzie)

Melhores efeitos visuais

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor mixagem de som

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor edição de som

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor documentário

Undefeated

Melhor documentário em curta-metragem

Saving Face

Melhor curta-metragem

The Shore

Melhor curta-metragem de animação

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

E aí, o que você achou das escolhas da Academia em 2012?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 27 de Fevereiro de 2012 por Roberto Siqueira

OSCAR 2012 – Palpites

Olá pessoal,

Mais uma vez vou cometer a insanidade de deixar registrados os meus palpites aqui no blog, somente para que vocês possam tirar um barato dos meus erros depois. Até agora, tudo indica que “O Artista” será o grande vencedor, por isso, minhas apostas se concentram no longa de Michel Hazanavicius.

Como assisti a poucos filmes indicados neste ano, minha torcida será pura e simplesmente por afinidade. Adoraria ver Scorsese (pela segunda vez na carreira) ou Brad Pitt (pela primeira vez) no palco recebendo a estatueta, assim como seria memorável ver o reconhecimento da genialidade de Terrence Malick, mas não posso negar que ver um filme mudo e em preto e branco saindo vencedor do Kodak Theater seria algo muito bem vindo. Quem sabe assim o público não se interessa em revisitar as pérolas produzidas na época em que os filmes eram mudos ou mesmo os que eram falados, mas em preto e branco. O cinema tem tanto a oferecer para aqueles que resolvem respeitar sua bela história e quem sabe este seja o incentivo que esteja faltando. Ouço tanta gente reclamando quando descobre que algum filme é em preto e branco ou mudo que chego a me entristecer, por saber que muitas obras marcantes do cinema jamais serão descobertas por estas pessoas.

Além disso, a vitória de “O Artista” premiará a coragem de investir numa boa história, independente do formato adotado (colorido ou preto e branco, mudo ou falado), o que seria ótimo para o futuro do cinema. Mas mesmo que o filme não saia vencedor, seu lugar na história do cinema já está garantido.

De volta à premiação, espero que neste ano as piadas sejam mais criativas e a cerimônia mais dinâmica, mas duvido que isto aconteça. Em todo caso, estarei lá, assistindo ao vivo, acompanhando os comentários do Pablo Villaça na internet e deixando meus comentários no twitter (para aqueles que estiverem interessados em acompanhar as besteiras que “twitto” durante a transmissão, podem me seguir no @cinemaedebate).

Finalmente, meus palpites para o Oscar 2012:

Melhor filme

 “O Artista”

Melhor direção

Michel Hazanavicius, “O Artista”

Melhor ator

Jean Dujardin, “O Artista”

Melhor atriz

Meryl Streep, “A Dama de Ferro”

Melhor ator coadjuvante

Christopher Plummer, “Beginners

Melhor atriz coadjuvante

Octavia Spencer, “Histórias Cruzadas”

Melhor roteiro original

“Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen

Melhor roteiro adaptado

“Os Descendentes”, de Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash

Melhor animação

“Rango”

Melhor filme estrangeiro

“A Separação” (Irã)

Melhor direção de arte

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor fotografia

“A Árvore da Vida”

Melhor figurino

“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor montagem

“O Artista”

Melhor maquiagem

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

Melhor trilha sonora original

“O Artista”, Ludovic Bource

Melhor canção original

Man or Muppet”, de “Os Muppets” (música e letra de Bret McKenzie)

Melhores efeitos visuais

“Planeta dos Macacos: A Origem”

Melhor mixagem de som

“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”

Melhor edição de som

“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”

Melhor documentário

Pina

Melhor documentário em curta-metragem

Incident in New Baghdad

Melhor curta-metragem

Pentecost

Melhor curta-metragem de animação

La Luna

Agora só nos resta aguardar pela cerimônia e, como acontece em todos os anos, comentar as escolhas feitas pela Academia. Mas vale lembrar, o Oscar é apenas uma festa, não é atestado de qualidade hein pessoal! Portanto, não precisamos levá-lo tão a sério, por mais interessante que seja vermos os artistas que gostamos sendo reconhecidos.

Um abraço e bom OSCAR para todos!

Texto publicado em 26 de Fevereiro de 2012 por Roberto Siqueira

Especial Oscar 2011

Estamos próximos do Oscar 2012 e para entrar de vez no clima da premiação, resolvi aproveitar a oportunidade para criar uma “quinzena especial” que foge dos padrões estabelecidos até agora. Mesmo sendo apenas resultado de uma votação política que não serve como atestado de qualidade para os filmes vencedores, os prêmios da Academia sempre chamam nossa atenção, seja por curiosidade ou apenas pela torcida por algum filme, ator ou diretor dos quais gostamos. Como alguns dos filmes que concorrerão ao prêmio principal neste ano sequer foram lançados no Brasil ainda, nesta quinzena especial resolvi recordar a premiação passada. Sendo assim, nas próximas duas semanas divulgarei críticas dos 10 filmes que concorreram ao prêmio de melhor filme em 2011, algo que, como vocês sabem, me obriga a quebrar algumas regras do Cinema & Debate:

1 – Escreverei sobre filmes recentes, algo que eu pretendia fazer apenas quando a Videoteca chegasse próxima dos últimos anos (hoje estou escrevendo sobre filmes de 1995).

2 – Divulgarei a crítica de “Toy Story 3” antes da crítica dos dois primeiros filmes, o que é incomum, mas não é inédito no site, já que escrevi sobre “Batman, o cavaleiro das trevas” antes de “Batman Begins” – importante deixar claro que, obviamente, eu assisti aos filmes anteriores.

3 – Escreverei sobre filmes que “fisicamente” já pertencem à Videoteca, mas que farão parte da contagem oficial apenas quando chegar à vez de 2011. Ou seja, ainda que eu já tenha em DVD ou Blu-ray alguns destes filmes, eles só farão parte oficialmente da Videoteca do Beto no futuro, quando eu chegar em 2010 – algo, aliás, que já acontece também com “Batman, o cavaleiro das trevas”.

Dito isto, vamos em frente. Entendo que esta é uma boa oportunidade para apresentar ao leitor os caminhos que o Cinema & Debate pretende seguir em breve, alternando entre críticas dos filmes do passado (uma característica marcante do site), filmes recentes e, em breve, também de lançamentos.

Espero que gostem das novidades!

Um grande abraço.

Texto publicado em 12 de Fevereiro de 2012 por Roberto Siqueira

OSCAR 2012 – Lista de Indicados

A Academia divulgou hoje a lista de indicados ao Oscar 2012 e, para minha felicidade, tivemos algumas surpresas, como a indicação de “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick, aos prêmios de melhor filme e diretor, algo que eu sinceramente não esperava (filme talvez, mas diretor jamais). Fico feliz, pois sou grande fã do trabalho dele. Aliás, qualquer manifestação de felicidade da minha parte será baseada somente em minha condição de fã, já que a maioria dos filmes sequer foram lançados no Brasil.

Entre os favoritos, “A Invenção de Hugo Cabret” do mestre Scorsese lidera com 11 indicações, seguido pelo favorito “O Artista”, que recebeu 10 indicações. George Clooney (“Os Descendentes”) e Brad Pitt (“O homem que mudou o jogo”) confirmaram que brigarão pela estatueta de melhor ator, enquanto Meryl Streep (“A Dama de Ferro”) parece ser barbada na categoria melhor atriz. As surpresas ficaram por conta da indicação de Malick ao prêmio de melhor diretor, além da ausência de “As Aventuras de Tintim” na categoria melhor animação – o que só reforça o enfraquecimento do Globo de Ouro nos últimos anos, já que o longa de Spielberg venceu esta categoria na premiação da HFPA.

Agora só nos resta tentar assistir ao máximo de filmes possíveis antes da cerimônia e torcer. Que o Oscar nunca foi atestado de qualidade artística todos nós sabemos, mas é sempre divertido acompanhar a premiação mais famosa do cinema, não é mesmo?

Abaixo, a lista completa dos indicados ao Oscar 2012:

Melhor filme
“Cavalo de Guerra”
“O Artista”
“O homem que mudou o jogo”
“Os Descendentes”
“Tão forte e tão perto”
“A Árvore da Vida”
“Meia-Noite em Paris”
“História Cruzadas”
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor direção
Michel Hazanavicius, “O Artista”
Alexander Payne, “Os Descendentes”
Martin Scorsese, “A Invenção de Hugo Cabret”
Woody Allen, “Meia-Noite em Paris”
Terrence Malick, “A Árvore da Vida”

Melhor ator
Demián Bichir, “A Better Life”
George Clooney, “Os Descendentes”
Jean Dujardin, “O Artista”
Gary Oldman, “O espião que sabia demais”
Brad Pitt, “O homem que mudou o jogo”

Melhor atriz
Glenn Close, “Albert Nobbs”
Viola Davis, “Histórias Cruzadas”
Rooney Mara, “Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”
Meryl Streep, “A Dama de Ferro”
Michelle Williams, “Sete dias com Marilyn”

Melhor ator coadjuvante
Kenneth Branagh, “Sete dias com Marilyn”
Jonah Hill, “O homem que mudou o jogo”
Nick Nolte, “Guerreiro”
Max Von Sydow, “Tão forte e tão perto”
Christopher Plummer, “Beginners

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer, “Histórias Cruzadas”
Bérénice Bejo, “O Artista”
Jessica Chastain, “Histórias Cruzadas”
Janet McTeer, “Albert Nobbs”
Melissa McCarthy, “Missão madrinha de casamento”

Melhor roteiro original
“O Artista”, de Michel Hazanavicius
“Missão madrinha de casamento”, de Annie Mumolo & Kristen Wiig
“Margin Call: O Dia Antes do Fim”, de J.C. Chandor
“Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen
“A Separação”, de Asghar Farhadi

Melhor roteiro adaptado
“Os Descendentes”, de Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash
“A Invenção de Hugo Cabret”, de John Logan
“Tudo pelo poder”, de George Clooney & Grant Heslov e Beau Willimon
“O homem que mudou o jogo”, de Steven Zaillian e Aaron Sorkin, história de Stan Chervin
“O espião que sabia demais”, de Bridget O’Connor & Peter Straughan

Melhor animação
“Um Gato em Paris”
“Chico & Rita”
“Kung Fu Panda 2”
“Gato de Botas”
“Rango”

Melhor filme estrangeiro
Bullhead” (Bélgica)
Footnote” (Israel)
In Darkness” (Polônia)
Monsieur Lazhar” (Canadá)
“A Separação” (Irã)

Melhor direção de arte
“O Artista”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Meia-Noite em Paris”
“Cavalo de Guerra”

Melhor fotografia
“O Artista”
“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“A Árvore da Vida”
“Cavalo de Guerra”

Melhor figurino
“Anônimo”
“O Artista”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Jane Eyre”
“W.E.”

Melhor montagem
“O Artista”
“Os Descendentes”
“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“O homem que mudou o jogo”

Melhor maquiagem
“Albert Nobbs”
Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2
“A Dama de Ferro”

Melhor trilha sonora original
“As Aventura de Tintim”, John Williams
“O Artista”, Ludovic Bource
“A Invenção de Hugo Cabret”, Howard Shore
“O espião que sabia demais”, Alberto Iglesias
“Cavalo de Guerra”, John Williams

Melhor canção original
Man or Muppet”, de “Os Muppets” (música e letra de Bret McKenzie)
Real in Rio”, de “Rio” (música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett)

Melhores efeitos visuais
“Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Gigantes de Aço”
“Planeta dos Macacos: A Origem”
“Transformers: o lado oculto da lua”

Melhor mixagem de som
“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“O homem que mudou o jogo”
“Transformers: o lado oculto da lua”
“Cavalo de Guerra”

Melhor edição de som
“Drive”
“Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Transformers: o lado oculto da lua”
“Cavalo de Guerra”

Melhor documentário
Hell and Back Again
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated

Melhor documentário em curta-metragem
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
God is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry Blossom

Melhor curta-metragem
Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

Melhor curta-metragem de animação
Dimanche
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

Com base nos prêmios anteriores, “O Artista” vinha sendo apontado como o grande favorito do ano. Mas o Oscar já apresentou muitas surpresas (agradáveis ou não) em sua história, por isso, vale a apena apostar:

Quem será o grande vencedor do Oscar 2012 em sua opinião?

Um abraço e bom debate.

Texto publicado em 24 de Janeiro de 2012 por Roberto Siqueira

Globo de Ouro 2012 – Vencedores

Só pra não dizer que nem liguei pro Globo de Ouro este ano, assisti a cerimônia ontem e adorei a homenagem à Morgan Freeman, um dos meus atores favoritos. Somente as imagens de “Um Sonho de Liberdade”, “Seven”, “Menina de Ouro” e “Os Imperdoáveis” já justificam a homenagem, sem contar tantos outros grandes filmes da carreira deste excepcional ator. Além disso, seu agradecimento elegante reverenciando Sidney Poitier (“este prêmio poderia se chamar Sidney Poitier Award”) só engrandeceu ainda mais o momento.

Curti a vitória de Woody Allen por “Meia-Noite em Paris”, um filme que me agradou bastante. Já as vitórias de Spielberg, Scorsese, Streep e Clooney me agradaram somente porque sou fã de todos eles, já que, como não assisti os filmes ainda, não posso opinar se foram justas ou não. Nas séries, adorei a vitória de Matt LeBlanc, o eterno Joey de Friends, de quem também sou fã.

Também achei bem legal o recado de Asghar Farhadi, vencedor do prêmio de melhor filme estrangeiro, que fez questão de lembrar que o povo iraniano é um povo que ama. Já o apresentador Ricky Gervais estava bem mais comedido que no ano passado, o que é uma pena.

No geral, a cerimônia foi razoável. Na verdade, eu me diverti mesmo com os comentários do pessoal no twitter, sempre divertidos e criativos.

Vamos então ao resumo das premiações de cinema:

Melhor Filme Drama

“Os Descendentes” (The Descendants)

Melhor Filme Comédia ou Musical

The Artist

Melhor Filme Estrangeiro

“A Separação” (Irã) / (Jodaeiye Nader az Simin)

Melhor Filme de Animação

“As Aventuras de Tintin” (The Adventures of Tintin)

Melhor Diretor

Martin Scorsese por “A Invenção de Hugo Cabret” (Hugo)

Melhor Roteirista

Woody Allen por “Meia-Noite em Paris” (Midnight in Paris)

Melhor Atriz de Drama

Meryl Streep por “A Dama de Ferro” (The Iron Lady)

Melhor Ator de Drama

George Clooney por “Os Descendentes”

Melhor Atriz de Comédia

Michelle Williams por “Sete Dias com Marilyn” (My Week with Marilyn)

Melhor Ator de Comédia

Jean Dujardin por “The Artist

Melhor Atriz Coadjuvante

Octavia Spencer por “Histórias Cruzadas” (The Help)

Melhor Ator Coadjuvante

Christopher Plummer por “Toda Forma de Amor” (Beginners)

Melhor Música Original

Ludovic Bource por “The Artist

Melhor Canção Original

Masterpiece de “W.E.” (Música e Letras de Madonna, Julie Frost e Jimmy Harry)

Um abraço.

Texto publicado em 16 de Janeiro de 2012 por Roberto Siqueira

Jim Carrey no Oscar 1996

Sou um nostálgico por natureza. Adoro gravar momentos marcantes e revê-los muito tempo depois. Quando viajo ou quando organizo um grande evento, tenho o hábito de filmar e tirar muitas fotos, somente para registrar um momento que, certamente, vou querer ver novamente no futuro.

Mas gravar eventos é normal, você pode afirmar. E eu responderei que não faço apenas isto, mas também tiro fotos de coisas banais, como por exemplo, uma porta, uma maçaneta ou até mesmo uma rua que achei diferente em San Gimignano (Itália), somente porque, ao rever aquela foto, sinto estar sendo transportado novamente para aquele momento que me marcou.

Este raciocínio também se aplica ao esporte, o que me leva a gravar não apenas os grandes jogos do meu time e da seleção, mas, por exemplo, todos os gols das Copas do Mundo, algumas entradas em campo e hinos nacionais e até mesmo matérias de bastidores da Copa. Para mim, rever tudo aquilo anos depois é um grande prazer.

E assim também acontece com o Oscar, uma cerimônia quase sempre chata, quase sempre longa demais e com grandes injustiças registradas ao longo da história. Além disso, uma cerimônia muito mais comercial que artística, que não vale como garantia de qualidade, e que, apesar de premiar bons filmes, costuma me deixar mais irritado do que feliz (este ano, por exemplo, a vitória de “O Discurso do Rei” me deixou aborrecido por alguns dias).

Pra que gravar então a chata, longa e injusta cerimônia do Oscar? Simples. Para rever o momento de glória (sim, é glorioso!) de alguns dos atores, atrizes, diretores, etc., que eu gosto muito. E eu realmente me divirto ao rever, seja em DVD, seja no Youtube (onde encontro muitas das premiações que não consigo mais restaurar as fitas), o momento do anúncio, por exemplo, da vitória de Martin Scorsese, Robert de Niro, Meryl Streep, Morgan Freeman, Jodie Foster, etc.

Na última semana, ao rever os vídeos do Oscar 1996 (estou começando a assistir os filmes de 1995 pra escrever e isto me motivou a rever trechos daquela cerimônia), me lembrei de um momento engraçado envolvendo o talentoso Jim Carrey e resolvi compartilhar com vocês. Carrey foi convidado para entregar o prêmio de melhor fotografia e entrou no palco fazendo uma brincadeira com um sucesso da época, a animação “Toy Story”. Criativo, Carrey fez uma piada envolvendo os bonecos do filme e o clássico “Perdidos na Noite”, estrelado por Jon Voight e Dustin Hoffman. Veja o vídeo:

*Desculpem, mas não encontrei o vídeo sem tradução simultânea.

Espero que gostem. Um grande abraço.

Texto publicado em 02 de Agosto de 2011 por Roberto Siqueira