ALÉM DA LINHA VERMELHA (1998)

(The Thin Red Line)

5 Estrelas 

Videoteca do Beto #181

Dirigido por Terrence Malick.

Elenco: Sean Penn, Adrien Brody, Jim Caviezel, George Clooney, John Cusack, Woody Harrelson, Ben Chaplin, Jared Leto, Elias Koteas, John Travolta, Nick Nolte, John C. Reilly, Miranda Otto, Nick Stahl, Thomas Jane, Will Wallace, John Savage, Mark Boone Junior, Tim Blake Nelson e Dash Mihok.

Roteiro: Terrence Malick, baseado em livro de James Jones.

Produção: Robert Michael Geisler, Grant Hill e John Roberdeau.

Além da Linha Vermelha[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Como reunir num mesmo elenco em papéis que variam do protagonista com mais tempo de tela a mais rápida das participações nomes na época já estabelecidos como Sean Penn, George Clooney, Woody Harrelson, John Travolta, John Cusack, John C. Reilly e Nick Nolte, incluindo ainda promessas que se confirmariam depois como Adrien Brody e Jim Caviezel, entre outros? A resposta atende pelo nome de Terrence Malick, um dos diretores mais reclusos e low profile da história de Hollywood, mas também dono de uma filmografia muito interessante e de um respeito ímpar no meio cinematográfico. Assim, astros como Clooney e Travolta não pensaram duas vezes antes de abrirem mão de seus cachês milionários para terem pequenas participações neste belíssimo “Além da Linha Vermelha”, um drama que remete a questões existencialistas e filosóficas no meio do caos da guerra.

Aliás, chamar “Além da Linha Vermelha” de um filme de guerra é extremamente reducionista. Estabelecendo o tom poético que acompanhará a narrativa logo na abertura através da fotografia de John Toll que realça os raios solares que vazam pelas árvores e da trilha sonora erudita de Hans Zimmer que acompanha a sequência, Malick utiliza ao longo das quase três horas de filme diversas imagens de animais silvestres, da água dos rios e das árvores espalhadas pela ilha de Guadalcanal onde acontece o combate, numa estratégia que se confirmará até o último plano e que busca estabelecer um paralelo entre o lado selvagem da natureza e o lado selvagem do ser humano que aflora em situações como aquela – e esta opção fica ainda mais clara quando, no meio do conflito, o diretor insere um plano de um filhote de pássaro se arrastando pela lama, simbolizando a luta pela sobrevivência que marca nossa passagem por este mundo desde o dia em que nascemos.

Raios solares vazam pelas árvoresAnimais silvestresPássaro se arrastando pela lamaMas se a fotografia na maior parte do tempo realça o verde da região e aposta em cenas diurnas e bastante ensolaradas, alguns momentos pontuais das batalhas surgem dominados pela fumaça que emana das chamas em meio aquela mistura de lama e sangue, criando um visual acinzentado e melancólico que ilustra o sentimento de aflição dos personagens. Por outro lado, Toll utiliza cores quentes quando Bell (Ben Chaplin) relembra os momentos ao lado da esposa distante (Miranda Otto), simbolizando o conforto que este sentia ao lembrar-se do lar e da companheira – o que torna a carta fria enviada por ela ainda mais impactante, num momento triste em que a câmera distante de Malick respeita o personagem, ao mesmo tempo em que evidencia através do som e das reações dele como cada palavra soa como uma facada naquele homem destroçado.

Fumaça que emana das chamasBell relembra os momentos ao lado da esposaCarta fria enviada por elaEsbanjando elegância, Malick conduz a narrativa sem pressa, priorizando a parte estética sem deixar de trabalhar na dinâmica entre os personagens. Observe, por exemplo, como sua câmera passeia pelos soldados no navio antes do desembarque na ilha, o que ajuda a nos familiarizar com eles – obviamente, a escolha de atores famosos colabora ainda mais neste sentido e permite que o diretor ganhe algum tempo. Para aumentar esta identificação entre o espectador e os personagens, Malick emprega a câmera subjetiva em vários instantes, nos colocando na mesma posição dos soldados, especialmente durante os conflitos com os japoneses em que somos jogados pra dentro da mata que cobre os montes. Da mesma forma, a câmera agitada que acompanha a perseguição dentro do rio já no ato final transmite muito bem o senso de urgência que o momento exige.

Câmera passeia pelos soldados no navioCâmera subjetivaPerseguição dentro do rioNo entanto, Malick não se apoia apenas nas imagens para criar uma narrativa envolvente, explorando também o potencial do som para aumentar o realismo das cenas. Assim, o excepcional design de som nos permite ouvir cada pequeno detalhe, desde as fortes ondas no mar, passando pelo barulho dos barcos que levam os soldados à ilha e, especialmente nos conflitos, nos permite distinguir as bombas explodindo, os tiros e os gritos agonizantes dos combatentes. Ao ver o resultado violento daquelas ações e ouvir os gritos de dor dos soldados que agonizam e morrem, temos o horror da guerra em seu estado mais cru. Repare também como a respiração ofegante deles durante a subida do morro confere imenso realismo à narrativa, demonstrando simultaneamente o cansaço e o medo que sentem. Com o auxilio do design de som, as atuações convincentes que tornam as feridas mais doloridas e sua câmera agitada, Malick torna as sequências de combate extremamente realistas, o que faz cenas como o primeiro embate contra os japoneses e o ataque do pelotão ao bunker soarem ainda mais tensas – e a aflição palpável no rosto do coronel Staros (Elias Koteas) durante sua oração na noite anterior ao ataque na colina já nos alertava para a crueldade do que estava por vir.

Contando ainda com os figurinos de Margot Wilson e o design de produção de Jack Fisk para nos ambientar ao local através dos uniformes dos soldados americanos e japoneses, das poucas roupas e simples cabanas dos nativos, dos pesados armamentos e dos imponentes navios, Malick cria um cenário assustador e realista que confere peso aos pensamentos e reflexões dos personagens. Da mesma forma, o ritmo contemplativo empregado em boa parte do tempo pelos montadores Leslie Jones, Saar Klein e Billy Weber ajuda, por contraste, a estabelecer o perigo eminente que paira sobre um ambiente de guerra através de instantes de interrupção abrupta, como no primeiro ataque dos japoneses. Mas, na maior parte do tempo, os longos planos sem cortes e o ritmo lento reforçam o tom poético pretendido por Malick.

Uniformes dos soldados americanosPoucas roupas e simples cabanas dos nativosImponentes naviosVariando entre papéis de destaque e participações especiais, o fabuloso elenco de “Além da Linha Vermelha” se dá ao luxo de contar com astros como John Travolta (general Quintard) e George Clooney (capitão Charles Bosche) em papéis bem pequenos, relegando ainda atores como o ótimo John C. Reilly (sargento Storm), John Savage (sargento McCrom), Woody Harrelson (soldado Keck), Jared Leto (tenente Whyte) e Adrien Brody (soldado Fife) ao mero papel de coadjuvantes. Assim, quem ganha espaço na narrativa é Jim Caviezel, que com sua expressão quase sempre tranquila dá a sensação de que Witt apenas flutua sobre aquele ambiente hostil, observando e tentando entender tudo aquilo sem jamais se sentir parte daquele universo. Repare, por exemplo, seu sorriso contido após a morte de Keck, como se estivesse aliviado ao ver o parceiro deixando aquele mundo de sofrimento e dor. Através das reflexões dele e do soldado Bell vivido por Ben Chaplin nós podemos captar a essência da narrativa. Ambos buscam refúgio em lugares distantes daquela dura realidade e ambos veem estes refúgios serem destruídos ao longo do tempo, seja na degradação dos habitantes da aldeia melanésia ou na traição da esposa. No fim das contas, estamos todos sozinhos neste mundo.

Expressão quase sempre tranquilaSorriso contido após a morte de KeckDegradação dos habitantes da aldeia melanésiaPor outro lado, Sean Penn demonstra com a precisão costumeira a transformação do tenente Welsh, que inicialmente se posiciona ao lado do exército, mas ao longo da narrativa vai lentamente compreendendo a imbecilidade daquilo (“É tudo sobre propriedade!”, diz questionando a guerra). Ao final da jornada, enquanto o novo tenente Bosche interpretado por Clooney faz seu discurso, Welsh questiona em pensamento tudo que ouve da boca do novo líder, consolidando sua transformação após tudo que viu. Já o autoritário Tenente-coronel Tall interpretado de maneira explosiva por Nick Nolte enxerga no exército a sua chance de obter algum destaque (“Esta é a minha guerra!”), dando ordens e se envolvendo pessoalmente na batalha com tamanha paixão que chega a ser comovente a sua entrega. Ainda que discordemos de seu pensamento, jamais deixamos de acreditar em sua convicção, já que o personagem parece mesmo acreditar nos absurdos que diz.

Transformação do tenente WelshWelsh questiona em pensamento tudo que ouveAutoritário Tenente-coronel TallNem por isso, os outros soldados são obrigados a aceitar suas imposições, ainda que nem todos tenham a coragem do coronel Staros de externar seu pensamento. Conferindo humanidade ao coronel, Elias Koteas demonstra firmeza quando sente que é necessário ao não obedecer à ordem de ataque frontal que poderia dizimar seu pelotão. Já o soldado Gaff interpretado por John Cusack não chega a se pronunciar, mas seu olhar desafiador no diálogo pós conquista do Bunker evidencia que ele não concorda com a ideologia de seu líder.

Estes duelos ideológicos ajudam a construir a principal mensagem de “Além da Linha Vermelha”, quase sempre opondo visões distintas sobre o conflito, como no primeiro diálogo entre Witt e Welsh e na última conversa entre Tall e Staros, que escancara os estilos diferentes de liderança deles. Mas apesar dos diálogos terem importância, são mesmo os pensamentos dos personagens que nos fazem refletir a respeito. Normalmente acompanhadas por uma trilha sonora suave, as reflexões de Witt, Bell, Welsh e outros soldados abordam questões filosóficas e existenciais (De onde vem este demônio interior? De onde vem o amor?), remetendo a um tema central na filmografia de Malick: o questionamento sobre a existência ou não de um ser superior. Existiria uma divindade capaz de controlar tudo que ocorre em nossa natureza implacável ou estamos mesmo solitários neste mundo, jogados a mercê de nossos destinos num lugar hostil em que precisamos lutar constantemente para sobreviver?

Coronel StarosOlhar desafiadorAtaque à aldeia dos soldados japonesesSimultaneamente, Malick realça a reflexão sobre o horror da guerra em momentos como o ataque à aldeia dos soldados japoneses, uma sequência cruel que se transforma em poesia através da câmera lenta do diretor, das reações dos soldados e da belíssima trilha sonora que a embala. Mesmo nos colocando dentro de um cenário terrível de guerra, ele consegue criar poesia. É a degradação do coletivo e do indivíduo. Ainda que lute ao lado de centenas ou milhares de outros semelhantes, o ser humano busca mesmo é sentir-se bem consigo mesmo. Ele busca a sua paz interior.

Apostando numa ousada abordagem contemplativa e introspectiva, Terrence Malick realiza um estudo sensível sobre os efeitos da guerra no ser humano, o que por si só já seria suficiente para tornar este “Além da Linha Vermelha” num filme minimamente interessante. O elenco homogêneo, a excepcional parte técnica e as reflexões que a narrativa propõe, porém, deixam claro que ele queria muito mais do que isto. E conseguiu.

Além da Linha Vermelha foto 2Texto publicado em 19 de Janeiro de 2014 por Roberto Siqueira

Anúncios

ALTA FIDELIDADE (2000)

(High Fidelity)

5 Estrelas 

Filmes em Geral #110

Dirigido por Stephen Frears.

Elenco: John Cusack, Iben Hjejle, Todd Louiso, Jack Black, Lisa Bonet, Catherine Zeta-Jones, Joan Cusack, Tim Robbins, Chris Rehmann, Ben Carr, Lili Taylor, Natasha Gregson Wagner e Harold Ramis.

Roteiro: D.V. DeVincentis, Steve Pink, John Cusack e Scott Rosenberg, baseado em livro de Nick Hornby.

Produção: Tim Bevan e Rudd Simmons.

Alta Fidelidade[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Amadurecer nunca foi fácil. Desde os primeiros momentos da vida em que somos obrigados a deixar fases deliciosas para trás e encarar novas e pesadas responsabilidades (como ir para a escola, por exemplo), o processo de amadurecimento do ser humano pode ser complicado e difícil dependendo da maneira como encaramos cada etapa. Pra piorar, os tempos modernos trouxeram tecnologias maravilhosas que, por outro lado, permitem que retornemos a este passado delicioso sempre que possível, seja jogando aquele videogame que amávamos, assistindo aquele seriado ou desenho ou até mesmo ouvindo as mesmas músicas de antes. Isto não é necessariamente algo ruim, mas pode tornar-se um problema sério quando esta facilidade nos impede de seguir adiante. E é justamente este o caso do protagonista deste ótimo “Alta Fidelidade”, um longa sensível a respeito da dificuldade de um homem de encarar as responsabilidades que surgem pela frente.

Escrito a oito mãos por D.V. DeVincentis, Steve Pink, John Cusack e Scott Rosenberg com base em livro homônimo de Nick Hornby, “Alta Fidelidade” narra o cotidiano de Rob Gordon (John Cusack), o dono de uma pequena loja de discos em Chicago que está se separando da namorada Laura (Iben Hjejle). Fanático por música, ele passa seus dias vendendo discos e discutindo o cenário musical com seus dois funcionários Dick (Todd Louiso) e Barry (Jack Black), mas o fim do relacionamento faz com que ele reflita sobre os inúmeros relacionamentos frustrados que teve na vida.

Repleto de diálogos interessantes como aquele em que Rob e Barry discutem os significados da palavra “ainda”, o roteiro de “Alta Fidelidade” traz pequenas joias como a pouco romântica, porém verdadeira proposta de casamento de Rob, que foge completamente dos clichês. Além disso, o texto parece um verdadeiro presente para os fãs da música, trazendo inúmeras referências a bandas famosas e outras desconhecidas do grande público, além das interessantes listas criadas pelos personagens (como sabemos, criar listas é uma brincadeira capaz de viciar nove entre dez fãs de música e de cinema também!), que estão espalhadas por toda a narrativa.

A criatividade não para por aí. Se num primeiro momento somos levados a enxergar Rob como uma vítima, nossa expectativa é completamente subvertida quando ele revela as quatro coisas ruins que fez para Laura, quebrando a imagem de pobre homem sofrido e dando os primeiros sinais do quanto ele fugia de um relacionamento sério – algo que sua mãe já havia indicado antes numa conversa telefônica. Em seguida, as explicações dele para cada acontecimento escancaram seus medos e angustias, tornando o personagem mais humano diante dos nossos olhos, ainda que não justifique suas ações.

Prendendo a atenção do espectador através do carisma dos personagens, o diretor Stephen Frears e seu montador Mick Audsley saltam no tempo sempre num ritmo ágil e sem jamais tornar a trama confusa, apostando nos flashbacks que trazem as fracassadas experiências amorosas do protagonista e ousando quebrar a quarta parede praticamente o filme inteiro ao permitir que o protagonista fale diretamente com o expectador, o que, auxiliado pelo carisma de Cusack e pelos closes e planos fechados de Frears que acompanham Rob constantemente, ajuda a criar empatia entre o personagem e a plateia.

Até mesmo os aspectos técnicos são usados para externar os sentimentos do protagonista. Deixando as janelas quase sempre fechadas ou apenas parcialmente abertas, o diretor de fotografia Seamus McGarvey cria um visual sombrio que, reforçado pelas cores sem vida que decoram o apartamento dele, conferem um ar de esconderijo ao local – afinal, é ali que Rob se esconde do mundo adulto ao seu redor, com seus LPs dispostos em ordem alfabética no apartamento e seus pôsteres de bandas na parede (design de produção de David Chapman e Therese Deprez). Finalmente, a trilha sonora recheada de canções maravilhosas de Howard Shore acerta ao retratar os diversos sentimentos conflitantes do protagonista, saltando de músicas empolgantes para baladas intimistas com facilidade.

Num papel difícil e crucial para o sucesso do longa, Cusack está muito bem, carregando a narrativa com facilidade e muita desenvoltura. Com sua expressão de derrotado e seu comportamento quase recluso, Rob é alguém difícil de lidar, escondendo-se atrás do humor autodepreciativo como forma de evitar falar abertamente sobre sua falta de coragem para encarar um relacionamento com seriedade. Se suas mudanças de penteado e no estilo das roupas são notáveis ao longo das experiências amorosas (figurinos de Laura Bauer), seu comportamento praticamente mantém-se o mesmo, o que o leva a acreditar que todos seus relacionamentos são apenas versões distorcidas do primeiro. Obcecado por explicações, Rob torna-se quase paranoico enquanto busca superar o fim de suas relações amorosas, sem perceber que os relacionamentos em si são também a razão de sua paranoia, já que ele não suporta a ideia de manter um compromisso duradouro com alguém.

Janelas parcialmente abertasExpressão de derrotadoMudanças de penteadoA gama de personagens interessantes e verdadeiros, porém, não se restringe ao protagonista. Sempre reservada e centrada, Laura surge como um verdadeiro porto seguro para aquele homem, soando quase sempre como adulta diante daquele homem tão juvenil – e neste sentido, as expressões sérias e o tom de voz controlado da atriz Iben Hjejle são essenciais para a construção desta imagem. E enquanto Todd Louiso se sai bem como o tímido e antissocial Dick, falando com dificuldades e evitando olhar diretamente para as pessoas, Jack Black diverte-se como o vendedor de discos fanático por música que quase rouba a cena sempre que aparece, ainda que abuse do overacting em alguns momentos. Saindo-se muito bem na maior parte do tempo, Black demonstra desenvoltura também no palco, quando seu Barry finalmente demonstra que também pode ser um pouco eclético.

Além da sempre engraçada e espalhafatosa Liz de Joan Cusack, vale citar também as participações de Catherine Zeta-Jones, que demonstra sua forte presença na pele de Charlie; Bruce Springsteen, que aparece rapidamente durante um pensamento de Rob; e Tim Robbins, que em pouco tempo consegue fazer seu Ian Ray ser ao mesmo tempo educado e irônico. Além disso, Robbins participa da cena mais engraçada do filme, na qual acompanhamos os desfechos imaginados por Rob para o fim de uma conversa com Ray.

Reservada e centrada LauraVendedor de discos fanáticoEducado e irônicoVerdadeira declaração de amor pela música, “Alta Fidelidade” é acima de tudo um estudo sobre um homem com enorme dificuldade de encarar o amadurecimento que todos nós temos que passar um dia. E por mais que continuemos amando nossos discos da adolescência (ok, nossos CDs ou compilações em mp3), é bem mais fácil quando sabemos encarar o momento de deixar a rebeldia adolescente para trás e dar novos passos adiante na longa e árdua caminhada da vida adulta.

Alta Fidelidade foto 2Texto publicado em 12 de Setembro de 2013 por Roberto Siqueira