2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)

(2001: A Space Odissey) 

5 Estrelas

 

Obra-Prima 

Videoteca do Beto #6

Dirigido por Stanley Kubrick.

Elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Leonard Rossiter, Margaret Tyrack, Robert Beatty, Sean Sullivan, Daniel Richter e Douglas Rain (voz de HAL 9000). 

Roteiro: Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke. 

Produção: Stanley Kubrick. 

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Quando a famosa e poderosa trilha sonora tocou pela última vez e os créditos começaram a aparecer na tela, senti uma enorme sensação de inquietude e perturbação, misturadas a um sentimento de prazer e alegria por ter testemunhado uma obra-prima de um gênio em plena forma. 2001 – Uma Odisséia no Espaço é um filme genial, que caminha lentamente para um final capaz de criar um enorme ponto de interrogação na cabeça daqueles que não querem pensar mais a respeito do que acaram de ver. E, infelizmente, este é o perfil da maioria do público (o que explica bilheterias absurdas para filmes medíocres), que prefere narrativas mais mastigadas e óbvias por pura preguiça de pensar e refletir sobre o que assiste.

Há quatro milhões de anos, um misterioso objeto negro aparece na Terra causando furor naqueles que lá viviam. Já na era moderna, após aparecer misteriosamente no terreno lunar e ser investigado por especialistas, a conclusão é de que o objeto pode ser a chave para a descoberta de uma nova civilização fora do planeta. No século XXI, uma experiente tripulação, liderada por David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood), é enviada ao planeta Júpiter para investigar a origem do misterioso objeto, viajando a bordo da nave espacial Discovery, controlada pelo computador mais perfeito do mundo, o Hall 9000 (voz de Douglas Rain).

No primeiro ato, Kubrick desenvolve lentamente e sem nenhuma palavra a base da narrativa. Com planos distantes que enquadram perfeitamente a linda paisagem (a cena do ataque da Onça é belíssima), alguns cortes secos e a utilização de fades, Kubrick representa visualmente a ascensão do homem sobre os outros animais. A cena do homem batendo com um osso em outros ossos de um animal morto representa visualmente o momento em ele já está ciente deste poder. Toda esta introdução leva a uma cena arrepiante, quando o misterioso objeto aparece no mundo do homem pré-histórico. A reação dos homens e a poderosa trilha com vozes misturadas são capazes de enlouquecer qualquer um. Este objeto será o elo de ligação da história.

Em um trabalho conjunto excepcional de direção e montagem, Kubrick cria uma elipse de milhões de anos e salta da pré-história para os anos de exploração do espaço através da queda de um osso que repentinamente é substituído por uma nave espacial. E a partir daí o filme explora o universo criado por Kubrick em um tempo onde a exploração do espaço era apenas um sonho. Incrível como ele conseguiu imaginar mecanismos tão próximos da realidade há tantos anos atrás. Todo o mundo criado, com portas automáticas, identificadores de voz, chamadas telefônicas através do espaço, movimentos de ponta cabeça entre outras coisas, é genial. O show de direção de Kubrick não para por aí. Observe por exemplo a cena em que dois funcionários revelam dados do objeto que acharam na superfície lunar. A câmera se mantém fixa dentro da nave, num plano sem cortes que torna o diálogo ainda mais interessante, pois nos permite acompanhar todos os movimentos dentro e fora da nave. Em outro momento, um astronauta está treinando dentro da nave e a câmera acompanha seus movimentos em círculos, chegando ao ponto de deixar o homem em posição vertical na tela. A coleção de planos criativos é tão grande que fica até cansativo citar todos eles. Temos momentos em que os personagens estão de ponta cabeça, temos o ponto de vista do computador Hall 9000, um plano que alinha o Sol, a Terra e a Lua, e tudo isto demonstra a genialidade de Kubrick ao nos jogar pra dentro da viagem pelo espaço com extrema elegância.

As atuações de todo o elenco são muito competentes. Com expressões sempre sérias e focadas, eles transmitem com sucesso ao espectador a importância da missão em que estão envolvidos. Keir Dullea é o grande destaque como o inteligente David Bowman. Preste atenção na cena em que ele tenta recuperar um colega perdido no espaço. Seu movimento brusco dos ombros pra cima e pra baixo demonstra a respiração ofegante e a tensão que ele está vivendo naquele momento. Gary Lockwood também tem boa atuação como Frank Poole, o parceiro de David. Observe como os dois conseguem transmitir através do tom de voz a preocupação eminente de ambos com as respostas do computador Hall 9000 às perguntas que eles fazem. Já Douglas Rain consegue dar vida ao computador Hall 9000 através de uma voz serena e ao mesmo tempo firme, que insinua em diversos momentos as intenções obscuras da máquina. Hall passa a sensação em certos momentos de que tem sentimentos próprios, como se fosse um ser humano, ou pelo menos um ser com vida.

Todo o trabalho técnico do filme é espetacular. A começar pelos efeitos visuais que nos dão à sensação de estarmos realmente explorando o espaço, quando na verdade o filme foi feito em estúdios. O trabalho se torna ainda mais espetacular se pensarmos que em 1968 o homem ainda não tinha realizado este feito. Kubrick criou todo aquele universo somente com sua imaginação. Através dos movimentos da nave e das pessoas fora da gravidade e da visão da Terra sob o ponto de vista de uma nave espacial podemos ter a exata noção da precisa visão que ele tinha do espaço. A fotografia destaca cores brancas criando uma atmosfera tranqüila no inicio da missão. Observe como as cores vão aparecendo na medida em que o filme avança para o momento mais tenso, destacando o amarelo primeiramente para gradualmente chegar ao vermelho. E finalmente, quando David está em seu momento de maior raiva, a fotografia destaca o vermelho, numa demonstração visual inteligente do sentimento do personagem. O som também merece destaque, participando decisivamente da narrativa em diversos momentos. Repare como o som da respiração de um astronauta é repentinamente cortado na cena em que ele é atacado, acompanhado de um movimento incomum de uma cápsula espacial, nos antecipando o que estava acontecendo sem a necessidade de palavras. O som da respiração, aliás, é inteligentemente utilizado para nos demonstrar quando os astronautas estão tensos (ofegantes) e quando estão tranqüilos (respiração mais pausada e longa). A estupenda maquiagem em David, demonstrando seu envelhecimento ao viajar pelo espaço, também merece destaque. Assim como toda a direção de arte e figurinos, que criam um mundo totalmente verossímil no espaço sideral, prestando atenção aos mínimos detalhes como a bandeja de alimentação dos astronautas e as roupas especiais que estes utilizam para sair da nave.

O filme aborda ainda temas interessantes como o confronto homem versus máquina e o sigilo máximo adotado pelas pessoas responsáveis quando o assunto é relacionado à vida inteligente fora do planeta, buscando evitar um pânico geral nos habitantes da Terra. Além disso, o festival de imagens belíssimas de naves bailando no espaço, ao som de músicas clássicas de valsa e balé, cria imagens difíceis de serem apagadas de nossa memória. É o cinema em seu estado mais puro, onde as imagens falam por si só. Como se não bastasse, Kubrick ainda criou uma obra enigmática. O final do filme é tão complexo que muitas pessoas sequer se esforçam em tentar interpretar o filme, concluindo precipitadamente que se trata de uma obra falha ou confusa. Muito pelo contrário, a quantidade enorme de possibilidades de interpretação que o filme abre em sua conclusão faz dele uma obra de arte, onde cada espectador tira suas próprias conclusões.

Após uma série de acontecimentos inesperados, o filme caminha para este final tão genial quanto perigoso, onde a minha perturbação citada no inicio do texto se justifica. (e a partir de agora, peço que se você ainda não viu o filme, pule para o último parágrafo). Após sobreviver ao ataque surpresa e assustador do computador Hall 9000, David se aproxima do planeta Júpiter para finalmente revelar o segredo do misterioso monolito. Quando ele finalmente entra no campo espacial de Júpiter, o misterioso objeto aparece repentinamente e um festival de imagens psicodélicas, que mais lembram um clipe do Pink Floyd, começa a aparecer na tela. A sensação de estar delirando é aumentada sensivelmente pelo som que acompanha a cena, que dura um tempo considerável. Quando a viagem (literal e mental) termina, temos uma curiosa imagem, supostamente sob o ponto de vista de David, de um local vazio, claro e limpo. A fotografia destaca o branco, como se estivéssemos em um local intocado, um local puro. Mas na medida em que a cena vai progredindo, David começa a se ver mais velho em outro ponto da casa e logo em seguida, seu ponto de vista se transfere para o que ele estava vendo anteriormente. Sucessivamente, ele vai caminhando até se ver deitado em um leito de morte, muito envelhecido e praticamente imóvel. Quando seu ponto de vista muda para o da cama, ele vê o misterioso monolito à sua frente, e repentinamente se transforma em um bebê dentro de uma bolha azul. A poderosa trilha sonora tema do filme começa a tocar e o bebê aparece pela última vez olhando para o planeta Terra. Este final tão misterioso abre diversas possibilidades de interpretação. A que mais me agrada é a de que Kubrick fez um resumo genial da existência do homem no universo, dividido em quatro etapas. Na primeira delas, o foco é o surgimento do homem na terra e sua ascensão até o domínio completo deste sobre as outras espécies. Na segunda parte, o homem parte para o espaço, chegando à Lua e, portanto, dominando o território mais próximo do planeta. Na terceira etapa, o homem enfrenta sua mais inteligente criação, a máquina, e consegue vencê-la. E na última fase, a mais enigmática, o homem tenta desvendar os mistérios do universo, mas acaba sendo derrotado por ele e sua era chega ao fim. O homem se torna uma estrela, ou apenas uma parte da história, e uma nova era se inicia com outra espécie. Assim como os dinossauros, o homem teve o seu tempo de domínio e um dia deixou de existir. Acredito que o misterioso final seja uma metáfora sobre a queda do homem no universo. Mas muitas outras possibilidades existem. Teria David, ao viajar pelo espaço, acelerado seu processo de envelhecimento e chegado ao fim de sua vida, dando origem a um novo ser que seria encarnado em seguida? Seria uma ilusão ou um estado alucinatório criado em sua mente através do impacto causado no momento em que entrou na atmosfera de Júpiter? Todas estas perguntas certamente são cabíveis, mas o mais importante é que o filme gera uma discussão infinitamente maior do que a existência de vida fora do planeta.

Utilizando a parte técnica como apoio para uma narrativa genial, Kubrick cria uma obra-prima intrigante, inteligente e perturbadora, que exige muito mais do que atenção do espectador e em troca devolve muito mais do que entretenimento. 2001 – Uma Odisséia no Espaço é o cinema puro, a imagem falando no lugar das palavras e o significado delas sendo absorvido por cada espectador de uma forma diferente. Uma obra eterna de um gênio no auge de sua forma.

 

Texto publicado em 13 de Julho de 2009 por Roberto Siqueira

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94 Respostas to “2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)”

  1. Anônimo Says:

    [comentário removido pelo conteúdo ofensivo]

  2. Balanço de 2016 | Cinema & Debate Says:

    […] 4° lugar = “2001 – Uma Odisséia no Espaço” […]

  3. Gabriel Says:

    “2001: Uma odisséia no espaço” é uma obra de arte de um gênio. Gênio pois simplifica, ou sintetiza, diversos temas infinitamente complexos. Obra prima por ser tecnicamente perfeito, realizado em 1968 e a qualidade, principalmente das imagens não deixa nada a dever ao atual HD. A violência humana é uma abordagem recorrente de Kubrick, principalmente sua corrosiva crítica ao militarismo. Em 2001, observa-se que o homem pre histórico após a “inspiração” do monolito aprende usar ferramentas e a primeira atitude é a disputa pela água e a agressão a outro indivíduo. Nessa linha observamos que até a inteligência artificial,com emoções humanas (vaidade, orgulho, prepotência) possui agressividade e a reação humana, apesar de estar na fronteira cientifica da evolução (viajando para Júpiter) é raivosa e vingativa. A cena de desligamento do Hal 9000 é muito interessante. Capítulo a parte: O monolito. Esse me intriga toda vez que vejo. Não fecho conclusão. Ele aparece em momentos de evolução humana, porém juntamente com um alinhamento de astros. O que isso significa… A minha interpretação atual (pois vejo uma vez por ano esse filme e cada vez faço uma leitura diferente) é que apesar de o homem ser inspirado por uma força superior (o monolito, que pode ser um alienigena ou o simbolo de Deus, ou sei lá o que…) até ao final do seu tempo de existência estará preso a sua condição humana de nascer viver e morrer, evolui tecnologicamente ao máximo, mas não consegue evoluir suas emoções e sentimentos, continuando sendo o mesmo macaco do início do filme. A cena final do filme e a canção me diz que recomeçaremos sempre da mesma forma, sendo uma partícula do universo, iniciando tão somente como um feto. Somente numa relação de espaço e tempo.

  4. Anônimo Says:

    concordo em partes com quase todas as interpretações. A evolução do homem e descoberta de ferramentas, o mistério do desconhecido, etc. Pra mim, o final do filme nos indica uma única coisa: Independentemente da evolução humana, sempre haverá um mistério existencial e o homem sempre se resumirá em nascer, crescer, se alimentar, envelhecer e morrer ! Em resumo !

  5. Balanço de 2015 | Cinema & Debate Says:

    […]             3° lugar = “2001 – Uma Odisséia no Espaço” […]

  6. luiz Says:

    entende-se que a raça humana tem uma enorme ligação com uma civilização alienígena , traços de uma combinação de evoluçao que nos deixam bem próximo de manipulação genética em que o resultado a princípio foi evoluindo para o que somos hoje em dia.

  7. Gabriel Montanha Says:

    O monólito encontrado pelos homem-macaco ( termo utilizado pelo autor Arthur C. Clarke definindo o homem pré-histórico ) , na era Paleolítica, é a chamada Teoria do Paleocontato, que foi um contato feito por outra civilização inteligente alienígena. Tirando do livro 2001: Uma odisseia do espaço, no cápitulo 2 – A Nova Pedra, o monólito era um artefato técnologico desses seres, que interagiu por forma eletromagnética e por telepatia, alterando algumas partes do cérebro, e estimulando-as, aplicando desafios aos homem-macaco, ora alguns conseguiram completá-los ora alguns não. Os que conseguiram, tiveram um contato mais prolongado com o monólito, e assim tendo a ”mente” primitiva mais estimulada. Desse jeito, o homem-macaco começou , de uma maneira bem primitiva, ter uma noção melhor de si e do seu semelhante, e com isso veio a contrução de ferramentas, para o domínio sobre outros animais e de seus próprios semelhantes, aí nascia o Homem. Com isso, vemos que o homem-macaco, jamais teria sobrevivido, e sim se extinguido como pode-se ver no capítulo 1 – Estrada para a extinção do mesmo livro, foi pelo contato com outros seres, que o homem pode evoluir até os dias hoje. Pela manipulação talvez genética, com certeza mental, dos Criadores.

  8. Balanço de 2014 | Cinema & Debate Says:

    […]             1° lugar = “2001 – Uma Odisséia no Espaço” […]

    • Gabriel Montanha Says:

      Trecho do 2º capítulo – A Nova Pedra

      As rodas de luz começaram a unir-se, e os raios fundiram-se e
      transformaram-se em barras luminosas, que, sempre rodando nos seus eixos, se
      foram lentamente perdendo na distância. Dividiam-se então em pares, e os
      conjuntos de linhas daí resultantes deram início a oscilações que as faziam cruzarse,
      mas sempre segundo ângulos de intersecção diferentes. Fantásticos, efêmeros
      padrões geométricos brilhavam e desapareciam à medida que as fulgurantes
      grelhas se entrelaçavam e desentrelaçavam; hipnotizados cativos do cristal
      brilhante, os homens-macacos limitavam-se a olhar.
      Não podiam adivinhar que os seus cérebros estavam a ser analisados, os
      seus corpos examinados, as suas reações estudadas, os seus potenciais avaliados.
      ao princípio, toda a tribo permaneceu meia inclinada, formando um quadro imóvel
      que parecia petrificado. Depois, o homem-macaco que estava mais próximo da
      lâmina, recuperou lentamente os sentidos.

  9. Khaled Says:

    Estou boquiaberto e sem palavras depois de assistir esta obra de arte. Gosto dos filmes de Kubrick justamente porque abrem um vasto espaço para a discussão, ninguém está totalmente certo e nem errado (seria uma ótima lição para o Rodney aqui embaixo).
    Na minha concepção, A misteriosa figura negra representa o desconhecido, o que está além da nossa compreensão e que nós, no começo, temos medo de explorá-lo. Mas nossa curiosidade atiçada nos fez enfrentá-lo possibilitando a evolução do pensamento como na cena em que os macacos identificam um simples osso como uma arma e, fazendo uma alusão histórica, as grandes navegações que contradisseram o pensamento vigente na época (que o mundo era plano e o mar cheio monstros gigantescos e assustadores) e descobriram outras civilizações e culturas.
    Já no final, gostei muito das versões dos comentários abaixo mas apresento uma nova, que não significa que é a única que considero. Acredito que Dave, depois da viagem “psicodélica” e a última aparição do monotólio (que para mim significou o mistério do que vem morte após a morte), foi “iluminado” pelo conhecimento ou pela experiência que acabou de passar e provocou o surgimento de um tipo de espécie mais evoluída ou até mesmo uma nova divindade independente ou totalmente assimilada as leis que regem o universo (como sugere a bolha de proteção no meio do espaço).
    Também gostei muito da sua análise e sinto muito pelas pessoas que dão preferência a filmes mastigados com roteiros previsíveis do que os nos fazem realmente pensar e refletir como esse (deve ser por isso que estes estão fazendo falta pois o tipo de público é minoria).
    Abraços, Roberto.

    • Rodnei Says:

      A reedição de 2001 vem com nota do autor sobre o filme. Bem interessante. 2001 não é o melhor livro dele (foi escrito para o filme) mas o filme é muito bom, eu não discordo. Só que não há subjetivismo beirando a metafísica como vejo aqui.É pura visão científica. Clarke é da geração Hard da literatura sci-fi. Leia 2001 (nova edição), 2010, 2061 e 3001 de Arthur C Clarke e veja por você mesmo. Abraço

  10. rodolfo Says:

    Gostei do filme e ainda estou refletindo sobre ele, terei que ver uma segunda vez. Mas mesmo assim acho que comentários do tipo “Problema seu que tem um mau gosto. ‘2001 – Odisseia no espaço” não é pra qualquer um'” não se justificam, pois pelo que eu tenho visto em relação aos trabalhos de Stanley Kubrick, se ele tivesse sido o diretor de “Divergente” ou “Crepúsculo” diriam que é uma das melhores obras já feitas, parece que as críticas são escritas após ver o nome do diretor mas antes de assistir ao filme. Quanto às pessoas que citam o livro ou comentários das pessoas envolvidas no filme para analisá-lo, não acredito que este seja o caminho correto, pois penso que a obra por si só, sem necessitar de recorrer a informações extra-filme e dos bastidores, deve ser interpretada, e se faltam recursos dentro da obra que permitam uma boa interpretação é porque ela é falha. Em relação aos comentários, gostei da interpretação do João Pedro, de 14 anos, como podemos ver nas falas de HAL, “I’m afraid. I’m afraid”, o medo atua como um importante motivador dentro da história.

  11. Edmar Gonçalves de Oliveira Says:

    2001 Uma Odisseia no Espaço é um clássico da ficçao cientifica mundial que mostra toda a genialidade de Stanley Kubrick. A trilha sonora é maravilhosa tanto que dei a minha filha o nome de Aniara uma das músicas do filme uma ópera eletronica eletrizante, realmente todas opiniões a favor ou contrárias são bem vindas pois assim é que funciona a democracia do pensamento, portanto a meu ver 2001 ainda não conseguiu ser superado pela beleza e imagem.

  12. Departamento de Comunicação Says:

    Esse filme me encanta pelo show de som e imagem, e por representar (para mim) a evolução humana através de metáforas lindamente construídas. A narrativa engloba muitos dos aspectos que nos possibilitam evoluir em relação a outras espécies, e a nossa própria espécie ao longo do tempo: a descoberta, a guerra, a pesquisa, a tecnologia, a máquina, a morte e o (re)nascimento, e também não podemos negligenciar a possibilidade da obra também evidenciar a evolução entre mundos. A evolução não cessa, por isso que não há um capítulo intitulado “O Anoitecer do Homem” ou coisa parecida, apenas “A Aurora dos Homens”. Acho que essa obra nos mostra a ETERNA aurora dos homens, pois estamos em constante processo evolutivo e de aprendizado, ainda mais quando se trata de desvendar o universo.

  13. Rauny Moreira Says:

    Realmente esse filme é uma obra prima, somente um diretor visionario como Stanley Kubrick poderia nos proporcionar um debate quase que infinito de uma trama de 46 anos, cinema é isso é mágico, parabéns Beto pra mim sua melhor critica, estou ansioso por sua critica de De Olhos Bem Fechados, saúde e sucesso.

  14. Anônimo Says:

    Cada vez mais fico insatisfeito em ver o qual ponto Nós somos capazes de desviar…distorcer o pensamento de seu semelhante como se vivesse em mundos opostos mas de fato iguais pela forma de sempre ser a própria razão incorporada. É fantástica a forma de se fazer de algo um problema, sendo que, a intenção do seu originador é a melhor possível. Se um tema é levantado sempre haverá discórdia…debate transformando em um inchaço da dúvida ou da certeza. Opiniões são expostas para serem ouvidas e não debatidas em cima de tema já debatido por essas opiniões.

    • Freires Says:

      Comungo de sua opinião… é isso aí, somos diferentes por natureza e sendo assim como poderíamos opinar igualmente? Sejamos mais educados com a liberdade de expressão,,, mesmo porquê evoluímos rsrs não é este o tema central do filme?

  15. Anderson Maia Says:

    [comentário removido pelo conteúdo ofensivo]

    • sinceridadesonline Says:

      Na verdade você que tem mau gosto. Você vê feiura onde há belezas, você está errado, tu és feio.
      2001 é um clássico absoluto, não é pra qualquer um.

    • Roberto Siqueira Says:

      Me desculpe Maia, mas este espaço existe para debates de alto nível, sem ofensas e palavras de baixo calão.
      Todo e qualquer comentário deste nível será sumariamente apagado deste blog. Se quiser ofender as pessoas com suas palavras, procure outro espaço, pois aqui você não conseguirá fazer isso.
      Abraço.

  16. Balanço de 2013 | Cinema & Debate Says:

    […]             2° lugar = “2001 – Uma Odisséia no Espaço” […]

  17. Mateus Aquino Says:

    Dei uma reassistida nesse filme, não tem jeito, é um clássico superestimado (longe de ser ruim). Confesso que tem um ótimo trabalho de som excepcional, uma trilha sonora realmente delirante e efeitos especiais bonitos. O vilão do filme (o HAL 9000) é realmente um grande vilão, mas para por aí. Não é um grande filme, e discordo completamente da sua opinião de que é um dos melhores filmes já feitos, não merece ser considerado um gigante em uma coisa que já produziu Larânja Mecânica, Cinema Paradiso, O Poderoso Chefão, Três Homens em Conflito, e até (irracionalmente, eu sei) à Na Natureza Selvagem e Coração Valente, mas mesmo assim, é um filme muito bom.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Mateus.
      A cada dia que passa, “2001” se consolida ainda mais como meu filme favorito.
      Uma obra perfeita.
      Abraço.

    • Vicente Saraiva Neto Says:

      Problema seu que tem um mau gosto.

      “2001 – Odisseia no espaço” não é pra qualquer um, a qualidade desse filme transcende, é basicamente o topo do totem das produções cinematográficas, Kubrick ofereces infinitas possibilidades nesse filme.

      Nota 10/10.

  18. Marcel Says:

    O melhor comentário foi do rapaz de 14 anos, João Pedro. Considerando que a discussão gira em torno da impressão pessoal do filme, tive a mesma interpretação dele…

  19. truespace Says:

    Para o Rodnei Oliveira : “Se alguém entender o filme da primeira vez, nossas intenções terão falhado”, anunciou no lançamento Artur C. Clarke, co-roteirista e autor da obra original, que morreu no mês passado.

    • Rodnei Says:

      Ok. Vamos la novamente. Eu nunca disse “entendi o filme da primeira vez”, afinal eu tinha apenas 12 anos quando assisti a primeira vez. Porém, entendi muito bem o filme APÓS ler a obra de Arthur C Clarke e não há nada nela de surreal, sociológico, essência de nós, conspirações extraterrestres, mitos ou filosofia sociológica, etc… Trata-se de pura visão cientifica de um primeiro contato com outra civilização. O monólito orbital é um computador deixado por um povo “primeiro” capaz, entre outras coisas, de criar portais espaço temporais. O monólitos encontrado pelos hominídeos do inicio do filme é similar ao encontrado na lua. Duas sondas enviados pelo computador orbital para capitar a evolução da especie, o nascimento o homem primitivo e o nascimento do segundo homem, ou homem estelar (a criança do final).
      Sério. Leiam 2001, 2010, 2064 (se me recordo) e o ultimo 3001 quando fecha com chave ouro ao trazer de volta o astronauta Frank Poole (morto por hall), encontrado congelado no espaço e reanimado pela medicina do futuro.
      Fora isso, podem divagar a vontade.

    • Roberto Siqueira Says:

      Rodnei,
      Filme e livro são coisas diferentes. O livro pode dar a explicação que for. O que importa é como o filme transmite sua mensagem. E, neste caso, “2001” permite inúmeras interpretações.
      Um abraço.

    • Rodnei Says:

      O próprio escritor é o roteirista. É fato, não divagação. 2001 é uma das poucas obras (senão a unica) onde a ciência sustenta a ficção e não vice versa. E o mais triste é o comparativo entre a riqueza literária e o resumo áudio visual. É realmente triste. Faço minha as palavras de Carl Sagan, se me recordo In Verbis: Para mim, é muito melhor compreender o universo como ele realmente é do que persistir no engano, por mais satisfatório e tranquilizador que possa parecer. Desta vez você realmente conseguiu. Desisto…

    • Roberto Siqueira Says:

      OK Rodnei.
      Abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      Muito bem lembrado.
      Abraço.

  20. João Pedro Says:

    Na minha opinião o monolito representa a eterna dúvida do ser humano e o medo do desconhecido, por isso representado como algo tão simples: um retangulo preto. Ele está presente desde nossas primeiras descobretas ( como na cena em que o macaco quebra os ossos e descobre uma nova ferramente importantíssima para toda a humanidade e o monolito esta la, respresentando a dúvida do “macaco” em relação ao que viria e seu futuro após tal descobreta) até nossos ultimos momentos! Como na cena em que Dave está morrendo na cama e o monolito surge em sua frente, ressaltando o medo do que estava por vir. Penso que kubrick melhor respresenta isso no filme na cena em que Dave vai em direção a Jupiter e o monolito paira em cima do planeta, novamente representando o medo, dessa vez de dave, do que realmente havia no planeta que não se sabia. O homem teme tudo o que sabe não possui controle, e nossas dúvidas sobre o universo e até sobre a vida são infinitas e durante toda a nossa existência vão estar la., acho que essa foi a mensagem que kubrick tentou passar.

    Só tenho 14 anos mas realmente gostei do filme, por favor comentem porque adoraria ouvir opinião de adultos sobre o meu ponto de vista, valeu

    • Roberto Siqueira Says:

      Achei bem legal sua interpretação João Pedro.
      Parabéns!
      Um abraço e obrigado pelo comentário.

    • Patrick Says:

      Muito bom! Não tinha pensado assim… Mas ainda considero o monólito como um computador ou entidade inteligente por si só…

  21. MISSÃO: IMPOSSÍVEL (1996) « Cinema & Debate Says:

    […] Observe a concepção visual, com a sala branca, asséptica, parecendo que foi retirada de “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (e se considerarmos os movimentos empregados por Ethan, não podemos descartar alguma influencia […]

  22. Aliocha Scarabelli Says:

    Eu já assisti essa obra de Stanley Kubrick, várias vezes(umas 5X),
    e acho que a viagem para Júpiter é a busca de nosso principio.
    Quem acha que nosso principio está aqui na terra, está redondamente enganado. Inclusive a cena da imagem do bebe em uma bolha no final, para mim é significativo.!. Acho que é isso.!

  23. Luciano Silveira Says:

    Prezados, vou colocar aqui minha humilde visão sobre essa obra-prima máxima, não só de Kubrick, mas do cinema de um modo geral. Concordo com a maioria, o monólito negro representa a evolução do homem, mas não só representa de modo alegórico como é de fato um objeto material, um artefato, que foi criado por alguém e foi visto pelos macacos na pré-história, pelos astronautas nos dias atuais e por Dave, em Júpiter. Significa que nossa evolução, de algum modo, contou com alguma contribuição externa. Mas de quem afinal? Seria alienígena? Sinceramente tenho minhas dúvidas. O monólito poderia ter sido criado por nós mesmos, humanos, num tempo futuro e longínquo e colocado na Terra por algum motivo (mudar nossa própria evolução ?) através de portais como o que Dave “experimenta” no final do filme. Já li isso em alguns fóruns sobre o filme. Aliás, sobre o final, dia desses li uma resenha em que o crítico defendia o seguinte: Dave, na verdade, é transportado pelo portal através do tempo e o “Starchild” na verdade não aparece em um futuro mas sim no passado: aquele exato momento mostrado na abertura do filme. Será?? Particularmente cada vez mais me convenço que Dave só viu o monólito em Júpiter mas não o portal. Aquela “viagem psicodélica” na verdade representaria sua morte, seus últimos momentos. Percebam que na primeira cena em que o portal é “aberto” à sua frente, apesar da profusão de luzes e efeitos, nada aparece refletido em seu visor, nada. Uma prova, pelo menos pra mim, que aquilo de fato não acontecia. Somente Dave estava vivendo aquela experiência !!!! Não creio que Kubrick quisesse dar uma conotação “divina” ou “mística” à sua obra, isso não é característico de sua obra.

    • Rodnei Oliveira Says:

      Leiam a obra de Clarke. Sério. Não propaguem fantasias a respeito do que é muito objetivo. Ultimo comentário, pois não aguento mais tanta bobagem.

    • Roberto Siqueira Says:

      Rodnei, este espaço existe justamente para estimular o debate, as visões distintas sobre os filmes, etc. Ninguém tem o direito de limitar os comentários dos leitores do Cinema & Debate. Por isso, por favor não tente limitar os comentários ao seu modo de enxergar a obra. Quem quiser ler a obra de Clarke, que leia, mas o filme se sustenta sozinho, não precisa de material de apoio para ser compreendido, interpretado, etc.
      Abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pelo comentário e por compartilhar sua visão conosco Luciano.
      Abraço.

  24. Rodnei Oliveira Says:

    Como disse antes, leiam a obra de Clarke. Não há referência nenhuma de vida após a morte ou catalização de ondas cerebrais ou deus ou qualquer outro mito ou fantasia. O argumento é fiel a obra de Clarke, racional e linear. Eu não estou debatendo aqui. É fato.
    ]O problema com o computador Hall, por exemplo, não foi nenhuma “neurose cibernética” ou plano maquiavélico rsss, foi apenas um conflito em sua programação e mesmo o seu Criador Dr. Chandra (indiano e não americano como mostrado no filme seguinte, 2010) não sabia que havia uma nova diretriz inserida no mainframe do Hall que colocou a tripulação como obstaculo a missão(maquinas não sentem gente, processam). A criança no final, este sim, em sentido figurativo, trata-se do nascimento do segundo homem, ou o homem estelar, referencia tirada por Clarke da obra do autor Olaf Stapleton (professor de filosofia em Liverpool e escritor de sci fi) e que mostra uma escala evolucional do 1º ao 18º homem (este ultimo como pura consciência). E claro, o monólito, nada mais do que uma sonda muito avançada (a ponto de influenciar a matéria, favorecer a criação de vida e formar portais de salto entre universos paralelos), deixada por um inteligencia avançada (um povo primeiro) no inicio do nosso sistema sola. As sondas encontradas na terra e na lua são sonda menores envidadas pela maior para estudar a civilização (isto fora aquelas milhares responsáveis pelo despertar de segundo sol: Lúcifer) .
    Clarke foi coautor do roteiro, e se você buscar mais informações , por exemplo na revista Scientific American, ira descobrir que Clarke influenciou muito no roteiro sendo muito fiel a sua magnifica obra literária.
    Não se enganem, 2001 é pura ciência e se há alguma imaterialidade é no âmbito da mecânica quântica.
    Abraço

    • Roberto Siqueira Says:

      Rodnei, respeito sua opinião e ela tem muito fundamento, mas a boa obra de arte não nos permite limitar nossa visão desta maneira. Acho muito interessante que as pessoas tentem desenvolver suas próprias maneiras de enxergar o filme e acredito piamente que o próprio Kubrick iria gostar de ver tantas interpretações distintas e interessantes para sua obra.
      Abraço.

    • felipe senna Says:

      Com todo respeito amigo, vc por acaso é doido? leu realmente os livros? Pq amigo, passei por 2010 aos trancos e barrancos e 3001 nem terminei de ler! é mto ruim, qse n tenho parametros para comparar, dada a obviedade da narrativa do livro, que de tão obvio dá sono. É ilógico!!! livros mediocres, fora a ideia central,não tem mais nada a ver com o filme de kubrick. Resumindo; kubrick criou o enigma, clarke ao invés de resolver, tentou destruir com seus livros, mas frustou-se dada a genialidade de kubrick!
      Quem duvidar da minha opnião é só ler os livros, mas aviso que nem pra peso de papel decente serve, pois nem a capa tem personalidade.

    • Rodnei Says:

      Para resumir, palavras do próprio Arthur C Clarke: O livro que mais gostei foi Canções da Terra distante […] 2001 foi muito valorizado. Apenas o script para um filme […]. Nunca vamos saber, mas sem a obra de Clarke e sua participação no roteiro, o filme jamais teria sido feito. Obs. Ofensas, em qualquer contexto se resume a manifestação de um baixo intelecto. Não. Não sou louco. Att

    • felipe senna Says:

      Em momento algum quis te ofender, só expressei minha opnião de maneira um pouco mais acintosa, nunca ofensiva.
      Agora vc caro amigo, vc sim demonstrou o tamanho do seu intelecto!
      Aquele abraço.

    • Roberto Siqueira Says:

      A colaboração de Clarke é inegável Rodnei, mas Kubrick faria qualquer filme se quisesse. Era gênio.
      Abraço.

    • sinceridadesonline Says:

      Cara te detesto.
      Para de comentar asneiras e forçar uma barra…
      O 2001 é muito mais do que parece, porque cada apreciador interpreta da sua forma, é um experiência singular, que inclui também ciência, religião, deus, origem da vida, astronomia, alienígenas, inteligência artificial … vários pontos…!!!!!!!!

    • Gabriel Montanha Says:

      Rodnei, você é GENIAL velho, conseguiu expressar em palavras o que pensei ao ler a obra de Clarke e ver o filme de Kubrick, desde o homem estelar, até o monolito, que era uma sonda avançada de uma civilização primeira, que seriam os Criadores. Genial velho, parabéns !!!

  25. Rodnei Ricardo Says:

    Desculpe minha falta de atenção. No comentaria anterior leia: “muitas perguntas serão respondidas”.

    • Roberto Siqueira Says:

      OK Rodnei.
      Ainda assim, acho que não devemos descartar a visão “divina”. O Kubrick não gostava de limitar nossas possibilidades de interpretação.
      Abraço.

  26. íldima Says:

    Olá,
    Muito bacana seu texto. Vi que o publicou em 2009 e ainda hoje as pessoas (como eu) o procuram! Obrigada pela análise que trouxe uma clareza, tornando mais bela a experiência do Filme. Parabéns também ao Sandro pelo comentário muito agregador!
    Forte abraço,
    Íldima

  27. Rodnei Ricardo Oliveira Says:

    Para melhor entendimento sobre o filme, seja os monólitos, a viagem interdimensional fora do espaço tempo (Bowman envelhecido) e o nascimento do homem estelar no final (a criança recém nascida) é bom ler as obras de Arthur C Clark que começa com 2001 uma odisseia no espaço e termina no quarto livro da série – 3001 a odisseia final. Acredito que muitas respostas serão respondidas de forma racional muito fora do âmbito da divinização.
    Abraço

  28. darkseid89 Says:

    Essa crítica foi excelente!!!

    Assisti esse filme ontem, e fiquei de queixo caído com o que vi, simplesmente magnífico. Chega a ser difícil acreditar que um filme que possui efeitos visuais tão impecáveis realmente seja do ano de 1968, e mais difícil ainda é acreditar que tudo aquilo foi criado apenas com a imaginação do diretor, tendo em vista que o homem ainda não havia visitado a lua nessa época. Isso sem falar em toda a tecnologia que o mesmo previu e que a humanidade realmente passou a utilizar no século XXI, bem como o fato de o mesmo ser praticamente o único do gênero que respeita determinadas regras da física, como a questão de não haver propagação de som no espaço.
    Quanto ao final, eu não o detestei como muitos fariam, mas achei algo realmente intrigante, um desafio para a mente, e, como foi muito bem salientado na crítica, pode ser interpretado de várias formas diferentes, dependendo da visão que cada um possa ter em torno de toda a trama apresentada.
    Eu fiquei alguns minutos refletindo sobre tudo o que foi mostrado, e a conclusão que eu tive foi de que a questão principal do filme é a evolução da raça humana, e o monolito negro representa a transição do ser humano de um estágio evolucionário para o seguinte, como ocorreu com os ancestrais do homem que após terem contato com esse objeto conseguiram desenvolver sua racionalidade de uma forma que nenhum outro animal havia feito, utilizando um pedaço de osso como uma ferramenta, uma extensão de seu corpo, um elemento de poder para dominar as outras espécies. Da mesma forma, milênios depois, quando o mesmo monolito é encontrado na lua, e o homem, que até então só conseguiu viajar até o satélite natural da Terra, consegue criar uma ferramenta, uma nave capaz de realizar uma viajem até o planeta Júpiter. E no final, o protagonista, que representa a humanidade evoluída como nós a conhecemos, envelhece até alcançar o estágio final de sua vida como ser humano, e momentos antes da morte, tem contato com o mesmo monolito negro que acelera o processo evolutivo de seu ser transformando-o (fazendo-o nascer de novo) no próximo estágio da evolução humana: uma nova criatura, uma nova raça, que preserva algumas características físicas de seu ancestral, mas que possui um potencial superior, quase sobrenatural aos olhos de quem não conseguiria conceber tal possibilidade, e que poderia (por que não?) viajar pelo espaço sem a necessidade de utilizar ferramentas de alta tecnologia, necessitando apenas de uma espécie de campo de força em volta de seu corpo. E por que o ser humano teve que morrer antes de se transformar em um novo tipo de ser humano? Porque a história mostra que para uma nova espécie mais avançada e aperfeiçoada surgir e dominar o futuro de sua linhagem, é necessário que seus ascendentes morram, que eles sejam extintos, em razão de os mesmos estarem obsoletos e inúteis, por conta de suas limitações, para dar continuidade a sua história.
    Quanto à origem do monolito, o filme deixa claro que o mesmo não foi deixado aleatoriamente nos lugares onde foi encontrado, e esse objeto pode ter sido deixado por um ser mais avançado que os humanos, no intuito de nos auxiliar no processo evolutivo, mostrando aos humanos que caminho seguir para alcançar o próximo passo, como quando deixou um sinal forte de rádio que seria facilmente decifrado por nossa tecnologia como uma espécie de trajeto a ser percorrido até o planeta Júpiter, e lá nossa espécie poderia passar para o próximo estágio. E a viajem de luzes? Poderia ser uma espécie de portal para o lar daqueles que criaram os monolitos, sendo aquele lugar limpo (que parece um apartamento) um ambiente apropriado para o protagonista viver seus últimos momentos como ser humano antes de renascer como uma nova raça mais avançada. E quem teria criado os monolitos, a viajem de luzes e o “apartamento” limpo? Existem duas hipóteses para responder esse enigma: podem ser alienígenas que estão apenas estudando a nossa raça e nos ajudando a se igualar a eles (talvez pelo fato de nós sermos iguais a eles de alguma forma); ou pode ser o próprio Deus, que nos criou a sua imagem e semelhança e sempre nos ajudou a evoluir para conhecermos melhor toda a sua criação, e mesmo que nós não possamos vê-lo nos ajudando, deixando monolitos no meio do caminho, ou criando viagens interdimensionais cheias de luzes, ele sempre está presente, e nós sabemos disso apesar de querermos encontrar outra justificativa que seja cientificamente mais plausível e visível aos nossos olhos. Esta última hipótese justificaria a escolha do planeta Júpiter, visto que Júpiter é o Deus dos deuses na mitologia romana, que copiou a mitologia grega, sendo que Júpiter é o deus grego Zeus, que no cristianismo é o próprio e único Deus que nos presenteou com uma racionalidade superior a dos outros animais.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Sandro,
      Em primeiro lugar, obrigado pelo excelente comentário. Sua interessante visão foi tema de longos debates com meus amigos.
      Muito obrigado pelo elogio, pela participação e volte sempre.
      Abraço.

    • Patrícia Says:

      Excelente visão…!
      Eu também achei que o monólito era uma espécie de catalisador das nossas funções cerebrais, ou seja, da nossa evolução. No fim não vi extinção da espécie, mas sim mais uma aquisição de novas potencialidade, desta feita, a imortalidade – renascer depois da morte. De facto, o bebé tem semelhanças físicas com o astronauta Dave.
      Mas a sua visão faz tanto ou mais sentido, pois de facto o bebé paira, auto-suficiente, no espaço. Não é um renascer do individuo, mas de uma espécie, ou seja, evolução para nova espécie.

      Ao autor do post, os meus parabéns também, pelo detalhe, cuidado e boa análise. Adorei ler-vos, obrigada. Este filme é muito forte, não deixa ninguém indiferente.

    • Roberto Siqueira Says:

      Que legal que gostou Patrícia, fico feliz.
      Abraço.

    • lacarnera Says:

      Esqueci-me de dizer que a sua concepção de um Deus vigente foi muito interessante e plausível, também.

    • Roberto Siqueira Says:

      Legal, valeu Patrícia.

    • Patrick Says:

      Na hora que o filme começou a relacionar tudo com o planeta Júpiter eu também fiquei pensando sobre a possível relação com a mitologia, o que me lembrou muita a teoria dos antigos astronautas do livro “Eram os Deuses Astronautas?” do Erich von Däniken, também lançado no ano de 1968…

  29. Cedric Says:

    Achei genial, mas um tanto confuso, vi com meu primo e entramos em uma longa discussão sobre esse final e o argumento mais aceito na nossa discussão foi essa: “Seria uma ilusão ou um estado alucinatório criado em sua mente através do impacto causado no momento em que entrou na atmosfera de Júpiter”. Kubrick é realmente um mestre da Sétima Arte.

  30. Thiago Aleixo Says:

    Nossa meu filme predileto, trata-se de vários assuntos em poucas palavras. Kubrick era despretencioso com a audiência é por isso que o filme foi um fiasco de bilheteria. Segundo um documentário que vi sobre o Kubrick (disponível no youtube); na época somente após algumas semanas de salas de cinema vazias é que começaram a aparecer um certo grupo de pessoas – os nóias.
    Ainda quero ver esse filme chapado rsrs. Brincadeira a parte, uma das coisas mais interessantes nesse filme é como a tripulação da discovery é fria, principalmente o personagem David Bowman interpretado lindamente. HAL 9000 é propositalmente mais humano do que os tripulantes, possuindo sensações como o medo, ambição etc.
    Assim como muitos eu odiei esse filme na primeira vez em que vi, pois não se trata de um filme para compreender ou refletir. É um filme para apreciar assim como em uma música clássica ou em qualquer outra obra de arte.
    Resumindo 2001 é a Mona Lisa do cinema: misterioso ao extremo, reuniu o realismo ao abstrato.
    Carah esse site é loko

    • Thiago Aleixo Says:

      desculpem – é despretensioso rsrs

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Thiago,
      Obrigado pelo elogio e pelo comentário. Realmente 2001 é uma obra de arte e merece ser apreciado.
      Um abraço.

  31. Raphael Says:

    ola meu nome é raphael e sou um dos maiores fas de kubrick! o kra era genial! junto com 2001 laranja mecanica sao meus filmes prediletos. Uma outra interpretaçao para final fantastico pode ser que David estaria morto! olhando para si e para sua vida de forma complexa. Podemos inferir tambem que quando o suposto bebe fica de frente com a terra seja o nascimento e a grandeza do homem no planeta,reparem que o bebe faz frente e tamanho com a terra…enfim,o filme é um dos maiores da setima arte,Gostaria que comentassem a respeito da minha humilde visao a respeito desse filme

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Raphael.
      Como a maioria das opiniões sobre “2001”, é uma leitura possível.
      Um abraço e obrigado pelo comentário.

    • Anônimo Says:

      Também pensei sobre o final como que o dave revisitava o final de sua vida! É uma boa interpretação, também gostei de sua ideia sobre o bebe estrela como a representaçao da grandeza da especia humana! Boa

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pelo comentário.
      Abraço.

  32. Cross98 Says:

    Olha meu , sinceramente me decepcionei com ele , é genial , mas é muito confuso , as vezes sem sentido :-I

    • Roberto Siqueira Says:

      Entendo Mateus. Talvez com o passar do tempo você mude sua opinião. Sugiro rever o filme daqui alguns anos para ver o que acha, ok?
      Um abraço.

  33. Porque “Coração Valente” é o filme mais importante da minha vida « Cinema & Debate Says:

    […] artísticas do filme (que são muitas, mas não permitem comparações com obras-primas como “2001, uma odisseia no espaço” ou “O Poderoso Chefão”, por exemplo). Após criar o Cinema & Debate e assistir/rever […]

  34. francisco Says:

    Caro Roberto: Depois de tanto tempo após este post, revi “2001” recentemente e uma idéia me veio à cabeça. Na época de seu lançamento em 1968, o ano de 2001 era um futuro distante, a conquista da lua só aconteceria no ano seguinte, mas o tempo passou muito rápido e hoje, 2001 já é passado, e mesmo com toda a evolução espacial, tecnológica e cibernética que ocorreu nos últimos 40 anos, o filme continua impressionante e misterioso. Outra questão: Que coisa intrigante o ataque às torres gêmeas no 11/09, visto como ‘o dia que o mundo parou’ ter acontecido justamente em 2001 né. Isso me levou até a fazer um trocadilho, por mais infame que pareça: “2001:Uma Odisséia no Espaço Aéreo Americano”. Um abraço e obrigado roberto.

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Francisco,
      Uma trágica coincidência, certamente. Acho que dificilmente existirá outro filme tão enigmático e repleto de simbolismos como este.
      Um abraço.

  35. OS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE (1977) « Cinema & Debate Says:

    […] mesmo o nome da discoteca que eles freqüentam é uma óbvia referência ao clássico de Kubrick “2001, uma odisséia no espaço”. Já o pôster de “Rocky, Um Lutador” pendurado na parede do quarto é uma nada elegante […]

  36. francisco Says:

    Olá! Roberto e amigos do “bom cinema”…parabéns à todos pelos comentários sôbre “2001”, achei todos pertinentes, e mais que isso, excepcionais e fiquei feliz por ver tantas manifestações sobre este filme fantástico (também no sentido literal, rsrs). Parabéns especiais ao Roberto que conseguiu expor detalhes e nuances deste clássico como nunca antes eu tinha lido, inclusive dirimindo muitas dúvidas que ainda me restavam sobre o enredo do filme, valendo dizer que eu sou uma daquelas pessoas que tiveram o privilégio de assistí-lo na telona de um cinema por volta de 1970. Quero que permitam-me afirmar que durante décadas após sua passagem gloriosa pelos cinemões do mundo, fiquei decepcionado com sua exibição de formato “mutilado” na TV aberta e posteriormente também não gostei de vê-lo nas versões VHS (pan-scan)e nem em DVD, mas recentemente ao assití-lo na versão BD (edição 40th anniversary) numa tela 46′ Full-Hd fiquei de queixo caído. Por isso, aproveito para parabenizar os responsáveis por este lançamento e dizer que pela primeira vez (graças a alguns profissionais de gabarito) esta pérola do cinema teve o tratamento digno que sempre mereceu! Obrigado pela oportunidade, desculpe a minha empolgação…um abraço a todos !

    • Roberto Siqueira Says:

      Muito obrigado Francisco!
      Sua empolgação nos empolga também. Este filme é o cinema em estado puro, uma obra marcante.
      Com certeza o BD será obrigatório em minha coleção.
      Grande abraço!

  37. Caioash Says:

    O novo ser seria uma mistura do homem com o ser estraterreno (monólito negro), seria mais uma evolução da humanidade, mais uma etapa, não um fim!
    =D
    outra coisa
    o monólito negro é a representação da nossa ignorância sobre a vida extraterrena, e é esta quem nos traz tecnologia, como na hora que o macaco olha para o osso e logo após mostra o monólito, depois volta para o macaco olhando para o osso e vendo uma arma, mostrando que o monólito informou algo para os macacos do filme!

    Arthur C. Clarke fala deste jeito sobre estas duas coisas em um dos extras do DVD do filme!!!

    =D

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Caio.
      Obrigado pela visita e pelo comentário. Interessante esta interpretação também.
      Certa vez, perguntei ao crítico Pablo Villaça se seria absurdo considerar que “2001” pode simbolizar a queda do homem no universo. Ele respondeu que “nenhuma interpretação é absurda no que diz respeito a 2001”. Sinceramente, eu concordo com ele. É um filme genial, que não permite apenas uma interpretação e que não nos deixa afirmar que a nossa visão é a “correta”.
      Um grande abraço, seja bem vindo ao Cinema & Debate e volte sempre.

    • Caio Ash Says:

      só mencionei o que um dos autores disse!
      li só três críticas tuas, Poderoso chefão 1, 2 e 2001, gostei de todas, principalmente das do Poderoso Chefão
      valeu pela atenção e pela resposta
      =D

    • Roberto Siqueira Says:

      Olá Caio.
      Sinta-se à vontade sempre que quiser comentar. Este espaço existe justamente para debatermos o cinema.
      Muito obrigado pela visita e espero que goste das outras críticas também.
      Obrigado pelo elogio, um grande abraço e volte sempre!

  38. Mandy Barrionuevo Says:

    Não tem jeito, não tenho muito criatividade para filmes, é incrivel como não desperta isso em mim como um livro…

    Acho que tenho preguiça de pensar quando se trata de filme!!!

    Mas vamos lá…realmente, por se tratar de um filme tão antigo, a criatividade do cara é sensacional…a evolução dos macacos, as cenas no espaço…bem legal mesmo!!!

    A única coisa que me atentei no final foi o lance dele ir envelhecendo naquele quarto…
    Durante as cenas psicodélicas eu havia visto uma como sendo um feto…e acho que era exatamente o que eu pensava…que foi o que apareceu depois, ele dentro daquela bolha!!!

    O filme é bom, achei algumas partes extensas demais, meio cansativas…e a música é ótima, mas poderia variar um pouco mais…

    Ah, gostei, mas você sabe que não gosto de filmes muito extensos…e esse é cansativo!

    Ah…não digo que gosteiiii…mas também não deixei de gostar!!!

    É isso!!!

    Bjooo Cabeça!

    • Roberto Siqueira Says:

      Valeu pelos comentários Amanda.
      Imaginei que você pudesse não gostar pela extensão e pelo final “complexo”, mas até que aparentemente você gostou. Não é que você não tem criatividade, é só falta de prática. Quanto mais filmes “complexos” você assistir, mais treinada vai ficar para desenvolver estas “teorias” todas… 😉
      Adorei que vocês curtiram! Sábado a gente mata a saudade.
      Beijo.

  39. Thiago Barrionuevo Says:

    Bom, li a crítica toda e, primeiro, quero dizer que curti de novo seu texto…
    Sobre, a interpretação, mantenho a minha. Reforço que o final mostra extamente que o homem foi “derrotado”, mas não extinto como você diz. Usando suas palavras, ele simplesmente não conseguirá desvendar os mistérios do universo cientificamente e terá sempre que se apoiar na fé. O bebê ao final, mostra a reencarnação daquele humano, voltando à Terra em uma nova chance de evolução.

    Acho que é isso. Curti o filme pelos efeitos, que em 68 deviam ser dificílimos de criar, pela tecnologia tão próxima da realidade de hoje e pela chance que nos dá de discutir os pontos de vista!

    É isso!

    Abraço!

    • Roberto Siqueira Says:

      Obrigado pelo elogio ao texto.
      É Thi, este filme é fascinante justamente por abrir diversas possibilidades de interpretação. E o mais legal é que praticamente todas são plausíveis. Já vi que temos muito assunto pra debater no próximo sábado! rsrs
      Ansioso e com saudade de vocês! Abraço.

  40. Thiago Barrionuevo Says:

    Bom, seguindo o exemplo da Mandinha, estou comentando antes de ler a crítica.

    Desde o início dá pra perceber que o foco é a evolução do homem, começando a mostrar os macacos. Foco exclusivamente científico, já que nenhuma menção faz à Deus e a fé.
    Posso estar viajando, mas, ao final do filme, senti que essa busca pelo conhecimento científico nunca trouxe resultados e que até mesmo um computador super inteligente sofreu uma intervenção “divina” e falhou. Como ele mesmo diz, o problema é sempre por uma falha humana.

    Parece que o filme começa puramente científico e termina “defendendo” a fé…

    Vou ler a crítica pra saber se o que falei faz algum sentido ou se LOST me influenciou demais e eu só penso em ciência x fé!! hahahaha

    • Roberto Siqueira Says:

      Não sei se você se lembra Thi, mas quando discutimos interminavelmente o final de Lost, eu disse que era um final “kubrickiano”. Acho que agora você entende o que eu quis dizer. rs
      Mas se em Lost podemos ter 4 ou 5 interpretações diferentes, aqui podemos multiplicar este número por 10. 😉
      Abraço.

  41. Mandy Intelecto Says:

    Comentando ANTES de ler a sua crítica:
    O filme realmente é uma Obra Prima…Abstrata!

    O fato de pensatem em toda essa tecnologia naquela época é bem legal mesmo…a inteligência dos macacos e tals…

    Mas meu…que final é esse?!?!?!?!?!?! =O entendi p#$%¨* nenhuma!!!
    Huahauhauhauahuahau

    Apenas um monte de cores e o formas e alucinações e sei lá mais o que!!!

    Vou ler a crítica agora!!!
    Já já comento novamente!

    • Roberto Siqueira Says:

      Que legal que finalmente assistiram “2001”.
      Eu estava ansioso pra comentar com vocês.
      Beijo.

  42. Imagens: 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968) « Cinema & Debate Says:

    […] Seguindo o projeto de atualização das críticas com imagens, já podem conferir a crítica de 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968), agora devidamente ilustrada. Vale lembrar que o texto permanece o mesmo do dia de […]

  43. BARRY LYNDON (1975) « Cinema & Debate Says:

    […] Mecânica” e em possibilitar inúmeras interpretações para o destino da humanidade em “2001, uma odisséia no Espaço”, Stanley Kubrick decidiu também olhar para o passado e fazer um retrato minucioso e […]

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