Rocky, um Lutador

Para inaugurar o especial Rocky Balboa, que tal relembrarmos a crítica do vencedor do Oscar que gravou o nome de Stallone na história do cinema?

Para acessar a crítica de “Rocky, um lutador” clique aqui.

Um abraço.

Texto publicado em 15 de Fevereiro de 2016 por Roberto Siqueira

Especial Rocky Balboa

Rocky Balboa - EspecialOlá pessoal,

Para comemorar os 40 anos do lançamento de “Rocky, um lutador”, decidi montar este pequeno especial escrevendo sobre todos os filmes da franquia que consagrou Sylvester Stallone como um grande astro do cinema, repetindo a trajetória de seu personagem mais famoso e saindo do ostracismo para a glória.

Ainda que eu não concorde com sua vitória no Oscar, não é difícil entender por que Rocky conquistou a Academia e milhares de fãs ao redor do mundo. Seu carisma e sua história personificam o “sonho americano”, a trajetória do homem que sai de baixo, enfrenta dificuldades e consegue vencer na vida na única oportunidade que tem. Trata-se de um tema praticamente universal e que se torna ainda mais poderoso graças ao carisma e talento de Stallone.

Desconsiderando os aspectos políticos e sociais subentendidos nesta mensagem (e que o próprio Stallone de certa forma questiona no ótimo “Rocky II – A Revanche”), o que fica é um personagem icônico, marcante e verdadeiramente heróico para toda uma geração.

Abram alas, pois o garanhão italiano pede passagem e ninguém conseguirá ficar em seu caminho.

Um grande abraço.

Texto publicado em 14 de Fevereiro de 2016 por Roberto Siqueira

ROBOCOP 3 (1993)

(RoboCop 3)

2 Estrelas

 

 

Videoteca do Beto #217

Dirigido por Fred Dekker.

Elenco: Robert John Burke, Nancy Allen, Mario Machado, Remy Ryan Hernandez, Jodi Long, John Posey, Rip Torn, Mako, John Castle, S.D. Nemeth, CCH Pounder, Bradley Whitford e Daniel von Bargen.

Roteiro: Fred Dekker.

Produção: Patrick Crowley.

RoboCop 3[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Mesmo após uma continuação claramente inferior ao longa original, a marca RoboCop ainda seguia em alta e justificava a produção de outra continuação, ao menos em termos comerciais. No entanto, se “RoboCop 2” já evidenciava a falta de criatividade dos envolvidos para explorar o interessante tema de maneira eficaz, “RoboCop 3” abandona de vez qualquer pretensão mais ousada tematicamente e investe na criação de um super-herói, falhando miseravelmente na missão e determinando o fim da linha para o policial do futuro – ao menos até a recente refilmagem comandada pelo brasileiro José Padilha.

Assumindo roteiro e direção, Fred Dekker não consegue explorar com eficiência o futuro distópico e o pano de fundo político e social tão presente na franquia, falhando também quando tenta explorar a questão filosófica envolvendo a existência de um robô com resquícios de humanidade, algo que funcionava tão bem no primeiro filme. Contudo, ainda que as discussões provocadas pela ideia da existência do RoboCop, tanto do ponto de vista filosófico quanto pelo social, garantissem boa parte da qualidade de “RoboCop – O policial do futuro”, o fato é que tanto o primeiro quanto o segundo filme contavam também com boas cenas de ação, mas aqui não podemos enumerar uma cena sequer que seja realmente marcante. Assim, Dekker perde a chance de suavizar ou ao menos maquiar a pobreza temática de seu roteiro através das cenas de ação, o que acaba tendo efeito contrário e ressalta ainda mais os problemas do filme.

A trama é simples. Numa Detroit ainda dominada pelo crime, a PCO em parceria com uma empresa japonesa inicia um projeto de realocação de pessoas que vivem em bairros mais pobres conhecido como “Rehab”, retirando-as de maneira forçada para, na realidade, abrir caminho para a construção da nova e lucrativa metrópole chamada Delta City. Mas durante uma destas operações o grupo é surpreendido pela resistência do RoboCop (Robert John Burke), que passa a lutar ao lado dos menos favorecidos e ser encarado como um fora da lei.

Apostando na inversão de papéis ao colocar o protagonista e o espectador do lado oposto ao da lei, “RoboCop 3” até poderia funcionar não fosse a latente falta de talento de Fred Dekker. Ainda assim, o diretor ao menos consegue inserir elementos interessantes, como ao realçar os óbvios interesses econômicos que norteiam as decisões da empresa que comanda a polícia, numa denúncia que, infelizmente, não se tornou anacrônica. Auxiliado pela direção de fotografia de Gary B. Kibbe, o diretor também consegue criar uma boa contraposição entre o visual sombrio do bairro em que as pessoas mais pobres vivem com as cenas coloridas e vivas de Delta City, a cidade prometida. Além disso, o visual acinzentado da PCO reforça as intenções nada nobres do projeto de reabilitação, que nada mais é do que uma pouco disfarçada alusão ao nazismo.

Bairro mais pobreDelta CityProjeto de reabilitação

Repleto de estereótipos, “RoboCop 3” mais parece ter caricaturas do que personagens, algo escancarado no visual punk dos arruaceiros criado pela figurinista Ha Nguyen e em pequenas decisões nada sutis como a escolha do nome da doutora Lazarus (Jill Hennessy). Nada sutil também é a trilha sonora de Basil Poledouris, que surge deslocada em diversos momentos, como quando RoboCop é atacado por policiais. Na mesma linha, as atuações caricatas de grande parte do elenco secundário não ajudam a suavizar o tom estridente do longa.

Ao contrário dos filmes anteriores, a introdução do RoboCop aqui é pouco inspirada e o próprio personagem destoa bastante do robô com resquícios de humanidade e de certa forma amargurado que conhecíamos até ali. Desta vez vivido por Robert John Burke, o personagem até tem momentos interessantes, como ao tomar uma decisão consciente (algo que já ocorrera antes) e ao viver uma cena sentimental com uma criança, mas já não possui o carisma inegável de antes.

E se o protagonista não funciona como antes, as cenas de ação são ainda piores, falhando miseravelmente em praticamente todo o longa. Incapaz de gerar tensão ou orquestrar ações interessantes ao lado de seu montador Bert Lovitt, Dekker ainda atenua a violência, reduzindo o impacto das ações dos vilões; vilões estes que surgem nada ameaçadores, como é o caso do ninja Kanemitsu vivido por Mako. A luta dele com RoboCop é péssima e serve como exemplo da ineficácia das cenas comandadas pelo diretor. Para piorar, os efeitos visuais soam totalmente datados, o que fica evidente quando o RoboCop surge voando no ato final, numa decisão que confirma a intenção de transformá-lo num super-herói e garantir a venda de alguns milhares de bonecos para as crianças da época.

ArruaceirosJá não possui o carisma de antesNinja Kanemitsu

E se o clímax é fraco como o restante do filme, ao menos temos uma boa cena, talvez a única, quando os policiais largam o emprego e decidem lutar ao lado do herói (ok, vamos assumir logo a transformação).

Pra quem começou a trajetória no cinema propondo ao mesmo tempo reflexões filosóficas e questionamentos políticos e sociais, RoboCop encerrava sua passagem pelas telonas de forma melancólica, num desfecho tão desolador quanto o futuro distópico que o cerca.

RoboCop 3 foto 2Texto publicado em 31 de Janeiro de 2016 por Roberto Siqueira

ROBOCOP 2 (1990)

(RoboCop 2)

3 Estrelas 

 

Videoteca do Beto #216

Dirigido por Irvin Kershner.

Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Belinda Bauer, Dan O’Herlihy, Felton Perry, Gabriel Damon, Mario Machado, Tom Noonan, Wanda De Jesus, Tzi Ma, John Glover, John Ingle, Roger Aaron Brown, Mark Rolston, Thomas Rosales Jr., Brandon Smith, Michael Medeiros, Angie Bolling, Robert DoQui e Stephen Lee.

Roteiro: Walon Green e Frank Miller.

Produção: Jon Davison.

RoboCop 2[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Responsável por dirigir a continuação de um enorme sucesso de público e crítica e entregar um filme ainda melhor que seu antecessor, Irvin Kershner parecia o nome indicado para assumir a continuação do sucesso “RoboCop – O Policial do Futuro” após o excelente trabalho realizado em “Star Wars Episódio V – O Império Contra-Ataca”. No entanto, os 10 anos de distância entre uma continuação e outra parecem ter enferrujado o diretor. Sem saber balancear muito bem a ação e o humor, “RoboCop 2” parece mais uma das criações problemáticas da PCO, atirando em diversas direções para acertar em algumas delas e, infelizmente, errar muito também.

Escrito por Walon Green e ninguém menos do que Frank Miller, “RoboCop 2” nos transporta para uma Detroit ainda mais dominada pelo crime e pelas drogas após os policiais locais decidirem entrar em greve até que tenham melhores salários. Entre os poucos que se arriscam nas zonas restritas, RoboCop (Peter Weller) e sua parceira Lewis (Nancy Allen) tentam combater os traficantes da droga nuke, mas os líderes da PCO estão desenvolvendo uma nova versão do ciborgue, com base nos estudos promovidos pela Dra. Juliette Faxx (Belinda Bauer), que promete aprimorar a versão anterior.

Em sua sequência de abertura, “RoboCop 2” retoma uma das principais reflexões trazidas no filme anterior através da propaganda de um sistema antirroubo que simplesmente assassina o assaltante do veículo, levando o espectador a questionar se um crime justifica o outro. Em seguida, as notícias do telejornal nos levam a uma Detroit ainda mais decadente e tomada pelo crime, numa consequência direta da greve promovida pelos policiais em busca de maior reconhecimento. O roteiro aborda ainda outras questões interessantes até mesmo de caráter político, como o domínio da corporação PCO sobre a cidade através da privatização de serviços que teoricamente deveriam ser prestados pelo governo local, privilegiando os interesses obscuros dos empresários em detrimento do bem comum da população, além do envolvimento de policiais no mundo do crime, ainda que este aspecto seja explorado de maneira bem rasa.

Rasos também são muitos dos personagens de “RoboCop 2”, como atesta o odiável chefe da PCO interpretado de maneira totalmente unidimensional por Dan O’Herlihy e o prefeito Kuzak, vivido com muito abuso do overacting por Willard Pugh, numa tentativa de tornar o personagem engraçado que raramente funciona. Quem também não funciona por boa parte do tempo são os vilões liderados por Cain, que não soam ameaçadores até o instante em que capturam RoboCop e devolvem o ciborgue esquartejado, numa cena forte que, somada a tortura do corrupto policial Duffy (Stephen Lee), finalmente consegue fazer o espectador temer pelo destino do protagonista. Esta ameaça é reforçada quando o vilão interpretado por Tom Noonan é assassinado pela Dra. Faxx e transformado no RoboCop 2, criando um oponente a altura de um RoboCop que, até então, parecia indestrutível.

Sistema antirrouboOdiável chefe da PCOTransformado no RoboCop 2

A psiquiatra Faxx, aliás, apresenta conceitos muitos interessantes durante a fase de estudos para simplesmente abandoná-los e tornar-se unidimensional no decorrer da narrativa, num desperdício de boas ideias e do potencial da personagem que é imperdoável, abandonando temas como as motivações que levam alguém a entrar para o mundo do crime e o peso do contexto social naquela formação de personalidade para focar apenas na construção de uma verdadeira máquina de matar. Assim, uma personagem que poderia trazer fortes questionamentos se transforma numa vilã maquiavélica sem razão aparente para isto – e a atuação de Belinda Bauer também se divide em duas etapas bem distintas, surgindo meiga inicialmente e mudando radicalmente para um tom agressivo na metade final da narrativa.

Mais uma vez apresentado numa sequência cuidadosamente planejada, desta vez acompanhando uma série de crimes pela cidade que só serão interrompidos pela presença dele, RoboCop continua impondo respeito com sua armadura intransponível e sua lógica inabalável, que fazem com que o espectador raramente tema por seu futuro. Desta vez oferecendo mais espaço para Peter Weller atuar, o ciborgue continua uma incógnita. Não sabemos se ele age estritamente conforme sua programação ou se ainda existe humanidade dentro dele, como sugere a sequência do diálogo com a esposa no início – num drama que poderia ser melhor explorado, mas que também é descartado pelo roteiro sem razão aparente. Em certo momento, RoboCop toma uma decisão consciente e leva um choque, reiniciando sua configuração, o que depõe contra a visão de que ele deveria agir somente de acordo com o programa, mas esta resposta nunca é dada com certeza, apesar do forte indício de que ele finge seguir as diretrizes, mas na realidade tem consciência própria.

Na condução de toda esta bagunça, Irvin Kershner jamais consegue acertar o tom, oscilando demasiadamente entre a ação e o humor. Enquanto as cenas de ação raramente empolgam, as piadas nitidamente carecem de inspiração, como quando RoboCop surge todo atrapalhado após sua recuperação. Ao menos, se falha miseravelmente como sequência cômica, serve para mostrar como não é simples combater o crime sem ter uma postura mais agressiva e como é tênue a linha que separa um policial de, na tentativa de manter todos dentro da lei, infringi-la. Estes, no entanto, não são os piores momentos, ainda que a sequência que traz crianças assaltando uma loja com roupas de beisebol se esforce para tal. Mais ridículo ainda é o instante em que o RoboCop 2 tenta seduzir uma moça com um pênis de metal (sério?) que, além de descartável e de extremo mau gosto, traz um machismo inacreditável implícito na cena. E se traz crianças participando do mundo do crime, porque não incluir o filho do RoboCop entre os vilões? A óbvia decisão dos roteiristas é escancarada com segundos de filme, estragando algo que poderia até conferir certo peso dramático ao longa.

Psiquiatra FaxxRoboCop continua impondo respeitoRoboCop surge todo atrapalhado

Ao menos os efeitos sonoros e visuais continuam excelentes e a trilha sonora de Leonard Rosenman marca forte presença sublinhando as sequências de ação com frequência maior que no longa anterior. Por outro lado, a fotografia claramente mais colorida de Mark Irwin e o menor grau de violência gráfica escancaram os interesses puramente comerciais por trás do projeto, algo que dificilmente ocorreria caso Paul Verhoeven continuasse na cadeira de diretor. Até temos momentos violentos, como a citada tortura ao policial Duffy, mas nada comparado ao estilo bem mais agressivo do diretor holandês.

Mesmo com tantos problemas, “RoboCop 2” se recupera com o interessante clímax que traz o esperado confronto entre os dois ciborgues, num embate enérgico bem conduzido por Irvin Kershner, obviamente beneficiado pelos excepcionais efeitos visuais. Contudo, esta conclusão não apaga os inúmeros equívocos de um longa que até diverte, mas, assim como o personagem que dá nome ao filme, está bem abaixo de seu antecessor.

RoboCop 2 foto 2Texto publicado em 22 de Janeiro de 2016 por Roberto Siqueira

CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ (1988)

(The Naked Gun: From the Files of Police Squad!)

3 Estrelas 

 

Videoteca do Beto #215

Dirigido por David Zucker.

Elenco: Leslie Nielsen, George Kennedy, Ricardo Montalban, Priscilla Presley, O.J. Simpson, Susan Beaubian, Nancy Marchand, Raye Birk, Ed Williams e ‘Weird Al’ Yankovic.

Roteiro: Jerry Zucker, Jim Abrahams, David Zucker e Pat Proft.

Produção: Robert K. Weiss.

Corra que a Polícia vem aí[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Apesar de não ter muita conexão com o restante da narrativa, a cena de abertura de “Corra que a Polícia vem aí” resume bem o que é o filme. Se por um lado funciona para gerações mais velhas ao satirizar líderes mundiais da época, por outro as pessoas mais jovens e que não conheçam as figuras ali representadas certamente não verão muita graça naquilo tudo (ainda que seja sempre interessante estudar a história e conhecer o passado, não é mesmo?). Este é o problema de sátiras muito focadas nos acontecimentos de sua época. Com o passar dos anos, elas ficam datadas. No entanto, mesmo deixando de lado estas piadas centradas nos acontecimentos dos anos 80, ainda temos outras muito divertidas que funcionam bem até hoje.

Escrito a oito mãos por Jerry Zucker, Jim Abrahams, David Zucker e Pat Proft (três deles roteiristas da série televisiva que inspirou o filme), “Corra que a Polícia vem aí” traz o atrapalhado detetive Frank Drebin (Leslie Nielsen) numa investigação sobre a tentativa de assassinar seu parceiro Nordberg (O.J. Simpson), que acaba levando-o a colidir com o magnata Vincent Ludwig (Ricardo Montalban) justamente durante a visita da Rainha Elizabeth II (Jeannette Charles) a cidade de Los Angeles.

Após a abertura em Beirut, somos transportados para uma Los Angeles ensolarada e alegre que contrasta bem com os ambientes sombrios percorridos pelo detetive durante a noite, numa composição visual do diretor de fotografia Robert Stevens que remete claramente aos filmes noir. A referência se torna ainda mais óbvia graças à divertida narração em off de Nielsen e a trilha sonora composta por Ira Newborn, que ajudam a construir o clima noir sem jamais perder de vista a atmosfera leve que uma comédia pede, numa mistura não tão simples de se conseguir como parece.

No entanto, mais importante que o visual é a criatividade dos roteiristas na concepção de piadas e gags interessantes, que se acumulam num ritmo agradável graças ao bom trabalho do montador Michael Jablow e a condução do diretor David Zucker. Apostando num humor baseado no exagero e no choque através do absurdo, Zucker demonstra habilidade para manter o interesse do espectador através de sequências como o incêndio na casa de Ludwig, que se apoia em outra cena ocorrida antes em que o proprietário da casa explica detalhadamente o valor de alguns objetos que obviamente serão destruídos pelo desajeitado detetive Drebin, ocasionando o incêndio e a fuga atrapalhada do protagonista.

Ambientes sombriosIncêndio na casa de LudwigLetreiros na tela

O humor baseado no exagero vem acompanhado de muitas piadas sobre o cotidiano dos policiais norte-americanos e referências à cultura pop da época, como numa sequência embalada pela música I’m into something good que termina com letreiros na tela exatamente como era feito nos videoclipes da MTV. Ao satirizar elementos populares da cultura norte-americana, “Corra que a Polícia vem aí” naturalmente cria conexão com grande parte da plateia, mas nada disso funcionaria tão bem não fosse o talento de Leslie Nielsen.

Já famoso pelo sucesso de “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu!”, Nielsen novamente se mostra muito a vontade como protagonista de uma comédia de absurdos, compondo o detetive Drebin como um sujeito sério que não tem a menor noção do que ocorre ao seu redor e que sequer percebe as consequências de seus atos – algo que ele comprova toda vez que estaciona seu carro. Repare, por exemplo, a naturalidade com que ele se pronuncia no engraçado diálogo com a esposa de Nordberg no hospital, diminuindo as esperanças da moça sem piedade e, o que é pior, sem perceber que está fazendo isso. E justamente nesta falta de travas e até mesmo certa inocência que reside o sucesso do personagem.

Sujeito sérioEngraçado diálogoComida chinesa vencida

Particularmente, os momentos que mais me agradam são a piada com comida chinesa vencida na casa dele (a reação de Nielsen ao abrir a embalagem é hilária) e a sequência da partida de beisebol em que ele é o árbitro, na qual as reações exageradas de Nielsen arrancam boas gargalhadas.

Gerações mais novas podem não entender algumas piadas de “Corra que a Polícia vem aí”, mas ainda assim a capacidade de envolver o espectador e de lhe proporcionar diversão está mantida. Ou seja, o longa estrelado por Leslie Nielsen pode até já estar datado, mas ainda continua muito divertido.

Corra que a Polícia vem aí foto 2Texto publicado em 12 de Janeiro de 2016 por Roberto Siqueira

Bowie

Ele voltou para as estrelas. 😦

Vídeo publicado em 11 de Janeiro de 2016 por Roberto Siqueira

Videoteca do Beto: novas aquisições

Olá pessoal,

Abaixo as últimas novidades em DVD:

Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma (1999)

Star Wars Episódio II – Ataque dos Clones (2002)

Star Wars Episódio III – A Vingança dos Sith (2005)

Operação Big Hero (2014)

E também as novidades em Blu-ray que vieram na última Black Friday:

A Pequena Sereia (1989)*

Planeta dos Macacos: A Origem (2011)

Universidade Monstros (2013)

Noé (2014)

Planeta dos Macacos: O Confronto (2014)

Uma Aventura Lego (2014)

*Como sempre, os filmes que chegaram depois de sua posição na ordem cronológica das críticas “Videoteca do Beto” serão assistidos e avaliados na medida do possível e serão encaixados na sequência da Videoteca.

Um abraço.

Videoteca 09Jan2016Texto publicado em 09 de Janeiro de 2016 por Roberto Siqueira

Balanço de 2015

Ano passado fui enfático ao dizer que 2014 foi o pior ano da história do Cinema & Debate. No entanto, esta afirmação empalidece diante do desempenho pífio que tive neste ano de 2015. Consegui a proeza de ficar 12 meses sem postar críticas, divulgar apenas 15 posts e concluir o ano com irrisórias 4 críticas divulgadas. Trata-se, portanto, de um ano perdido para o blog, ainda que o número de acessos tenha se mantido, o que me dá esperança e ânimo para 2016.

Obviamente, tudo isto tem motivo. O ano de 2015 foi um dos melhores e mais desafiadores de minha vida. Passei por mudanças importantes que me obrigaram a aprender muito e foquei boa parte do meu tempo numa nova etapa de minha vida profissional. Além disso, passei a ter ainda mais foco em meu estudo do idioma alemão e consegui dividir bem o tempo com minha família e amigos.

Só que algo saiu de controle durante o ano e percebo que está na hora de mudar de comportamento. Se por um lado aprendi e evolui muito em termos de política e aspectos sociais graças aos inúmeros debates que participei via redes sociais ou pessoalmente, por outro percebi que na maioria das vezes trata-se de uma discussão vazia e sem propósito, que toma grande parte do meu tempo, me cansa e não me traz nada de bom. E o que é pior, me afasta ainda mais do Cinema & Debate, um projeto pessoal que me faz tão bem. Não que eu tenha deixado de assistir filmes. Consegui assistir um bom número de filmes este ano, inclusive lançamentos no cinema, mas a escrita ficou em segundo plano, ao menos a escrita relacionada ao cinema. Está na hora de mudar isso.

Assim como em 2014, os números do site não espelham a minha ausência quase completa em 2015. O número de acessos e comentários continua crescendo e recebo solicitações de críticas com certa frequência. Ou seja, o blog continua vivo, pulsando e precisando retomar sua vida normal.

Terminei 2015 com a marca de 116 filmes assistidos (e alguns lançamentos na lista). Como de costume, conto cada filme uma vez só, mesmo que tenha repetido alguns deles durante o ano. Neste ano, tive o prazer de apresentar mais clássicos para o Arthur, com destaque para “O Mágico de Oz”, “Karatê Kid”, os universos “Star Wars” e “Harry Potter”, alguns heróis da Marvel como “Hulk” e o assustador “Tubarão”, que fez o pequeno saltar do sofá algumas vezes. Também pudemos assistir no cinema o novo filme do Bob Esponja e a obra-prima “Divertida Mente”, que encantou toda a família. O ano ficou marcado ainda pelo grande número de documentários que assisti, o que me fez ampliar a visão sobre temas extremamente espinhosos através de obras como “The True Cost”, “Kids for Cash” e “Winter on Fire”.

Em termos de críticas meu desempenho não existiu. Escrevi algumas críticas durante o ano, mas divulguei apenas 4 textos, o que faz de 2015 um ano difícil de ser superado em termos de desempenho negativo.

Espero que 2016 seja um ano bem melhor para o Cinema & Debate e para isso contarei novamente com a compreensão de minha amada esposa, o carinho dos meus filhos e a força dos familiares e amigos que gostam de debater cinema comigo, além é claro de vocês leitores, tão especiais e essenciais para a existência do blog.

Vamos então aos números oficiais do Cinema & Debate em 2015:

– 4 críticas divulgadas na Videoteca do Beto.

– Nenhum Filme Comentado transformado em crítica.

– Nenhuma Semana Especial.

Segundo dados do WordPress, os 5 textos mais acessados em 2015 foram:

            5° lugar = “Os Dez Mandamentos

            4° lugar = “Um Estranho no Ninho

            3° lugar = “2001 – Uma Odisséia no Espaço

            2° lugar = “A Missão

            1° lugar = “Um Sonho de Liberdade

Temos assim duas novidades no ranking e os três primeiros se mantém, apenas trocando posições.

E agora, a lista dos 116 filmes assistidos em 2015 com a cotação no tradicional formado das estrelinhas.

Um grande abraço, obrigado e que 2016 seja um ano cinematográfico para todos nós!

PS: Alguns filmes citados na lista terão suas críticas divulgadas em breve.

Balanço de 2015

Texto publicado em 05 de Janeiro de 2016 por Roberto Siqueira

ROBOCOP – O POLICIAL DO FUTURO (1987)

(RoboCop)

4 Estrelas

 

 

Videoteca do Beto #214

Dirigido por Paul Verhoeven.

Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Ronny Cox, Kurtwood Smith, Miguel Ferrer, Robert DoQui, Ray Wise, Felton Perry, Paul McCrane, Jesse D. Goins, Del Zamora, Lee de Broux, Calvin Jung, Rick Lieberman, Mark Carlton, Edward Edwards, Michael Gregory, Gene Wolande e Angie Bolling.

Roteiro: Edward Neumeier e Michael Miner.

Produção: Arne Schmidt.

RoboCop – O Policial do Futuro[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido ao filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

Num cenário dominado pela criminalidade, o surgimento de alguém capaz de oferecer real proteção aos cidadãos deveria ser algo a se comemorar. No entanto, oferecer proteção e permanecer dentro da lei não é algo tão simples quanto parece, ainda mais quando, dominadas pelo medo, as pessoas tendam a apoiar a justiça feita pelas próprias mãos, mesmo que, para isso, seja preciso deixar a lei de lado, num paradoxo complexo que oferece elementos para uma discussão quase infinita. Qual é a solução? O ideal seria uma sociedade que não gere criminosos, mas este é outro tema ainda mais complexo que não pretendo desenvolver aqui. E o que isto tem a ver com “RoboCop – O Policial do Futuro”? Simples. Apesar de uma leitura superficial apontar o longa de Verhoeven como um ótimo filme de ação, é perfeitamente possível extrair reflexões muito interessantes sobre a natureza da violência urbana e, principalmente, sobre o nosso comportamento diante dela.

Roteirizado por Edward Neumeier e Michael Miner, “RoboCop – O Policial do Futuro” nos leva a um violento futuro distópico no qual a cidade de Detroit é totalmente tomada pelo crime. É neste ambiente que o policial Alex J. Murphy (Peter Weller) é brutalmente assassinado por traficantes e se transforma na cobaia de um projeto ambicioso que cria um ciborgue de titânio, capaz de enfrentar praticamente sozinho os criminosos locais. No entanto, resquícios de memórias começam a surgir na mente dele e colocam em risco o projeto justamente pela presença de elementos humanos como a saudade e o desejo de vingança.

Auxiliado pelo design de produção de William Sandell e pela fotografia acinzentada de Jost Vacano, Paul Verhoeven concebe uma Detroit extremamente suja e deteriorada que, reforçada pelas notícias de crimes no telejornal e até mesmo pelos violentos comerciais de brinquedos, gera a atmosfera de apreensão e medo pretendida pelo diretor. Neste contexto de extrema violência urbana, fica mais fácil trazer o espectador para o lado da polícia, sem que este se importe muito com as razões pelas quais aquela sociedade caminhou naquela direção extrema, onde um casal de idosos é assaltado por um homem armado até os dentes e moças são atacadas brutalmente pelas ruas.

Desde a abertura, aliás, Verhoeven já estabelece o tom sombrio através da trilha sonora de Basil Poledouris, que sublinha perfeitamente a narrativa e ainda ilustra a adrenalina do espectador quando RoboCop começa a agir nas raras inserções da empolgante música tema. Sempre relevantes num filme futurista como este, os efeitos visuais também funcionam muito bem, ainda que algumas cenas já estejam datadas, especialmente quando envolvem o robô ED209, mas este é um pecadilho quase inofensivo diante do impacto visual proporcionado em “RoboCop – O Policial do Futuro”.

Notícias no telejornalSequência de apresentação de ED209Brutal assassinato de Murphy

É verdade que grande parte deste impacto vem através da violência gráfica que se tornou uma das marcas de Verhoeven, como atestam a sequência de apresentação de ED209 e o brutal assassinato de Murphy, conduzidos sem concessões pelo diretor, que faz questão de realçar o violento resultado de cada tiro contra as vítimas. Além disso, Verhoeven e seu montador Frank J. Urioste imprimem um ritmo seco e direto à narrativa, que torna tudo ainda mais realista por não recorrer a invencionices. Também marcante em sua filmografia, o senso de humor peculiar dá as caras em alguns momentos, como na reação de muitos dos funcionários presentes no massacre promovido por ED209 contra um deles na citada apresentação, na qual parecem nem se importar com o que acabaram de testemunhar. É um tipo de humor sarcástico, quase trágico, que nos faz rir mais pelo absurdo da situação do que por ter alguma graça ali. E é neste tipo de reação provocada no espectador que reside um dos maiores méritos de Verhoeven.

Ganhando destaque como a fiel parceira do protagonista, Nancy Allen compõe Lewis como uma policial determinada, demonstrando real preocupação com o parceiro e destoando das atuações unidimensionais de grande parte do elenco. Isto por que Ronny Cox encarna Dick Jones como um homem detestável, não deixando nenhum espaço para que o espectador compreenda suas motivações, assim como fazem Kurtwood Smith, Ray Wise, Paul McCrane e Jesse D. Goins na pele dos integrantes da gangue que assassina Murphy e comanda o tráfico local. Miguel Ferrer também não colabora ao compor Morton simplesmente como um ambicioso sem escrúpulos, ainda que diante de Dick Jones ele empalideça. Talvez a rara exceção fique por conta de Dan O’Herlihy, que vive o líder da PCO como alguém igualmente ambicioso e obviamente interessado apenas nos lucros que os projetos podem trazer, mas que ao menos tem sabedoria para ouvir todos os envolvidos nos projetos da empresa e demonstra alguma sensibilidade em momentos específicos.

Policial determinadaHomem detestávelLíder da PCO

É curioso notar, aliás, como o roteiro tem o cuidado de abordar aspectos interessantes envolvendo os personagens secundários, como a preocupação dos policiais com o surgimento do RoboCop (“Vão nos substituir?”) e a ligação de um empresário com o tráfico de drogas, ainda que estas questões sejam ofuscadas diante da quantidade de questionamentos que envolvem a criação do personagem título, seja pelo aspecto moral e ético, seja pela reação da plateia diante de suas ações.

Indicando o futuro trágico do policial vivido por Peter Weller através de um close na plaqueta com seu nome no armário que ecoa outra cena ocorrida minutos antes, Verhoeven e sua equipe criam um herói icônico com seu visual metalizado e extremamente funcional após ser transformado num ciborgue, reforçado pelo excepcional design de som que realça a imagem de policial indestrutível através do impacto de seus passos e dos pequenos sons que acompanham cada movimento dele. Além disso, os planos subjetivos durante a cirurgia e nos primeiros momentos da nova vida como RoboCop nos colocam na pele de Murphy e criam a identificação necessária para que o espectador se importe ainda mais com o protagonista, que se torna mais humano através das lembranças de sua família que tanto o atormentam, nos colocando em dúvida sobre a sua natureza. Seria ele somente um programa de computador ou ainda existia algum traço de humanidade ali? O que define a nossa condição humana, afinal? O corpo em que vivemos ou o que se passa em nossas mentes?

Futuro trágicoPlanos subjetivos durante a cirurgiaApresentado com toda a pompa e circunstância

Esta identificação torna mais intensas sequências como o chocante ataque dos policiais contra RoboCop, que se torna ainda mais marcante pela concepção visual de Verhoeven, com seus planos nos colocando sob a mira dos tiros e, posteriormente, envoltos na cortina de poeira que emana do chão. O diretor, aliás, trabalha seu protagonista com esmero desde sua impactante apresentação, quando o vemos rapidamente numa pequena televisão, depois andando atrás de um vidro que deturpa a visão, até que finalmente ele é apresentado com toda a pompa e circunstância. Não são raras as cenas que reforçam a aura icônica do personagem, como quando ele surge em frente às chamas que tomaram conta de um posto ou nos momentos em que a sombra indica sua chegada.

Com o espectador completamente conectado ao protagonista, fica fácil justificar toda e qualquer ação dele. Afinal de contas, numa sociedade tomada pela violência, quem não gostaria de ter um super policial para protegê-lo? E aí reside a grande reflexão provocada pela subversiva obra de Verhoeven. Quais são as nossas reações diante das ações de RoboCop? Obedecendo às suas diretrizes, em teoria ele não pode ser considerado culpado mesmo quando pune um criminoso cometendo outro crime, certo? Então assassinar um criminoso inescrupuloso como Dick Jones a sangue frio somente por que ele acabara de ser demitido e, portanto, não se enquadrava mais em sua quarta diretriz não tem problema algum? Quando RoboCop comete um assassinato, isto não o torna um criminoso também? O final eletrizante na siderúrgica repleto de momentos graficamente violentos (como um dos bandidos sendo corroído pelo lixo tóxico) e a tensa sequência seguinte na PCO nos faz vibrar com a vingança de RoboCop. Justificável? Estamos certos? Que cada espectador reflita a respeito, pois as questões abordadas por “RoboCop – O Policial do Futuro” levam o filme muito além de sua superfície.

Não que esta superfície deva ser menosprezada. Afinal, trata-se de um ótimo filme de ação, com o diferencial que, além das boas sequências regadas a tiros e muito sangue, consegue também levantar uma série de reflexões interessantes.

RoboCop – O Policial do Futuro foto 2Texto publicado em 25 de Novembro de 2015 por Roberto Siqueira

Videoteca do Beto: novas aquisições

Olá pessoal,

Algumas novidades da Videoteca que não divulguei, coleções que ganhei e comprei em DVD no fim do ano passado (sim, 2014!). Ainda não decidi, mas é bem provável que cada uma delas se transforme numa Semana Especial.

Coleção Rocky Balboa (presente que ganhei de aniversário, obrigado mãe!)

Rocky, Um Lutador (1976)** – Crítica já divulgada na Videoteca

Rocky II – A Revanche (1979)*

Rocky III – O Desafio Supremo (1982)*

Rocky IV (1985)*

Rocky V (1990)*

Rocky Balboa (2006)** – Crítica já divulgada

Coleção Chaplin (a única oferta realmente interessante que encontrei na última Black Friday)

A coleção traz todos os filmes de Chaplin, sendo 13 longas-metragens e 65 curtas. Obviamente, não escreverei sobre os curtas, restando apenas os 7 longas que ainda não escrevi. Os outros 6 já tem críticas divulgadas.

O Casamento de Carlitos (1914)*

O Garoto (1921)** – Crítica já divulgada

Casamento ou Luxo (1923)*

Em Busca do Ouro (1925)** – Crítica já divulgada

O Circo (1928)** – Crítica já divulgada

Luzes da Cidade (1931)** – Crítica já divulgada

Tempos Modernos (1936)** – Crítica já divulgada

O Grande Ditador (1940)** – Crítica já divulgada

Monsieur Verdoux (1947)*

Luzes da Ribalta (1952)*

Um Rei em Nova York (1957)*

Festival Carlitos (1959)*

A Condessa de Hong Kong (1967)*

Coleção Woody Allen (presente de Natal que ganhei da família)

Bananas (1971)*

Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo de Perguntar (1972)*

O Dorminhoco (1973)*

A Última Noite de Boris Grushenko (1975)*

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)** – Crítica já divulgada na Videoteca

Interiores (1978)*

Manhattan (1979)*

Memórias (1980)*

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão (1982)*

Zelig (1983)*

Broadway Danny Rose (1984)*

A Rosa Púrpura do Cairo (1985)*

Hannah e suas Irmãs (1986)*

A Era do Rádio (1987)*

Setembro (1987)*

A Outra (1988)*

Crimes e Pecados (1989)*

Simplesmente Alice (1990)*

Neblina e Sombras (1991)*

Melinda e Melinda (2004)

*Como sempre, os filmes que chegaram depois de sua posição na ordem cronológica das críticas “Videoteca do Beto” serão assistidos e avaliados na medida do possível e serão encaixados na sequência da Videoteca. Neste caso, provavelmente através de Semanas Especiais.

Um abraço.

Videoteca 15nov2015Texto publicado em 15 de Novembro de 2015 por Roberto Siqueira